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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Além das chuvas, o risco nuclear


A situação em Angra dos Reis é grave. Mais de 900 desabrigados, 41 mortos, dois bairros evacuados e muitas perdas… A Região da Ilha Grande foi interditada, fazendo com que os turistas tivessem que deixar o local. A Rio-Santos, principal via de acesso a região, também pode ficar interditada por até 2 meses.

Tudo isso fez com que o Prefeito de Angra solicitasse o desligamento dos reatores nucleares, zelando pela segurança da população. Mesmo sabendo que o quadro atual ameaça a execução do polêmico plano de emergência das usinas, a Eletronuclear insistiu em deixar o parque nuclear funcionando, desconsiderando a segurança e a lei da precaução e colocando assim a vida de milhares de pessoas em risco.

Mas a prefeitura de Angra promete insistir na solicitação. O prefeito Tuca condicionou o funcionamento pleno das unidades à perfeita trafegabilidade da Rodovia Rio-Santos, o que pode levar mais de dois meses para ser atingido, se é que o pode, levando-se em consideração o histórico de interdições da rodovia.

O plano de segurança da Central Nuclear Almirante Álvaro Aberto, de Angra dos Reis, é algo muito pouco discutido e detalhado, apesar da pressão para tal, há muito tempo exercida por diversos setores da sociedade, inclusive o Greenpeace. Como sabemos, não existe transparência nem controle social no programa nuclear brasileiro. Até hoje, não há um plano de emergência bem definido, que seja considerado eficaz, nem uma preocupação por parte da empresa, que continua a negligenciar a segurança da população.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão licenciador e fiscalizador da área nuclear, que controla a empresa que fabrica combustível e a que fabrica peças para as usinas de Angra, ou seja, que tem interesses diretos com o funcionamento da usina, também parece não se importar com a segurança do povo, o que deveria ser seu principal papel. Até hoje a CNEN não se manifestou sobre o assunto. O Greenpeace tentou ouvir a opinião do Diretor de Radioproteção e Segurança da Comissão, Laércio Vinhas, mas ele não quis se manifestar.
Em 2009, 24 e 9 anos após o início de funcionamento das usinas de Angra 1 e 2 respectivamente, o exercício do plano de emergência das usinas veio a comprovar a sua ineficácia. Segundo assumiu o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Félix, que acompanhou o exercício, a fuga marítima em embarcações pela Baía da Ilha Grande poderia ser o plano A, em detrimento da fuga pela Rodovia Rio-Santos, uma vez que a situação da Rio-Santos ainda era crítica para evacuar a população em caso de acidente nuclear.

Agora, a situação está muito pior. Com a estrada e a região da Ilha Grande interditadas, como a Eletronuclear planeja agir para garantir segurança à população em caso de emergência?

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http://www.greenblog.org.br
Postado por André Amaral

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Usina de Itaipu perde na Justiça. Índios guarani permanecem nas terras

O Tribunal Regional Federal do Paraná rejeitou ação da Usina de Itaipu que pleiteava a posse de três aldeias Guarani no Paraná, garantindo a permanência dos índios em suas aldeias, independente na demarcação da terra. A Justiça Federal já havia decidido em favor dos indígenas em dezembro do ano passado, mas a usina recorreu, pedindo reintegração de posse.

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) comemorou a decisão da Justiça e lembrou que durante a construção de Itaipu, diversas terras indígenas foram alagadas, apesar do protesto dos povos.


Fonte: www.apn.org.br
com informações do CIMI

Protesto anti-nuclear na Grã-Bretanha

[Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston é bloqueado por centenas de manifestantes, num protesto contra uma decisão do governo britânico de modernizar a planta de Aldermaston, em Berkshire, e os planos para desenvolver um novo explosivo para mísseis balísticos nucleares em substituição ao sistema Trident, com apoio e o know-how do governo estadunidense. Esse foi um dos maiores protestos anti-nucleares no Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston dos últimos 10 anos.]

Cerca de 400 ativistas saíram às ruas para o Grande Bloqueio do Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston, no dia 27 de outubro. Organizado pela Trident Ploughshares (grupo anti-nuclear que luta contra o sistema de armas nucleares Trident) e apoiado pela Campanha pelo Desarmamento Nuclear (CND), pelo grupo Bloqueie os Construtores e pelo Acampamento Paz das Mulheres de Aldermaston. O bloqueio foi uma tentativa de acabar com o trabalho existente nas ogivas nucleares Trident e fechar as fábricas que permitirão o desenvolvimento de versões mais recentes no laboratório de pesquisa de armas nucleares da Grã-Bretanha.

Mais de 30 pessoas foram presas. Muitas outras pessoas subiram num tripé no qual bloqueou a estrada A340 por duas horas; muitas outras, que estavam presas umas às outras através de tubos-de-braço, bloquearam o portão da fábrica por cinco horas. As pessoas vieram de todas as partes para o bloqueio – havia representantes da Noruega, Alemanha, Suíça, Áustria, França, Escócia, País de Gales, Bradford e Plymouth, bem como um monge e uma monja budista que andaram de Aldermaston até Londres.

O bloqueio de Aldermaston veio no despertar de outras tantas campanhas contra os fabricantes de armas no Reino Unido. Em Brighton, no dia 15 de outubro, um protesto de massa tomou lugar contra a EDO MBM/ITT. Neste meio-tempo, durante a última semana em Bristol, alguns manifestantes montaram um protesto no topo do telhado contra a Raytheon (fábrica de armas). Dois dos manifestantes ficaram no telhado por aproximadamente 38 horas.


Algumas fotos podem ser visualizadas aqui:

http://picasaweb.google.com/NuclearDisarm
http://picasaweb.google.com/NuclearDisarm/Aldermaston#

Tradução > Marcelo Yokoi

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agência de notícias anarquistas-ana

E cruzam-se as linhas
no fino tear do destino.
Tuas mãos nas minhas.

Guilherme de Almeida