terça-feira, 16 de dezembro de 2003

Ano novo. A vida continua. Cada vez me descobrindo um libertário, que tenho que aproveitar e curtir a vida pois só tenho esta.
Ontem lia 'Sem Tesão Não há Solução', de Roberto Freire, e uma passagem me fez pensar bastante: diz que o Universo só tem lado de fora. Ou que o lado de dentro do Universo é fora. Só lendo mesmo para entender as teorias libertárias do criador da Somaterapia. Entre outros, em consciente coletivo, ele diz que compactua com a obra poética de Pessoa, essa obra pertence ao citado leitor (Freire)... Ou seja, Hamlet é minha obra... Que se, por exemplo, o som dos Beatles é musica para os ouvidos, é porque compactuamos de um mesmo (in)consciente coletivo... e por aí vai.

Uma coisa que pensei mas, se não me engano, o autor desmentia:
se eu morro nessa dimensão, me suicido,... morro, eu continuo vivo, só que os que ficaram não me vêem, pois abandonei esse corpo.
Eu desenvolvi essa teoria a partir do 'Sem Tesão...'. Já tive a imprensão de meu corpo ter ficado estendido no caminho ao olhar p/ trás e ver o ônibus parado no sinal. Viagens!!!

Ou seja, se já morri, agora estou numa outra dimensão que p/ mim é a mesma da vida que levava.
Junto à teoria de que só temos essa vida, e que ao morrer acaba tudo, somo a minha teoria de que sempre serei o Eduardo enquanto não morrer de morte natural (envelhecer e morrer).
Se morrer de morte por doença na velhice, o máximo que ganho é outro corpo.
Posso também viver nos espaços celestiais com os grandes sábios ou mesmo viver no Paraiso, mas acredito que essas são concepções criadas pelo Homem. Deus está além de toda e qualquer compreensão que possa ser conseguida por qualquer ser vivo. Daí o ideal libertário: nada do que eu ou qualquer homem possa alcansar é a verdade absoluta pois ela está acima de qualquer compreensão dos sentidos materiais.