sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

III Encontro Continental Guarani destaca falta de terra para os indígenas do sul do Brasil

A falta de terra para os Guarani que vivem nos estados do sul do Brasil é a principal questão debatida no III Encontro Continental Guarani, que acontece entre 5 e 7 de fevereiro, em São Gabriel, Rio Grande do Sul. Cerca de 150 guarani participam do evento, que relembra o massacre do líder Guarani Sepé Tiaraju, ocorrido há 252 anos.



Lideranças indígenas do Rio Grande do Sul, de Santa Cataria e do Paraná estão presentes ao encontro. Os Guarani da região irão debater os principais problemas que os afetam, com destaque para a questão territorial. “Várias famílias estão morando na beira da estrada por falta de terra, com risco das pessoas serem atropeladas”, alerta a liderança Maurício Guarani, da terra Estiva, em Viamão, Rio Grande do Sul.



A partir do Encontro, os indígenas pretendem pressionar a Fundação Nacional do Índio (Funai) para que novos Grupos de Trabalho (GTs) de identificação de terra sejam criados. Nos últimos meses, os povos conquistaram a criação de um GT para identificar três terras no Rio Grande do Sul. Amanhã (6), à tarde, representantes da Funai, Ministério Público Federal e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) ouvirão as demandas indígenas.



Os participantes do Encontro também pretendem organizar, ainda em 2009, uma reunião com os Guarani da Argentina e Paraguai para intensificar a articulação continental do povo, iniciada em 2006 no I Encontro Continental Guarani.



Memória de Sepé

No dia 7 de fevereiro, os pajés celebrarão a memória de Sepé Tiaraju. Ele liderou os Guarani na resistência dos Sete Povos das Missões contra o tratado de limites, celebrado entre Espanha e Portugal, que expulsaria os indígenas para o outro lado do rio Uruguai. Ele foi morto em 1756 no local conhecido hoje como Sanga da Bica, localizado dentro da cidade de São Gabriel. Três dias depois, mais de 1,5 mil Guarani foram dizimados pelos exércitos invasores, no local conhecido hoje como Coxilha do Caiboaté.



“Esse é um momento importante para refletir sobre nossa história, nossa luta, nosso povo” explica Maurício. Segundo a liderança, desde o primeiro Encontro Continental, em 2006, já houve importantes avanços como a criação da Comissão de Terras Guarani e o aumento do diálogo com Funai sobre as terras do povo.



Brasília, 5 de fevereiro de 2009
Informe n. 852
Cimi - Conselho Indigenista Missionário

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Doações para vítimas de enchentes foram queimados por terem deteriorado


O Ministério Público Estadual (MP) do Rio de Janeiro vai instaurar inquérito para apurar a responsabilidade dos bombeiros que incineraram donativos destinados às vítimas da enchente que devastou Santa Catarina e vários municípios fluminenses, nos últimos meses.

De acordo com o promotor Homero das Neves, coordenador da Primeira Central de Inquéritos, a destruição do material usado constitui crime de dano contra o patrimônio público, pois o Estado era, naquele momento, responsável pelos donativos.

Se condenados, os responsáveis por atear fogo às doações e o coronel Djalma Souza Filho, exonerado do cargo de diretor-geral da Defesa Civil, podem pegar de dois a quatro anos de prisão. O caso deverá ser investigado pela 17ª DP (São Cristóvão), que cobre a área do 21º Grupo de Artilharia de Campanha (GAC) do Exército, onde as doações estão armazenadas, em condições precárias, desde novembro.

O secretário estadual de Saúde, Sergio Côrtes, que determinou o afastamento do coronel, disse estar revoltado com a destruição: "O meu sentimento é de revolta, como o de qualquer cidadão. A vantagem é que eu sou secretário e pude exonerá-lo", disse.

Côrtes determinou que o subsecretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, instaurasse uma sindicância para apurar os fatos. Ele disse que sequer telefonou para o ex-diretor-geral para comunicar sobre sua demissão.

"Para mim, as fotos e as imagens já dizem tudo. E é preciso atitudes rigorosas na apuração. A cobrança é fundamental. Dentro de 30 dias vamos saber quem foram os responsáveis, e eles serão responsabilizados por isso", afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que acompanhou Côrtes num evento no Piscinão de Ramos, preferiu não comentar o episódio. O governador Sergio Cabral também não falou sobre o assunto.

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), presidente da Comissão de Defesa Civil da Assembléia Legislativa (Alerj), disse que convocará os acusados para prestar esclarecimentos amanhã. Ontem, o parlamentar voltou a defender o militar que determinou a queima dos donativos.

"O coronel Djalma teve dificuldade para levar os donativos até os desabrigados. Além disso, o material não estava guardado em local adequado. Eles não seriam loucos. Tem que haver uma justificativa", disse Bolsonaro, que já sabia da dificuldade de encaminhar os donativos aos municípios atingidos pelas enchentes. O deputado se comprometeu a voltar ao quartel para vistoriar o que restou dos donativos.

Nos últimos dias, doadores cariocas, que se sensibilizaram com o drama dos desabrigados e enviaram donativos para o quartel de São Cristóvão, ficaram indignados com a queima de roupas e brinquedos pelos bombeiros. Moradora de Campos, a médica Fernanda Guimarães trabalhou em Itaperuna para ajudar os desabrigados. "Várias cidades da região ainda precisam de donativos, especialmente agasalhos, já que são municípios muito pobres. Foi um absurdo queimar isso", afirma ela.


http://jornale.com.br
Publicado por Edson Fonseca
02-Fev-2009 12:30

-----------------

A doações para Santa Catarina viraram cinzas no Rio de Janeiro

Sua doação virou cinza otário!!!

Bombeiros do Rio queimam doações para desabrigados

O filme A Casa de Sandro recebe Menção Honrosa do Jurí da Crítica

''A Casa de Sandro apresenta uma articulação rigorosa entre elementos visuais e sonoros e institui um universo minimalista, no qual interagem a criação fílmica e a pictórica. Na sucessão dos planos, o cineasta afirma sua diferença de estilo em relação ao gesto do pinto'', justifica o Júri da Crítica.



Gustavo Beck

Foto: Leonardo Lara - 01/02/2009

http://www.mostratiradentes.com.br

- 'ao gesto do pinto' ficou ótimo. rs! só reproduzi o texto do site.

Governo financia Fórum com R$ 86 milhões: R$ 50 milhões para a polícia

O evento da "esquerda democrática" tem servido para o governo do PT no estado, de Ana Júlia Carepa, investir cada vez mais em repressão contra a população pobre


O Fórum Social Mundial, encontro financiado pelo governo e por capitalistas, que está sendo realizado em Belém, no Pará, tem sido, ao contrário do que divulgam seus organizadores, e inclusive partidos ditos de esquerda, como o Psol e o PSTU, entusiastas participantes, ou seja, que seria um encontro de discussão democrático, uma verdadeira frente de repressão do governo estadual, de Júlia Carepa, do PT e do governo Lula.

Para o evento, o governo federal, por meio de ministérios e de estatais repassou R$ 86 milhões para o fórum, sendo que R$ 50 milhões foram destinados para a Polícia Militar, para a compra de armas, câmeras e equipamentos policiais.

Foram quatro ministérios (Saúde, Trabalho, Educação e Turismo) e duas estatais que garantiram o repasse milionário, fator de controle completo do governo sobre o Fórum.
Este encontro não é só financiado por governos da oligarquia, mas pelas forças repressivas deste governo.

O governo de Ana Júlia Carepa, do PT do Pará, é conhecido por promover uma série de atividades repressivas contra os sem-terra, as mulheres e a população mais pobre do estado.

Foi neste governo que os latifundiários realizaram a operação "Paz no Campo" contra os sem-terra, que incluiu diversas tropas policiais para perseguir famílias de sem-terra e trabalhadores rurais no campo.

Neste governo foram denunciadas também dezenas de casos de mulheres que foram encarceradas com homens por falta de prisões ou por acordo com o aparelho prisional para forçar mulheres a venderem seus corpos na prisão, fato gravíssimo que foi minimizado pela imprensa e pelo governo federal.

O comandante da operação repressiva é o Delegado Geral de Polícia, Raimundo Benassuly, o mesmo que defendeu os estado das acusações de deixarem mulheres serem presas nas penitenciárias com homens, caso que veio à tona há dois anos, mas que continua sendo comum nas prisões deste e de outros estados.

Em meio ao Fórum, e antes deste, foi desbaratada a chamada "Operação Reação" da Polícia Civil, para perseguir e prender a população negra e pobre de Belém.

Os policiais civis de Belém do Pará estão realizando rondas ostensivas desde o dia 8 de janeiro revistando um número imenso de pessoas nas periferias, adotando o regime de intolerância total, tudo isso para defender os turistas, muitos dos quais estrangeiros que participam de atividades do Fórum.

O Fórum Social Mundial é uma atividade da esquerda estatal, financiada por capitalistas e uma frente do governo repressivo de Lula para aperfeiçoar seus métodos de repressão contra o povo.


Alexandre Amaral
31 de janeiro de 2009

----------------------------------------------------------

Governo é como um violino: a gente segura com a esquerda e toca com a direita!
www.anarkopagina.org

Sebastião Nery - A CABEÇA DE BATTISTI


O carrão preto, motorista de libré, parava na porta da embaixada do Brasil em Roma, na Piazza Navona, em 90 e 91. Descia um senhor baixo, 80 anos, terno escuro, colete cinza, camisa branca e gravata. Um dos homens mais poderosos da Itália, conde do Papa, banqueiro de Deus, ia buscar-me para almoçar, a mim, pobre marquês, adido cultural.

Íamos aos mais discretos e charmosos restaurantes de Roma, com os melhores vinhos da Itália. Às vezes o almoço foi no palacete dele, na Vila Archimede, no alto do Gianicolo, ou, em um domingo de sol, em sua casa na serra, em Grottaferrata, a poucos quilometros de Roma. Simpático, vivido, o conde Umberto Ortolani era uma figura "ambígua, misteriosa" (como dizia o "La Republica"). Mal falava, só perguntava.

Dele eu sabia que era conde da Santa Sé,"gentiluomo di sua Santitá", banqueiro do Vaticano, socio-diretor do jornal "Corriere de la Sera". Havia conhecido num vernissage no Masp, em São Paulo, em 84, apresentado pelo jornalista e editor José Nêumanne, do "Estado de S. Paulo".

ORTOLANI

O que ele queria de mim? Queria o Brasil. Queria que eu convencesse o embaixador Carlos Alberto Leite Barbosa a convencer o Itamaraty a lhe entregar um novo passaporte, pois tinha cidadania brasileira dada pela ditadura militar a pedido dos Mesquita do "Estado de S. Paulo" e os dois que tinha, o italiano e o brasileiro, o governo italiano lhe tomara ao descer em Roma, depois de oito anos asilado no Brasil.

Impossível. Quem tomou o passaporte foi o governo italiano. O Brasil nada tinha com aquilo. Mas ele achava que, insistindo, talvez conseguisse. Queria fugir de novo. Ou não tinha companhia melhor para sua conversa admirável sobre a política italiana e seus magníficos vinhos.

Levou-me a seu escritório na Via Condotti, 9, em cima da Bulgari :

- Desta sala saíram sete primeirios ministros: Andreotti, Craxi, etc.

UM LIVRO

O conde é uma historia exemplar do satânico poder dos banqueiros, mesmo quando, como ele, um banqueiro de Deus, vice-presidente do banco Ambrosiano, do cardeal Marcinkus, até hoje foragido nos Estados Unidos.

Os que criticam, inteiramente sem razão, o presidente Lula e o ministro Tarso Genro, por terem dado asilo político ao italiano Cesare Battisti, deviam ler um livro imperdível: "Poteri Forti" ("Fortes Poderes, o Escândalo do Banco Ambrosiano"), do jornalista italiano Ferruccio Pinotti, abrindo as entranhas do poder de corrupção do sistema financeiro, de braços dados com governos, partidos, empresários, maçonaria, mafia.

Em junho de 1982, foi encontrado estrangulado em Londres, embaixo da "Blackfriars Bridge" ("a ponte dos Irmãos Negros"), o banqueiro italiano Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano, que acabava de quebrar, e tinha como diretores o cardeal Marcinkus, o conde Ortolani e o chefe da P-2 italiana (maçonaria), Licio Gelli.

MÃOS LIMPAS

Nos dias seguintes, na Itália e na Inglaterra, apareceram assassinados varios outros ligados a Calvi. No meio da confusão estava Ortolani, um dos quatro "Cavaleiros do Apocalipse". Quando, a partir de 90, a "Operação Mãos Limpas" chegou perto deles, o conde, olhando Roma lá de cima do Gianiccolo, me dizia :

- Isso não vai acabar bem.

Depende o que é acabar bem. O ministério Publico e a Justiça enfrentaram a aliança satânica, que vinha desde 45, no fim da guerra, entre a Democracia Cristã e a máfia italiana. Houve centenas de prisões, suicídios. Nunca antes a máfia tinha sido tão encurralada e atingida. Responderam com bombas detonando carros de procuradores e juizes. Mas os grandes partidos políticos aliados (Democrata Cristão, Socialista, Liberal) explodiram. O Partido Comunista, conivente, se desintegrou. E meu amigo conde, condenado a 19 anos, morreu em 2002, aos 90 anos.

NEGRI E BATTISTI

A "Operação Mãos Limpas" não teria havido se um punhado de bravos jovens valentes e alucinados, das Brigadas Vermelhas e dos Proletarios Armados pelo Comunismo (PAC) não tivesse enfrentado o Estado mafioso.

O governo, desmoralizado, usava a máfia para elimina-los. Eles reagiam, houve mortos de lado a lado, e prisões dos lideres intelectuais, como o filósofo De Negri (asilado na França) e o romancista Cesare Battisti (asilado na França). Estava lá, vi, escrevi, acompanhei tudo.

Foram eles, os jovens rebeldes das décadas de 70 a 80, que começaram a salvar a Italia. Se não se levantassem de armas na mão, a aliança Democracia Cristã, Partido Socialista, Liberais e máfia, estaria lá até hoje. Berlusconi é o feto podre que restou, mas logo será expelido.

SALOMÉS

O corrupto Chirac, a pedido de Berlusconi, retirou o asílo politico de Battisti, que o Brasil agora lhe deu. Tarso Genro e Lula estão certos. O problema foi, era, continua político. O fascista Berlusconi (primeiro-ministro)é apoiado pelo desfrutavel velhinho comunista Giorgio Napolitano (presidente) que se escondeu quando o juiz Falcone (assassinado) e o procurador Pietro (hoje no Parlamento) fizeram a "Operação Mãos Limpas"

Não têm autoridade moral nenhuma. Por que não devolveram Caciolla, o batedor de carteira do Banco Central, quando o Brasil pediu?

As Salomés de lá e cá querem entregar a cabeça de Battisti à máfia.


www.sebastiaonery.com.br

----------------------------------



Liberdade à Cesare Battisti

Abaixo-Assinado de Solidariedade a Cesare Battisti

Carta em solidariedade a Cesare Battisti

Um italiano preso político no Brasil

http://resistir.info/

Por Cesare Battisti, evitemos a infâmia(Brasil de fato)

Altamiro Borges: Cesare Battisti e a conspiração da CIA

----------------------------------

veja o que o Governo Fascista da Italia pretende fazer com Cesare Battisti - Canta a norte-americana JOAN BAEZ. A música é de ENNIO MORRICONE.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estréia da campanha de gado no FSM


O campaigner do Greenpeace André Muggiati lançou a campanha de gado hoje em um dos seminários do Fórum Social Mundial. Com a sala lotada os visitantes (que se acomodaram até no chão) puderam ver uma série de mapas que cruzavam informações da ocupação da pecuária em áreas onde a floresta amazônica foi desmatada. Frigoríficos e desmatamento e estradas e ocupação de rebanho foram alguns dos dados do Relatório O Rastro da Pecuária na Amazônia.

Sem pregar o vegetarianismo (cada um com a sua opção de dieta) é bom refletir sobre alguns dados chocantes antes de pedir o seu próximo filé:

* Aproximadamente 80% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas por gado.

* Das 20.5 milhões de cabeças de gado (adicionadas ao rebanho entre 2002 e 2006), 14.5 milhões encontram-se na Amazônia.

* Para cada 1kg de carne que chega à sua alimentação, são emitidos 13 kg de CO2 equivalentes - ou seja, comer 1kg emite o mesmo tanto de CO2 do que uma viagem de avião de 100km (cota por pessoa).

Simplificando:
Para a criação de gado, a Amazônia é desmatada.
O desmatamento é respondável por 75% dos gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil.
Os gases de efeito estufa (CO2) são responsáveis pelo aquecimento global.
O Brasil é o quarto maior emissor de CO2 do mundo.
Logo, a carne que você come ajuda a esquentar nosso planeta.

E o que você pode fazer a respeito?

- Tente diminuir a quantidade de carne da sua dieta;
- Exija os selos de origem da carne que você consome;
- Adote um estilo de vida mais sustentável (veja algumas dicas aqui) reduzindo suas emissões de CO2;
- Junte-se ao Greenpeace e cobre do governo Lula um bom desempenho na COP, assinando a nossa petição.

DESMATAMENTO ZERO.
É AGORA OU AGORA

http://www.greenblog.org.br

...

Marcha rumo ao Fórum

“Boi, boi, boi;
Boi da cara preta;
Sai da Amazônia pra salvar nosso planeta.”

“Não é mole não;
Pra Amazônia;
O boi só traz destruição.”

“Não tem mais tempo, chegou a hora;
Salvar o clima;
É agora ou agora”

A Casa de Sandro


Documentário recém-lançado no Festival de Tiradentes que acompanha Sandro Donatello durante 80 minutos de pura fotografia, poesia e sons.

O filme é para pessoas iniciadas em Godard e Tarkovski, fora os mais sinistros que sei o diretor Gustavo Beck também admira.

Posso dizer que o motivo inicial para a realização desse filme é o penúltimo plano/cena/sequência (como preferir), ou seja, o fechamento de uma associação iniciada com a produção da tela pintada pelo personagem do primeiro curta do diretor (Hera, 2005).

Eu tive a honra de registrar o som direto do filme. Quando chegou o DAT aí é que eu finalmente saí gravando tudo o que achava ao redor dA Casa de Sandro: de insetos aos cachorros do vizinho, de goteiras ao riacho do terreno, de passaros ao gado visitante, vento, chuva, ambientes da casa, móveis, dia, noite, madrugada...

Não pude estar todo o tempo onde a camera estava por conta dos horários puxados de gravação (que iam de 5am até 21pm) e pelo improviso na escolha do material (quando via já estavam gravando).
Muita coisa foi captada só com o microfone imbutido. Como a proposta era ser o menos 'agressivo' possível na abordagem, várias vezes eu posicionava o mic e saía para dar mais liberdade a equipe de fotografia e ao personagem.


Agradeço ao Renna pelo elogio no dia do debate (eu não tinha nada a acrescentar ali além do que já era exposto por Beck e Sandro e passei a fala do som para o finalizador deste). Infelizmente não pude estar na finalização por não rolar verba da produtora para tal (o custo saiu do bolso do Gustavo e eu não tinha $ pra ir pra sampa).


A projeção no Cine-Tenda em Tiradentes ficou aquém do esperado pois o som 5.1 saiu em 2.0 - isso vai ser problema recorrente em mostras nacionais.

Não há que se negar boa parte da platéia saiu antes do fim, mas isso não quer dizer nada senão que o público está por demais acostumado com a linguagem televisiva e filmes blockbuster que enchem prateleiras.


Bem, agora é esperar novas projeções e opiniões desse público distinto: o que vê TV demais e o que fala deveras difícil, sô!...


Aqui disponibilizo algumas críticas que achei no pai-dos-internautas:


http://www.adnews.com.br/cultura

...

http://www.revistamoviola.com
por Paulo Ricardo de Almeida

...

in loco - mostra de tiradentes 2009/Quarto dia: O esvaziamento do afeto
por Fábio Andrade

...

http://www.pilulapop.com.br/F de Fuga
por Daniel

Criada Comissão Indígena de Niterói

Os índios Guarani da região de Camboinhas, em Niterói, ganharam uma instância de representação para defender os seus direitos. O Conselho Comunitário da Orla da Baia de Niterói – CCOB realizou uma Assembléia, constituindo a Comissão Indígena de Niterói (CIN), no último dia 22 de janeiro. O CCOB tem importante atuação na cidade, sobretudo em questões ligadas ao meio ambiente.

A Comissão Indígena de Niterói será presidida pelo cacique Darci Nunes de Oliveira, tendo como vice-presidente José Ribamar Bessa Freire. Também compõem a executiva Renata Bessa Berganini, Arlindo Carvalho Souza Filho, a atriz Priscila Camargo e Roberta Sertã. A CIN também contará com o apoio de vários colaboradores, dentre eles o vereador Renatinho.

A presença dos Guarani na região, que já foi cemitério indígena, está atraindo estudantes e moradores de Niterói e do Rio, interessados em conhecer um pouco da cultura indígena. Mas a Aldeia vive sob constante ameaça, por causa dos interesses imobiliários. Camboinhas é uma das mais belas praias da Região Oceânica de Niterói.

Recentemente, o jornal O Globo publicou uma declaração do ministro Carlos Minc que não corresponde à verdade. O ministro teria declarado que ": "Os índios acordaram com a FUNAI em sair de Camboinhas". Os Guarani não pretendem abandonar nem deslocar a Aldeia, onde se instalaram antes da ampliação do Parque da Serra da Tiririca. Circulam rumores de que a intenção do governo municipal – e nisso contaria com o apoio do Ministro do Meio Ambiente – é retirar os índios para, em lugar da Aldeia, construir um museu.

Se os rumores têm fundamento, antes que se confirmem, a CCOB rebate, afirmando que "a Aldeia é um museu vivo da cultura Guarani". Pelo visto, a Comissão Indígena de Niterói terá muito trabalho pela frente.




www.apn.org.br

É permitida (e recomendada) a reprodução desta matéria, desde que citada a fonte.



---

Link externo:

Saneamento básico na Aldeia Guarani - Camboinhas - Niteroi/RJ

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Dicas para você fazer sua parte em casa e salvar o planeta

Algumas coisas são básicas, pra não dizer óbvias, mas não custa repetir sempre.
Seguem algumas dicas para você fazer sua parte em casa e salvar o planeta:



Calçada não se lava, se varre. Se for realmente necessário, use um balde, de preferência com a água reaproveitada da máquina de lavar ou da banheira.

Instale a geladeira ou freezer em locais ventilados, longe do fogão.

Procure não utilizar o ar condicionado no máximo e, sempre que o aparelho estiver ligado, feche as portas e janelas do local.

Acumule várias peças de roupas para passar todas de uma vez e evite usar o ferro quando outros aparelhos elétricos estiverem ligados.

Regule seu chuveiro para a posição verão. Evite tomar banho demorados e entre 18h e 24h.

Para iluminar a casa use, de preferência à luz do sol. Troque suas lâmpadas normais por fluorescentes e apague-as onde não tiver ninguém.

Regule as torneiras da sua casa. O pinga-pinga pode causar um vazamento de 46 litros de água em um dia.

Escove os dentes com a torneira fechada. Essa é uma forma simples e eficiente de economizar água.

Não compre móveis nem madeira que não tenham o selo FSC. Ele é a garantia de que a madeira não veio do desmatamento de florestas.


Participe de manifestações e assine petições como a nossa, clique aqui e cobre do governo brasileiro um bom desempenho em Copenhagen.


mude o clima na sua casa


fonte:
www.greenblog.org.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ATO PÚBLICO EM DEFESA DOS MORADORES DA ALDEIA IMBUHY

DATA: 18 DE JANEIRO (DOMINGO)

LOCAL: CAMPO DE SÃO BENTO - ICARAI (Entrada da Av. Roberto Silveira)

HORA: 10:00



http://defesadaaldeiaimbuhy.blogspot.com/


Todo apoio à luta dos moradores da Aldeia Imbuhy!



Os moradores da Aldeia Imbuhy, situada nas proximidades da fortaleza militar que leva o mesmo nome, vivem em clima de guerra com o Exército desde 1995. O motivo? Uma ação de reintegração de posse impetrada na Justiça pelos militares, que desejam expulsar do local, famílias que lá vivem há décadas. Trata-se de uma comunidade tradicional que corre o risco de ser desalojada pelo Exército sob o pretexto de que sua presença no interior da área da fortaleza militar constituiria "ameaça à segurança nacional". Vale registrar que os militares realizam uma série de eventos no Forte: réveillon, happy hour, churrascos, rodeios e festas em geral. Tudo sempre com muita bebida alcoólica, é claro. É curioso observar como, na concepção do Exército brasileiro, a presença de milhares de pessoas estranhas no interior do Forte em eventos como esses não parece constituir ameaça à segurança nacional. Enquanto isso, 32 famílias que lá vivem há mais de um século, desde 1889, quando lá foi bordada a primeira bandeira do Brasil por uma moradora da comunidade, são vistas como um grande perigo que precisa ser eliminado "pelo bem da pátria".

Como se não bastasse a ação de reintegração de posse, a própria convivência dos aldeões com o Exército há muito tempo os expõe a muitas arbitrariedades e constrangimentos. Em conseqüência disso, das 800 famílias que originalmente habitavam o local, restam hoje apenas 32. Atualmente, a pesca, que durante décadas foi a atividade responsável pelo sustento de boa parte dos moradores, quase não é mais praticada. Isto porque os militares passaram a restringir o horário para a pesca, além de proibirem a entrada de caminhões pesqueiros no Forte. Também não faltam denúncias de omissão de socorro e abuso de autoridade por parte dos militares.

Agora, em função da reintegração de posse, os moradores da aldeia têm menos de 50 dias para deixar o local. Em um regime dito democrático, o Poder Executivo Federal tem poderes sobre o Exército. No entanto, o Governo Lula não toma nenhuma atitude em defesa dos moradores e, pelo contrário, se omite e se recusa a recebê-los. Tanto o Poder Executivo quanto o Poder Judiciário devem fazer justiça e se posicionar definitivamente pela permanência da comunidade.

Neste momento tão delicado, é importante que ofereçamos nosso apoio aos moradores da Aldeia Imbuhy, que estão prestes a serem desalojados do local que sempre preservaram e vivem há mais de um século.



- Entre na comunidade do orkut: Em defesa da Aldeia Imbuhy



APÓIAM A PERMANENCIA DA ALDEIA IMBUHY:



Associação dos Sitiantes Tradicionais da Serra da Tiririca (ASSET), Associação da Comunidade Tradicional do Engenho do Mato (ACOTEM), Associação Livre dos Pescadores e Amigos da Praia de Itaipu (ALPAPI), Associação da Comunidade Tradicional do Morro das Andorinhas (ACOTMA), Associação da Comunidade Tradicional do Morro da Peça/Duna Grande (ACODUNA), Centro de Etno-conhecimento Sócio-cultural e Ambiental Cauieré (CESAC), Conselho Comunitário da Orla da Baía de Niterói (CCOB), Associação Socialista (AS), Associação Brasil Mestiço, Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDEMA), Movimento de Resistência Ecológica (MORE), Associação dos Moradores da Ladeira Ary Parreiras/Cutia, Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Associação de Moradores e Amigos das Ruas Dona Emilia e Urubatan (AMADEU), Associação de Moradores e Amigos das Ruas Tamoios e Tupis (AMARTT), Associação de Moradores e Amigos de Boa Viagem (AMABV), Associação de Moradores e Amigos de Icarai (AMAI), Associação Niteroiense de Ambulante e Portadores de Deficiência (ANAPDEF), Federação das Associações de Moradores de Niterói (FAMNIT), Mandato do Vereador Renatinho, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL);


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Gaza

Por José Saramago


A sigla ONU, toda a gente o sabe, significa Organização das Nações Unidas, isto é, à luz da realidade, nada ou muito pouco. Que o digam os palestinos de Gaza a quem se lhes estão esgotando os alimentos, ou que se esgotaram já, porque assim o impôs o bloqueio israelita, decidido, pelos vistos, a condenar à fome as 750 mil pessoas ali registradas como refugiados. Nem pão têm já, a farinha acabou, e o azeite, as lentilhas e o açúcar vão pelo mesmo caminho.


Desde o dia 9 de dezembro os caminhões da agência das Nações Unidas, carregados de alimentos, aguardam que o exército israelita lhes permita a entrada na faixa de Gaza, uma autorização uma vez mais negada ou que será retardada até ao último desespero e à última exasperação dos palestinos famintos. Nações Unidas? Unidas? Contando com a cumplicidade ou a covardia internacional, Israel ri-se de recomendações, decisões e protestos, faz o que entende, quando o entende e como o entende. Vai ao ponto de impedir a entrada de livros e instrumentos musicais como se se tratasse de produtos que iriam pôr em risco a segurança de Israel. Se o ridículo matasse não restaria de pé um único político ou um único soldado israelita, esses especialistas em crueldade, esses doutorados em desprezo que olham o mundo do alto da insolência que é a base da sua educação. Compreendemos melhor o deus bíblico quando conhecemos os seus seguidores. Jeová, ou Javé, ou como se lhe chame, é um deus rancoroso e feroz que os israelitas mantêm permanentemente atualizado.

Artigo original publicado em 22/12/2008


Fonte: O Caderno de Saramago

URL deste artigo em Tlaxcala:
www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=6674&lg=po

...

www.viapolitica.com.br/outro_olhar

*Ilustração de Carlos Latuff

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Homenagem de Carlos Latuff ao governador Sérgio Cabral Filho

Por Latuff 10/12/2008 às 02:40

Reprodução autorizada para fins comerciais e não-comerciais de informação, citando a fonte ou não.


Parabéns, Sérgio Cabral Filho.

No dia em que se comemoram os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, rendo minhas homenagens ao governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, por todas as mortes de inocentes durante operações policiais nas favelas cariocas, em especial a do menino Matheus Rodrigues, de 8 anos, morto pela polícia com um tiro na cabeça quando saia de casa para comprar pão na favela Baixa do Sapateiro.

Email:: latuff@uninet.com.br

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Raposa Serra do Sol: ocupação contínua, direitos contínuos

Dalmo Dallari



Os fazendeiros não costumam ocupar continuamente o espaço entre a casa da fazenda e as plantações ou pastagens. Se o Supremo Tribunal Federal considerar ocupação indígena apenas as partes das terras onde estão as aldeias ou plantações estará dando sinal verde para que o MST e outros movimentos ocupem as partes das fazendas sem ocupação efetiva. Evidentemente, os dirigentes desses movimentos e seus defensores estarão atentos durante a continuação do julgamento do pedido de desdemarcação da área indígena Raposa Serra do Sol. Como é do conhecimento público, iniciado o julgamento, o relator, ministro Carlos Ayres de Brito, fez minuciosa análise jurídica dos argumentos dos interessados na reabertura da demarcação já efetuada e proferiu um voto magistral, que ficará na história como um dos mais brilhantes proferidos no STF. Recuperando informações valiosas sobre a antiga presença indígena na região, que influiu muito para que aquela parte da Amazônia fosse reconhecida como território brasileiro, e demonstrando que os grupos indígenas tradicionalmente ocupantes daquela região sempre procuraram, como hoje, sua integração plena à sociedade brasileira, mantendo relacionamento pacífico e respeitoso com a população não-índia circundante. O voto do ministro Carlos Brito deixou mais do que evidente a inconsistência e até mesmo o ridículo da alegação de que o reconhecimento como território indígena poria em risco a soberania brasileira.



Do ponto de vista jurídico-constitucional não resta dúvida de que a demarcação já efetuada da terra indígena Raposa Serra do Sol é correta, baseada em dados concretos e absolutamente certos, apurados mediante levantamento de informações de fontes diversas. Mais ainda, as informações em que se baseou o voto do eminente ministro fundamentaram-se também na confirmação da ocupação indígena tradicional, feita com objetividade e precisão por laudos antropológicos elaborados por pesquisadores de indiscutível idoneidade, que, além disso, têm profundo conhecimento da história das comunidades indígenas da região e de seus costumes. Ficou absolutamente fora de dúvida que a ocupação indígena de toda a Raposa Serra do Sol é contínua e não de pequenas áreas. Na realidade, basta o bom senso para se concluir que não teria sentido a ocupação em ilhas, quando as etnias tradicionalmente instaladas na região têm a melhor convivência e utilizam, ao mesmo tempo, áreas situadas entre as aldeias para obtenção de alimentos e materiais necessários à construção de suas residências e à fabricação de seus utensílios, de suas vestimentas, ferramentas e armas, assim como para obtenção do material necessário aos seus rituais religiosos. Acrescente-se a ocupação necessária para a implantação dos túmulos dos antepassados, que segundo valores e costumes daqueles indígenas são sagrados e nunca seriam abandonados.



A ocupação contínua e tradicional de toda a área da Raposa Serra do Sol está absolutamente fora de dúvida. Para a solução jurídica e justa de qualquer dúvida, autêntica e de boa fé, que, por ignorância dos preceitos jurídicos, ainda pudesse existir, bastaria ler o que dispõe a Constituição no artigo 231: “São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”. Quanto ao sentido da ocupação indígena, é absolutamente esclarecedor o parágrafo primeiro do mesmo artigo: “São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios e por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seu usos, costumes e tradições”. Não existe a mínima possibilidade de dúvida quanto à ocupação tradicional e contínua da Raposa Serra do Sol, o que foi confirmado por processo regular de demarcação levado a efeito pela União, por seus órgãos próprios e competentes. Por tudo isso, o que se espera é que o STF, no desempenho de sua função precípua de guarda da Constituição, confirme a demarcação realizada com absoluta regularidade e indiscutível competência. A ocupação indígena é tradicional e contínua e, por isso, o direito dos índios, constitucionalmente assegurado, é também contínuo.




* Dalmo Dallaria é professor e jurista


http://www.cimi.org.br

[Grécia] Comunicado desde a ocupação do Instituto Politécnico de Atenas

[Nas barricadas, nas ocupações da universidade, nas manifestações e nas assembléias mantemos viva a memória de Alexandros, mas também a memória de Michalis Kaltezas e de todos os companheiros que foram assassinados pelo Estado, fortalecendo a luta por um mundo sem amos e escravos, sem polícia, sem exércitos, sem cadeias e sem fronteiras.]

"No sábado, 6 de dezembro de 2008, Alexandros Grigoropoulos, de 15 anos de idade, companheiro, foi assassinado a sangue frio, com uma bala no peito por um polícia na zona de Exarchia.

Contrariamente às declarações dos políticos e jornalistas, que são cúmplices dos assassinatos, isto não foi um "incidente isolado", mas uma explosão da repressão estatal que, sistematicamente, e, de maneira organizada, aponta aqueles que resistem, os que se rebelam, os anarquistas e antiautoritários.
É o pico do terrorismo de Estado, que se expressa com a evolução da função dos mecanismos repressivos, seu armamento ininterrupto, o aumento dos níveis de violência que utilizam; com a doutrina da "tolerância zero"; com a calúnia da propaganda dos meios de comunicação, que penaliza os que lutam contra a autoridade.
São estas condições que preparam o caminho para a intensificação da repressão, tratando de extrair o consentimento social de antemão, e eles cobram as armas dos assassinos de Estado de uniforme!

A violência mortal estatal contra o povo na vida social e à luta de classes têm por objetivo a submissão de todo mundo, atuando como castigo exemplar, destinado a difundir o medo.

É parte do grande ataque do Estado e da patronal contra toda a sociedade, com o fim de impor as mais duras condições de exploração e opressão, para consolidar o controle e a repressão. Da escola às universidades, às cadeias com a escravidão, às centenas de trabalhadores mortos nos chamados "acidentes de trabalhos”, e a pobreza que atinge um grande número da população... Desde os campos de minas nas fronteiras, os programas e os assassinatos dos imigrantes e dos refugiados, aos numerosos "suicídios" nas cadeias e delegacias de polícia... dos "tiroteios acidentais" da polícia nos bloqueios à violenta repressão das resistências locais, a democracia está mostrando os seus dentes!

Desde o primeiro momento depois do assassinato de Alexandros, manifestações espontâneas e distúrbios explodiram no centro de Atenas, a Politécnica, o Conselho Econômico e as Escolas de Direito estão ocupadas e os ataques contra o Estado e objetivos capitalistas acontecem em diferentes bairros e no centro da cidade. As manifestações, os ataques e os enfrentamentos surgem em Salónica, Patras, Volos, Chania e Heraklion, em Creta, em Giannena, Komotini e muitas outras cidades. Em Atenas, na rua Patission -fora da Politécnica e da Faculdade de Economia- os embates duraram toda a noite. Na saída da Politécnica, a polícia de choque utilizou balas de plástico.

Domingo, 7 de dezembro, milhares de pessoas marcharam em direção ao quartel geral da polícia em Atenas, atacando a polícia antidistúrbio. Enfrentamentos de uma tensão sem precedentes explodiram nas ruas do centro da cidade, durando até o começo da madrugada. Há muitos manifestantes feridos e numerosos detidos,
Mantemos a ocupação da Escola Politécnica que começou na noite de sábado, criando um espaço para todas as pessoas que lutam para avançar e um dos focos de resistência de caráter permanente da cidade.

Nas barricadas, nas ocupações da universidade, nas manifestações e nas assembléias mantemos viva a memória de Alexandros, mas também a memória de Michalis Kaltezas e de todos os companheiros que foram assassinados pelo Estado, fortalecendo a luta por um mundo sem amos e escravos, sem polícia, sem exércitos, sem cadeias e sem fronteiras.

As balas dos assassinos uniformizados, as detenções e surras nos manifestantes, o gás químico arremessado pelas forças da ordem, só não podem impor o medo e o silêncio, mas, também, que são convertidos para que as pessoas tenham razão para lutar contra o terrorismo de Estado e encarar a luta pela liberdade, para abandonar o medo e para encontrar-nos -cada vez mais a cada dia- nas ruas da revolta.
Deixamos que flua a fúria e os afoguemos! O terrorismo de Estado não passará!
Liberação imediata de todas as pessoas presas nos acontecimentos de sábado e domingo (7 e 8 de dezembro)!

Enviamos nossa solidariedade a todas as pessoas que ocupam as universidades, as que se manifestam e lutam contra o terrorismo de Estado em todo o país!”
Assembléia de Ocupantes da Universidade Politécnica de Atenas

agência de notícias anarquistas-ana
silêncio profundo —
só o respirar das flores
no sopro da brisa
Leonilda Alfarrobinha


----

Vídeos dos atos e confrontos

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tragédia ambiental - Resíduos químicos no Paraíba

O pesticida Endosulfan vazou no rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, município de Resende.


Foto: Leandro Nunes

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, interditou na última sexta-feira (21/11), a empresa Servatis – Indústria de Produtos Químicos, em Resende, responsável pelo vazamento de pelo menos 1.500 litros do Endosulfan. Amanhã (terça-feira, 25/11), a Ceca deverá estipular o valor da multa a ser aplicada à empresa, que pode ser superior a R$ 10 milhões.

A secretária, acompanhada do vice-presidente da Serla, Luiz Firmino, do vice-presidente da Feema, Luís Heckmaier e do delegado Fernando Reis, da DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) vistoriaram o Paraíba do Sul, entre os municípios de Volta Redonda e Resende, no Médio Paraíba Fluminense.

A Feema está fazendo o acompanhamento da contaminação das águas do rio Paraíba do Sul, realizando coletas e análises em seus laboratórios e em laboratórios particulares. A empresa é reincidente; há cerca de três meses, houve vazamento do gás inseticida Dimetutato, e o fato não foi comunicado às autoridades.

Em Campos, as empresa Águas do Paraíba, responsável pela captação e o tratamento da água no Município, informou que está acompanhando junto com a FEEMA o deslocamento da mancha e que está preparada para o caso de contaminação da água do rio Paraíba do Sul.

Formado pela confluência dos rios Paraitinga e Paraibuna, o rio Paraíba do Sul nasce na Serra da Bocaina, no Estado de São Paulo, fazendo um percurso total de 1.120Km, até a foz em Atafona, no Norte Fluminense.

A bacia do rio Paraíba do Sul estende-se pelo território de três estados - São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro - e é considerada, em superfície, uma das três maiores bacias hidrográficas secundárias do Brasil, abrangendo uma área aproximada de 57.000km².


.: Ururau .:. © Copyright Junho/2008 .:. Todos os direitos reservados .:. VO 10 :.
.: Site desenvolvido por chuquinha :.

...


Produto já causou problemas em milhares de pessoas
na Índia e afundou junto com barco nas Filipinas



Localização: Mapa mostra posição da Servatis,
perto do Rio Pirapetininga, que deságua no Rio Paraíba do Sul


Ponto exato: Vazamento de endosulfan aconteceu
no local mostrado na foto de Gabriel Borges


ONU estuda banir substância que matou peixes em Resende

Endosulfan - Será perigoso?

HOLOCAUSTO CHINÊS: torturada até a morte por praticar Falun Gong!

O mundo acordou à tempo diante do Holocausto do Nazismo, que matou 20 milhões de pessoas. O Regime Comunista Chinês já assassinara mais de 80 milhões de seres humanos (mais que ambas as Guerras Mundiais somadas...) e a Humanidade permanece adormecida...

A crueldade da perseguição à pratica meditativa Falun Gong não tem precedentes na História. São mais de 100 milhões de praticantes perseguidos, encarcerados sem julgamento, enviados a campos de trabalho forçado, manicômios, brutalmente torturados, estupradas, executados, vítimas de extração de órgãos enquanto ainda vivos - em larga escala - para venda no mercado negro internacional e enriquecimento ilícito. Ao fim, seus corpos são enviados a crematórios humanos. Mulheres, crianças e idosos não são poupados.

A seguir um caso típico (eu disse, um caso típico!), de uma senhora de 69 anos torturada até a morte por praticar Falun Gong!

Um apelo a todas as pessoas de bom coração: leia até o fim com atenção. Repasse ao maior número de pessoas possível e ajude a salvar vidas: isto está realmente acontecendo na China (e no mundo) hoje, desde 1999! Dadas as dimensões e crueldade desta perseguição, ela, assim como o Nazismo, diz respeito a cada um de nós. Todo ser humano vivo sobre a Terra deve tomar conhecimento destes fatos e se posicionar digna e corretamente frente a eles. Somos todos responsáveis pelo destino da Humanidade e por nós mesmos. O tempo nunca foi tão precioso como agora! Repasse, reporte, converse, informe-se e aja!


A Sra. Liu Xiaolian morre na província de Hubei depois de ser brutalmente golpeada e injetada com substâncias tóxicas

[Minghui Net]

A praticante de Falun Dafa, a Sra. Liu Xiaolian, de aproximadamente 69 anos, vivia na aldeia de Babaodao, província de Hubei. Em 1958 a Sra. Liu teve uma dor muito forte em seus dois olhos e em duas semanas ficou cega do olho direito. Em 1995 começou a praticar Falun Gong e em duas semanas recuperou a vista de seu olho direito. Também se tornou saudável, compassiva e sentia mais paz.

Em dezembro do ano 2000, foi presa por ir à Praça Tiannanmen e expressar seus pontos de vista. A polícia a pisoteou em suas áreas sensíveis. Três dias mais tarde foi levada à cidade de Haicheng, província de Liaoning. A polícia despiu todas as praticantes de Dafa, deixando-as somente com a roupa íntima e forçando-as a sair durante o período mais frio do ano com temperaturas tão baixas como de -22 graus Fahrenheit (-30 graus Celsius).

Em 17 de janeiro de 2001, a polícia da cidade de Chibi a escoltou de volta até Haicheng. Primeiro foi detida no Centro de Detenção N° 2 da cidade de Chibi. Uma trabalhadora temporária chamada Ye Jun foi designada para torturá-la. Toda manhã, Ye Jun a golpeava na cabeça, peito, abdómem e outras partes de seu corpo. Depois de golpeá-la, Ye Jun a castigava fazendo-a se ajoelhar por duas horas. Foi torturada de forma contínua durante uma semana e logo foi transferida para o Centro de Detenção N° 1 porque estavam chegando as festividades do Ano Novo Chinês. Ali Liu foi alvo de numerosos métodos de tortura.

Em 28 de junho de 2002, um dia chuvoso, Cai Jinping (líder da Divisão de Segurança Doméstica da cidade de Chibi), Deng Ginsheng (diretor do Centro de Detenção N°1), Qian Yukan (mulher, diretora assistente do Departamento N°1 do Centro de Detenção, encarregada da área de mulheres), Song Yuzhen (mulher, guarda da área de mulheres) e outros mais, trataram de matar a Sra. Liu. Qian Yulan chegou à cela e lhe disse: "Ficarás paralítica por praticar Falun Gong., A administração decidiu injetar-lhe alguns medicamentos nutritivos". A Sra. Liu não quis aceitar nenhuma injeção e contestou: "Ficarei incapacitada, não por praticar Falun Gong e sim pela tortura brutal que me têm imposto". Levaram-na ao Hospital de Crianças e Mulheres, oposto ao centro de detenção, porém os médicos dali se negaram a injetá-la. Logo a polícia a levou ao Hospital do Povo da cidade. O doutor começou a preparar a injeção sem nem sequer perguntar qual era sua "doença". Dessa forma, uma droga desconhecida foi injetada dentro do seu corpo e contra sua vontade.

A droga injetada começou a fazer efeito durante essa mesma noite. As orelhas, nariz e boca da Sra. Liu começaram a sangrar. Suas orelhas doíam tanto que parecia que tinham explodido, e ela teve vômitos e diarréia. No início teve hemorragia e coágulos de sangue que cinco dias mais tarde cheiravam a peixe fresco. Sentiu dor extrema enquanto tomava banho. Podia beber um pouco de água, mas não podia comer nada e perdeu a consciência muitas vezes. Mesmo sob tais circunstâncias, a polícia não se esqueceu de lhe extorquir dinheiro. Enviaram uma mensagem à sua família dizendo que a Sra. Liu poderia morrer a qualquer momento. Seu esposo foi enganado pagando três mil yuans e assinou uma declaração para trazê-la de volta para casa. Em 28 de agosto de 2002, o centro de detenção permitiu que retornasse à sua casa por causa da sua enfermidade.

Contudo, a Sra. Liu não morreu. Ela lutou até se por de pé e saiu a expor a desumana perseguição ao Falun Gong, e as pessoas escutavam com lágrimas seus sofrimentos. O departamento de polícia se inteirou que não havia morrido e que estava expondo seus feitos malvados. No dia seguinte que saiu, a polícia local chegou e a prendeu em sua própria cama, em 17 de outubro de 2002, e ela foi transferida ao Centro de Detenção N°1.

Em 6 de dezembro de 2002, o centro de detenção ordenou a Deng Dingsheng e a 18 guardas e presos que torturassem brutalmente essa mulher de 69 anos. Golpearam-na cruelmente, cerca de cinco indivíduos lhe sacudiram e simultaneamente abusaram dela de diversas formas. De imediato, devido a tanta pressão, sua vagina se rasgou. Suas articulações se deslocaram e estalaram enquanto os malvados abusavam fortemente dela. Revezaram-se em turnos para golpeá-la com cadeiras de 11 quilos enquanto a estupravam.

Em 4 de fevereiro de 2004, um especialista em torturas das Nações Unidas fez uma solicitação para obter informação da Sra. Liu Xiaolian. Em 20 de maio de 2004, depois de cinco meses de torturas no centro de detenção, foi levada de volta à sua casa por agentes do governo do povo e da delegacia de polícia.

Em abril de 2006, distribuía folhetos com informação sobre o Falun Gong e foi presa por informantes da polícia. Oficiais do Departamento de Polícia da Cidade de Chibi a levaram ao Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral Têxtil da Cidade de Puqi e a trataram como uma paciente com distúrbios mentais. Foi torturada com drogas e injeções venenosas, com bastões elétricos de alta voltagem, e insultos por parte de pacientes mentais homens, etc. Depois de algum tempo, foi encarcerada dentro do Hospital e torturada até ficar muda.

Um médico conhecido como Zhang, chefe do Departamento, fez um pacto entre a polícia e o governo do povo de Chibi concordando em usar a medicina e drogas para abusar da Sra. Liu por um preço de seis mil yuans.

Zhang e seus cúmplices usaram eletricidade de alta voltagem e a eletrocutaram com agulhas elétricas durante quatro horas. Ordenou também a homens jovens pacientes que a injuriassem, insultassem, golpeassem e a assediassem sexualmente. Alimentaram-na à força com drogas que causam ferimentos. Também fizeram uma infusão intravenosa com um fluido venenoso de 6 litros por um período de 24 horas. Depois disso, sua pele se tornou escura e por dois dias e duas noites perdeu sua consciência. Quando recuperou a consciência, havia perdido a habilidade da fala. O doutor só parou o abuso médico quando viu que a Sra. Liu havia ficado muda. Depois que ficou muda, escreveu muitas cartas a Zhang e a seus cúmplices, tratou de demonstrar a sua bondade e lhes disse que por incentivos monetários acumularam muito carma(ye) por perseguirem praticantes de Falun Gong.

La Sra. Liu Xiaolian ainda foi torturada física e mentalmente durante mais de dois anos, sofreu de edema e dificuldades para comer. Foi posta em liberdade em agosto de 2008, somente quando estava à beira da morte e os médicos predisseram que somente lhe davam cerca de vinte dias de vida. Morreu na tarde de 26 de outubro de 2008.


Fonte e FOTOS:
Versão em espanhol: http://www.minghui-es.org/articles/7822.html
Versão em inglês: http://www.clearwisdom.net/emh/articles/2008/11/2/101943p.html
Versão em chinês: http://www.minghui.cc/mh/articles/2008/10/31/188927.html
Reportagem relacionada: http://www.clearwisdom.net/emh/articles/2008/9/18/100752.html

Data do artigo original: 1/11/2008


--
Falun Dafa é uma prática avançada de exercícios e meditação baseada em Verdade, Benevolência e Tolerância, sempre gratuita:
www.falundafa.org
www.falungongbrasil.net

É praticada em mais de 80 países, porém mais de 100 milhões de praticantes estão sendo cruelmente perseguidos na China.

Saiba mais: www.faluninfo.net
www.cipfg.org
www.lagranepoca.com

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ciclo do Perigo - Denúncia do Greenpeace confirmada pelo governo!

Nos últimos dias, a imprensa brasileira divulgou a notícia confirmando a denúncia feita pelo Greenpeace de que pessoas e animais da região de Caitité, na Bahia, estão tomando água contaminada por urânio!


O Instituto de Gestão de Águas e Clima (Ingá) do governo da Bahia divulgou, na semana passada, os resultados de amostras coletadas na área de influência direta da mina de urânio e da instalação da INB (Indústrias Nucleares Brasileiras) em Caetité. Em uma delas, a concentração de urânio na água está 5 vezes acima dos limites permitidos pela legislação brasileira.

A denúncia do Greenpeace foi resultado de meses de pesquisas e análises - e esse trabalho só foi possível graças ao apoio de pessoas como você!

Depois de sair de Caetité, o urânio vai para fora do Brasil para ser enriquecido e volta em forma de combustível para abastecer as usinas de Angra I e II. E, se depender do governo brasileiro, Angra III também. Veja aqui o ciclo completo do combustível nuclear.

Com esse caso, mostramos que os perigos e impactos da energia nuclear começam na mineração do urânio e culminam no lixo radioativo que sai das usinas nucleares de Angra dos Reis.

Vamos continuar lutando para manter as energias sujas, como a nuclear, fora da matriz energética brasileira. E contamos com o seu apoio. Junte-se a nós!



-Rebeca Lerer-
Copyright © 1998 - 2008 Greenpeace Brasil
Todos os direitos reservados - All rights reserved

Protestos anti-nucleares na Alemanha reúnem milhares de pessoas

[Desde a última sexta-feira a Alemanha vem sendo “sacudida” com dezenas de manifestações anti-autortárias, descentralizadas e criativas contra o transporte de lixo nuclear que chega da França, na campanha denominada “Anti-Castor”. Essas já são as maiores manifestações anti-nucleares da Alemanha dos últimos tempos.]

Relatos que chegam daquele país explicam que a polícia reprimiu com rigor os protestos de ambientalistas e moradores do trecho entre Lüchow e Dannenburg, que tentavam impedir a passagem de um trem carregado com 12 contêineres com lixo atômico, com destino a cidade de Dannenburg, no norte da Alemanha. De lá, o carregamento seria transferido para caminhões que levariam o lixo radioativo até um depósito provisório localizado na cidade de Gorleben.

Hoje, terça-feira, dia 11, pela manhã, centenas de manifestantes bloqueavam o portão principal do local temporário de disposição do lixo nuclear em Gorleben. Há uma presença enorme de polícia na área. Segundo alguns relatos a polícia já está agindo com força para acabar com o bloqueio anti-nuclear.

O transporte entrou na Alemanha no sábado, dia 8, com mais de 12 horas de atraso, depois que a polícia conseguiu retirar três ativistas que tinham se colocado presos com cimento nos trilhos.

Durante os confrontos com as brigadas antidistúrbios, diversos manifestantes tiveram que se refugiar nas florestas ao redor de Lüchow e Dannenburg, enquanto a polícia extinguia com canhões de água várias barricadas de fogo sobre os trilhos levantados pelos manifestantes.

Nos protestos os ambientalistas sentaram-se sobre os trilhos da ferrovia e ocuparam pontes e outros locais estratégicos. Os manifestantes enfrentaram a ação da polícia que agiu com rigor em vários pontos da ferrovia para impedir as manifestações.

Junto com os manifestantes que vieram de todo o país, participaram dos protestos moradores da região e camponeses com seus tratores.

Para impedir as manifestações, o governo alemão destacou 15 mil policiais, na maior operação policial já vista no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para os ambientalistas, a maior preocupação é com o número de nêutrons, na medida em que a radiação de nêutrons tem capacidade para induzir radioatividades na maior parte das substâncias que encontra, incluindo tecidos humanos.

O governo alemão promete fechar as 17 centrais nucleares do país nos próximos 20 anos. Para os ambientalistas, este prazo é demasiado longo.

A radiação de nêutrons é considerada a quarta mais perigosa.

O que é a ação contra o Castor na Alemanha?

Castor em alemão significa as caixas onde são transportados os resíduos nucleares. E assim neste contexto, o Castor é o nome que se deu ao "trem" que transporta os resíduos nucleares que vêm da Franca (depois de um tratamento para reduzir a radioatividade que têm), para a Alemanha.

A história do Castor começou em 1977 quando o governo alemão anunciou a construção de um depósito para a produção dos seus resíduos nucleares na vila de Gorleben. E, depois de muitos anos de protesto contra a construção do depósito, esta se consumou, mas com um projeto menos megalômano do inicial.

E, em 1995 pela primeira vez, os resíduos nucleares chegaram ao depósito de Gorleben.


Mais infos, vídeos e fotos:

http://de.indymedia.org/

http://castor.de

http://contratom.de

http://nuclear-heritage.net






agência de notícias anarquistas-ana
lerdamente,
a água empurra a água
e o rio flui

Alaor Chaves

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Go-puja e Govardhana-puja em Goura Vrindávana



“Não gostaríamos de passar o go-puja e o govardhana-puja longe das vacas de Krishna”, foi o que disseram Prananatha Prabhu, Caitanya-doya, Jaya Gouranga, Advaita-candra (devoto europeu radicado nos EEUU em visita ao Brasil) e outros devotos, assim que chegaram em Goura Vrindávana no dia anterior ao festival.



Circungirando a colina.















Purushatraya Swami

Usina de Itaipu perde na Justiça. Índios guarani permanecem nas terras

O Tribunal Regional Federal do Paraná rejeitou ação da Usina de Itaipu que pleiteava a posse de três aldeias Guarani no Paraná, garantindo a permanência dos índios em suas aldeias, independente na demarcação da terra. A Justiça Federal já havia decidido em favor dos indígenas em dezembro do ano passado, mas a usina recorreu, pedindo reintegração de posse.

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) comemorou a decisão da Justiça e lembrou que durante a construção de Itaipu, diversas terras indígenas foram alagadas, apesar do protesto dos povos.


Fonte: www.apn.org.br
com informações do CIMI

Protesto anti-nuclear na Grã-Bretanha

[Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston é bloqueado por centenas de manifestantes, num protesto contra uma decisão do governo britânico de modernizar a planta de Aldermaston, em Berkshire, e os planos para desenvolver um novo explosivo para mísseis balísticos nucleares em substituição ao sistema Trident, com apoio e o know-how do governo estadunidense. Esse foi um dos maiores protestos anti-nucleares no Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston dos últimos 10 anos.]

Cerca de 400 ativistas saíram às ruas para o Grande Bloqueio do Estabelecimento de Armas Atômicas de Aldermaston, no dia 27 de outubro. Organizado pela Trident Ploughshares (grupo anti-nuclear que luta contra o sistema de armas nucleares Trident) e apoiado pela Campanha pelo Desarmamento Nuclear (CND), pelo grupo Bloqueie os Construtores e pelo Acampamento Paz das Mulheres de Aldermaston. O bloqueio foi uma tentativa de acabar com o trabalho existente nas ogivas nucleares Trident e fechar as fábricas que permitirão o desenvolvimento de versões mais recentes no laboratório de pesquisa de armas nucleares da Grã-Bretanha.

Mais de 30 pessoas foram presas. Muitas outras pessoas subiram num tripé no qual bloqueou a estrada A340 por duas horas; muitas outras, que estavam presas umas às outras através de tubos-de-braço, bloquearam o portão da fábrica por cinco horas. As pessoas vieram de todas as partes para o bloqueio – havia representantes da Noruega, Alemanha, Suíça, Áustria, França, Escócia, País de Gales, Bradford e Plymouth, bem como um monge e uma monja budista que andaram de Aldermaston até Londres.

O bloqueio de Aldermaston veio no despertar de outras tantas campanhas contra os fabricantes de armas no Reino Unido. Em Brighton, no dia 15 de outubro, um protesto de massa tomou lugar contra a EDO MBM/ITT. Neste meio-tempo, durante a última semana em Bristol, alguns manifestantes montaram um protesto no topo do telhado contra a Raytheon (fábrica de armas). Dois dos manifestantes ficaram no telhado por aproximadamente 38 horas.


Algumas fotos podem ser visualizadas aqui:

http://picasaweb.google.com/NuclearDisarm
http://picasaweb.google.com/NuclearDisarm/Aldermaston#

Tradução > Marcelo Yokoi

__________________________________________________________
agência de notícias anarquistas-ana

E cruzam-se as linhas
no fino tear do destino.
Tuas mãos nas minhas.

Guilherme de Almeida

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ao Rio pela Baía concorre no RECINE


O curta de Eduardo Silva



Realizado em mini-DV
Em 19 de Junho de 2008



Em homenagem a Alfonso Segreto, primeiro cinematografista nestas vistas.


O primeiro da série 'VISTAS DA BAÍA DE GUANABARA NO SÉCULO XXI'


Recine/2008/Selecionados Mostra Competitiva


Mostra Competitiva – Programa 3
Local: Auditório do Arquivo Nacional
16/10/2008

16:30 – Exibição:

“João”, de André Iki Siqueira e Beto Macedo
Jogador, técnico, jornalista e polemista, João Saldanha (1917-1990) sempre foi bom de briga. A
valentia que exibiu dentro de campo, no curto período em que foi jogador, levou-o a aceitar o posto
de técnico do mesmo time do Botafogo. Apesar de não ter nenhuma experiência, conquistou um
campeonato estadual em 1957. Com a mesma coragem para distribuir críticas, foi um dos
comentaristas esportivos mais temido e polêmicos de seu tempo. Chegou ao comando da seleção
brasileira, classificando o time nas eliminatórias de 1970, em que o Brasil conquistaria o
tricampeonato, já em sua presença. Militante do Partido Comunista Brasileiro desde os anos 40,
tornara-se um estranho no ninho da CBF em plena ditadura Médici.
Brasil – 80’ - 2008

“Suíte Bahia – reencontro com Agnaldo Siri”, de Roman Stulbach
O filme percorre e recupera a obra e a personalidade de Agnaldo Siri Azevedo, marcados por uma sempre intensa paixão pela arte e pela vida. A característica principal de Agnaldo é a liberdade
com que realizava seu cinema múltiplo, plural, diversificado. Em um clima descontraído informal, o
filme busca um retrato próximo e caloroso do cineasta baiano.
Brasil – 73’ - 2008

“TV Geraes”, Direção Coletiva
O Documentário conta a História da TV Mineira, as primeira transmissão, e recuper a memória por
meio de depoimentos dos primeiros técnicos a fazerem televisão em Minas.
Brasil – 26’ - 2008

“Ao Rio Pela Baia”, de Eduardo Silva
Homenagem ao Afonso Segreto e os 110 anos do primeiro filme em terras nacionais. Primeiro da
séria Baia de Guanabara.
Brasil – 01’ - 2008


“Rapsodia do Absurdo”, de Claudia Nunes
Documentário experimental com cenas de arquivo da cobertura jornalística de duas grandes
desocupações de terra feitas pela policia no campo e na cidade.
Brasil – 15’ - 2006

“Passeio no Parque”, de Cristiane Lage
Passeio no Parque é um documentário sobre o Parque Municipal da capital mineira, construído há
100 anos, sua hitória e relatos narrados pelo fotográfo lambe-lembe, Izaak, que trabalhou nesta
profissão at´1997, quando aposentou-se desiludido com o advento das novas tecnologias da
fotografia tomando o lugar até fisicp, de uma forma de arte para ele e tantos outros deveria ser
proservada.
Brasil – 20’ - 2008

Vídeos da Oficina: Série produzida pela Oficina de Video do Recine, sob a orientação do cineasta
Eduardo Escorel.

“NO TEMPO DO MEU AVÓ”, deTatiana Reuter Ferreira
Dois personagens: meu pai e meu avô. Quando meu pai nasceu, o que meu avô esperava
do mundo? Quem era esse avô que eu pouco conheci? São respostas que pretendem
traduzir um espírito de época com memórias sobre um homem sem igual.
Brasil - 7’ - 2008

“SE EU MORRESSE AMANHà DE MANHÔ, de Thiago Brito
Um Cinegrafista entra em coma e assiste uma coleção de imagens que filmou durante a vida.
Brasil - 7’ - 2008

“Um dia qualquer”, de Sônia Machado
O cotidiano do Rio de Janeiro nas décadas de 1950/60 é revelado através de imagens de seu
povo, pessoas que passam, que estão sempre em movimento, indo ou voltando de algum lugar,
no trabalho, no lazer, à margem da sociedade, em festas populares, manifestações religiosas,
pessoas comuns, que com suas pequenas histórias fazem a vida da cidade.
Brasil - - 2008

Depois de Tudo, de Rafael Saar, recebe prêmios de Roteiro e Som em Fortaleza-CE

Tive a honra de participar dessa equipe na única tarde de gravação num prédio em Botafogo (RJ). Não bastasse isso, fui convidado a ajudar na montagem de som.


O filme já era esperado para o II FOR RAINBOW - Festival de Cinema da Diversidade Sexual e saiu de lá com os prêmios de MELHOR ROTEIRO (Rafael Saar) e MELHOR DESENHO SONORO (Eduardo Silva).




Não posso deixar de agradecer ao Rafael pela oportunidade e à equipe pela coragem de fazer cinema independente no Brasil.


Setembro de 2008.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Vistas da Baía de Guanabara 2 = 'Terraço da Praça Mauá'

Este segundo da série sobre a baía mostra vistas através do terraço de um prédio de frente ao porto do Rio de Janeiro.
A Ponte Rio-Niterói, um navio que atravessa o quadro, pequenos barcos entram e saem, pássaros, carros na pista ao lado do porto, óleo e lixo na água...


Baixe neste link o vídeo (MP4).


Produção: Eduardo Silva / OMTATSAT audiovisual
Ano: 2008/Agosto
Duração: 3'56"

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

752 assinaturas! SALVE A SERRA DO MAR/SP! Petição por alternativas para a BR 116/SP.PR- Brasil:

Não à fragmentação das Montanhas da Serra S. Lourencinho, do bioma Mata ATlântica e das cabeceiras de drenagem.


Estimad@s amigos/as,

Inclua seu apoio. Não há tempo a perder.Clique: http://www.petitiononline.com/Serra/petition-sign.html

Segue a atualização do abaixo assinado com 700 assinaturas entre entidades, foruns, redes socioambientais, comunidade acadêmica, cidadãos brasileiros e globais. Ao assinar insira no espaço único: sua cidade + o estado + prof. e/outro informe para identificar bem a sua participação!

Agradecemos sua adesão e a divulgação .

ABEPPOLAR ACPO ECOSURFI IBIOSFERA IGUASSU ITEREI MONGUE PROESP SOSMANANCIAL TERRæ


PETIÇÃO FINAL EM PROL DE ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS E DE TRAÇADO PARA SALVAR DA FRAGMENTAÇÂO O TOPO DA SERRA DO MAR NA AMPLIAÇÂO DA BR 116/SP.PR- Brasil


Mas quem disse que é certo se preocupar com as futuras gerações? Por que seria mesmo tão importante evitar que se acelere o processo de extinção da espécie humana?

----------------------------------------------------------

1. CONSIDERANDO que a ampliação da Autopista Régis Bittencourt almejada por todos seja condicionada de forma a beneficiar os usuários e a conservar e a preservar os recursos naturais, biológicos, estéticos, históricos e antropológicos aí existentes patrimônio nacional, patrimônio da humanidade e patrimônio das futuras gerações.

2. CONSIDERANDO que o desvio (diretriz independente) - segmento 6- , proposto pelo DNIT / ANTT para a duplicação da BR-116/SP/PR, não contígua à pista atual, em pistas em separado nas escarpas mais altas da Serra do Mar - Serra São Lourencinho - entre os PE do Jurupará e o PE da Serra do MAR (Itariru) criará uma ilha de mata atlântica cercada por duas auto- estradas, sujeita à violenta agressão por invasores , poluição sonora, poluentes atmosféricos e tóxicos, lixo e incêndios, provocados pelo tráfego dos 9.000 veículos diários nos dois sentidos, índice com previsível multiplicação, após a duplicação da rodovia, área que por conseqüência , estará fadada à extinção em poucos anos (Ortiz, H. 2003). Ao se deslocar a nova pista proposta para outro ponto, dentro de um maciço contínuo em região de encostas bastante inclinadas, há de se considerar que a área impactada não será apenas linear. Esse impacto se refletirá na vegetação ao redor, notadamente dentro das pequenas bacias que alimentam os cursos d'água. Córregos limpos, muitos encachoeirados, vão ser cortados, ambientes que proporcionam nichos ecológicos fundamentais para muitas espécies vegetais e animais serão destruídos. Degradação e devastação desnecessárias! (ELM CATHARINO,. 1998) Não é só por causa da floresta, é mais. Essa floresta tem um manancial que ainda está intacto. No momento de separar, ele vai estar esculhambado. (LUTZENBERGER, J. A, 1999)

3...


10. Assim, com o objetivo de contribuir sugerem agilizar a correção e a complementação dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA), a realização de Estudos Complementares de Alternativas Locacionais e Tecnológicas, a serem submetidos na forma da lei ao poder judiciário e à sociedade civil em Reunião Pública, para apresentação de nova alternativa sem fragmentação das Montanhas S. Lourencinho e seus cursos d´água. Pontofinalizam, expressando gratidão às milhares de pessoas e entidades que ao longo destes anos uniram-se à luta pela composição harmoniosa da duplicação desta rodovia com a preservação do meio ambiente. Conscientes de que não têm envidado esforços no cumprimento de sua missão, rogam a Deus que proteja a Br-116, seus usuários, todos seres que vivem nesta floresta e que perpetue a sustentabilidade de seus ecossistemas hidricos. Mas quem disse que é certo se preocupar com as futuras gerações? Por que seria mesmo tão importante evitar que se acelere o processo de extinção da espécie humana?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Messias do Ibama é acorrentado no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ), Brasil — Manifestantes do Greenpeace protestam no Rio de Janeiro contra licença prévia para a instalação da usina nuclear Angra 3.

Ativistas do Greenpeace fizeram nesta quinta-feira uma manifestação diante da sede do Ibama no Rio de Janeiro em repúdio à emissão da licença prévia para a instalação da usina nuclear Angra 3, assinada na quarta-feira em Brasília pelo presidente do órgão, Roberto Messias. Vestidos com roupas de segurança nuclear, os ambientalistas acorrentaram um grande retrato de Roberto Messias nos portões do Ibama com a frase: "O Messias chegou e traz más notícias".

Veja o video da atividade



Dois relatórios sobre os impactos negativos do uso de energia nuclear produzidos pelo Greenpeace, Cortina de Fumaça e Elefante Branco, foram entregues ao superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, juntamente com a chave da corrente que prendia o cartaz.
"Aprovar o projeto de construção de Angra 3 é um retrocesso para o país e uma vergonha para o Ibama, que deu aval técnico a uma desastrosa decisão política. Roberto Messias entra para a história como o homem que assinou a licença de um elefante branco radioativo, e Minc, opositor da energia nuclear, como o ministro que lavou as mãos", lamentou Ricardo Baitelo, da campanha de energia do Greenpeace.

Leia também:

As verdades não ditas pela revista Veja sobre a energia nuclear

Agenda nuclear de Nicolas Sarkozy é denunciada em plena Torre Eiffel


Copyright 1998-2008 - Greenpeace Brasil - Todos os direitos reservados - All rights reserved.
24 de Julho de 2008

Baía de Guanabara é envenenada pela indústria

Rio de Janeiro (RJ), Brasil — Relatório do Greenpeace expõe responsabilidade industrial na contaminação do cartão-postal carioca


O Greenpeace apresentou hoje relatório científico comprovando que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está contaminada com POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) e metais pesados. Quatorze amostras de sedimento de diferentes pontos da Baía e dos rios que nela deságuam foram coletadas e analisadas, mostrando que a contaminação do famoso cartão postal brasileiro não está restrita ao esgoto doméstico.

O relatório Baía de Guanabara foi divulgado durante coletiva de imprensa, nos portões do Porto carioca. Os jornalistas foram impedidos pela burocracia da Receita Federal e das autoridades portuárias de assistirem à conferência a bordo do navio MV Arctic Sunrise, que está no Brasil em campanha contra poluição tóxica.

O relatório científico do Greenpeace mostra contaminação da Baía da Guanabara por poluentes químicos altamente tóxicos como PCBs (ascarel) e organo-estanho (especialmente TBT), além de metais pesados.

Muitos destes poluentes tóxicos podem se bioacumular e biomagnificar, isto é, suas concentrações aumentam ao longo da cadeia alimentar. Os POPs podem causar efeitos graves no ecossistema, impactando a reprodução e o desenvolvimento de espécies vulneráveis , diz Ruth Stringer, do Laboratório do Greenpeace na Universidade de Exeter, Inglaterra.

O relatório da entidade ambientalista conclui que algumas das fontes industriais de contaminação da Baía de Guanabara estão identificadas. A contaminação por compostos de organo-estanho, usados em tintas anti-encrutantes para grandes embarcações, é de responsabilidade da indústria naval. A presença de níquel e cromo se deve à Refinaria da Petrobrás, conclui Stringer. A origem do PCB (ascarel) não foi identificada: Este ascarel que identificamos na Baía foi lançado por alguém. Cabe, agora, às autoridades policiais e ambientais identificar o responsável por esse crime, que é o seu lançamento ao meio ambiente , afirma Roberto Kishinami, diretor-executivo do Greenpeace Brasil.

Poluentes Orgânicos Persistentes e metais pesados vêm sendo sistematicamente despejados pelas indústrias nas águas da Baía de Guanabara, diz Cristina Bonfiglioli, do Greenpeace Brasil. Estes poluentes representam sérios riscos ao meio ambiente e à saúde da população. A indústria deve implementar tecnologias que garantam a descarga zero de POPs na natureza. O governo estadual do Rio de Janeiro deve adotar imediatamente as diretrizes do Protocolo POPs das Nações Unidas (1), tratado internacional que deverá banir inicialmente 12 substâncias tóxicas, incluindo o DDT e os PCBs (2), identificados na Baía de Guanabara.

A organização ambientalista também demanda que a indústria realize um inventário de descargas de contaminantes no meio ambiente, tornando estas informações públicas.

O navio do Greenpeace está no Brasil na terceira etapa da Expedição das Américas, viagem de cinco meses que já passou pelo Chile e Argentina. A embarcação chegou à Porto Alegre no último dia 3. Dois dias depois, a organização ambientalista denunciou a siderúrgica Gerdau Riograndense por contaminar o meio ambiente com ascarel.


O MV Arctic Sunrise estará aberto aos cariocas durante o final de semana (20 e 21), das 10h às 18h. A visita ao barco é guiada e gratuita.
No fim do mês, o Arctic Sunrise segue para o México e EUA para continuar a campanha contra poluição tóxica.

Veja o Sumário Executivo (português) e a íntegra do relatório (inglês) sobre a poluição na baía de Guanabara.

(1) A Convenção das Nações Unidas para o Banimento dos POPs será assinada em Estocolmo, Suécia, em maio deste ano. O principal objetivo é a eliminação global dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), começando com uma lista inicial de 12 substâncias químicas ou grupos de substâncias químicas. Esta lista inclui agrotóxicos organoclorados, os PCBs (como o ascarel, óleo organoclorado usado como isolante em transformadores), o hexaclorobenzeno, as dioxinas e os furanos. Estes dois últimos são obtidos de forma não-intencional através de vários processos industriais que envolvem cloro, além da incineração de resíduos.

(2) O DDT foi responsável pelo grave decréscimo das populações de pássaros, especialmente nos EUA, pois causava o afinamento das cascas nos ovos das aves, tornando-as facilmente quebradiças. No Brasil, foi utilizado durante muito tempo como agrotóxico e no combate à malária. Os PCBs são associados a problemas reprodutivos em focas e leões marinhos e imunosupressão em focas, leões marinhos e humanos. Os mariscos são particularmente suscetíveis a compostos de organo-estanho, que afetam seu sistema endócrino (hormonal) fazendo com que as fêmeas desenvolvam características masculinas, afetando sua capacidade reprodutiva. Espécies sensíveis podem desaparecer completamente em áreas contaminadas por POPs.

...

http://www.greenpeace.org/brasil/toxicos/noticias/ba-a-de-guanabara-e-envenenada#
17 de Janeiro de 2001