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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Urgente - Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz

10 de Abril de 2010


Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado.

Assine aqui a petição para não permitir que a bancada da motosserra desfigure nosso Código Florestal.

O deputado Aldo Rebelo irá apresentar em breve um documento com as propostas de alteração dessa lei. E tudo indica que elas vão anistiar desmatadores e flexibilizar a proteção de nossas matas.

Proteste contra mais essa tentativa de acabar com as florestas no Brasil.

Há mais de dez anos, representantes da bancada ruralista deram partida numa ofensiva para mudar o Código Florestal em seu próprio benefício. A preservaçao das florestas é fundamental não só para a manutenção da biodiversidade, mas para equilibrar o clima no Brasil e no resto do planeta. Diante das chuvas torrenciais que provocaram deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro, e que tendem a se tornar cada vez mais frequentes, a tarefa de resguardar o que resta de nossas matas é cada vez mais urgente.

Aldo Rebelo já deu indicações que está ao lado dos ruralistas que querem cada vez mais empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros.

Mande um e-mail para o Aldo Rebelo dizendo que a questão é relevante demais para ser decidida apenas por meia dúzia de deputados em um ano de eleições. O assunto precisa ser debatido por todos os brasileiros e, portanto, o mínimo que se espera de nossos representantes no Congresso é que, ao invés de mexerem em legislação tão fundamental no fim de seus mandatos, tenham a coragem de levar o assunto para a campanha eleitoral.

Ajude a impedir que as nossas florestas continuem a ser devastadas. Assine aqui.

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Rafael Cruz
Coordenador da campanha de código florestal
Greenpeace

Greenpeace Brasil
R. Alvarenga 2331
São Paulo - SP
(11) 3035-1155

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estréia da campanha de gado no FSM


O campaigner do Greenpeace André Muggiati lançou a campanha de gado hoje em um dos seminários do Fórum Social Mundial. Com a sala lotada os visitantes (que se acomodaram até no chão) puderam ver uma série de mapas que cruzavam informações da ocupação da pecuária em áreas onde a floresta amazônica foi desmatada. Frigoríficos e desmatamento e estradas e ocupação de rebanho foram alguns dos dados do Relatório O Rastro da Pecuária na Amazônia.

Sem pregar o vegetarianismo (cada um com a sua opção de dieta) é bom refletir sobre alguns dados chocantes antes de pedir o seu próximo filé:

* Aproximadamente 80% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas por gado.

* Das 20.5 milhões de cabeças de gado (adicionadas ao rebanho entre 2002 e 2006), 14.5 milhões encontram-se na Amazônia.

* Para cada 1kg de carne que chega à sua alimentação, são emitidos 13 kg de CO2 equivalentes - ou seja, comer 1kg emite o mesmo tanto de CO2 do que uma viagem de avião de 100km (cota por pessoa).

Simplificando:
Para a criação de gado, a Amazônia é desmatada.
O desmatamento é respondável por 75% dos gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil.
Os gases de efeito estufa (CO2) são responsáveis pelo aquecimento global.
O Brasil é o quarto maior emissor de CO2 do mundo.
Logo, a carne que você come ajuda a esquentar nosso planeta.

E o que você pode fazer a respeito?

- Tente diminuir a quantidade de carne da sua dieta;
- Exija os selos de origem da carne que você consome;
- Adote um estilo de vida mais sustentável (veja algumas dicas aqui) reduzindo suas emissões de CO2;
- Junte-se ao Greenpeace e cobre do governo Lula um bom desempenho na COP, assinando a nossa petição.

DESMATAMENTO ZERO.
É AGORA OU AGORA

http://www.greenblog.org.br

...

Marcha rumo ao Fórum

“Boi, boi, boi;
Boi da cara preta;
Sai da Amazônia pra salvar nosso planeta.”

“Não é mole não;
Pra Amazônia;
O boi só traz destruição.”

“Não tem mais tempo, chegou a hora;
Salvar o clima;
É agora ou agora”

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Desmatamento na Amazônia volta a crescer

O sistema de monitoração do desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estimou a derrubada de mais de 3000 km² de floresta Amazônica nos últimos cinco meses de 2007. O instituto admite que este número pode chegar a 7000 km². De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, os dados mostram que há uma alta "inequívoca" no ritmo do desmatamento, cuja ação o governo vinha conseguindo conter desde 2004.

De acordo com o pesquisador da Organização Não-Governamental (ONG)Imazon - que trabalha com estudos sobre a Amazônia em Belém, Adalberto Veríssimo, a devastação deve dobrar em 2008.

“Esses primeiros cinco meses já indicam que o desmatamento da Amazônia vai ser bem maior. O ano passado, para ter uma idéia, nesses primeiros cinco meses, a estimativa era metade disso. Se mantiver esse ritmo, ele vai sair de uma área que é metade do estado de Sergipe, para uma área que vai ser do tamanho do estado de Sergipe ou maior. Em um ano”.

Estudos da Imazon indicam que o Pará apresentou um crescimento do desmatamento de 300% em novembro em relação a outubro. Segundo a ONG, entre os cinco meses – de agosto a dezembro, a perda da floresta aumentou 74%.

Segundo Veríssimo, as principais responsáveis pelo aumento do desmatamento devem ser a produção de soja e carne, commodities cujos preços subiram.

“Quando o mercado agrícola está favorável, o preço melhorou, tem uma procura muito grande, então isso incentiva para que o proprietário rural desmate para atender essa demanda”.

Para reverter este quadro, Veríssimo aponta que somente com repressão o governo não obterá êxito. Seria necessário uma nova agenda econômica para Amazônia, dando créditos para áreas de manejo florestal, ao invés de dá-los a pecuária, exemplifica.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
http://www.radioagencianp.com.br

25/01/08

http://www.greenpeace.org.br/amazonia