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sábado, 3 de julho de 2010

Aldo Rebelo ataca novamente

Uma assessora do PCdoB, bedel do deputado Aldo Rebelo, disparou nesta sexta-feira, 2 de julho, um spam para todos que assinaram a petição do Greenpeace pedindo para ele deixar nossas florestas em paz.O texto, como é de feitio do Aldo, ataca o Greenpeace e fala de supostos financiamentos da ExxonMobil à organização. Produzido com informações de um grupo de direita americano, é um conjunto de velhas teorias conspiratórias que chegam a entrar em conflito entre si.

Qualquer pessoa que siga minimamente o trabalho do Greenpeace sabe muito bem da preocupação da organização com o futuro, ameaçado pelo aquecimento global. Sabe também como o Greenpeace luta para que o mundo deixe de consumir tanto petróleo e passe a investir em energias renováveis, deixe de desmatar e mantenha suas florestas em pé.

A Fundação Rockefeller, que financiou projeto do Greenpeace nos Estados Unidos, é bancada por John D. Rockefeller e Olympia Snowe, netos do fundador da empresa que anos depois virou a ExxonMobil.Os dois não concordam com a linha poluente da empresa inaugurada por seu avô, tanto que pressionam a diretoria para deixar o petróleo de lado e investir em fontes renováveis de energia leia reportagem sobre o assunto, em inglês. Se o dinheiro proveniente da fundação influenciasse o direcionamento do trabalho da organização, o Greenpeace não bateria na ExxonMobil – justamente o contrário do que acontece.

O deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, recai novamente no erro de não ouvir a sociedade brasileira que se preocupa com o futuro do planeta. Ele quer tanto abrir espaço para o desmatamento que dispara esse spam na véspera da votação de sua proposta de alteração do Código Florestal, marcada para o início da próxima semana. Ao mandar uma assessora conduzir uma campanha difamatória, o deputado se esconde covardemente e usa seu partido para defender os interesses dos políticos mais atrasados do Brasil, que têm a motosserra nas mãos.

www.greenpeace-comunicacao.org.br

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Urgente - Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz

10 de Abril de 2010


Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado.

Assine aqui a petição para não permitir que a bancada da motosserra desfigure nosso Código Florestal.

O deputado Aldo Rebelo irá apresentar em breve um documento com as propostas de alteração dessa lei. E tudo indica que elas vão anistiar desmatadores e flexibilizar a proteção de nossas matas.

Proteste contra mais essa tentativa de acabar com as florestas no Brasil.

Há mais de dez anos, representantes da bancada ruralista deram partida numa ofensiva para mudar o Código Florestal em seu próprio benefício. A preservaçao das florestas é fundamental não só para a manutenção da biodiversidade, mas para equilibrar o clima no Brasil e no resto do planeta. Diante das chuvas torrenciais que provocaram deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro, e que tendem a se tornar cada vez mais frequentes, a tarefa de resguardar o que resta de nossas matas é cada vez mais urgente.

Aldo Rebelo já deu indicações que está ao lado dos ruralistas que querem cada vez mais empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros.

Mande um e-mail para o Aldo Rebelo dizendo que a questão é relevante demais para ser decidida apenas por meia dúzia de deputados em um ano de eleições. O assunto precisa ser debatido por todos os brasileiros e, portanto, o mínimo que se espera de nossos representantes no Congresso é que, ao invés de mexerem em legislação tão fundamental no fim de seus mandatos, tenham a coragem de levar o assunto para a campanha eleitoral.

Ajude a impedir que as nossas florestas continuem a ser devastadas. Assine aqui.

---
Rafael Cruz
Coordenador da campanha de código florestal
Greenpeace

Greenpeace Brasil
R. Alvarenga 2331
São Paulo - SP
(11) 3035-1155

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Poço com radiação permanece aberto em Caetité

Mesmo após notificação da Secretaria de Saúde da Bahia e do Inga (Instituto de Gestão das Águas e Clima), água segue sendo consumida pela população

26 de Janeiro de 2010


© Greenpeace/Lunaé Parracho

Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao prédio da Secretaria de Recursos Hídricos de Caetité, município do sudoeste da Bahia que abriga uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB)



CAETITÉ (BA), BRASIL — Mesmo após notificação da Secretaria de Saúde da Bahia e do Instituto de Gestão das Águas e Clima, água segue sendo consumida pela população

Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao prédio da Secretaria de Recursos Hídricos de Caetité, município do sudoeste da Bahia que abriga uma mina de urânio operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB), pelo descaso das autoridades locais em relação à saúde da população rural do município.

Na última quinta-feira, dia 21, a prefeitura de Caetité e a estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) foram notificadas para suspender imediatamente o uso de água de três pontos (entre eles um poço em Barreiros, zona rural da cidade), onde detectou-se a presença de radioatividade além do permitido pelo Ministério da Saúde.

A INB não deu qualquer satisfação sobre que atitudes tomou acerca dos dois pontos de água radiotiva que foram encontrados no terreno de sua mina. Quanto à prefeitura, ela simplesmente não moveu sequer um dedo para impedir o acesso ao poço de Barreiros e fornecer fontes alternativas de água à população local. Essa foi a razão do protesto do Greenpeace, realizado em frente à Secretaria de Recursos Hídricos do município.

A estrela da manifestação foi o Caveira Guy, anti-herói nuclear brasileiro. Enquanto ele oferecia às autoridades locais, em uma barraquinha improvisada, água coletada no poço de Barreiros e acondicionada dentro de garrafas com o rótulo “Água INB, Gostosa de Morrer”, ativistas do Greenpeace, dentro do prédio, convidavam o Secretário de Recursos Hídricos a matar a sede com o líquido contaminado.

Afinal de contas, se não fechou o poço, pode-se supor que ele acredita que análise da água feita pelo Instituto de Gestão de Águas e do Clima do estado está errada. Portanto, não havia razão para que não consumisse a mesma água que a população de Barreiros bebeu e ainda está bebendo.

O secretário Nilo Joaquim de Azevedo, no entanto, demonstrou maior cuidado com sua saúde do que com o bem estar dos eleitores e recusou-se a beber a água contaminada. Nenhuma outra autoridade local apareceu para tomar o líquido.

O poço da comunidade de Barreiros foi aberto em 2007 e fornece água para toda aquela região. Dados oficiais apontam que 15 famílias fazem uso da fonte. Mas uma equipe do Greenpeace foi até o local e constatou que, além de continuar aberto, o poço é utilizado pelo dobro de famílias. Na água, o Inga detectou um índice de radioatividade de 0,3 bq/litro*. O máximo permitido de acordo com a portaria 518 do Ministério da Saúde é de 0,1 bq/litro.

Os outros dois pontos onde o Inga detectou contaminação por urânio ficam na área interna da mina operada pela INB. Num poço, o índice de radioatividade, de 4,07 bq/ litro*, está 40 vezes acima do que é permitido. No outro ponto de contaminação dentro do terreno da INB, um tanque de acumulação de água, a radiotividade detectada foi de 0,23 bq/litro.

A suspensão imediata do uso da água nestes três pontos foi determinada pelo diretor geral do Inga, Julio Rocha, logo após o recebimento dos resultados da última análise realizada pelo órgão na região. A presença de contaminação por urânio acima dos níveis considerados seguros para humanos em poços na área rural do município foi detectada pela primeira vez em 2005.

Em fins de 2008, o Greenpeace conduziu uma análise independente em sete pontos na região e constatou índices de contaminação elevados em dois deles. O Greenpeace levou os resultados para o Ministério Público Federal, que moveu uma ação civil pública contra a INB, e para o Ingá, que decidiu analisar as fontes de água na região.

A INB opera a mina de urânio de Caetité desde meados da década de 90 e apesar de garantir que faz análises periódicas da água em poços do município, não se tem notícia de que elas detectaram qualquer grau de radiotividade nocivo à saúde humana nos pontos analisados – que por sinal ninguém fora da empresa sabe quais são.

Depois que exames independentes registraram a presença da contaminação, a estatal mudou o discurso. Parou de bater na tecla de que o consumo da água local era seguro e passou a dizer que a extração de minério não tem nada a ver com isso e que a radioatividade encontrada na água que serve a centenas de famílias em Caetité é fruto do alto teor de urânio presente no solo da região. Em outras palavras, a INB deu uma de Pôncio Pilatos e lavou as mãos.

O ônus de provar que sua mineração de urânio não tem nada a ver com o problema permanece no colo da INB. A empresa é uma estatal financiada às custas do contribuinte. É portanto inconcebível que ela continue a tratar com tamanho desleixo a saúde não apenas de quem lhe paga as contas, mas que em última análise são também seus acionistas.

Mesmo que ela consiga um dia provar sua inocência na contaminação, isso não a exime, como a principal especialista em questões de urânio em Caetité, a orientar as autoridades e população locais sobre a necessidade de evitar o consumo da água contaminada.

Mas a INB nunca se pronunciou sobre o assunto – a não ser para dizer que o problema não é seu. E nenhuma família jamais foi orientada de forma oficial sobre o caso. As informações que a comunidade ameaçada de contaminação possui foram obtidas através da imprensa.




*Bq/litro - Bequerel por litro - unidade usada para mensurar a radioatividade.


http://www.greenpeace.org

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Além das chuvas, o risco nuclear


A situação em Angra dos Reis é grave. Mais de 900 desabrigados, 41 mortos, dois bairros evacuados e muitas perdas… A Região da Ilha Grande foi interditada, fazendo com que os turistas tivessem que deixar o local. A Rio-Santos, principal via de acesso a região, também pode ficar interditada por até 2 meses.

Tudo isso fez com que o Prefeito de Angra solicitasse o desligamento dos reatores nucleares, zelando pela segurança da população. Mesmo sabendo que o quadro atual ameaça a execução do polêmico plano de emergência das usinas, a Eletronuclear insistiu em deixar o parque nuclear funcionando, desconsiderando a segurança e a lei da precaução e colocando assim a vida de milhares de pessoas em risco.

Mas a prefeitura de Angra promete insistir na solicitação. O prefeito Tuca condicionou o funcionamento pleno das unidades à perfeita trafegabilidade da Rodovia Rio-Santos, o que pode levar mais de dois meses para ser atingido, se é que o pode, levando-se em consideração o histórico de interdições da rodovia.

O plano de segurança da Central Nuclear Almirante Álvaro Aberto, de Angra dos Reis, é algo muito pouco discutido e detalhado, apesar da pressão para tal, há muito tempo exercida por diversos setores da sociedade, inclusive o Greenpeace. Como sabemos, não existe transparência nem controle social no programa nuclear brasileiro. Até hoje, não há um plano de emergência bem definido, que seja considerado eficaz, nem uma preocupação por parte da empresa, que continua a negligenciar a segurança da população.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão licenciador e fiscalizador da área nuclear, que controla a empresa que fabrica combustível e a que fabrica peças para as usinas de Angra, ou seja, que tem interesses diretos com o funcionamento da usina, também parece não se importar com a segurança do povo, o que deveria ser seu principal papel. Até hoje a CNEN não se manifestou sobre o assunto. O Greenpeace tentou ouvir a opinião do Diretor de Radioproteção e Segurança da Comissão, Laércio Vinhas, mas ele não quis se manifestar.
Em 2009, 24 e 9 anos após o início de funcionamento das usinas de Angra 1 e 2 respectivamente, o exercício do plano de emergência das usinas veio a comprovar a sua ineficácia. Segundo assumiu o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Jorge Armando Félix, que acompanhou o exercício, a fuga marítima em embarcações pela Baía da Ilha Grande poderia ser o plano A, em detrimento da fuga pela Rodovia Rio-Santos, uma vez que a situação da Rio-Santos ainda era crítica para evacuar a população em caso de acidente nuclear.

Agora, a situação está muito pior. Com a estrada e a região da Ilha Grande interditadas, como a Eletronuclear planeja agir para garantir segurança à população em caso de emergência?

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http://www.greenblog.org.br
Postado por André Amaral

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

INB esconde vazamento de urânio em Caetité (BA)


Moradores denunciam vazamento de 30 mil litros de concentrado de urânio em Caetité (BA).

10 de Novembro de 2009

De acordo com denúncias encaminhadas ao Greenpeace, 30 mil litros de concentrado de urânio podem ter contaminado solo e água dos arredores da mina

Moradores de Caetité (BA) - onde está situada a mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que abastece as usinas Angra I e II - procuraram o Greenpeace ontem (9/11) para denunciar o vazamento de 30 mil litros de concentrado de urânio. De acordo com informações levantadas pela própria comunidade, o vazamento teria atingido 200 metros de profundidade e pode ter contaminado rios e lençóis freáticos. A operação da mina, ainda segundo os moradores, está suspensa.

Procurada pelo Greenpeace, a assessoria de comunicação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão governamental responsável pela fiscalização das atividades nucleares no país, disse que o vazamento aconteceu no dia 28 de outubro. A assessoria, no entanto, não informou detalhes sobre os impactos e as medidas que serão tomadas. A INB não quis se pronunciar.

“Como nos vazamentos anteriores, esse acidente expõe a fragilidade da segurança nuclear e a falta de transparência dessa indústria. O acidente aconteceu há 13 dias e até agora ainda não há uma posição oficial da INB e da CNEN”, diz André Amaral, coordenador da campanha de energia nuclear do Greenpeace. “A população ainda não sabe a extensão da contaminação do solo, da água e quais os riscos para os moradores da redondeza.”

Essa falta de transparência vem se repetindo em todos os casos de vazamento e outros assuntos relacionados à produção de energia nuclear. No ano passado, o Greenpeace denunciou a contaminação da água de poços localizados em propriedades rurais no entorno da mina de Caetité. Até agora, não foram feitas análises complexas da água na zona de influência da mina e a população continua sem saber a qualidade da água que bebe.


Veja abaixo outros casos de vazamento:




Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Multiman e as negociações do clima

Começou, de novo. Deveria então dizer, recomeçou. É isso.

Recomeçaram hoje as negociações de clima da ONU em Bonn. Esta fase é conhecida pelo íntimos como Bonn 3.

3 porque é a terceira vez neste ano que os representantes de mais de 170 países se reunem aqui em Bonn para negociar os termos do tratado de clima que deverá ser finalizado em Copenhage, na Dinamarca. Seguindo as tradições e os preceitos da educação e dos bons costumes, cá estamos, Greenpeacearianos, na cola deles.

Quando, há 6 semanas, acabou “Bonn 2″, escrevi neste mesmo blog sobre a saída dos negociadores. Para eliminar distorções em minhas observações, estou sentado exatamente no mesmo lugar. Naquele dia, relatei que via alguns deles cabisbaixos, outros envergonhados, uma minoria esperançosa… Agora, vejo os mesmos rostos chegando com semblantes renovados pelo verão do hemisfério norte, alguns trocam abraços, outros acenam. Vários sorriem. Cabisbaixos só aqueles que já sofrem com os impactos das mudanças do clima e não veem muita esperança nas negociações. Mas estes são minoria.

Engraçado isso. Quem mais sofre com as mudanças do clima é minoria por aqui - ao mesmo tempo que é maioria no Planeta. Vamos aos números oficiais da lista de participantes. No total, 2340 pessoas participam das negociações. 1372 são representantes oficias de países, 914 são de organizações observadoras - Greenpeace inclusive - e 54 (só) são da imprensa.

Até ai nenhum problema. Mas ainda estamos na primeira página. Na página seguinte as discrepâncias já começam a aparecer. O Afeganistão tem 2 representantes. Se são 179 países incritos e 1372 representantes, na média cada país deveria ter 7,66 (alguns negociadores dos países ricos valem menos que uma pessoa normal.

Continuamos: Armenia, Barbados, Butão, Congo, Cuba, El Salvador, Gâmbia, Haiti, etc… Tem 2 representantes cada.

Bahamas, Camarões, Croácia, Eritrea, Estônia, Guyana, Israel, Jamaica, Nauru, Myanmar, Paraguay, tem 1 (um, só um, unzinho, nada mais do que UM) representante cada.

O Greenpeace tem 29.

Os Estados Unidos tem 39. O Japão, 48 e a Dinamarca, campeã absoluta, quase 70.

Percebeu o desbalanço? Ou deveria dizer, a desigualdade? Aqueles que mais precisam de um resultado justo, ambicioso e efetivo são os que menos podem lutar por ele!

As negociações de clima são um negócio complexo. Hoje, por exemplo, está sendo negociado como os negociadores vão negociar. Dentro de um dos blocos, o de compromissos de longo prazo, existem 5 sub-blocos, com 4 sub-sub-blocos. No outro, Quioto, são mais 4 sub-blocos e vários sub-sub-blocos. Isso sem contar as reuniões fechadas e paralelas entre os países e grupos de negociação.

Com esse monte de sub-sub-sub-blocos em mente, fico imaginando como uma pessoa pode, sozinha, entender e negociar tudo de mitigação, adaptação, transferência de tecnologia, financiamento, REDD, CDM, NAMAS, NAPAS, arquitetura legal, jurisdição, direito inernacional, metas, IPCC, LCAPs, ZCAPs, etc…

Ou eles são gênios - e não nego que alguns até podem ser - ou, mais provavelmente, não cuidam de tudo, visto que além da complexidade técnico-político-econômico-acronômica, também existe o problema da sincronicidade. Muita coisa acontece ao mesmo tempo.

Por aqui existem algumas TVs em circuito fechado que mostram a agenda do dia. Uma lista onde aparece o nome da sala, o horário e o que estará sendo negociado por lá. Para as 16:30 já temos três coisas agendadas em locais diferentes.

Nessas horas, imagino que os representantes-solo devem lembrar dos desenhos animados de sua infância e pensar “onde é que está o Multiman quando se precisa dele?”

fonte: www.greenblog.org.br

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Black Pixel, instale o seu e ajude a proteger o clima‏

12 de Junho de 2009


Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

O QUE É?

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo!

A AlmapBBDO e o Greenpeace, com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife, desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Este projeto se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.


COMO PARTICIPAR?

Basta instalar nosso programa em seu computador, o que deixará um pequeno quadrado preto na sua tela. Você verá que ele não irá atrapalhar, e pode ser movido para áreas não utilizadas na tela, além de ser possível desligá-lo a qualquer hora. Mas, enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e, consequentemente, as emissões de CO2.
O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma.

Para instalar o Black Pixel sem nenhuma complicação, acesse o link: www.greenpeaceblackpixel.org

Você também pode assistir a uma apresentação do projeto no Youtube, clicando aqui.

Até agora, esta rede em defesa do clima já instalou 5500 Black Pixels, o que representa a economia de 105.795 W. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados.


E NÃO ACABA AQUI!

Repasse esta notícia aos seus amigos, colegas de trabalho e familiares!


Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. Enquanto nossos políticos enfrentam os desafios políticos da crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para, pelo menos diminuir a dimensão do problema.


diretamente do síte do Greenpeace:
Black pixel contra o aquecimento global


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estréia da campanha de gado no FSM


O campaigner do Greenpeace André Muggiati lançou a campanha de gado hoje em um dos seminários do Fórum Social Mundial. Com a sala lotada os visitantes (que se acomodaram até no chão) puderam ver uma série de mapas que cruzavam informações da ocupação da pecuária em áreas onde a floresta amazônica foi desmatada. Frigoríficos e desmatamento e estradas e ocupação de rebanho foram alguns dos dados do Relatório O Rastro da Pecuária na Amazônia.

Sem pregar o vegetarianismo (cada um com a sua opção de dieta) é bom refletir sobre alguns dados chocantes antes de pedir o seu próximo filé:

* Aproximadamente 80% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas por gado.

* Das 20.5 milhões de cabeças de gado (adicionadas ao rebanho entre 2002 e 2006), 14.5 milhões encontram-se na Amazônia.

* Para cada 1kg de carne que chega à sua alimentação, são emitidos 13 kg de CO2 equivalentes - ou seja, comer 1kg emite o mesmo tanto de CO2 do que uma viagem de avião de 100km (cota por pessoa).

Simplificando:
Para a criação de gado, a Amazônia é desmatada.
O desmatamento é respondável por 75% dos gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil.
Os gases de efeito estufa (CO2) são responsáveis pelo aquecimento global.
O Brasil é o quarto maior emissor de CO2 do mundo.
Logo, a carne que você come ajuda a esquentar nosso planeta.

E o que você pode fazer a respeito?

- Tente diminuir a quantidade de carne da sua dieta;
- Exija os selos de origem da carne que você consome;
- Adote um estilo de vida mais sustentável (veja algumas dicas aqui) reduzindo suas emissões de CO2;
- Junte-se ao Greenpeace e cobre do governo Lula um bom desempenho na COP, assinando a nossa petição.

DESMATAMENTO ZERO.
É AGORA OU AGORA

http://www.greenblog.org.br

...

Marcha rumo ao Fórum

“Boi, boi, boi;
Boi da cara preta;
Sai da Amazônia pra salvar nosso planeta.”

“Não é mole não;
Pra Amazônia;
O boi só traz destruição.”

“Não tem mais tempo, chegou a hora;
Salvar o clima;
É agora ou agora”

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Dicas para você fazer sua parte em casa e salvar o planeta

Algumas coisas são básicas, pra não dizer óbvias, mas não custa repetir sempre.
Seguem algumas dicas para você fazer sua parte em casa e salvar o planeta:



Calçada não se lava, se varre. Se for realmente necessário, use um balde, de preferência com a água reaproveitada da máquina de lavar ou da banheira.

Instale a geladeira ou freezer em locais ventilados, longe do fogão.

Procure não utilizar o ar condicionado no máximo e, sempre que o aparelho estiver ligado, feche as portas e janelas do local.

Acumule várias peças de roupas para passar todas de uma vez e evite usar o ferro quando outros aparelhos elétricos estiverem ligados.

Regule seu chuveiro para a posição verão. Evite tomar banho demorados e entre 18h e 24h.

Para iluminar a casa use, de preferência à luz do sol. Troque suas lâmpadas normais por fluorescentes e apague-as onde não tiver ninguém.

Regule as torneiras da sua casa. O pinga-pinga pode causar um vazamento de 46 litros de água em um dia.

Escove os dentes com a torneira fechada. Essa é uma forma simples e eficiente de economizar água.

Não compre móveis nem madeira que não tenham o selo FSC. Ele é a garantia de que a madeira não veio do desmatamento de florestas.


Participe de manifestações e assine petições como a nossa, clique aqui e cobre do governo brasileiro um bom desempenho em Copenhagen.


mude o clima na sua casa


fonte:
www.greenblog.org.br

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Messias do Ibama é acorrentado no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ), Brasil — Manifestantes do Greenpeace protestam no Rio de Janeiro contra licença prévia para a instalação da usina nuclear Angra 3.

Ativistas do Greenpeace fizeram nesta quinta-feira uma manifestação diante da sede do Ibama no Rio de Janeiro em repúdio à emissão da licença prévia para a instalação da usina nuclear Angra 3, assinada na quarta-feira em Brasília pelo presidente do órgão, Roberto Messias. Vestidos com roupas de segurança nuclear, os ambientalistas acorrentaram um grande retrato de Roberto Messias nos portões do Ibama com a frase: "O Messias chegou e traz más notícias".

Veja o video da atividade



Dois relatórios sobre os impactos negativos do uso de energia nuclear produzidos pelo Greenpeace, Cortina de Fumaça e Elefante Branco, foram entregues ao superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Rogério Rocco, juntamente com a chave da corrente que prendia o cartaz.
"Aprovar o projeto de construção de Angra 3 é um retrocesso para o país e uma vergonha para o Ibama, que deu aval técnico a uma desastrosa decisão política. Roberto Messias entra para a história como o homem que assinou a licença de um elefante branco radioativo, e Minc, opositor da energia nuclear, como o ministro que lavou as mãos", lamentou Ricardo Baitelo, da campanha de energia do Greenpeace.

Leia também:

As verdades não ditas pela revista Veja sobre a energia nuclear

Agenda nuclear de Nicolas Sarkozy é denunciada em plena Torre Eiffel


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24 de Julho de 2008

Baía de Guanabara é envenenada pela indústria

Rio de Janeiro (RJ), Brasil — Relatório do Greenpeace expõe responsabilidade industrial na contaminação do cartão-postal carioca


O Greenpeace apresentou hoje relatório científico comprovando que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, está contaminada com POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) e metais pesados. Quatorze amostras de sedimento de diferentes pontos da Baía e dos rios que nela deságuam foram coletadas e analisadas, mostrando que a contaminação do famoso cartão postal brasileiro não está restrita ao esgoto doméstico.

O relatório Baía de Guanabara foi divulgado durante coletiva de imprensa, nos portões do Porto carioca. Os jornalistas foram impedidos pela burocracia da Receita Federal e das autoridades portuárias de assistirem à conferência a bordo do navio MV Arctic Sunrise, que está no Brasil em campanha contra poluição tóxica.

O relatório científico do Greenpeace mostra contaminação da Baía da Guanabara por poluentes químicos altamente tóxicos como PCBs (ascarel) e organo-estanho (especialmente TBT), além de metais pesados.

Muitos destes poluentes tóxicos podem se bioacumular e biomagnificar, isto é, suas concentrações aumentam ao longo da cadeia alimentar. Os POPs podem causar efeitos graves no ecossistema, impactando a reprodução e o desenvolvimento de espécies vulneráveis , diz Ruth Stringer, do Laboratório do Greenpeace na Universidade de Exeter, Inglaterra.

O relatório da entidade ambientalista conclui que algumas das fontes industriais de contaminação da Baía de Guanabara estão identificadas. A contaminação por compostos de organo-estanho, usados em tintas anti-encrutantes para grandes embarcações, é de responsabilidade da indústria naval. A presença de níquel e cromo se deve à Refinaria da Petrobrás, conclui Stringer. A origem do PCB (ascarel) não foi identificada: Este ascarel que identificamos na Baía foi lançado por alguém. Cabe, agora, às autoridades policiais e ambientais identificar o responsável por esse crime, que é o seu lançamento ao meio ambiente , afirma Roberto Kishinami, diretor-executivo do Greenpeace Brasil.

Poluentes Orgânicos Persistentes e metais pesados vêm sendo sistematicamente despejados pelas indústrias nas águas da Baía de Guanabara, diz Cristina Bonfiglioli, do Greenpeace Brasil. Estes poluentes representam sérios riscos ao meio ambiente e à saúde da população. A indústria deve implementar tecnologias que garantam a descarga zero de POPs na natureza. O governo estadual do Rio de Janeiro deve adotar imediatamente as diretrizes do Protocolo POPs das Nações Unidas (1), tratado internacional que deverá banir inicialmente 12 substâncias tóxicas, incluindo o DDT e os PCBs (2), identificados na Baía de Guanabara.

A organização ambientalista também demanda que a indústria realize um inventário de descargas de contaminantes no meio ambiente, tornando estas informações públicas.

O navio do Greenpeace está no Brasil na terceira etapa da Expedição das Américas, viagem de cinco meses que já passou pelo Chile e Argentina. A embarcação chegou à Porto Alegre no último dia 3. Dois dias depois, a organização ambientalista denunciou a siderúrgica Gerdau Riograndense por contaminar o meio ambiente com ascarel.


O MV Arctic Sunrise estará aberto aos cariocas durante o final de semana (20 e 21), das 10h às 18h. A visita ao barco é guiada e gratuita.
No fim do mês, o Arctic Sunrise segue para o México e EUA para continuar a campanha contra poluição tóxica.

Veja o Sumário Executivo (português) e a íntegra do relatório (inglês) sobre a poluição na baía de Guanabara.

(1) A Convenção das Nações Unidas para o Banimento dos POPs será assinada em Estocolmo, Suécia, em maio deste ano. O principal objetivo é a eliminação global dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), começando com uma lista inicial de 12 substâncias químicas ou grupos de substâncias químicas. Esta lista inclui agrotóxicos organoclorados, os PCBs (como o ascarel, óleo organoclorado usado como isolante em transformadores), o hexaclorobenzeno, as dioxinas e os furanos. Estes dois últimos são obtidos de forma não-intencional através de vários processos industriais que envolvem cloro, além da incineração de resíduos.

(2) O DDT foi responsável pelo grave decréscimo das populações de pássaros, especialmente nos EUA, pois causava o afinamento das cascas nos ovos das aves, tornando-as facilmente quebradiças. No Brasil, foi utilizado durante muito tempo como agrotóxico e no combate à malária. Os PCBs são associados a problemas reprodutivos em focas e leões marinhos e imunosupressão em focas, leões marinhos e humanos. Os mariscos são particularmente suscetíveis a compostos de organo-estanho, que afetam seu sistema endócrino (hormonal) fazendo com que as fêmeas desenvolvam características masculinas, afetando sua capacidade reprodutiva. Espécies sensíveis podem desaparecer completamente em áreas contaminadas por POPs.

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http://www.greenpeace.org/brasil/toxicos/noticias/ba-a-de-guanabara-e-envenenada#
17 de Janeiro de 2001