O QUE MUDOU ?
Abin monitora grupos sociais
SETOR DE INTELIGÊNCIA
Para a agência, protestos como os que a Via Campesina deflagrou no
início do mês devem ser constantes neste ano, por causa das eleições.
Desde abril, a área de informações do governo já tinha informações
sobre os planos dos movimentos sociais de endurecerem suas ações.
Entre as estratégias planejadas, estava a paralisação de atividades de
empresas de setores estratégicos — o que acabou ocorrendo ao longo
deste mês, quando a Via Campesina lançou, em 10 de junho, uma jornada
de lutas contra o modelo do agronegócio brasileiro, colocando na rua
cerca de 5 mil pessoas, em protestos por 14 estados. Os principais
alvos das manifestações e ocupações foram companhias como a Vale,
Votorantim e Odebrecht. Na avaliação de analistas de inteligência, a
situação tende a permanecer sem solução. Um dos motivos é o ano
eleitoral, quando nenhum prefeito ou governador quer colocar suas
polícias em confronto com manifestantes.
Em um primeiro momento, a preocupação do governo era apenas com ações
que afetassem empresas como a Petrobras. Em seguida, as atenções se
voltaram para instituições que lidam com informações estratégicas,
como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrocupecuária (Embrapa), centro
de referência da área na América Latina. "Uma das preocupações é a
destruição de pesquisas que levam anos para serem concretizadas",
observa um analista da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Por
último, o governo focou nas grandes indústrias e mineradoras, depois
que sem-terras bloquearam a entrada da Vale, no Pará.
Repressão
A partir da jornada de lutas lançada pela Via Campesina, ficou claro
para o governo que a estratégia dos movimentos sociais agora é apostar
em várias ações ao mesmo tempo. O agente da Abin que conversou com o
Correio diz que trabalha na avaliação sobre a situação, mas não vai
muito além disso. "Nós levantamos as informações e passamos para os
setores de segurança dos estados, a quem cabe tomar alguma
providência", explica o agente. As ações dos movimentos sociais também
estão sendo acompanhadas pela Coordenação-Geral de Defesa
Institucional (CGDI) da Polícia Federal, setor que monitora conflitos
que podem surgir no país. Ao contrário da Abin, a PF pode atuar, desde
que as manifestações sejam em instalações da União. Caso contrário,
caberá às polícias estaduais qualquer tipo de repressão.
A tendência, segundo os analistas, é que o quadro não mude pelo menos
até outubro, quando são realizadas as eleições municipais. "Todo
político, nesse período de campanha, não quer ver sua polícia
reprimindo trabalhadores. Os próprios movimentos sabem e abusam
disso", observa um delegado da PF ligado à área de controle de
conflitos. Exemplo disso, segundo a área de inteligência, são
justamente os protestos da Via Campesina. Nos 14 estados onde houve
manifestações, apenas no Rio Grande do Sul a polícia entrou em
confronto com os manifestantes. Nos demais locais, policiais
acompanharam as ações de perto, mas sem atuar. Em nota, a Via
Campesina afirmou que as ações deflagradas eram uma forma de expressão
legítima em uma democracia.
...
-Correio brazilense-
Edson Luiz - Da equipe do Correio
Terça-feira, 24 de junho de 2008 Pág. 13
BRASIL
Materializadas em bits toxinas neurais trazidas pelos ventos daquilo que simplesmente é. Isto é nada se não for para o Todo.
domingo, 29 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Impunidade: execução de indígenas Truká segue impune
Na próxima segunda-feira (30) faz três anos que Adenilson dos Santos (Dena) e seu filho Jorge dos Santos, indígenas do povo Truká, foram executados por policiais militares dentro da terra indígena Truká, em Cabrobó, Pernambuco. Apesar da evidência de que os assassinatos ocorreram em decorrência de conflitos relacionados à posse de terra, o processo está tramitando na justiça comum e os autores dos disparos seguem impunes.
Dena e Jorge participavam de um evento festivo da aldeia quando quatro policiais militares à paisana invadiram a festa atirando. Dena, que se encontrava no meio do salão foi baleado. Quando Jorge viu o pai ferido, foi tentar defendê-lo e acabou sendo morto na hora. Os indígenas que estavam no local ainda tentaram levar Dena ao hospital, “mas os policiais não deixaram e estouraram os pneus do carro que ia socorrer Dena”, relata Pretinha Truká.

Pretinha conta que após esses três anos aconteceram apenas duas audiências. A primeira com os quatro acusados e, no mês passado, foram chamadas a depor seis testemunhas do crime. Segundo ela, a comunidade não quer que o julgamento aconteça em Cabrobó, nem que seja conduzido pela justiça comum. Os indígenas estão se articulando com entidades de direitos humanos para que o processo seja encaminhado à justiça federal.
Os atos de repressão, assassinatos e criminalização de lideranças indígenas têm suas origens no processo de retomada das terras tradicionais pelos Truká. O povo expulsou de suas terras fazendeiros e plantadores de maconha, tornando-se um dos maiores produtores de arroz do Brasil.
Como acontece todos os anos, a comunidade Truká fará no dia em que marca a data do assassinato de Dena e Jorge – 30 de junho - um ato público em memória dos dois e em protesto pela impunidade dos assassinos.

Boletim "Mundo que nos Rodeia" - n.º 822 - Brasília, 26 de junho de 2008
produzido pela Assessoria de Imprensa do Cimi: imprensa@cimi.org.br
Truká
http://www.soberania.org/truka_povo_ritual_religioso
http://www.atarde.com.br
Dena e Jorge participavam de um evento festivo da aldeia quando quatro policiais militares à paisana invadiram a festa atirando. Dena, que se encontrava no meio do salão foi baleado. Quando Jorge viu o pai ferido, foi tentar defendê-lo e acabou sendo morto na hora. Os indígenas que estavam no local ainda tentaram levar Dena ao hospital, “mas os policiais não deixaram e estouraram os pneus do carro que ia socorrer Dena”, relata Pretinha Truká.
Pretinha conta que após esses três anos aconteceram apenas duas audiências. A primeira com os quatro acusados e, no mês passado, foram chamadas a depor seis testemunhas do crime. Segundo ela, a comunidade não quer que o julgamento aconteça em Cabrobó, nem que seja conduzido pela justiça comum. Os indígenas estão se articulando com entidades de direitos humanos para que o processo seja encaminhado à justiça federal.
Os atos de repressão, assassinatos e criminalização de lideranças indígenas têm suas origens no processo de retomada das terras tradicionais pelos Truká. O povo expulsou de suas terras fazendeiros e plantadores de maconha, tornando-se um dos maiores produtores de arroz do Brasil.
Como acontece todos os anos, a comunidade Truká fará no dia em que marca a data do assassinato de Dena e Jorge – 30 de junho - um ato público em memória dos dois e em protesto pela impunidade dos assassinos.

Boletim "Mundo que nos Rodeia" - n.º 822 - Brasília, 26 de junho de 2008
produzido pela Assessoria de Imprensa do Cimi: imprensa@cimi.org.br
Truká
http://www.soberania.org/truka_povo_ritual_religioso
http://www.atarde.com.br
terça-feira, 10 de junho de 2008
AUSTRALIA E HAITI SÃO AQUI
Quando a fumaça vai baixando e as espessas nuvens vão se desfazendo em
nevoeiros transparentes, é possível vislumbrar o intenso vai e vem dos
interesses que se movimentam por detrás do debate da Raposa Serra do
Sol e da questão indígena em geral.
O agronegócio e seu mago soja Maggi aproveitam a maré para afirmar que
os índios tem terra demais e que as árvores de pé estorvam sim com
suas sombras indesejáveis e seus troncos comercializáveis. Trator e
soja nelas. As usinas do sul agradecem, prometendo o tsunami da cana,
como doce fel de recompensa. Os bois prometem migrar para a Amazônia,
pois não conseguem mais conviver com o vai e vem das máquinas
gigantes. Irão em procura da paz amazônica.
Setores militares, que há tempos não conseguiam aproveitar uma boa
onda, alçaram seu grito nacionalista aos céus do Brasil, jogando água
nas turbinas das multinacionais. O valente general Heleno brada aos
céus pois as fronteiras do país estão sumindo. As transnacionais, com
sua benção, estão engolindo rapidamente extensos territórios dentro do
país, e de gratificação saciam sua sede nas fontes e rios, desde o
aqüífero Guarani até as veias abertas dos igarapés da Amazônia.
Mas quem mesmo está nadando de braçada são as mineradoras. Tem pressa
em chegar à outra margem, que não é a Austrália, mas as terras
indígenas. O mundo precisa de seu minério. Suas contas bancárias,
commodities, valores nas bolsas mundiais, necessitam com urgência se
alimentar com as ricas jazidas que dormem no subsolo, seu sono
milenar. Embaixo da terra são nada, mas mãos limpas das grandes
mineradoras se transformam em valores extasiantes. É preciso sacudir o
Congresso para que aprove logo a exploração mineral em terras
indígenas, dizem seus arautos. Afinal de contas assim agiram por
ocasião da Constituinte, em 1988. Fizeram estardalhaço, acusaram deus
e o mundo, realizaram a maior campanha já feita nesse país contra os
povos indígenas e seus aliados, principalmente o Cimi. E agora voltam
à cena. Ou melhor, agem nos bastidores. Mudaram de estratégia. É
melhor jogar primeiro poeira nos olhos da opinião pública e só então
agir com mais desenvoltura e menos riscos.
Caso restarem dúvidas quanto essas manobras articuladas basta olhar as
sábias recomendações que esses interesses desfilaram na imprensa nesse
dia 5 de junho, registradas na Agência Câmara: Deputado de Roraima
pede que governo, ao invés de manter tropas no Haiti, as mantenha
aqui, no controle das terras indígenas. Por outro lado "Comissão
avalia exploração de terra indígena na Austrália". Não são notícias de
outro planeta não. Vejamos a sutileza embutida na notícia:
"Deputados da Comissão Especial de Exploração de Recursos de Terras
Indígenas (PL 1610/96) estão na Austrália para conhecer a experiência
do país na regulamentação do uso de recursos minerais em terras de
aborígenes. O presidente do colegiado, deputado Edio Lopes (PMDB-RR),
disse que já foi possível verificar que a autorização para esse tipo
de exploração depende de menos exigências do que as previstas no
projeto. "Esse processo, ao contrário do que se pensa no Brasil, é
mais simplificado. Há uma consulta da empresa interessada com um
conselho das comunidades envolvidas, que tem poder decisivo",
explicou.
De acordo com Edio Lopes, não é necessária, na Austrália, a
autorização do Congresso para a exploração mineral das terras. Os
deputados da comitiva ainda vão conversar com dirigentes de uma
empresa australiana que pratica mineração e com representantes dos
aborígenes". (Agencia Câmara, 5/06/08)
O preço e a pressão dos minérios
Os navios vão passar, carregados, já não de pau brasil , como há
quinhentos anos, mas dos minérios das terras indígenas. O mesmo roubo
com outros nomes e endereços. Vejamos algumas pérolas e
posicionamentos "O secretário de Acompanhamento e Estudos
Institucionais (órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional
da Presidência da República), José Alberto Cunha Couto, afirmou nesta
quarta-feira que o País não pode prescindir das riquezas minerais
encontradas nas reservas indígenas. "As commodities estão em alta e,
se algum minério não for explorado a tempo, perderá valor no comércio
exterior", sustentou.
Não faltaram as inovadoras teses defendidas "O gerente de Divisões
Políticas Setoriais da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos
Internacionais do Ministério da Defesa, coronel Marinho Pereira
Rezende Filho, afirmou que a mineração em terras indígenas pode
facilitar o controle das fronteiras, o que melhoraria a segurança do
País.
Segundo ele, 90% dessas reservas localizam-se em regiões fronteiriças.
"A mineração ocasionaria o povoamento dessas localidades, o que
constitui um dos pilares da segurança", destacou. (Agencia Câmara,
4/06/08)
Enquanto isso nós estamos aqui dando milho aos pombos. Ou melhor às
voltas com a subida dos juros, a disparada da inflação e subida ( ou
sumiço) dos alimentos, vendo nossos irmãos Guarani gritando pela
chegada da cesta básica "tem crianças aqui já vomitando de fome...não
temos nada de comida para dar a elas" exclama dona Tereza, da Terra
Indígena Ceroi, no município de Guia Lopes da Laguna-MS.
Daqui há pouco as comunidades Kaiowá Guarani estarão se movimentando
para mais um momento de busca de respostas para sua situação extrema,
de morte silenciosa, de genocídio. Estarão realizando mais uma Aty
Guasu, Grande Assembléia. Até quando tardarão as respostas eficazes de
devolução e garantia de suas terras?
Egon Heck
Cimi MS
Dourados, 6 de junho de 2008
nevoeiros transparentes, é possível vislumbrar o intenso vai e vem dos
interesses que se movimentam por detrás do debate da Raposa Serra do
Sol e da questão indígena em geral.
O agronegócio e seu mago soja Maggi aproveitam a maré para afirmar que
os índios tem terra demais e que as árvores de pé estorvam sim com
suas sombras indesejáveis e seus troncos comercializáveis. Trator e
soja nelas. As usinas do sul agradecem, prometendo o tsunami da cana,
como doce fel de recompensa. Os bois prometem migrar para a Amazônia,
pois não conseguem mais conviver com o vai e vem das máquinas
gigantes. Irão em procura da paz amazônica.
Setores militares, que há tempos não conseguiam aproveitar uma boa
onda, alçaram seu grito nacionalista aos céus do Brasil, jogando água
nas turbinas das multinacionais. O valente general Heleno brada aos
céus pois as fronteiras do país estão sumindo. As transnacionais, com
sua benção, estão engolindo rapidamente extensos territórios dentro do
país, e de gratificação saciam sua sede nas fontes e rios, desde o
aqüífero Guarani até as veias abertas dos igarapés da Amazônia.
Mas quem mesmo está nadando de braçada são as mineradoras. Tem pressa
em chegar à outra margem, que não é a Austrália, mas as terras
indígenas. O mundo precisa de seu minério. Suas contas bancárias,
commodities, valores nas bolsas mundiais, necessitam com urgência se
alimentar com as ricas jazidas que dormem no subsolo, seu sono
milenar. Embaixo da terra são nada, mas mãos limpas das grandes
mineradoras se transformam em valores extasiantes. É preciso sacudir o
Congresso para que aprove logo a exploração mineral em terras
indígenas, dizem seus arautos. Afinal de contas assim agiram por
ocasião da Constituinte, em 1988. Fizeram estardalhaço, acusaram deus
e o mundo, realizaram a maior campanha já feita nesse país contra os
povos indígenas e seus aliados, principalmente o Cimi. E agora voltam
à cena. Ou melhor, agem nos bastidores. Mudaram de estratégia. É
melhor jogar primeiro poeira nos olhos da opinião pública e só então
agir com mais desenvoltura e menos riscos.
Caso restarem dúvidas quanto essas manobras articuladas basta olhar as
sábias recomendações que esses interesses desfilaram na imprensa nesse
dia 5 de junho, registradas na Agência Câmara: Deputado de Roraima
pede que governo, ao invés de manter tropas no Haiti, as mantenha
aqui, no controle das terras indígenas. Por outro lado "Comissão
avalia exploração de terra indígena na Austrália". Não são notícias de
outro planeta não. Vejamos a sutileza embutida na notícia:
"Deputados da Comissão Especial de Exploração de Recursos de Terras
Indígenas (PL 1610/96) estão na Austrália para conhecer a experiência
do país na regulamentação do uso de recursos minerais em terras de
aborígenes. O presidente do colegiado, deputado Edio Lopes (PMDB-RR),
disse que já foi possível verificar que a autorização para esse tipo
de exploração depende de menos exigências do que as previstas no
projeto. "Esse processo, ao contrário do que se pensa no Brasil, é
mais simplificado. Há uma consulta da empresa interessada com um
conselho das comunidades envolvidas, que tem poder decisivo",
explicou.
De acordo com Edio Lopes, não é necessária, na Austrália, a
autorização do Congresso para a exploração mineral das terras. Os
deputados da comitiva ainda vão conversar com dirigentes de uma
empresa australiana que pratica mineração e com representantes dos
aborígenes". (Agencia Câmara, 5/06/08)
O preço e a pressão dos minérios
Os navios vão passar, carregados, já não de pau brasil , como há
quinhentos anos, mas dos minérios das terras indígenas. O mesmo roubo
com outros nomes e endereços. Vejamos algumas pérolas e
posicionamentos "O secretário de Acompanhamento e Estudos
Institucionais (órgão vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional
da Presidência da República), José Alberto Cunha Couto, afirmou nesta
quarta-feira que o País não pode prescindir das riquezas minerais
encontradas nas reservas indígenas. "As commodities estão em alta e,
se algum minério não for explorado a tempo, perderá valor no comércio
exterior", sustentou.
Não faltaram as inovadoras teses defendidas "O gerente de Divisões
Políticas Setoriais da Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos
Internacionais do Ministério da Defesa, coronel Marinho Pereira
Rezende Filho, afirmou que a mineração em terras indígenas pode
facilitar o controle das fronteiras, o que melhoraria a segurança do
País.
Segundo ele, 90% dessas reservas localizam-se em regiões fronteiriças.
"A mineração ocasionaria o povoamento dessas localidades, o que
constitui um dos pilares da segurança", destacou. (Agencia Câmara,
4/06/08)
Enquanto isso nós estamos aqui dando milho aos pombos. Ou melhor às
voltas com a subida dos juros, a disparada da inflação e subida ( ou
sumiço) dos alimentos, vendo nossos irmãos Guarani gritando pela
chegada da cesta básica "tem crianças aqui já vomitando de fome...não
temos nada de comida para dar a elas" exclama dona Tereza, da Terra
Indígena Ceroi, no município de Guia Lopes da Laguna-MS.
Daqui há pouco as comunidades Kaiowá Guarani estarão se movimentando
para mais um momento de busca de respostas para sua situação extrema,
de morte silenciosa, de genocídio. Estarão realizando mais uma Aty
Guasu, Grande Assembléia. Até quando tardarão as respostas eficazes de
devolução e garantia de suas terras?
Egon Heck
Cimi MS
Dourados, 6 de junho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Instruções do Guru (4)
Gostaria de informar aos meus discípulos e devotos em geral, como estão sendo desenvolvidos os trabalhos da construção do templo em Goura Vrindávana. Muitos vivem longe de Paraty e a realidade do dia-a-dia nas grandes cidades é completamente diferente daquilo que vivemos na comunidade. Mas, todos podem ter um vínculo direto ou indireto com o que está acontecendo nesse minúsculo ponto deste planeta, na imensidão desse nosso universo. Na verdade, para a consciência, não existem distâncias.
O esforço que estamos fazendo para construir um belo e sólido templo para Krishna, que será um marco para consciência de Krishna em nosso país nas próximas gerações, implica em manter viva entre os devotos a chama de solidariedade, dedicação, devoção e, mesmo, de renúncia, que envolve o ato da doação de recursos financeiros para essa finalidade. É importante ficar bem claro que a ajuda em dinheiro para esse propósito é uma atividade religiosa, altamente piedosa, um serviço devocional de primeira classe. Sabemos que tem muita gente que desaprova a doação de dinheiro para entidades religiosas, pois volta e meia são noticiados casos de abusos e desvios de fundos para o proveito pessoal de dirigentes inescrupulosos. Dizem também: Para que Deus precisa de dinheiro? Ele já tem tudo!... Arranjam mil desculpas para poderem desfrutar até o último centavo. Com essa mentalidade, eles se afastam de Deus. O fato é que onde existem grandes somas de dinheiro envolvidas, esse é um terreno fértil para Maya agir. Mas, definitivamente, esse não é nosso caso. Primeiro, porque não dispomos dessas grandes somas e isso já nos protege de Maya. Segundo, porque queremos que tudo seja transparente, dentro dos princípios estabelecidos por Srila Prabhupada de “amor e confiança”.
Quero aqui agradecer a todos os devotos que estão contribuindo regularmente para esse projeto. Sem essa ajuda, nada do que está acontecendo seria possível. Qualquer contribuição é importante. Uns podem dispor de uma quantia maior, outros já não têm essa oportunidade. Mas não importa_ toda contribuição é valiosa. No final, todos irão usufruir dos méritos dessa oferenda à missão de Prabhupada. Uns podem contribuir mensalmente com doações substanciais que asseguram boa parte dos gastos mensais de mão de obra e material, já outros podem contribuir para a aquisição de um ou dois sacos de cimento (16,50 por saco), por exemplo. O importante é que todos contribuam regularmente (mensalmente) de acordo com as possibilidades de cada um. Uma vez, um devoto me disse que não contribuía para o programa porque sua doação seria pequena e ele sentia vergonha disso. Por isso, não contribuía. Mas esse argumento não é convincente, nem deve ser aceito. Na Rama-lila, quando ponte flutuante entre o continente e a ilha de Lanka estava sendo construída, para o exército do Senhor Ramacandra cruzar o oceano e chegar à ilha-fortaleza de Ravana, todas as entidades vivas ajudaram na construção: as formigas levavam grãos de areia e os macacões, picos de montanhas. O Senhor Ramacandra agradecia a todos igualmente sem distinção de quantidade de serviço. O que conta realmente na vida espiritual é sinceridade, devoção e espírito de sacrifício ao se fazer uma oferenda a Krishna. Patram puspam phalam toyam yo me bhakta prayacchati (BG 9.26). E assim, nós vamos tocando essa obra, como um trabalho de formiguinhas. Será, sem dúvida, um caminho longo, por isso não podemos esmorecer.
Depois de longa temporada de chuvas intensas, parece que, finalmente, entramos na estação mais seca do ano. Temos que aproveitar, pois se chove, não existe possibilidade de chegar material na área de construção. Estamos terminando o esqueleto de pedra e concreto para, então instalar o telhado. Essa vai ser uma fase talvez mais difícil da construção, pois o octógono central tem um vão livre muito grande, sem colunas para sustentar. O telhado será pesadíssimo, com peças de madeira muito grandes e robustas. Vamos fazê-lo com madeira roliça. Já contatamos o fornecedor dos materiais e os profissionais para executar. Apesar de esses profissionais serem nossos conhecidos e tenham orçado seu serviço abaixo do que normalmente cobram, o custo desse telhado vai chegar, ou mesmo superar, os 25 mil reais. Já temos parte desse lakshmi e já projetamos o pagamento com lakshmi que contamos que entrará regularmente com as doações dos devotos e amigos.
Vanamali, brahmacari do projeto, continua em Chicago e está muito entusiasmado distribuindo livros e coletando para o templo. Toda a semana, tenho que ir à cidade, ao banco Itaú, muitas vezes lotado de gente, para retirar a remessa de lakshmi. É o tipo de incômodo que faço com gosto. Torcemos para ele se manter fixo nesse seu importante serviço devocional. Dentro de algumas semanas, chegará um carregamento de muitas mercadorias devocionais da Índia. A venda desses objetos (roupas, instrumentos, parafernália, etc.) será totalmente revertida para a construção.
Devotos de diferentes regiões do país podem nos ajudar a vender esses produtos. Outra notícia significativa é que estamos alugando uma lojinha no centro histórico de Paraty. Isso foi um arranjo muito especial de Krishna, pois tudo é caríssimo nessa área turística e sofisticada. Uma senhora amiga dos devotos tinha uma loja desocupada e cedeu essa loja para nós, com um aluguel camarada. Alem disso, não cobrou a taxa do “ponto”, que vale cerca de vinte mil reais. Estamos buscando fornecedores de mercadorias para expor na loja. Aqueles que souberem de devotos que fabricam ou comercializam com produtos interessantes que possam ser vendidos em nossa loja, por favor, contatem a Krishna-priya dd ou Acyutananda, que estão gerenciando essa atividade. Outra coisa, que já foi anunciada anteriormente, mas reforçamos o pedido: Estamos organizando nossa “mailing list”. Radha-priti dd é a organizadora. Já temos cerca de 2700 e-mails. Pedimos a todos que disponibilizem suas listas de e-mail e coletem o maior número possível entre devotos, simpatizantes e amigos. Vamos enviar um boletim mensal regular.
Quero também fazer um reconhecimento público do excelente serviço que está sendo feito pelo devoto Gokulesvara. Ele é o mestre de obras e faz o trabalho de pedreiro. Todo o esqueleto de concreto do templo está sendo montado por ele. Vocês deviam ver como ele trabalha com gosto e muito entusiasmo. Se tivéssemos que contratar algum profissional para fazer essa tarefa, duvido que sairia tão bem feita como o trabalho feito pelo Gokulesvara.
Alguém pode pensar assim: Maharaja poderia estar discorrendo sobre filosofia profunda ou lilas extáticas, mas, ao invés disso está só falando de construções e coletas. Quanto a isso, que posso fazer? Krishna está inspirando meu coração para construir uma bela casa para Ele. Por que iria eu fazer “corpo mole” e desviar minha mente para outros assuntos? Ele está forçando a todos nós para nos render mais e mais a Ele. Ye yatha mam prapadyante tams tathaiva bhajamy aham (BG 4.11). Como Prabhupada disse: “Se damos um passo em direção a Krishna, Ele dá dez em nossa direção”. Quando lemos no Srila Prabhupada Lilamrta sobre o esforço que Prabhupada e seus discípulos fizeram para superar todos os obstáculos para construir templos maravilhosos em Bombaim, Vrindávana e Mayapur, nós compreendemos que isso é uma realidade no processo da consciência de Krishna. A consciência de Krishna tem o seu lado intimista e o seu lado prático. Tanto um quanto o outro são totalmente espirituais, pois a doutrina da consciência de Krishna afirma categoricamente que tudo, absolutamente tudo, é energia de Krishna: Ishavasyam idam sarvam yat kinca jagatyam jagat (Shri Ishopanishad 1). Tudo está relacionado com Ele. Quem é realmente devoto não pode fugir dessa realidade. A oportunidade de serviço devocional prático é, na verdade, uma benção de Krishna para que possamos nos aproximar mais e mais perto dEle. Que Srimati Radharani nos inspire para que nosso serviço devocional cresça sempre e se intesifique. Portanto, já que Krishna quer uma bela casa para Ele em Paraty, nós temos que juntar nossas forças para satisfazê-Lo. Conto com todos vocês.
Purushatraya Swami
Aniversariantes de junho:
Parabéns a todos os aniversariantes do mês de junho, que o Senhor os proteja, este é o desejo de todos nós, irmãos e irmãs espirituais.
05- Ricardo Fernandes
07- Veda-vyasa das
08- Mahamuni das
Tatiana
11- Amrta-keli dd
13- Vanamali das
Eduardo Silva
16- Flora
18- Gopal-raja das
20- Lilavati dd
21- Gopinatha das
22- Carlos Heitor
27- Yogesvara das
O esforço que estamos fazendo para construir um belo e sólido templo para Krishna, que será um marco para consciência de Krishna em nosso país nas próximas gerações, implica em manter viva entre os devotos a chama de solidariedade, dedicação, devoção e, mesmo, de renúncia, que envolve o ato da doação de recursos financeiros para essa finalidade. É importante ficar bem claro que a ajuda em dinheiro para esse propósito é uma atividade religiosa, altamente piedosa, um serviço devocional de primeira classe. Sabemos que tem muita gente que desaprova a doação de dinheiro para entidades religiosas, pois volta e meia são noticiados casos de abusos e desvios de fundos para o proveito pessoal de dirigentes inescrupulosos. Dizem também: Para que Deus precisa de dinheiro? Ele já tem tudo!... Arranjam mil desculpas para poderem desfrutar até o último centavo. Com essa mentalidade, eles se afastam de Deus. O fato é que onde existem grandes somas de dinheiro envolvidas, esse é um terreno fértil para Maya agir. Mas, definitivamente, esse não é nosso caso. Primeiro, porque não dispomos dessas grandes somas e isso já nos protege de Maya. Segundo, porque queremos que tudo seja transparente, dentro dos princípios estabelecidos por Srila Prabhupada de “amor e confiança”.
Quero aqui agradecer a todos os devotos que estão contribuindo regularmente para esse projeto. Sem essa ajuda, nada do que está acontecendo seria possível. Qualquer contribuição é importante. Uns podem dispor de uma quantia maior, outros já não têm essa oportunidade. Mas não importa_ toda contribuição é valiosa. No final, todos irão usufruir dos méritos dessa oferenda à missão de Prabhupada. Uns podem contribuir mensalmente com doações substanciais que asseguram boa parte dos gastos mensais de mão de obra e material, já outros podem contribuir para a aquisição de um ou dois sacos de cimento (16,50 por saco), por exemplo. O importante é que todos contribuam regularmente (mensalmente) de acordo com as possibilidades de cada um. Uma vez, um devoto me disse que não contribuía para o programa porque sua doação seria pequena e ele sentia vergonha disso. Por isso, não contribuía. Mas esse argumento não é convincente, nem deve ser aceito. Na Rama-lila, quando ponte flutuante entre o continente e a ilha de Lanka estava sendo construída, para o exército do Senhor Ramacandra cruzar o oceano e chegar à ilha-fortaleza de Ravana, todas as entidades vivas ajudaram na construção: as formigas levavam grãos de areia e os macacões, picos de montanhas. O Senhor Ramacandra agradecia a todos igualmente sem distinção de quantidade de serviço. O que conta realmente na vida espiritual é sinceridade, devoção e espírito de sacrifício ao se fazer uma oferenda a Krishna. Patram puspam phalam toyam yo me bhakta prayacchati (BG 9.26). E assim, nós vamos tocando essa obra, como um trabalho de formiguinhas. Será, sem dúvida, um caminho longo, por isso não podemos esmorecer.
Depois de longa temporada de chuvas intensas, parece que, finalmente, entramos na estação mais seca do ano. Temos que aproveitar, pois se chove, não existe possibilidade de chegar material na área de construção. Estamos terminando o esqueleto de pedra e concreto para, então instalar o telhado. Essa vai ser uma fase talvez mais difícil da construção, pois o octógono central tem um vão livre muito grande, sem colunas para sustentar. O telhado será pesadíssimo, com peças de madeira muito grandes e robustas. Vamos fazê-lo com madeira roliça. Já contatamos o fornecedor dos materiais e os profissionais para executar. Apesar de esses profissionais serem nossos conhecidos e tenham orçado seu serviço abaixo do que normalmente cobram, o custo desse telhado vai chegar, ou mesmo superar, os 25 mil reais. Já temos parte desse lakshmi e já projetamos o pagamento com lakshmi que contamos que entrará regularmente com as doações dos devotos e amigos.
Vanamali, brahmacari do projeto, continua em Chicago e está muito entusiasmado distribuindo livros e coletando para o templo. Toda a semana, tenho que ir à cidade, ao banco Itaú, muitas vezes lotado de gente, para retirar a remessa de lakshmi. É o tipo de incômodo que faço com gosto. Torcemos para ele se manter fixo nesse seu importante serviço devocional. Dentro de algumas semanas, chegará um carregamento de muitas mercadorias devocionais da Índia. A venda desses objetos (roupas, instrumentos, parafernália, etc.) será totalmente revertida para a construção.
Devotos de diferentes regiões do país podem nos ajudar a vender esses produtos. Outra notícia significativa é que estamos alugando uma lojinha no centro histórico de Paraty. Isso foi um arranjo muito especial de Krishna, pois tudo é caríssimo nessa área turística e sofisticada. Uma senhora amiga dos devotos tinha uma loja desocupada e cedeu essa loja para nós, com um aluguel camarada. Alem disso, não cobrou a taxa do “ponto”, que vale cerca de vinte mil reais. Estamos buscando fornecedores de mercadorias para expor na loja. Aqueles que souberem de devotos que fabricam ou comercializam com produtos interessantes que possam ser vendidos em nossa loja, por favor, contatem a Krishna-priya dd ou Acyutananda, que estão gerenciando essa atividade. Outra coisa, que já foi anunciada anteriormente, mas reforçamos o pedido: Estamos organizando nossa “mailing list”. Radha-priti dd é a organizadora. Já temos cerca de 2700 e-mails. Pedimos a todos que disponibilizem suas listas de e-mail e coletem o maior número possível entre devotos, simpatizantes e amigos. Vamos enviar um boletim mensal regular.
Quero também fazer um reconhecimento público do excelente serviço que está sendo feito pelo devoto Gokulesvara. Ele é o mestre de obras e faz o trabalho de pedreiro. Todo o esqueleto de concreto do templo está sendo montado por ele. Vocês deviam ver como ele trabalha com gosto e muito entusiasmo. Se tivéssemos que contratar algum profissional para fazer essa tarefa, duvido que sairia tão bem feita como o trabalho feito pelo Gokulesvara.
Alguém pode pensar assim: Maharaja poderia estar discorrendo sobre filosofia profunda ou lilas extáticas, mas, ao invés disso está só falando de construções e coletas. Quanto a isso, que posso fazer? Krishna está inspirando meu coração para construir uma bela casa para Ele. Por que iria eu fazer “corpo mole” e desviar minha mente para outros assuntos? Ele está forçando a todos nós para nos render mais e mais a Ele. Ye yatha mam prapadyante tams tathaiva bhajamy aham (BG 4.11). Como Prabhupada disse: “Se damos um passo em direção a Krishna, Ele dá dez em nossa direção”. Quando lemos no Srila Prabhupada Lilamrta sobre o esforço que Prabhupada e seus discípulos fizeram para superar todos os obstáculos para construir templos maravilhosos em Bombaim, Vrindávana e Mayapur, nós compreendemos que isso é uma realidade no processo da consciência de Krishna. A consciência de Krishna tem o seu lado intimista e o seu lado prático. Tanto um quanto o outro são totalmente espirituais, pois a doutrina da consciência de Krishna afirma categoricamente que tudo, absolutamente tudo, é energia de Krishna: Ishavasyam idam sarvam yat kinca jagatyam jagat (Shri Ishopanishad 1). Tudo está relacionado com Ele. Quem é realmente devoto não pode fugir dessa realidade. A oportunidade de serviço devocional prático é, na verdade, uma benção de Krishna para que possamos nos aproximar mais e mais perto dEle. Que Srimati Radharani nos inspire para que nosso serviço devocional cresça sempre e se intesifique. Portanto, já que Krishna quer uma bela casa para Ele em Paraty, nós temos que juntar nossas forças para satisfazê-Lo. Conto com todos vocês.
Purushatraya Swami
Aniversariantes de junho:
Parabéns a todos os aniversariantes do mês de junho, que o Senhor os proteja, este é o desejo de todos nós, irmãos e irmãs espirituais.
05- Ricardo Fernandes
07- Veda-vyasa das
08- Mahamuni das
Tatiana
11- Amrta-keli dd
13- Vanamali das
Eduardo Silva
16- Flora
18- Gopal-raja das
20- Lilavati dd
21- Gopinatha das
22- Carlos Heitor
27- Yogesvara das
terça-feira, 27 de maio de 2008
PROSTITUIÇÃO E TRAFICO DE SERES HUMANOS
Debate após sessão de cinema com filme sobre mulheres nigerianas que vivem como prostitutas e são levadas pra Europa. Muitas não voltam. Algumas se casam. Outras mudam de vida...
Dimensões:
Conquistas das mulheres
Relação Norte X Sul
(plantas exóticas; pessoas)
Política pública (relação interna; migração etc)
Estudo Sobre o Tema:
Turismo sexual (casos separados)
Prostituição consentida
Exploração sexual infantil
Estigma da prostituição:
Todos os homens são os consumidores.
Exemplos:
Antigamente eles transavam com elas e não com as namoradas.
Universitária que busca um namorado estrangeiro pra fazer pós-graduação lá fora.

Catorze, catorze anos,
Doze anos, doze anos
Imagine um gringo daquele tamanho
Em cima da criança pobre nordestina,
Sufocada, magricela, seca, pequenina,
Ah, nossa senhora minha
O pib da pib que pimba no seco
Pimba no molhado
Pimba no seco saco seco
Peixe badesco na filha dos outros é refresco
Ô senhora, mãe senhora,
Nessa hora olha pra tua menina, senhora
A prostituição infantil barata
É a criança coitadinha do nordeste
Colaborando com o produto interno bruto
E esse produto enterra bruto
Refrão: que dor, que dor
Que suja a bandeira
Oi, essa quebradeira
Oisquindô - lalá
Catorze, catorze anos,
Doze anos, doze anos
O Pib da Pib
Tom Zé
Dimensões:
Conquistas das mulheres
Relação Norte X Sul
(plantas exóticas; pessoas)
Política pública (relação interna; migração etc)
Estudo Sobre o Tema:
Turismo sexual (casos separados)
Prostituição consentida
Exploração sexual infantil
Estigma da prostituição:
Todos os homens são os consumidores.
Exemplos:
Antigamente eles transavam com elas e não com as namoradas.
Universitária que busca um namorado estrangeiro pra fazer pós-graduação lá fora.

Doze anos, doze anos
Imagine um gringo daquele tamanho
Em cima da criança pobre nordestina,
Sufocada, magricela, seca, pequenina,
Ah, nossa senhora minha
O pib da pib que pimba no seco
Pimba no molhado
Pimba no seco saco seco
Peixe badesco na filha dos outros é refresco
Ô senhora, mãe senhora,
Nessa hora olha pra tua menina, senhora
A prostituição infantil barata
É a criança coitadinha do nordeste
Colaborando com o produto interno bruto
E esse produto enterra bruto
Refrão: que dor, que dor
Que suja a bandeira
Oi, essa quebradeira
Oisquindô - lalá
Catorze, catorze anos,
Doze anos, doze anos
O Pib da Pib
Tom Zé
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domingo, 25 de maio de 2008
Escritor Roberto Freire morre em São Paulo, aos 81

O escritor e terapeuta Roberto Freire morreu na noite desta sexta, 23, em São Paulo, aos 81 anos. O corpo foi cremado na Vila Alpina na tarde deste sábado. Em carta, Freire pediu que não fossem realizadas cerimônias fúnebres. A família não divulgou a causa da morte.
Autor de 25 livros, Roberto Freire também escreveu para teatro, cinema e televisão. Entre suas obras mais conhecidas estão 'Sem Tesão Não Há Solução', 'Coitote' e 'Cleo e Daniel', que ganhou versão para o cinema em 1970, com Sônia Braga, dirigida pelo autor. Na TV, escreveu para os programas 'A Grande Família' e 'TV Mulher'.

Roberto Freire foi o criador da somaterapia, terapia corporal baseada nas teorias psicanalíticas do austríaco Wilhelm Reich e de conceitos anarquistas. Freire se apresentava como 'anarquista, escritor e terapeuta'.
http://diversao.uol.com.br/ultnot/2008/05/24/ult4326u928.jhtm
By: somaie_angola_anarkia@grupos.com.br
wikipedia.org/Roberto_Freire_(psiquiatra)
www.google.com/search=roberto%freire

Goura Vrindávana

Estado atual da obra (13/5/08)

As colunas vão subindo, a caixaria da estrutura também. Em poucos dias vamos convocar a rapaziada para o mutirão de bater a massa e encher de concreto. Vão se preparando.

Agradecemos de coração qualquer ajuda para essa campanha.
Hare Krishna!
Aula Sobre Aparecimento de Nrsimhadeva Dada Por SS Giriraja Swami

Estimad@s devot@s, por favor aceitem as minhas reverências.
Todas as glorias a Srila Prabhupada.
Na sequência da criação do Blog dedicado às aulas traduzidas para o português de SS Giriraja Swami,vimos informar a comunidade vaisnava que está disponivel a aula de Nrsimha caturdasi dada o ano passado por Maharaja.
A aula é especialmente interessante porque aborda temas que ajudam os devotos na prática do seu sadhana.
1)A mentalidade adequada para se recitar o santo nome.
2)As causas que nos desviam do som do santo nome.Como evitá-las e superá-las.
3)A psicologia de uma pessoa com a natureza divina e a psicologia de um ser demoníaco. Neste contexto personificadas por Sri Prahlada e Hiranyakasipu. Como maximizar a natureza divina que tod@s temos e como anular as tendências para o desfrute material que tod@s possuímos.
Estes e outros temas estão muito bem explicados nesta aula dada por Giriraja Swami.
Esperando que este pequeno serviço seja do vosso agrado,permaneço vosso servente,
Nityananda das (Nityananda@pamho.net)
Dia 18 – Aparecimento de Sri Nrisimhadeva!

Estátua de Yoga Nrisimha de 6,7 metros do Século 14, encontrada na cidade de Hampi, construída pela dinastia Vijayanagar.
Nrisimha— poderosa encarnação meio homem, meio leão de Sri Krishna. Aqui segue um resumo desse importante avatar:
Hiranyaksa foi morto pela encarnação de Vishnu conhecida como Senhor Varaha. Conseqüentemente, seu irmão, Hiranyakasipu, o rei dos demônios, ficou muito determinado em se tornar o imperador do universo inteiro e se vingar da morte de seu irmão. Por causa de seu grande poder, ele executou muitas austeridades. Esta penitência foi tão severa que perturbou os semideuses. De fato, os semideuses pediram ao Senhor Brahma para pará-lo. O chefe dos semideuses, Senhor Brahma, assim descendeu para pacificá-lo concedendo-lhe uma benção de sua escolha.
"Por favor conceda-me que eu nunca seja morto por nenhuma entidade viva," pediu Hiranyakasipu, "que eu não morra dentro ou fora de nenhuma residência, durante o dia ou noite, nem no chão, nem no céu; que eu não seja morto por nenhuma criação sua, nem por nenhuma arma, nem por qualquer ser humano ou animal naturalmente, que eu não conheça a morte por nenhuma entidade, sendo móvel ou imóvel; que eu não tenha rival; que eu seja o único dominador sobre todas as entidades e deidades superintendentes, e que eu adquira todos os poderes místicos." Depois de Brahma ter concedido a ele todos esses pedidos, Hiranyakasipu muito rapidamente conquistou todos os planetas do universo, e tomou a residência no palácio do Senhor Indra, o rei dos semideuses, forçando-os a se curvar diante seus pés. Ele, ainda, roubava as oblações feitas aos semideuses. Intoxicado fisicamente pelo vinho e mentalmente pelo poder, Hiranyakasipu reinou o universo muito duramente. Durante esta época, sua rainha, Kayadhu, voltou ao palácio de seu esposo e deu a ele, um filho, Prahlada. Ele era o reservatório de todas as qualidades transcendentais pois era um devoto puro do Senhor Vishnu. Determinado a entender a Verdade Absoluta, ele tinha completo controle de todos seus sentidos e mente, ele era muito bondoso com todas as entidades vivas e o melhor amigo de todos. Para respeitáveis pessoas ele se comportava justamente como um servo pacífico, para os pobres ele era como um pai, e para o restante era sempre como um simpático irmão. Sempre muito humilde, ele considerava seus professores e mestres espirituais tão bons quanto o próprio Senhor. De fato, ele era completamente livre de orgulho e que mesmo tendo nascido no meio da riqueza, beleza, e aristocracia. Hiranyakasipu queria criar seu filho como um poderoso demônio, mas Prahlada somente queria aprender sobre serviço devocional ao Senhor Vishnu. Depois de Prahlada ter freqüentado a escola por algum tempo, Hiranyakasipu o tomou em seu colo e afetuosamente pediu, "Meu querido filho, por favor me diga qual seu assunto favorito na escola."
Sem medo, Prahlada disse, "Ouvir (sravanam) e cantar (kirtanam) os santos nomes, formas, qualidades, parafernália, e passatempos do Senhor Supremo; lembrando (smaranam) deles; servindo os pés de lótus do Senhor (pada-sevanam); oferecendo ao Senhor respeitosas reverências e adoração nos seus dezesseis tipos de parafernália (arcanam); oferecendo orações ao Senhor (vandanam); tornando-se Seu servo (dasyam); considerando o Senhor como o melhor amigo (sakhyam); e se rendendo a Ele (atma-nivedanam, em outras palavras, servindo-O com seu corpo, mente e palavras); estes nove processos são conhecidos como serviço devocional puro, e eu considero qualquer um que tenha se dedicado ao serviço ao Senhor Vishnu através desses nove métodos sendo a pessoa mais erudita, por ele ter adquirido conhecimento completo."
Cego de ódio, Hiranyakasipu lançou Prahlada do seu colo ao chão. "Servos! Leve-o daqui e mate de uma vez!" ele gritou. Porém, Prahlada sentou em silêncio e meditou na Personalidade de Deus, e as armas dos demônios não faziam efeito nele. Vendo isto, Hiranyakasipu ficou com medo e planejou diversos modos de matar seu filho. Seus servos lançaram Prahlada por baixo dos pés de um elefante; eles o lançaram no meio de temerosas e venenosas cobras; eles o lançaram muitos feitiços; eles o atiraram de um topo de montanha; eles deram veneno a ele; eles o deixaram com fome; eles o expuseram ao rígido frio, ventanias, fogo e água; eles atiraram fortes pedras para esmagá-lo. Hiranyakasipu então mandou sua irmã Holika queimá-lo, mas ela é quem foi queimada. Mas, apesar de tudo, Prahlada estava simplesmente absorto em pensar em Vishnu, e assim ele permaneceu são e salvo. Hiranyakasipu ficou muito inquieto pensando em qual seria o próximo plano. "Você diz que há um ser superior a mim," disse Hiranyakasipu, "mas onde está Ele? Se Ele está presente em todos os lugares, então por que Ele não está presente nesta pilastra diante a você? Você acha que ele está neste pilar?" "Sim," Prahlada respondeu, "Ele está." A raiva de Hiranyakasipu crescia mais e mais. "Por falar de coisas sem sentido, eu irei cortar sua cabeça do seu corpo. Agora deixe-me ver seu mais adorável Senhor protegendo você. Eu quero vê-lO." Amaldiçoando-o cada vez mais, Hiranyakasipu tomou sua espada, saiu de seu trono, e com grande fúria golpeou primeiro no meio da pilastra. Então, do meio do pilar que ele acabara de cortar apareceu uma maravilhosa forma metade homem, metade leão nunca vista antes. A forma do Senhor era extremamente bela por causa de Seus olhos furiosos, o qual pareciam com ouro fundido; Sua juba brilhante, a qual expandia a refulgência de Sua temerosa face; Seus dentes fatais; e Sua língua afiada como navalha. Senhor Nrsimha então procedeu a batalha com Hiranyakasipu. Finalmente, Senhor Nrsimha capturou Hiranyakasipu o colocou em Seu colo, na porta de entrada de seu palácio. Ele então rasgou o demônio em pedaços com algumas de Suas muitas, muitas mãos e poderosas unhas. A boca do Senhor Nrsimha e juba se tornavam regadas com gotas de sangue, e Seus ferozes olhos, cheios de fúria, eram impossíveis de olhar. Lambendo a margem de Sua boca com Sua língua, o Supremo Senhor, O decorou Ele mesmo com uma guirlanda feita com os intestinos retirados de Hiranyakasipu. Senhor Nrsimha arrancou o coração de Hiranyakasipu e finalmente o lançou aparte e destruiu um exército dos seguidores de Hiranyakasipu. Pela Sua transcendental inteligência, Senhor Nrsimhadeva foi capaz de matar Hiranyakasipu sem contradizer nenhuma das bênçãos dadas pelo Senhor Brahma. A execução não foi nem dentro ou fora, mas na entrada; nem na terra nem no céu, mas no colo do Senhor; nem durante o dia, nem durante a noite, mas no crepúsculo; nem por homem, besta, ou semideus nem por qualquer ser criado, mas pela Personalidade de Deus; e nem por nenhuma arma, mas pelas mãos de lótus do Senhor, aliviando todo o universo das atividades demoníacas de Hiranyakasipu. Tendo sido protegido pelo Senhor, Prahlada Maharaja ofereceu muitas orações ao Senhor com a voz engasgada por amor: "Meu querido Senhor Nrsimhadeva, por favor, por essa razão, permita Sua fúria diminua, agora que meu demoníaco pai Hiranyakasipu foi morto. . . [As pessoas santas] sempre lembrarão da Sua bela e auspiciosa encarnação, para libertá-los do medo. Deste modo, meu Senhor, Você apareceu em variadas encarnações como um ser humano, um animal, um grande santo, um semideus, um peixe ou uma tartaruga, assim mantendo Sua criação em diferentes sistemas planetários e matando os princípios demoníacos." (Veja o Srimad Bhagavatam, 7º Canto, Cap. 1-10).
http://groups.google.com.br/group/devotos
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Instruções do Guru (3)
“Obter a assistência e ajuda de um mestre
espiritual fidedigno significa receber a ajuda direta do próprio Senhor.” SB 1.19.36
Uma das dificuldades que passamos aqui em Goura Vrindávana é a falta de devotos. Poderíamos desenvolver muito mais esse projeto se tivéssemos mais devotos engajados. Não estou aqui me queixando, isso é somente uma análise da situação. Sei que muitos devotos estão se preparando na universidade, outros ganham muito bem em seus empregos, outros tem sérias obrigações familiares ou responsabilidades com dependentes e familiares, que os impedem a tomar uma decisão radical de viver no campo. Por outro lado, sei também que existem aqueles que se acomodam ou estão “de bobeira”, os que têm sub-empregos ou não têm grandes perspectivas na vida. Esses têm a chance de melhorar a qualidade de suas vidas, mas, em geral, desperdiçam a oportunidade.
A vida nas cidades oferece muitas facilidades: shoppings, hipermercados, entretenimentos, acesso fácil à última tecnologia, última moda, créditos para financiamentos, vida social intensa e outras amenidades. Por outro lado, existem inconvenientes muito sérios que levam muitas pessoas a problemas de saúde e desajustes psicológicos crônicos. Um dos aspectos da vida urbana é a atmosfera bastante insalubre, tudo muito poluído, a começar pelo ar que se respira. A pureza dos alimentos é também sempre questionável. Dias atrás foi amplamente noticiado que a maioria do alface, tomate e morango vendidos no mercado é contaminado com agrotóxicos e pesticidas. Outros alimentos industrializados contêm produtos químicos para estimular o sabor e a coloração, mas que são perniciosos à saúde quando uso é prolongado. Daí o número tão grande de casos de câncer. Seria ótimo se os devotos em geral fossem mais estritos nos hábitos alimentares e ficassem livres ao assédio do marketing das indústrias alimentícias que investem somente na aparência e no desfrute da língua. A filosofia da consciência de Krishna nos dá o respaldo para poder discernir sobre a qualidade dos alimentos. Não basta ser somente vegetariano. É preciso ter critérios para avaliar o que se deve comer ou não.
Outro problemão das cidades é a avassaladora onda de violência urbana. Os jovens das favelas e periferia são, hoje em dia, atraídos para a criminalidade. É o meio mais fácil de conseguir dinheiro para suprir o vício das drogas, para se vestir com os jovens da classe média, para curtir os embalos, para comprar uma moto, etc. É muito fácil: é só encostar um revolver na cabeça de qualquer pessoa e sair dirigindo o carro roubado, ou entrar num ônibus e sacar todos os pertences das pessoas. Por que arranjar emprego e ter que trabalhar duro, se a pessoa tem oportunidade de conseguir dinheiro tão fácil? Por que eles têm e eu não tenho? Essa é a lógica dos bandidos. Essa semana mesmo recebi notícia de uma senhora devota iniciada em uma cidade do Sul que teve que entregar seu carro para os bandidos sob a mira de armas. Que situação desgraçada! Eu, quando vou a uma cidade de carro, sinto no ar quão desamparado estou. A qualquer momento, posso ser abordado e perder todos os meus pertences, e ainda me considerar com sorte se sair com a vida do assalto. Definitivamente, a cidade virou o lugar dos bandidos e as pessoas são meras presas fáceis para todo tipo de pilhagem. Quando o malandro entra para o banditismo, matar um ou matar trinta, não faz diferença.
E o trânsito? Quando vejo os engarrafamentos na Marginal em São Paulo ou na Av. Brasil, no Rio, vem sempre na minha mente a imagem de que as pessoas presas em seus carros ou apinhadas nos ônibus estão condenadas a ter que sofrer esse castigo dia após dia. Só pode ser por castigo... Essa é a minha impressão. Livrar-se desses inconvenientes é, hoje em dia, uma benção muito especial.
Bem, vou parar por aqui... Não vou me alongar mais, pois tudo isso é do conhecimento de todos. Não quero, tampouco, ser alarmista nem causar nenhum tipo de constrangimento àqueles que estão irremediavelmente comprometidos com o meio urbano. A consciência de Krishna pode ser praticada em qualquer situação e quanto a isso, as cidades oferecem as melhores oportunidades para pregação. Aqueles que vivem na cidade podem compensar todas essas inconveniências com uma participação mais ativa nos programas do templo local e no suporte aos projetos do campo. Isso vai satisfazer a Srila Prabhupada e naturalmente muitas bênçãos virão.
Para aqueles que têm possibilidades de mudar esse paradigma de vida, deixo aqui meu convite e incentivo. Recentemente, o casal Bala Gopal e Lila-murti vieram morar na comunidade. Um casal do Sul, Sri Rama e Satyavati, estão acelerando os planos para virem estabelecer um centro de medicina ayurvédica em nossa comunidade. E outros estão em fase de sondagem e preparação.
Convoco, especialmente, a rapaziada. Venham ajudar a construir esse maravilhoso projeto, que é um projeto para toda a vida. Um projeto revolucionário e de muito impacto. Um projeto que prega na prática a “vida simples e pensamento elevado”. É realmente o que essa sociedade sem cabeça precisa saber: que existe uma alternativa à vida medíocre, improdutiva e viciosa, e, em muitos casos, degradante, que normalmente se leva.
Só uma coisinha mais: Na vida no campo, temos a excelente oportunidade de dormir cedo e acordar cedo. Essa é uma benção especialíssima. As melhores horas do dia: Mangala-artik, japa e aula de Srimad-Bhagavatam. Considero a rotina urbana de dormir tarde e acordar tarde como outro tipo de condenação...
Purushatraya Swami
espiritual fidedigno significa receber a ajuda direta do próprio Senhor.” SB 1.19.36
Uma das dificuldades que passamos aqui em Goura Vrindávana é a falta de devotos. Poderíamos desenvolver muito mais esse projeto se tivéssemos mais devotos engajados. Não estou aqui me queixando, isso é somente uma análise da situação. Sei que muitos devotos estão se preparando na universidade, outros ganham muito bem em seus empregos, outros tem sérias obrigações familiares ou responsabilidades com dependentes e familiares, que os impedem a tomar uma decisão radical de viver no campo. Por outro lado, sei também que existem aqueles que se acomodam ou estão “de bobeira”, os que têm sub-empregos ou não têm grandes perspectivas na vida. Esses têm a chance de melhorar a qualidade de suas vidas, mas, em geral, desperdiçam a oportunidade.
A vida nas cidades oferece muitas facilidades: shoppings, hipermercados, entretenimentos, acesso fácil à última tecnologia, última moda, créditos para financiamentos, vida social intensa e outras amenidades. Por outro lado, existem inconvenientes muito sérios que levam muitas pessoas a problemas de saúde e desajustes psicológicos crônicos. Um dos aspectos da vida urbana é a atmosfera bastante insalubre, tudo muito poluído, a começar pelo ar que se respira. A pureza dos alimentos é também sempre questionável. Dias atrás foi amplamente noticiado que a maioria do alface, tomate e morango vendidos no mercado é contaminado com agrotóxicos e pesticidas. Outros alimentos industrializados contêm produtos químicos para estimular o sabor e a coloração, mas que são perniciosos à saúde quando uso é prolongado. Daí o número tão grande de casos de câncer. Seria ótimo se os devotos em geral fossem mais estritos nos hábitos alimentares e ficassem livres ao assédio do marketing das indústrias alimentícias que investem somente na aparência e no desfrute da língua. A filosofia da consciência de Krishna nos dá o respaldo para poder discernir sobre a qualidade dos alimentos. Não basta ser somente vegetariano. É preciso ter critérios para avaliar o que se deve comer ou não.
Outro problemão das cidades é a avassaladora onda de violência urbana. Os jovens das favelas e periferia são, hoje em dia, atraídos para a criminalidade. É o meio mais fácil de conseguir dinheiro para suprir o vício das drogas, para se vestir com os jovens da classe média, para curtir os embalos, para comprar uma moto, etc. É muito fácil: é só encostar um revolver na cabeça de qualquer pessoa e sair dirigindo o carro roubado, ou entrar num ônibus e sacar todos os pertences das pessoas. Por que arranjar emprego e ter que trabalhar duro, se a pessoa tem oportunidade de conseguir dinheiro tão fácil? Por que eles têm e eu não tenho? Essa é a lógica dos bandidos. Essa semana mesmo recebi notícia de uma senhora devota iniciada em uma cidade do Sul que teve que entregar seu carro para os bandidos sob a mira de armas. Que situação desgraçada! Eu, quando vou a uma cidade de carro, sinto no ar quão desamparado estou. A qualquer momento, posso ser abordado e perder todos os meus pertences, e ainda me considerar com sorte se sair com a vida do assalto. Definitivamente, a cidade virou o lugar dos bandidos e as pessoas são meras presas fáceis para todo tipo de pilhagem. Quando o malandro entra para o banditismo, matar um ou matar trinta, não faz diferença.
E o trânsito? Quando vejo os engarrafamentos na Marginal em São Paulo ou na Av. Brasil, no Rio, vem sempre na minha mente a imagem de que as pessoas presas em seus carros ou apinhadas nos ônibus estão condenadas a ter que sofrer esse castigo dia após dia. Só pode ser por castigo... Essa é a minha impressão. Livrar-se desses inconvenientes é, hoje em dia, uma benção muito especial.
Bem, vou parar por aqui... Não vou me alongar mais, pois tudo isso é do conhecimento de todos. Não quero, tampouco, ser alarmista nem causar nenhum tipo de constrangimento àqueles que estão irremediavelmente comprometidos com o meio urbano. A consciência de Krishna pode ser praticada em qualquer situação e quanto a isso, as cidades oferecem as melhores oportunidades para pregação. Aqueles que vivem na cidade podem compensar todas essas inconveniências com uma participação mais ativa nos programas do templo local e no suporte aos projetos do campo. Isso vai satisfazer a Srila Prabhupada e naturalmente muitas bênçãos virão.
Para aqueles que têm possibilidades de mudar esse paradigma de vida, deixo aqui meu convite e incentivo. Recentemente, o casal Bala Gopal e Lila-murti vieram morar na comunidade. Um casal do Sul, Sri Rama e Satyavati, estão acelerando os planos para virem estabelecer um centro de medicina ayurvédica em nossa comunidade. E outros estão em fase de sondagem e preparação.
Convoco, especialmente, a rapaziada. Venham ajudar a construir esse maravilhoso projeto, que é um projeto para toda a vida. Um projeto revolucionário e de muito impacto. Um projeto que prega na prática a “vida simples e pensamento elevado”. É realmente o que essa sociedade sem cabeça precisa saber: que existe uma alternativa à vida medíocre, improdutiva e viciosa, e, em muitos casos, degradante, que normalmente se leva.
Só uma coisinha mais: Na vida no campo, temos a excelente oportunidade de dormir cedo e acordar cedo. Essa é uma benção especialíssima. As melhores horas do dia: Mangala-artik, japa e aula de Srimad-Bhagavatam. Considero a rotina urbana de dormir tarde e acordar tarde como outro tipo de condenação...
Purushatraya Swami
ANGRA 3 NÂO!
http://vobojangles.blogspot.com/angra-3-no
Quase tudo o que sei sobre energia atômica foi resumido pelo saudoso José Lutzembreguer no livro "Fim do Futuro?, publicado em 1976. Agradeço o BarbaRuiva por scannear.
Aprendiz de feiticeiro
O dogma da necessidade do crescimento constante tem levado a. extrapolações estatísticas absurdas, como a da continuação indefinida da duplicação, cada dez ou cada sete anos, do consumo de energia. Em base a este tipo de extrapolação, para cuja realização na prática se movimenta uma publicidade que nos incita a um uso cada vez mais esbanjador de energia, surgem, então, planejamentos ainda mais absurdos, como o de querer semear, nos próximos quinze anos, um total de quase cinqüenta usinas atômicas em um pequeno país de 250.000 km, como é o caso da República Federal da Alemanha.
Aqueles que têm interesse nesta proliferação nos apresentam a energia nuclear como a energia do futuro, a energia mais abundante e mais limpa, mas silenciam seus incríveis custos ambientais e fazem o possível para desinformar-nos a respeito. Se é verdade que das chaminés das centrais nucleares não sai a fumaça preta das usinas a carvão, é também verdade que estas usinas,produzem os mais temíveis e indestrutíveis dos poluentes. Uma poluição para cuja percepção nosso organismo nem órgãos de sentido têm. Enquanto a Natureza nos deu olfato para distinguir gases fétidos de agradáveis aromas, olhos para constatar beleza e contrastá-la á feiúra é á desordem, ouvidos para sentir harmonias e distingui-Ias da cacofonia e do barulho, uma pele capaz de notificar-nos se as temperaturas são propícias ou perniciosas, ela não nos forneceu nenhum instrumento que nos permitisse dar-nos conta se nos encontramos ou não em ambiente infestado de radiação. Isto não estava previsto! A radiação ionizante em ambiente vital é insídia inventada pelo Homem.
A proliferação atômica, tanto em sua fase guerreira como na fase dita pacífica, ambas complementando-se perfeitamente, constitui o maior perigo que o Homem e a Natureza já enfrentaram...
Lá!
Quase tudo o que sei sobre energia atômica foi resumido pelo saudoso José Lutzembreguer no livro "Fim do Futuro?, publicado em 1976. Agradeço o BarbaRuiva por scannear.
Aprendiz de feiticeiro
O dogma da necessidade do crescimento constante tem levado a. extrapolações estatísticas absurdas, como a da continuação indefinida da duplicação, cada dez ou cada sete anos, do consumo de energia. Em base a este tipo de extrapolação, para cuja realização na prática se movimenta uma publicidade que nos incita a um uso cada vez mais esbanjador de energia, surgem, então, planejamentos ainda mais absurdos, como o de querer semear, nos próximos quinze anos, um total de quase cinqüenta usinas atômicas em um pequeno país de 250.000 km, como é o caso da República Federal da Alemanha.
Aqueles que têm interesse nesta proliferação nos apresentam a energia nuclear como a energia do futuro, a energia mais abundante e mais limpa, mas silenciam seus incríveis custos ambientais e fazem o possível para desinformar-nos a respeito. Se é verdade que das chaminés das centrais nucleares não sai a fumaça preta das usinas a carvão, é também verdade que estas usinas,produzem os mais temíveis e indestrutíveis dos poluentes. Uma poluição para cuja percepção nosso organismo nem órgãos de sentido têm. Enquanto a Natureza nos deu olfato para distinguir gases fétidos de agradáveis aromas, olhos para constatar beleza e contrastá-la á feiúra é á desordem, ouvidos para sentir harmonias e distingui-Ias da cacofonia e do barulho, uma pele capaz de notificar-nos se as temperaturas são propícias ou perniciosas, ela não nos forneceu nenhum instrumento que nos permitisse dar-nos conta se nos encontramos ou não em ambiente infestado de radiação. Isto não estava previsto! A radiação ionizante em ambiente vital é insídia inventada pelo Homem.
A proliferação atômica, tanto em sua fase guerreira como na fase dita pacífica, ambas complementando-se perfeitamente, constitui o maior perigo que o Homem e a Natureza já enfrentaram...
Lá!
Ecologistas questionam a queima de resíduos
Por Mario Osava*
O projeto Usina Verde tenta contribuir para o controle da mudança climática a partir do lixo, mas pode ser fonte de outras contaminações.
RIO DE JANEIRO.- O projeto Usina Verde pretende gerar energia no Brasil, eliminando lixo urbano, e contribuir para o controle do aquecimento global. Porém, não é bem visto por grupos ambientalistas porque utiliza a incineração. A usina-piloto do projeto, que contou com capital de uma empresa privada de mesmo nome, iniciou suas operações em maio de 2005, no Rio de Janeiro, e já transforma 30 toneladas diárias de lixo em 2,6 megawatts de energia. Os patrocinadores da Usina Verde esperam vender unidades como esta a vários municípios do país.
O plano “não pode ser considerado limpo nem sustentável”, disse ao Terramérica Temístocles Marcelos, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente (FBOMS). Os incineradores são fontes de contaminantes orgânicos persistentes (COP), como dioxinas, furanos e metais pesados, condenados pelo Convênio de Estocolmo (2001), por provocar danos à saúde de várias gerações, acrescentou. As dioxinas são cancerígenas, afetam o sistema endocrinológico e são transmitidas pela cadeia alimentar, inclusive pelo leite materno. Os COP presentes nos gases, cinzas e outros resíduos da incineração são perigosos, mesmo em proporções inferiores às permitidas pelas normas nacionais, ressaltou.
Entre os benefícios da Usina Verde, entretanto, figura a eliminação dos grandes lixões e aterros sanitários que poluem o ar e as águas subterrâneas. E a possibilidade de render créditos de carbono no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto (1997), que permite a países industrializados investir em projetos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa em países em desenvolvimento. O projeto, um dos 72 já aprovados pelo brasileiro Comitê Interministerial de Mudança Global do Clima, tem de passar pelos trâmites das Nações Unidas para entrar no mercado de carbono.
Foi projetado pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir de tecnologia desenvolvida pela empresa Usina Verde em associação com universidades. Seus créditos virão da redução de gases que aquecem a Terra, isto é, o metano gerado pelo lixo e o dióxido de carbono derivado da geração elétrica por combustíveis fósseis como petróleo e carvão, e também dos caminhões que transportam lixo para locais distantes.
Uma usina-piloto no campus da UFRJ processa 30 toneladas diárias de lixo, produzindo eletricidade por meio de sua “queima controlada”. Do lixo recebido da empresa de limpeza urbana, são retirados os materiais recicláveis e os não-combustíveis. Os gases e vapores produzidos pela combustão, em temperatura de 850 mil graus, são esfriados novamente e lavados para evitar a contaminação, processo do qual resultam sais minerais e água pronta para reutilização. As cinzas e o restante não-inflamável equivalem a 8% dos resíduos utilizados e, junto com os sais decantados, destinam-se à produção de pisos e ladrilhos.
No futuro, se ficar comprovado que não são tóxicos, também poderão ser usados na agricultura, para corrigir solos ácidos, disse Emilio la Rovere, coordenador do Centro Clima. A empresa Usina Verde colocou à venda unidades modulares que processam 150 toneladas diárias de lixo, com potência de 2,6 megawatts, o suficiente para fornecer eletricidade a 7,6 mil residências com consumo médio de 200 quilowatts/hora mensais. Esse sistema é empregado em 35 países, especialmente europeus, incinerando 14 milhões de toneladas anuais na Alemanha e Espanha e 26 milhões nos Estados Unidos, destacou Rovere.
É uma alternativa válida no Brasil, onde a maior parte do lixo urbano se acumula em lixões a céu aberto ou em aterros sanitários, causando graves danos ambientais e conflitos entre municípios das áreas metropolitanas, por causa da “exportação” de lixo e da escassez de áreas para seu depósito, afirmou. O projeto, além disso, é economicamente viável diante dos custos dos aterros sanitários. Sua energia não é tão barata quanto a hidrelétrica, o que se compensa com os créditos de carbono e fatores como a proximidade da fonte e empregos gerados na mesma cidade.
Porém, segundo Marcelos, sua aprovação no âmbito do Protocolo de Kyoto estimularia certas empresas a “multiplicar essas unidades de Usina Verde” por interesses comerciais, buscando “publicidade verde”, em detrimento de outras opções melhores para tratar e aproveitar os resíduos sólidos urbanos. A reciclagem gera mais empregos e estimulou a organização de muitas cooperativas de coletores de lixo, em um movimento de inclusão social que seria travado pela “incineração de sua matéria-prima”, acrescentou. A Usina Verde também pode adotar tecnologias estrangeiras que reduzam ainda mais as emissões de dioxinas e furanos, ressaltou Rovere. Além disso, o Brasil está queimando muito lixo sem controle e seu uso termoelétrico é proposto apenas como uma alternativa para o manejo adequado de, talvez, “entre 5% e 10%” do lixo urbano, concluiu.
* O autor é correspondente da IPS.
http://www.tierramerica.net/portugues
http://www.usinaverde.com.br/
http://pt.wikipedia.org/Aquecimento_global
O projeto Usina Verde tenta contribuir para o controle da mudança climática a partir do lixo, mas pode ser fonte de outras contaminações.
RIO DE JANEIRO.- O projeto Usina Verde pretende gerar energia no Brasil, eliminando lixo urbano, e contribuir para o controle do aquecimento global. Porém, não é bem visto por grupos ambientalistas porque utiliza a incineração. A usina-piloto do projeto, que contou com capital de uma empresa privada de mesmo nome, iniciou suas operações em maio de 2005, no Rio de Janeiro, e já transforma 30 toneladas diárias de lixo em 2,6 megawatts de energia. Os patrocinadores da Usina Verde esperam vender unidades como esta a vários municípios do país.
O plano “não pode ser considerado limpo nem sustentável”, disse ao Terramérica Temístocles Marcelos, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente (FBOMS). Os incineradores são fontes de contaminantes orgânicos persistentes (COP), como dioxinas, furanos e metais pesados, condenados pelo Convênio de Estocolmo (2001), por provocar danos à saúde de várias gerações, acrescentou. As dioxinas são cancerígenas, afetam o sistema endocrinológico e são transmitidas pela cadeia alimentar, inclusive pelo leite materno. Os COP presentes nos gases, cinzas e outros resíduos da incineração são perigosos, mesmo em proporções inferiores às permitidas pelas normas nacionais, ressaltou.
Entre os benefícios da Usina Verde, entretanto, figura a eliminação dos grandes lixões e aterros sanitários que poluem o ar e as águas subterrâneas. E a possibilidade de render créditos de carbono no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto (1997), que permite a países industrializados investir em projetos de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa em países em desenvolvimento. O projeto, um dos 72 já aprovados pelo brasileiro Comitê Interministerial de Mudança Global do Clima, tem de passar pelos trâmites das Nações Unidas para entrar no mercado de carbono.
Foi projetado pelo Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a partir de tecnologia desenvolvida pela empresa Usina Verde em associação com universidades. Seus créditos virão da redução de gases que aquecem a Terra, isto é, o metano gerado pelo lixo e o dióxido de carbono derivado da geração elétrica por combustíveis fósseis como petróleo e carvão, e também dos caminhões que transportam lixo para locais distantes.
Uma usina-piloto no campus da UFRJ processa 30 toneladas diárias de lixo, produzindo eletricidade por meio de sua “queima controlada”. Do lixo recebido da empresa de limpeza urbana, são retirados os materiais recicláveis e os não-combustíveis. Os gases e vapores produzidos pela combustão, em temperatura de 850 mil graus, são esfriados novamente e lavados para evitar a contaminação, processo do qual resultam sais minerais e água pronta para reutilização. As cinzas e o restante não-inflamável equivalem a 8% dos resíduos utilizados e, junto com os sais decantados, destinam-se à produção de pisos e ladrilhos.
No futuro, se ficar comprovado que não são tóxicos, também poderão ser usados na agricultura, para corrigir solos ácidos, disse Emilio la Rovere, coordenador do Centro Clima. A empresa Usina Verde colocou à venda unidades modulares que processam 150 toneladas diárias de lixo, com potência de 2,6 megawatts, o suficiente para fornecer eletricidade a 7,6 mil residências com consumo médio de 200 quilowatts/hora mensais. Esse sistema é empregado em 35 países, especialmente europeus, incinerando 14 milhões de toneladas anuais na Alemanha e Espanha e 26 milhões nos Estados Unidos, destacou Rovere.
É uma alternativa válida no Brasil, onde a maior parte do lixo urbano se acumula em lixões a céu aberto ou em aterros sanitários, causando graves danos ambientais e conflitos entre municípios das áreas metropolitanas, por causa da “exportação” de lixo e da escassez de áreas para seu depósito, afirmou. O projeto, além disso, é economicamente viável diante dos custos dos aterros sanitários. Sua energia não é tão barata quanto a hidrelétrica, o que se compensa com os créditos de carbono e fatores como a proximidade da fonte e empregos gerados na mesma cidade.
Porém, segundo Marcelos, sua aprovação no âmbito do Protocolo de Kyoto estimularia certas empresas a “multiplicar essas unidades de Usina Verde” por interesses comerciais, buscando “publicidade verde”, em detrimento de outras opções melhores para tratar e aproveitar os resíduos sólidos urbanos. A reciclagem gera mais empregos e estimulou a organização de muitas cooperativas de coletores de lixo, em um movimento de inclusão social que seria travado pela “incineração de sua matéria-prima”, acrescentou. A Usina Verde também pode adotar tecnologias estrangeiras que reduzam ainda mais as emissões de dioxinas e furanos, ressaltou Rovere. Além disso, o Brasil está queimando muito lixo sem controle e seu uso termoelétrico é proposto apenas como uma alternativa para o manejo adequado de, talvez, “entre 5% e 10%” do lixo urbano, concluiu.
* O autor é correspondente da IPS.
http://www.tierramerica.net/portugues
http://www.usinaverde.com.br/
http://pt.wikipedia.org/Aquecimento_global
Carta O BERRO: A Batalha da "Média Luna"
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul. Os índios quéchuas, aymarás e outros, mais uma boa parcela de mestiços, constituem cerca de 90% da população. Destes, outros 90% vivem, em grande parte, na pobreza, e a maior parte, na miséria. Um contingente expressivo dos índios bolivianos ganha cerca de um dólar por dia.
A maior parte dos índios não tem rede de esgoto, educação minimamente aceitável e padece de doenças que desapareceram na maioria dos países de civilização média.
A maioria indígena está concentrada em regiões contíguas à Cordilheira dos Andes, ou seja, La Paz, Sucre, Cochabamba, Oruro, Potosi.
Os habitantes indígenas das cidades do Altiplano (da Cordilheira) são conhecidos como "collas", e os da planície, da região conhecida como "Media Luna" (constituída por Santa Cruz de la Sierra, Pando, Tarija e Beni), são conhecidos como "cambas".
Há uma rivalidade crescente e explosiva entre "collas" e "cambas". Eles se odeiam, ainda que muitos indígenas vivam na região da "Media Luna" segregados, sem direitos, oprimidos e odiados.
Os "cambas" dividem-se entre uma minoria branca e rica, majoritariamente descendente dos conquistadores espanhóis que não se miscigenaram com os quéchuas, aymarás e outros, e os índios ("collas") submissos, que formam um enorme exército de serviçais dos ricos da região de Santa Cruz.
Os "cambas" índios e mestiços, em grande parte, votam e emulam os discursos de seus patrões, mas, muitas vezes, da boca para fora, como mostram os resultados das eleições mais recentes, nas quais os "cambas" índios e pobres dividiram-se no apoio a Evo Morales, perdendo por pouco para a elite.
A grande mídia boliviana da "Media Luna" é formada pelos grandes canais de TV e pelo principal jornal da direita branca e rica. São as TVs Unitel, do grupo agropecuário Monastérios, Red Uno, do grupo de supermercados Kuljis, Sitel, da cervejaria dos Fernandez, Pat, do grupo dos Daher (distribuidores Sony na Bolívia) e o jornal El Dia.
O fato é que a América Latina está submetida toda ao mesmo processo, no qual as elites dos países da região - todos transbordando de pobreza e desigualdade - tentam, valendo-se do controle que exercem sobre os meios de comunicação, impedir que as grandes massas mestiças, negras e índias, mantidas na ignorância, na pobreza extrema e vivendo em condições indignas, votem em causa própria, elegendo governos comprometidos com a promoção de distribuição de renda e de oportunidades.
O que vemos fazer a mídia brasileira não chega a um décimo do que fazem as mídias de países nos quais foram eleitos governos dispostos a enfrentar as elites e suas mídias com maior decisão. São países como Bolívia, Venezuela, Equador etc, os quais venho visitando há mais de uma década.
Porém, assim mesmo, posso garantir que o Brasil está trilhando o mesmo caminho que eles. Só que, devido a ser um país muito mais complexo e devido ao fato de que Lula parece ter optado por uma transformação mais lenta e contemporizadora, a mídia brasileira, por incrível que possa parecer, porta-se com maior comedimento do que suas congêneres de outros países latino-americanos.
De volta à Bolívia. Quem chega a Santa Cruz e começa a assistir as grandes TVs locais, chega a ficar com medo. Nos programas em que os brancos ricos vertem sua baba reacionária contra Evo Morales, só se fala em "guerra civil", "desobediência civil" e "autonomia". O discurso que predomina na mídia dos "cambas" brancos e ricos dá a impressão de que o que ocorreu na Venezuela, por exemplo, ocorrerá na Bolívia em pouco tempo. O ódio da elite "cruceña", no entanto, não nasceu com a chegada do índio Evo Morales ao poder.
Os "cambas" brancos e ricos - que não passam de um punhado que não dá dez por cento dos bolivianos - odeiam os "collas" desde sempre. Horrorizam-se com seus trajes típicos - por exemplo, das mulheres gordinhas, baixinhas, de pele escura, que usam xales com motivos indígenas, saias compridas e rodadas e chapéus-coco -, com suas bocas desdentadas, com seus narizes aduncos... Enfim, gente "feia", para os brancos ricos da região da rica "Media Luna".
Os "cambas" horrorizam-se ao ver o ministério de Evo Morales, majoritariamente composto por "collas despreparados", no dizer da elite. O ódio deles tem raízes racistas. A chegada de um dos objetos de sua execração ao poder apenas exacerbou um ódio que já existia, porém embebido em mero desprezo.
Mas há outros fatores para o ódio dos "cambas" brancos e ricos. Como alguns já devem ter adivinhado, é o dinheiro.
Evo seguiu o exemplo de Hugo Chávez, que passou a canalizar o dinheiro do petróleo que abunda em seu país para lograr feitos como extinguir o analfabetismo na Venezuela depois de décadas em que a elite branca de lá chegava a usar esse dinheiro até para importar água mineral de Miami, ou o exemplo de Lula, que despertou o ódio da elite brasileira ao adotar medidas que estão levando negros e índios às universidades e permitindo que famílias pobres se alimentem, vistam-se e vivam melhor graças a programas como o Bolsa Família.
A elite boliviana já fez um plebiscito em dezembro de 2006 tentando uma certa "autonomia departamental", que pedia autonomia econômica e administrativa de cada um dos nove Estados do país. Esse referendo foi proposto pelo presidente anterior a Morales, Carlos Mesa. A tal "autonomia" visava manter em Santa Cruz os recursos que Evo vem "torrando" com os "collas" em programas sociais. Os "collas" que, diga-se de passagem, somam, "apenas", três quartos da população da Bolívia.
O resultado do primeiro plebiscito sobre "autonomia departamental", que foi realizado em toda Bolívia em dezembro de 2006, foi o de que a "autonomia" perdeu no cômputo geral dos votos da maioria dos bolivianos, mas venceu nas regiões da "Media Luna".
No ano passado, a Bolívia instituiu uma Assembléia Nacional Constituinte na capital do país, que, ao contrário do que se pensa, não é La Paz e, sim, Sucre. La Paz é apenas a sede do governo boliviano. Essa assembléia tratou da questão da autonomia derrotada em plebiscito no ano anterior, coibindo absurdos como o de permitir que cada departamento (estado) tivesse uma espécie de "ministério de relações exteriores".
Os "cambas" brancos e ricos da região da "Media Luna" não aceitaram o resultado do plebiscito de dezembro de 2006 nem a regulamentação da "autonomia departamental" pela assembléia constituinte.. Começaram a falar, ensandecidos, em "guerra civil" e em "desobediência civil", o que seja, os governos da "Media Luna" não repassarem impostos ao governo central e desobedecerem suas determinações.
Para que se tenha uma idéia do surto alucinado que tomou conta dessa gente, os insurrectos da "Media Luna" chegaram a ir aos EUA para tentar falar com George Bush. Obviamente que não foram recebidos, pois não representavam o estado boliviano. Depois, foram à ONU, e também deram com a cara na porta. Contudo, o governo de Evo Morales diz que o embaixador americano na Bolívia tem se envolvido em conversas com os golpistas "cruceños" e que dinheiro americano tem aportado nos cofres da oposição.
A tal "guerra civil" que pretendem os "cambas" brancos e ricos, no entanto, não passa de balela. A elite da "Media Luna" é amplamente minoritária.
Aliás, se conseguissem provocar a tal guerra civil, seriam trucidados. As forças armadas bolivianas são compostas, obviamente, pelos odiados "collas" e não estão nem aí para os chiliques das madames "cambas", como as que se congregaram em grupos parecidos com o do natimorto movimento "Cansei", no Brasil. O "Cansei" boliviano se intitulou com nomes heróicos como "Mujeres de Septiembre", que, a exemplo de seu congênere brasileiro, realizou manifestações de meia dúzia de gatos pingados contra o governo.
Quando eu chegar à conflagrada região da "Media Luna" no próximo dia 17, o plebiscito do próximo domingo já terá ocorrido e a Bolívia estará vivendo seus efeitos. Existe até a possibilidade de ter que adiar essa viagem, caso a situação política se agrave por lá.
Espero, no entanto, que o bom senso prevaleça, apesar de que conheço muito bem a realidade daquele país e sei que a elite boliviana, tal como a venezuelana, a argentina ou a brasileira, entre outras, não conhece limites em sua irracionalidade egoísta e golpista.
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blogdomello.blogspot.com/assista-guerreros-del-arcoiris
A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul. Os índios quéchuas, aymarás e outros, mais uma boa parcela de mestiços, constituem cerca de 90% da população. Destes, outros 90% vivem, em grande parte, na pobreza, e a maior parte, na miséria. Um contingente expressivo dos índios bolivianos ganha cerca de um dólar por dia.
A maior parte dos índios não tem rede de esgoto, educação minimamente aceitável e padece de doenças que desapareceram na maioria dos países de civilização média.
A maioria indígena está concentrada em regiões contíguas à Cordilheira dos Andes, ou seja, La Paz, Sucre, Cochabamba, Oruro, Potosi.
Os habitantes indígenas das cidades do Altiplano (da Cordilheira) são conhecidos como "collas", e os da planície, da região conhecida como "Media Luna" (constituída por Santa Cruz de la Sierra, Pando, Tarija e Beni), são conhecidos como "cambas".
Há uma rivalidade crescente e explosiva entre "collas" e "cambas". Eles se odeiam, ainda que muitos indígenas vivam na região da "Media Luna" segregados, sem direitos, oprimidos e odiados.
Os "cambas" dividem-se entre uma minoria branca e rica, majoritariamente descendente dos conquistadores espanhóis que não se miscigenaram com os quéchuas, aymarás e outros, e os índios ("collas") submissos, que formam um enorme exército de serviçais dos ricos da região de Santa Cruz.
Os "cambas" índios e mestiços, em grande parte, votam e emulam os discursos de seus patrões, mas, muitas vezes, da boca para fora, como mostram os resultados das eleições mais recentes, nas quais os "cambas" índios e pobres dividiram-se no apoio a Evo Morales, perdendo por pouco para a elite.
A grande mídia boliviana da "Media Luna" é formada pelos grandes canais de TV e pelo principal jornal da direita branca e rica. São as TVs Unitel, do grupo agropecuário Monastérios, Red Uno, do grupo de supermercados Kuljis, Sitel, da cervejaria dos Fernandez, Pat, do grupo dos Daher (distribuidores Sony na Bolívia) e o jornal El Dia.
O fato é que a América Latina está submetida toda ao mesmo processo, no qual as elites dos países da região - todos transbordando de pobreza e desigualdade - tentam, valendo-se do controle que exercem sobre os meios de comunicação, impedir que as grandes massas mestiças, negras e índias, mantidas na ignorância, na pobreza extrema e vivendo em condições indignas, votem em causa própria, elegendo governos comprometidos com a promoção de distribuição de renda e de oportunidades.
O que vemos fazer a mídia brasileira não chega a um décimo do que fazem as mídias de países nos quais foram eleitos governos dispostos a enfrentar as elites e suas mídias com maior decisão. São países como Bolívia, Venezuela, Equador etc, os quais venho visitando há mais de uma década.
Porém, assim mesmo, posso garantir que o Brasil está trilhando o mesmo caminho que eles. Só que, devido a ser um país muito mais complexo e devido ao fato de que Lula parece ter optado por uma transformação mais lenta e contemporizadora, a mídia brasileira, por incrível que possa parecer, porta-se com maior comedimento do que suas congêneres de outros países latino-americanos.
De volta à Bolívia. Quem chega a Santa Cruz e começa a assistir as grandes TVs locais, chega a ficar com medo. Nos programas em que os brancos ricos vertem sua baba reacionária contra Evo Morales, só se fala em "guerra civil", "desobediência civil" e "autonomia". O discurso que predomina na mídia dos "cambas" brancos e ricos dá a impressão de que o que ocorreu na Venezuela, por exemplo, ocorrerá na Bolívia em pouco tempo. O ódio da elite "cruceña", no entanto, não nasceu com a chegada do índio Evo Morales ao poder.
Os "cambas" brancos e ricos - que não passam de um punhado que não dá dez por cento dos bolivianos - odeiam os "collas" desde sempre. Horrorizam-se com seus trajes típicos - por exemplo, das mulheres gordinhas, baixinhas, de pele escura, que usam xales com motivos indígenas, saias compridas e rodadas e chapéus-coco -, com suas bocas desdentadas, com seus narizes aduncos... Enfim, gente "feia", para os brancos ricos da região da rica "Media Luna".
Os "cambas" horrorizam-se ao ver o ministério de Evo Morales, majoritariamente composto por "collas despreparados", no dizer da elite. O ódio deles tem raízes racistas. A chegada de um dos objetos de sua execração ao poder apenas exacerbou um ódio que já existia, porém embebido em mero desprezo.
Mas há outros fatores para o ódio dos "cambas" brancos e ricos. Como alguns já devem ter adivinhado, é o dinheiro.
Evo seguiu o exemplo de Hugo Chávez, que passou a canalizar o dinheiro do petróleo que abunda em seu país para lograr feitos como extinguir o analfabetismo na Venezuela depois de décadas em que a elite branca de lá chegava a usar esse dinheiro até para importar água mineral de Miami, ou o exemplo de Lula, que despertou o ódio da elite brasileira ao adotar medidas que estão levando negros e índios às universidades e permitindo que famílias pobres se alimentem, vistam-se e vivam melhor graças a programas como o Bolsa Família.
A elite boliviana já fez um plebiscito em dezembro de 2006 tentando uma certa "autonomia departamental", que pedia autonomia econômica e administrativa de cada um dos nove Estados do país. Esse referendo foi proposto pelo presidente anterior a Morales, Carlos Mesa. A tal "autonomia" visava manter em Santa Cruz os recursos que Evo vem "torrando" com os "collas" em programas sociais. Os "collas" que, diga-se de passagem, somam, "apenas", três quartos da população da Bolívia.
O resultado do primeiro plebiscito sobre "autonomia departamental", que foi realizado em toda Bolívia em dezembro de 2006, foi o de que a "autonomia" perdeu no cômputo geral dos votos da maioria dos bolivianos, mas venceu nas regiões da "Media Luna".
No ano passado, a Bolívia instituiu uma Assembléia Nacional Constituinte na capital do país, que, ao contrário do que se pensa, não é La Paz e, sim, Sucre. La Paz é apenas a sede do governo boliviano. Essa assembléia tratou da questão da autonomia derrotada em plebiscito no ano anterior, coibindo absurdos como o de permitir que cada departamento (estado) tivesse uma espécie de "ministério de relações exteriores".
Os "cambas" brancos e ricos da região da "Media Luna" não aceitaram o resultado do plebiscito de dezembro de 2006 nem a regulamentação da "autonomia departamental" pela assembléia constituinte.. Começaram a falar, ensandecidos, em "guerra civil" e em "desobediência civil", o que seja, os governos da "Media Luna" não repassarem impostos ao governo central e desobedecerem suas determinações.
Para que se tenha uma idéia do surto alucinado que tomou conta dessa gente, os insurrectos da "Media Luna" chegaram a ir aos EUA para tentar falar com George Bush. Obviamente que não foram recebidos, pois não representavam o estado boliviano. Depois, foram à ONU, e também deram com a cara na porta. Contudo, o governo de Evo Morales diz que o embaixador americano na Bolívia tem se envolvido em conversas com os golpistas "cruceños" e que dinheiro americano tem aportado nos cofres da oposição.
A tal "guerra civil" que pretendem os "cambas" brancos e ricos, no entanto, não passa de balela. A elite da "Media Luna" é amplamente minoritária.
Aliás, se conseguissem provocar a tal guerra civil, seriam trucidados. As forças armadas bolivianas são compostas, obviamente, pelos odiados "collas" e não estão nem aí para os chiliques das madames "cambas", como as que se congregaram em grupos parecidos com o do natimorto movimento "Cansei", no Brasil. O "Cansei" boliviano se intitulou com nomes heróicos como "Mujeres de Septiembre", que, a exemplo de seu congênere brasileiro, realizou manifestações de meia dúzia de gatos pingados contra o governo.
Quando eu chegar à conflagrada região da "Media Luna" no próximo dia 17, o plebiscito do próximo domingo já terá ocorrido e a Bolívia estará vivendo seus efeitos. Existe até a possibilidade de ter que adiar essa viagem, caso a situação política se agrave por lá.
Espero, no entanto, que o bom senso prevaleça, apesar de que conheço muito bem a realidade daquele país e sei que a elite boliviana, tal como a venezuelana, a argentina ou a brasileira, entre outras, não conhece limites em sua irracionalidade egoísta e golpista.
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domingo, 20 de abril de 2008
RAJA VIDYA - O Rei do Conhecimento (Cap.1)
BHAGA-opulências, VAN-aquele que possui:
Conhecimento (sabedoria), riqueza, poder, beleza, fama e renúncia.
Quem compreende que Deus é o proprietário de tudo,
o amigo de todos e o desfrutador de todas as atividades
torna-se muito pacífico.
Quando não se deseja a opulência alheia
compreende-se este conhecimento teórico e cientìfico,
libertando-se de todas as misérias.
O sintoma deste conhecimento é a rendição a Krsna.
KRS-repetição de nascimentos, NA-aquele que impede.
Todos os outros conhecimentos são sujeitos ou relativos a este
soberano e confidencial, puríssimo e que é o conhecimento da luz,
do qual a escuridão está separada.
É posto em prática de maneira muito alegre e é permanente.
Nada que façamos neste mundo material é eterno. Somos espírito.
Nossas atividades espirituais nos acompanham aonde formos.
Conhecimento verdadeiro é compreender 'quem sou eu'.
Mesmo orgulhosos de nossa educação acadêmica
não somos capazes de dizer o que somos.
O conhecimento começa quando entendemos que somos algo mais que o corpo. Somos espirituais. Se estivermos equivocados quanto à nossa identidade, também o ficaremos quanto as nossa atividades. O ser vivo que não compreende sua posição é como uma pedra ou a grama, que não se movem por carecerem e consciência suficiente mente desenvolvida (ela está encoberta).
As entidades vivas móveis (8.400.000 formas diferentes) contém 400.000 espécies de seres humanos, algumas civilizadas; pouquíssimas devotadas à escrituras.
Os milhões que crêem nas escrituras acreditam que religião quer dizer sacrifício, caridade e penitência. Nesta era poucas são as que alcançam conhecimento e entendem o que são.
Entre as milhares de pessoas auto-realizadas em termos do que e de quem são, apenas uma ou duas talvez sejam realmente liberadas. E, entre mihões de pessoas liberadas, talvez uma ou duas apenas compreendam o que e quem é Krsna.
O primeiro sintoma de pessoa liberada é que ela é muito feliz. Tampouco ela tem ansiedade. Nunca vamos vê-la lamentando-se. Nada tem a ver com posses ou sua falta.
"Nada tenho a perder e nada tenho a ganhar". Toda entidade viva é parte integrante de Krsna.
As pessoas nesta era vivem muito pouco, são muito dadas a dormir e ganhar dinheiro. Mesmo alguém ancioso por progresso espiritual se deparará com aproveitadores. As necessidades primárias (comer, defender-se, acasalar e dormir) são dificultadas pela preocupação com as guerras, doenças estranhas e problemas econômicos. Impossível a liberação perfeita como antigamente.
O método de cantar o Maha Mantra Hare Krsna indicado há 523 anos pelo Senhor Caitanya reduz a cinzas todas as reaçõe pecaminosas de vidas passadas. Munidos do conhecimento do funcionamento encadeado deste mundo material, quem o controla e como ele é controlado poderemos libertar-nos do sofrimento. Escrituras coligidas em diversos idiomas em toda parte do mundo orientam o homem sobre sua relação com o Senhor Supremo.
(continua no Cap.2)
Por Sua Divina Graça AC Bhaktivedanta Swami Prabhupada
'BBT'
Edição para a web por Bkt. Eduardo Silva
Conhecimento (sabedoria), riqueza, poder, beleza, fama e renúncia.
Quem compreende que Deus é o proprietário de tudo,
o amigo de todos e o desfrutador de todas as atividades
torna-se muito pacífico.
Quando não se deseja a opulência alheia
compreende-se este conhecimento teórico e cientìfico,
libertando-se de todas as misérias.
O sintoma deste conhecimento é a rendição a Krsna.
KRS-repetição de nascimentos, NA-aquele que impede.
Todos os outros conhecimentos são sujeitos ou relativos a este
soberano e confidencial, puríssimo e que é o conhecimento da luz,
do qual a escuridão está separada.
É posto em prática de maneira muito alegre e é permanente.
Nada que façamos neste mundo material é eterno. Somos espírito.
Nossas atividades espirituais nos acompanham aonde formos.
Conhecimento verdadeiro é compreender 'quem sou eu'.
Mesmo orgulhosos de nossa educação acadêmica
não somos capazes de dizer o que somos.
O conhecimento começa quando entendemos que somos algo mais que o corpo. Somos espirituais. Se estivermos equivocados quanto à nossa identidade, também o ficaremos quanto as nossa atividades. O ser vivo que não compreende sua posição é como uma pedra ou a grama, que não se movem por carecerem e consciência suficiente mente desenvolvida (ela está encoberta).
As entidades vivas móveis (8.400.000 formas diferentes) contém 400.000 espécies de seres humanos, algumas civilizadas; pouquíssimas devotadas à escrituras.
Os milhões que crêem nas escrituras acreditam que religião quer dizer sacrifício, caridade e penitência. Nesta era poucas são as que alcançam conhecimento e entendem o que são.
Entre as milhares de pessoas auto-realizadas em termos do que e de quem são, apenas uma ou duas talvez sejam realmente liberadas. E, entre mihões de pessoas liberadas, talvez uma ou duas apenas compreendam o que e quem é Krsna.
O primeiro sintoma de pessoa liberada é que ela é muito feliz. Tampouco ela tem ansiedade. Nunca vamos vê-la lamentando-se. Nada tem a ver com posses ou sua falta.
"Nada tenho a perder e nada tenho a ganhar". Toda entidade viva é parte integrante de Krsna.
As pessoas nesta era vivem muito pouco, são muito dadas a dormir e ganhar dinheiro. Mesmo alguém ancioso por progresso espiritual se deparará com aproveitadores. As necessidades primárias (comer, defender-se, acasalar e dormir) são dificultadas pela preocupação com as guerras, doenças estranhas e problemas econômicos. Impossível a liberação perfeita como antigamente.
O método de cantar o Maha Mantra Hare Krsna indicado há 523 anos pelo Senhor Caitanya reduz a cinzas todas as reaçõe pecaminosas de vidas passadas. Munidos do conhecimento do funcionamento encadeado deste mundo material, quem o controla e como ele é controlado poderemos libertar-nos do sofrimento. Escrituras coligidas em diversos idiomas em toda parte do mundo orientam o homem sobre sua relação com o Senhor Supremo.
(continua no Cap.2)
Por Sua Divina Graça AC Bhaktivedanta Swami Prabhupada
'BBT'
Edição para a web por Bkt. Eduardo Silva
sexta-feira, 4 de abril de 2008
CPI da desnutrição infantil indígena ao Mato
CIMI, 31-01-2007
Quem foi à Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul no dia 28 de março
pôde presenciar mais um triste capítulo da novela "faz de conta", que vai ao
ar para desfocar as questões crucias do genocídio Kaiowá Guarani: terra e
violência.
Numa realidade de 62 assassinatos no ano de 2007, onde a criação de gado e a
plantação de soja e cana reinam absolutos, inclusive nas terras tradicionais
desse povo indígena, até parecia que os deputados tinham errado o endereço.
O objeto da CPI era investigar as causas das mortes das crianças indígenas
Kaiowá Guarani.
Das quatro pessoas anunciadas para prestarem depoimentos, apenas o
representante da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foi ouvido. Charles
Pessoa, procurador da República em Dourados, não foi ouvido, aparecendo por
volta das 11h e 30 minutos quando a sessão estava sendo encerrada. "Fui
convocado para depor à tarde. Por isso havia assumido compromisso de uma
audiência com o governador do Estado", esclareceu o procurador.
Era o desfecho pífio de uma CPI, que já nascera "sem sentido", na opinião do
Deputado Biffi, pois o objeto das mesmas "crianças Kaiowá Guarani
desnutridas", já não mais existia. O presidente e o relator da CPI já haviam
retornado a Brasília, conforme noticiou a imprensa local (Campo Grande News
).
Dr. Zelick, combativo e competente funcionário da saúde indígena, se esmerou
em explicar questões já sobejamente conhecidas, de perguntas repetitivas,
vindas no bojo de interesses políticos e não os de objeto da CPI. Procurou
demonstrar as substanciais melhoras da situação de saúde das crianças
indígenas, graças a medidas técnicas eficazes. "Se existem problemas no
funcionamento da saúde indígena, deve ser em outros lugares, na Amazônia, no
Maranhão...", pois a aqui no Mato Grosso do Sul, onde a conveniada Missão
Caiouá tem uma receita de 11 milhões de reais e mantém mais de 600
funcionários no quadro da saúde indígena, tudo está funcionando bem".
Porém, foi irônico e taxativo ao afirmar que "cada vez que a gente mistura
questões partidárias as conseqüências são trágicas". Exemplificou dizendo
que não se pode nomear para a saúde indígena quem apenas conhece índios por
filmes de Bang Bang americanos. E terminou dizendo "Deixem a gente fazer
saúde indígena, independente de partido".
Abobrinhas e bodes expiatórios
A sessão teve lances hilariantes. O deputado Valdir Neves, que apenas
apareceu tempos depois do início da sessão, começou a repetir questões que
já haviam sido feitas e respondidas. A presidência da mesa o advertiu
dizendo que essas questões já haviam sido feitas. Mas ele insistiu que
queria ouvir de viva voz a posição do depoente.
E lá foram sendo repetidas ladainhas, que de resto, já são de amplo
conhecimento. Na verdade o que se buscava eram podes expiatórios para uma
situação cujo obvio ululante era não tocar na questão central, na causa
principal, que é a não demarcação e garantia das terras indígenas. Basta
lembrar das iniciativas de parlamentares presentes que são obstáculos que
dificultam ainda mais o já moroso processo de regularização das terras
indígenas.
Sempre é bom lembrar que estamos em tempos eleitorais. Tempo em que
palanques são necessários para se alcançar resultados almejados.
E para afirmar seu grande apreço e empenho em resolver a questão crucial dos
povos indígenas, foram afirmadas as verbas conseguidas para se construir a
primeira Vila Olímpica em Terra Indígena nas Américas. Será construída na
Terra Indígena de Dourados. Já diziam os sábios da antiguidade, poderão
ficar sem pão, mas não sem circo.
Terra e eternidade
Enquanto isso os Kaiowá Guarani continuam ansiosamente aguardando o
reconhecimento, demarcação e garantia de suas terras. Cada dia que passa
parece uma eternidade. Violências e mortes são noticiadas diariamente. A
situação das aldeias é de total dependência da cesta básica e do trabalho
escravo nas usinas.
A pergunta que se poderia fazer é, porque ao invés de se convocar uma CPI
que sobejamente muito pouco poderá trazer para minorar o enorme sofrimento
desse povo, não se convoca uma CPI para saber o porque não se está
demarcando as terras indígenas no Mato Grosso do Sul, que já deveriam estar
demarcadas há 30 anos conforme determinação da Lei 6001 – Estatuto do Índio,
e há 20 anos, conforme as disposições transitórias da Constituição Federal.
Quantos Kaiowá Guarani terão ainda que partir para a eternidade, sem verem
seu sonho maior, sua terra tradicional, demarcada?
Desde o inicio de o final de 2004, quando iniciou um aumento expressivo de
mortes de crianças Kaiowá Guarani, por desnutrição, chegando a várias
dezenas, já foram realizadas instituídas duas Comissões especiais e duas
CPI, em nível federal e estadual. Por que até hoje nada foi feito para
enfrentar a causa principal que é a não demarcação das terras indígenas
desse povo?
Até o final de março a Funai se comprometeu a colocar Grupos de Trabalho
para identificar as terras Kaiowá Guarani. Amanhã expira o prazo. Haverá
amanhã, "terra sem males"? Neste ano lembramos os 25 anos do
assassinato de Marçal
de Souza – Tupã'y, 25 anos de impunidade, uma eternidade, e a comunidade em
que ele foi assassinado Nhanderu Marangatu, ainda continua sem poder estar
em sua terra.
Leia mais.
Subnutrição de crianças indígenas é conseqüência da falta de
terras
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12829
Desaldeados. A face cruel do abandono dos índios Guarani-Kaiowá no
MS
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12200
A superexploração dos canavais utiliza-se cada vez mais de mão-de-obra
indígena
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12076
O holocausto Guarani. 'Está em curso um processo de genocídio desse povo'.
Entrevista especial com Egon
Heck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=10776
'Centenas de guarani-caiovás morrem por desnutrição, assassinato, suicídio,
senhor ministro'. Carta de Egon
Eck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=5264
'Não conseguiram destruir nossa raiz'. Entrevista especial com Egon
Heck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=11933
Quem foi à Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul no dia 28 de março
pôde presenciar mais um triste capítulo da novela "faz de conta", que vai ao
ar para desfocar as questões crucias do genocídio Kaiowá Guarani: terra e
violência.
Numa realidade de 62 assassinatos no ano de 2007, onde a criação de gado e a
plantação de soja e cana reinam absolutos, inclusive nas terras tradicionais
desse povo indígena, até parecia que os deputados tinham errado o endereço.
O objeto da CPI era investigar as causas das mortes das crianças indígenas
Kaiowá Guarani.
Das quatro pessoas anunciadas para prestarem depoimentos, apenas o
representante da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) foi ouvido. Charles
Pessoa, procurador da República em Dourados, não foi ouvido, aparecendo por
volta das 11h e 30 minutos quando a sessão estava sendo encerrada. "Fui
convocado para depor à tarde. Por isso havia assumido compromisso de uma
audiência com o governador do Estado", esclareceu o procurador.
Era o desfecho pífio de uma CPI, que já nascera "sem sentido", na opinião do
Deputado Biffi, pois o objeto das mesmas "crianças Kaiowá Guarani
desnutridas", já não mais existia. O presidente e o relator da CPI já haviam
retornado a Brasília, conforme noticiou a imprensa local (Campo Grande News
).
Dr. Zelick, combativo e competente funcionário da saúde indígena, se esmerou
em explicar questões já sobejamente conhecidas, de perguntas repetitivas,
vindas no bojo de interesses políticos e não os de objeto da CPI. Procurou
demonstrar as substanciais melhoras da situação de saúde das crianças
indígenas, graças a medidas técnicas eficazes. "Se existem problemas no
funcionamento da saúde indígena, deve ser em outros lugares, na Amazônia, no
Maranhão...", pois a aqui no Mato Grosso do Sul, onde a conveniada Missão
Caiouá tem uma receita de 11 milhões de reais e mantém mais de 600
funcionários no quadro da saúde indígena, tudo está funcionando bem".
Porém, foi irônico e taxativo ao afirmar que "cada vez que a gente mistura
questões partidárias as conseqüências são trágicas". Exemplificou dizendo
que não se pode nomear para a saúde indígena quem apenas conhece índios por
filmes de Bang Bang americanos. E terminou dizendo "Deixem a gente fazer
saúde indígena, independente de partido".
Abobrinhas e bodes expiatórios
A sessão teve lances hilariantes. O deputado Valdir Neves, que apenas
apareceu tempos depois do início da sessão, começou a repetir questões que
já haviam sido feitas e respondidas. A presidência da mesa o advertiu
dizendo que essas questões já haviam sido feitas. Mas ele insistiu que
queria ouvir de viva voz a posição do depoente.
E lá foram sendo repetidas ladainhas, que de resto, já são de amplo
conhecimento. Na verdade o que se buscava eram podes expiatórios para uma
situação cujo obvio ululante era não tocar na questão central, na causa
principal, que é a não demarcação e garantia das terras indígenas. Basta
lembrar das iniciativas de parlamentares presentes que são obstáculos que
dificultam ainda mais o já moroso processo de regularização das terras
indígenas.
Sempre é bom lembrar que estamos em tempos eleitorais. Tempo em que
palanques são necessários para se alcançar resultados almejados.
E para afirmar seu grande apreço e empenho em resolver a questão crucial dos
povos indígenas, foram afirmadas as verbas conseguidas para se construir a
primeira Vila Olímpica em Terra Indígena nas Américas. Será construída na
Terra Indígena de Dourados. Já diziam os sábios da antiguidade, poderão
ficar sem pão, mas não sem circo.
Terra e eternidade
Enquanto isso os Kaiowá Guarani continuam ansiosamente aguardando o
reconhecimento, demarcação e garantia de suas terras. Cada dia que passa
parece uma eternidade. Violências e mortes são noticiadas diariamente. A
situação das aldeias é de total dependência da cesta básica e do trabalho
escravo nas usinas.
A pergunta que se poderia fazer é, porque ao invés de se convocar uma CPI
que sobejamente muito pouco poderá trazer para minorar o enorme sofrimento
desse povo, não se convoca uma CPI para saber o porque não se está
demarcando as terras indígenas no Mato Grosso do Sul, que já deveriam estar
demarcadas há 30 anos conforme determinação da Lei 6001 – Estatuto do Índio,
e há 20 anos, conforme as disposições transitórias da Constituição Federal.
Quantos Kaiowá Guarani terão ainda que partir para a eternidade, sem verem
seu sonho maior, sua terra tradicional, demarcada?
Desde o inicio de o final de 2004, quando iniciou um aumento expressivo de
mortes de crianças Kaiowá Guarani, por desnutrição, chegando a várias
dezenas, já foram realizadas instituídas duas Comissões especiais e duas
CPI, em nível federal e estadual. Por que até hoje nada foi feito para
enfrentar a causa principal que é a não demarcação das terras indígenas
desse povo?
Até o final de março a Funai se comprometeu a colocar Grupos de Trabalho
para identificar as terras Kaiowá Guarani. Amanhã expira o prazo. Haverá
amanhã, "terra sem males"? Neste ano lembramos os 25 anos do
assassinato de Marçal
de Souza – Tupã'y, 25 anos de impunidade, uma eternidade, e a comunidade em
que ele foi assassinado Nhanderu Marangatu, ainda continua sem poder estar
em sua terra.
Leia mais.
Subnutrição de crianças indígenas é conseqüência da falta de
terras
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12829
Desaldeados. A face cruel do abandono dos índios Guarani-Kaiowá no
MS
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12200
A superexploração dos canavais utiliza-se cada vez mais de mão-de-obra
indígena
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=12076
O holocausto Guarani. 'Está em curso um processo de genocídio desse povo'.
Entrevista especial com Egon
Heck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=10776
'Centenas de guarani-caiovás morrem por desnutrição, assassinato, suicídio,
senhor ministro'. Carta de Egon
Eck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=5264
'Não conseguiram destruir nossa raiz'. Entrevista especial com Egon
Heck
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=11933
SANCIONADAS NOVAS FORMAS DE INCENTIVO À PRODUÇÃO CULTURAL NO ESTADO
- a classe mostrando que pensa que nem índio: tem que ter advogado, político, geógrafo, costureiro, datilógrafo...
"
A partir desta quarta-feira (02/04), a Lei 4.887/06, que institui o Programa de Incentivo para as Atividades Culturais (Piac) no Estado do Rio, passa a ser mais abrangente. Foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo a Lei 5.214/08, de autoria do deputado Marco Figueiredo (PSC), que acrescenta ao artigo 1° do texto de dois anos atrás a preservação e a difusão do patrimônio cultural material e imaterial no estado; o apoio à pesquisa e aos projetos de formação cultural, bem como à diversidade cultural; o patrocínio à expansão dos espaços de circulação da produção cultural, e o apoio e o patrocínio à renovação, ao intercâmbio, à divulgação e à produção artística e cultural fluminenses. "Precisamos acumular ações no sentido de identificar as dificuldades e criar novas fontes de financiamento da produção e distribuição da produção cultural em todo o País. Já que a cultura está entre as atividades que mais geram, e de forma barata, empregos em todo o mundo", declarou Figueiredo.
O novo documento determina que os projetos inseridos nas áreas de cinema, artes plásticas, artes visuais e design, música, patrimônio histórico e artístico, folclore e artesanato, pesquisa e documentação, restauração e conservação de bens protegidos por órgãos públicos e literatura poderão pleitear os benefícios desta lei. De acordo com o autor do projeto, seu objetivo é aumentar os incentivos e os investimentos culturais no Rio.
"
A lei foi sancionada com um veto ao artigo 2º, que tratava da origem dos recursos que deveriam ser destinados ao PIAC. "Não cabe ao Poder Legislativo criar novas despesas para o estado sem previsão de existência de recursos orçamentários específicos para o custeio", justificou Sérgio Cabral. O veto parcial ainda será apreciado pelo Plenário da Assembléia Legislativa do Rio, que poderá ou não derrubá-lo.
Departamento de Comunicação Social da Alerj
cine.CLUBE.8ito 24 hs por dia
Assiste curtas e exibe o teu!! Porque exibir coletivamente?? Que pergunta né!
http://www.youtube.com/group/cineCLUBE8ito
"
A partir desta quarta-feira (02/04), a Lei 4.887/06, que institui o Programa de Incentivo para as Atividades Culturais (Piac) no Estado do Rio, passa a ser mais abrangente. Foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo a Lei 5.214/08, de autoria do deputado Marco Figueiredo (PSC), que acrescenta ao artigo 1° do texto de dois anos atrás a preservação e a difusão do patrimônio cultural material e imaterial no estado; o apoio à pesquisa e aos projetos de formação cultural, bem como à diversidade cultural; o patrocínio à expansão dos espaços de circulação da produção cultural, e o apoio e o patrocínio à renovação, ao intercâmbio, à divulgação e à produção artística e cultural fluminenses. "Precisamos acumular ações no sentido de identificar as dificuldades e criar novas fontes de financiamento da produção e distribuição da produção cultural em todo o País. Já que a cultura está entre as atividades que mais geram, e de forma barata, empregos em todo o mundo", declarou Figueiredo.
O novo documento determina que os projetos inseridos nas áreas de cinema, artes plásticas, artes visuais e design, música, patrimônio histórico e artístico, folclore e artesanato, pesquisa e documentação, restauração e conservação de bens protegidos por órgãos públicos e literatura poderão pleitear os benefícios desta lei. De acordo com o autor do projeto, seu objetivo é aumentar os incentivos e os investimentos culturais no Rio.
"
A lei foi sancionada com um veto ao artigo 2º, que tratava da origem dos recursos que deveriam ser destinados ao PIAC. "Não cabe ao Poder Legislativo criar novas despesas para o estado sem previsão de existência de recursos orçamentários específicos para o custeio", justificou Sérgio Cabral. O veto parcial ainda será apreciado pelo Plenário da Assembléia Legislativa do Rio, que poderá ou não derrubá-lo.
Departamento de Comunicação Social da Alerj
cine.CLUBE.8ito 24 hs por dia
Assiste curtas e exibe o teu!! Porque exibir coletivamente?? Que pergunta né!
http://www.youtube.com/group/cineCLUBE8ito
terça-feira, 25 de março de 2008
Instruções do Guru (2)
" A habilidade do estudante para de fato compreender a mensagem das escrituras depende do favorecimento do mestre espiritual autêntico”.
Bhakti Vikasa Swami

Alguns devotos e simpatizantes do movimento questionam por que Srila Prabhupada impôs tão alto padrão devocional para os devotos serem iniciados. Ao invés de dezesseis voltas de japa, poderiam ser quatro... Por que tanta ênfase nos quatro princípios regulativos? Ser vegetariano não bastaria?... Eles dizem que esses requisitos seriam para aqueles que desejam ser monges, o que, hoje em dia, é cada vez mais raro; que se o padrão de iniciação não fosse tão rígido, muitos mais devotos poderiam ser iniciados; que muitos seguem estritamente o padrão na iniciação, mas depois relaxam e não conseguem se manter os votos; que aqueles que, depois de iniciados, não conseguem, por vários motivos, seguir a votos feitos na hora da iniciação, ficam com certo sentimento de culpa, ficam frustrados ou cínicos, e outras reações psicológicas anormais. Todos esses argumentos são revestidos de certa dose de lógica e têm, também, sempre alguns exemplos que os comprovam. A dúvida, então, fica: Estaria Srila Prabhupada errado? Estaria ele exagerando? Não seriam esses requisitos para iniciação algo fora da realidade de nosso tempo?
Esse tema é realmente muito sensitivo e requer bastante sobriedade para ser compreendido. Maya, por sua vez, torna-se cada vez mais poderosa e ousada. Ainda por cima, nosso movimento, embora muito bem sucedido em muitas partes do mundo, ainda não é uma instituição completamente forte e super organizada para ter todas as armas para enfrentar maya, particularmente aqui no Brasil. Ainda não temos condições físicas para dar abrigo a todos que gostariam de participar de uma comunidade, principalmente àqueles já com família constituída.
Apesar de tudo isso e considerando-se todos esses fatores, no fim de tudo a conclusão que fica é que o mais sensato é, sem dúvida, manter tudo o que Srila Prabhupada idealizou para a sua missão e não tratar de modificar o padrão por ele estabelecido. Qual é a garantia de que qualquer mudança seria efetiva? Não há nenhuma garantia. O mais provável seria que a situação poderia piorar se alterássemos as instruções de Prabhupada.
Srila Prabhupada é um achárya dotado de poder por Krishna. Não fosse isso, ele não teria a shakti para espalhar a consciência de Krishna por todo o mundo. Portanto, o melhor para nós é segui-lo. Srila Prabhupada idealizou uma sociedade internacional de devotos de alto nível, que tivessem a oportunidade de praticar o serviço devocional por toda a vida. Ele construiu uma sociedade de devotos interessados em auto-realização. Ele não se contentou em estabelecer uma instituição com uma religiosidade cosmética, simplesmente para agradar o público e coletar muito dinheiro. Não!_ ele desejava ardentemente que seus discípulos e seguidores tornassem devotos puros e alcançassem a liberação nessa vida. Ele deu todas as garantias para isso.
Srila Prabhupada nos deu o padrão ideal para um vaishnava. É muito importante ter sempre um ideal elevado na vida. Temos sempre que perseguir a perfeição. A perfeição é difícil de ser atingida? Sim, com certeza, mas não devemos desistir. Os devotos que são iniciados devem ter essa experiência: “Sou capaz de cantar 16 voltas de japa diárias e seguir os quatro princípios”. É muito importante ter essa experiência. Se o padrão exigido fosse baixo_ a gente sabe como as coisas são_ a maioria ficaria acomodada nesse padrão eternamente.
Temos que entender que consciência de Krishna é um processo de auto-realização e auto-realização exige certo esforço e muita determinação. Alguém pode argumentar: “Mas isso traz certa ansiedade”. Sim, mas essa ansiedade é natural e benéfica, não é uma ansiedade neurótica. Os pais responsáveis, por exemplo, têm muita ansiedade para educar propriamente os filhos. Isso é natural e benéfico.
Certos devotos, depois de iniciados, têm dificuldades de manter os votos. Isso é um fato. Que podemos fazer? Krishna, no coração, como Paramatma, está acompanhando a trajetória do devoto e sabe qual é o grau de sinceridade que cada um tem. Quanto a nós, ficamos orando a Krishna e tentamos ajudar para ele ou ela possa retornar ao padrão ideal. O importante é não perder de vista a meta última da vida. Deve-se procurar estar sempre em associação com os devotos, ler constantemente os livros de Srila Prabhupada, oferecer o alimento, observar as celebrações nos dias sagrados, como Janmastami, Goura-purnima, etc._ essas são apenas alguns dos requisitos para uma vida espiritual saudável. O Senhor Krishna diz no Bhagavad-gita: satatam kirtayanto mam yatantas ca drdha-vratah_ “Sempre cantando Meu nome e glórias; esforçando-se (yatantas) em seguir os votos (vrata) com grande determinação (drdha)”. Isso significa que o próprio Krishna afirma que é necessário que haja esforço por parte do devoto. Quem relaxa e se acomoda, dá espaço para maya se infiltrar na consciência.
Aqueles que desejarem, podem fazer seus comentários sobre esse tema.
Espero que esta encontre a todos felizes na consciência de Krishna.
Purushatraya Swami
Doações p/ a Construção do Templo de Goura Vrindávana

O esforço não pode parar, precisamos manter acesa a chama do desejo de ver este Templo erguido para a satisfação de Gurudeva e de Srila Prabhupada!
A sua colaboração é muito importante!
Bhakti Vikasa Swami

Alguns devotos e simpatizantes do movimento questionam por que Srila Prabhupada impôs tão alto padrão devocional para os devotos serem iniciados. Ao invés de dezesseis voltas de japa, poderiam ser quatro... Por que tanta ênfase nos quatro princípios regulativos? Ser vegetariano não bastaria?... Eles dizem que esses requisitos seriam para aqueles que desejam ser monges, o que, hoje em dia, é cada vez mais raro; que se o padrão de iniciação não fosse tão rígido, muitos mais devotos poderiam ser iniciados; que muitos seguem estritamente o padrão na iniciação, mas depois relaxam e não conseguem se manter os votos; que aqueles que, depois de iniciados, não conseguem, por vários motivos, seguir a votos feitos na hora da iniciação, ficam com certo sentimento de culpa, ficam frustrados ou cínicos, e outras reações psicológicas anormais. Todos esses argumentos são revestidos de certa dose de lógica e têm, também, sempre alguns exemplos que os comprovam. A dúvida, então, fica: Estaria Srila Prabhupada errado? Estaria ele exagerando? Não seriam esses requisitos para iniciação algo fora da realidade de nosso tempo?
Esse tema é realmente muito sensitivo e requer bastante sobriedade para ser compreendido. Maya, por sua vez, torna-se cada vez mais poderosa e ousada. Ainda por cima, nosso movimento, embora muito bem sucedido em muitas partes do mundo, ainda não é uma instituição completamente forte e super organizada para ter todas as armas para enfrentar maya, particularmente aqui no Brasil. Ainda não temos condições físicas para dar abrigo a todos que gostariam de participar de uma comunidade, principalmente àqueles já com família constituída.
Apesar de tudo isso e considerando-se todos esses fatores, no fim de tudo a conclusão que fica é que o mais sensato é, sem dúvida, manter tudo o que Srila Prabhupada idealizou para a sua missão e não tratar de modificar o padrão por ele estabelecido. Qual é a garantia de que qualquer mudança seria efetiva? Não há nenhuma garantia. O mais provável seria que a situação poderia piorar se alterássemos as instruções de Prabhupada.
Srila Prabhupada é um achárya dotado de poder por Krishna. Não fosse isso, ele não teria a shakti para espalhar a consciência de Krishna por todo o mundo. Portanto, o melhor para nós é segui-lo. Srila Prabhupada idealizou uma sociedade internacional de devotos de alto nível, que tivessem a oportunidade de praticar o serviço devocional por toda a vida. Ele construiu uma sociedade de devotos interessados em auto-realização. Ele não se contentou em estabelecer uma instituição com uma religiosidade cosmética, simplesmente para agradar o público e coletar muito dinheiro. Não!_ ele desejava ardentemente que seus discípulos e seguidores tornassem devotos puros e alcançassem a liberação nessa vida. Ele deu todas as garantias para isso.
Srila Prabhupada nos deu o padrão ideal para um vaishnava. É muito importante ter sempre um ideal elevado na vida. Temos sempre que perseguir a perfeição. A perfeição é difícil de ser atingida? Sim, com certeza, mas não devemos desistir. Os devotos que são iniciados devem ter essa experiência: “Sou capaz de cantar 16 voltas de japa diárias e seguir os quatro princípios”. É muito importante ter essa experiência. Se o padrão exigido fosse baixo_ a gente sabe como as coisas são_ a maioria ficaria acomodada nesse padrão eternamente.
Temos que entender que consciência de Krishna é um processo de auto-realização e auto-realização exige certo esforço e muita determinação. Alguém pode argumentar: “Mas isso traz certa ansiedade”. Sim, mas essa ansiedade é natural e benéfica, não é uma ansiedade neurótica. Os pais responsáveis, por exemplo, têm muita ansiedade para educar propriamente os filhos. Isso é natural e benéfico.
Certos devotos, depois de iniciados, têm dificuldades de manter os votos. Isso é um fato. Que podemos fazer? Krishna, no coração, como Paramatma, está acompanhando a trajetória do devoto e sabe qual é o grau de sinceridade que cada um tem. Quanto a nós, ficamos orando a Krishna e tentamos ajudar para ele ou ela possa retornar ao padrão ideal. O importante é não perder de vista a meta última da vida. Deve-se procurar estar sempre em associação com os devotos, ler constantemente os livros de Srila Prabhupada, oferecer o alimento, observar as celebrações nos dias sagrados, como Janmastami, Goura-purnima, etc._ essas são apenas alguns dos requisitos para uma vida espiritual saudável. O Senhor Krishna diz no Bhagavad-gita: satatam kirtayanto mam yatantas ca drdha-vratah_ “Sempre cantando Meu nome e glórias; esforçando-se (yatantas) em seguir os votos (vrata) com grande determinação (drdha)”. Isso significa que o próprio Krishna afirma que é necessário que haja esforço por parte do devoto. Quem relaxa e se acomoda, dá espaço para maya se infiltrar na consciência.
Aqueles que desejarem, podem fazer seus comentários sobre esse tema.
Espero que esta encontre a todos felizes na consciência de Krishna.
Purushatraya Swami
Doações p/ a Construção do Templo de Goura Vrindávana

O esforço não pode parar, precisamos manter acesa a chama do desejo de ver este Templo erguido para a satisfação de Gurudeva e de Srila Prabhupada!
A sua colaboração é muito importante!
Um belo jogo de cena

Como previsto, o debate da ACCRJ no CCBB, na Quinta-feira Santa, foi um encontro memorável entre Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel e João Moreira Salles, acolitados pelo docblogueiro e pela crítica Maria Sílvia Camargo. Um show de inteligência, humor e camaradagem entre três amigos e colaboradores recíprocos. Longe de qualquer pretensão de resumir a conversa para quem não estava presente, deixo aqui algumas linhas do que foi dito na mesa. Apesar das aspas, não é uma transcrição literal, mas de memória, feita com a ajuda de Rosane Nicolau, Susana Schild e Patrícia Rebello.
Coutinho sobre Santiago: “Para mim, o mais importante no filme não é a distância entre patrão e empregado, mas a crítica da busca pelo quadro perfeito”.
João sobre Jogo de Cena: “O público e a crítica se apegaram muito ao ‘jogo de sete erros’ entre verdade e representação. Mas acho que comparar o filme com a realidade lá fora não é uma coisa essencial. O que interessa de fato é só o que está dentro do filme”.
Escorel: O trabalho do Santiago com as fichas dele me lembrou não só o do Bispo do Rosário, como também o do Gabriel Joaquim dos Santos, que construiu com cacos a Casa da Flor. Ele foi personagem de O Fio da Memória, um filme que o Coutinho acha fracassado. Eu o aconselharia a refazê-lo agora como ficção”.
João: “Tenho guardados todos os cortes dos filmes do Eduardo (Coutinho) desde Babilônia 2000. Quem sabe sirvam um dia para alguma coisa...”
Escorel: “Montar é decifrar o filme que o diretor já deixou latente no material bruto.”
Diálogo: João: “Quando mostrei o material bruto de Santiago pela primeira vez ao Eduardo (Escorel), perguntei se aquilo dava filme e ele me respondeu: ‘Sempre dá filme’.” Coutinho, para Escorel: “Você disse isso mesmo sem beber?!”
Escorel: “Já tive relações conflituosas com diretores de filmes que montei, mas com Santiago tudo foi puro prazer. Além do mais, tínhamos somente oito horas de material bruto. Cabra Marcado para Morrer tinha doze horas no total. Se fosse hoje, não teria menos de quinhentas.”
João: “O documentarista deve ser fiel ao personagem, não necessariamente à pessoa. Alguma coisa que é dita pode ser muito importante para a pessoa, mas se não for para o filme, deve sair. Do contrário, aí sim seria uma traição”.
Diálogo: Escorel, perguntado por que não monta mais os filmes do Coutinho: “Por que ele não me chama.” Coutinho: “Não chamo porque fumo demais na ilha de edição. Você não ia agüentar. E também porque eu tenho medo de você.”
Coutinho, perguntado se reviu Procurando Nemo depois de fazer Jogo de Cena: “Se já não gosto de ficção, imagine ficção desenhada. Um assistente me deu uma cópia do Nemo, mas minha mulher se recusou a passá-la em casa porque era pirata. Recentemente, em Belo Horizonte, ouvi uma música lindíssima e fui informado de que era de Mowgli, o Menino-Lobo. Vejam só o que tem acontecido comigo”.
João: “Quando comecei a fazer documentários, não sabia bem o que era isso. Mais tarde, na convivência com os Eduardos, aprendi que documentário é muito mais uma conversa para dentro do que para fora, para o mundo”.
Enviado por Carlos Alberto Mattos
http://oglobo.globo.com/blogs/docblog/
sexta-feira, 21 de março de 2008
Gaura Purnima (Lua Dourada)
Aparecimento de Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu!
21/03/2008

O Avatar Dourado
Aproveite o dia para escutar (em MP3) um resumo da vida do Avatara Dourado, Chaitanya Mahaprabhu, elaborada por Sri Srimad A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o fundador-acharya da ISKCON, clicando nos links:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Para conhecer mais sobre a vida e ensinamentos dEle, compre o maravilhoso livro escrito por Srila Prabhupada, Ensinamentos do Senhor Caitanya
wikipedia.org/Chaitanya Mahaprabhu
O Senhor Chaitanya Mahaprabhu
Quem é Chaitanya Mahaprabhu
21/03/2008

Aproveite o dia para escutar (em MP3) um resumo da vida do Avatara Dourado, Chaitanya Mahaprabhu, elaborada por Sri Srimad A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o fundador-acharya da ISKCON, clicando nos links:
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Para conhecer mais sobre a vida e ensinamentos dEle, compre o maravilhoso livro escrito por Srila Prabhupada, Ensinamentos do Senhor Caitanya
wikipedia.org/Chaitanya Mahaprabhu
O Senhor Chaitanya Mahaprabhu
Quem é Chaitanya Mahaprabhu
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Sri Krishna Chaitanya Mahaprabhu
domingo, 16 de março de 2008
Protestos no Tibete
| Publicada em 16/03/2008 às 21h29m
BBC
O Tibete vem sendo palco de protestos contra os mais de 50 anos de domínio chinês. O governo da região autônoma, apoiado por Pequim, afirma que dez pessoas morreram nos confrontos do fim de semana, mas autoridades do governo tibetano no exílio dizem que pelo menos 80 perderam a vida nos choques com a polícia.
Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.
Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão dos tibetanos.
Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos.

Saiba mais sobre o que provocou os protestos, quem são os envolvidos e por que o Tibete está em disputa contra o domínio chinês.
Por que os protestos estão ocorrendo?
Essa é uma questão histórica. A China diz que o Tibete faz parte de seu território desde meados do século 13 e deverá ficar sob o comando de Pequim.
Muitos tibetanos, no entanto, têm uma outra visão da história. Eles afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e que o domínio chinês nem sempre foi uma constante.
Entre 1911 e 1950, por exemplo, o Tibete manteve o status de país independente, até que Mao Tsé-tung comandou a Revolução Chinesa e chegou ao poder no país, em 1949.
Em 1963, ganhou status de Região Autônoma, e hoje conta com um governo apoiado pela China.
Em 1989, a causa da independência do Tibete ficou conhecida no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial.
Muitos tibetanos querem a independência de volta, e daí os protestos.
O que detonou os últimos protestos?
As manifestações começaram no dia 10 de março, exatamente 49 anos depois que os tibetanos encenaram um levante contra o poder chinês.
Houve demonstrações em vários países e monges do monastério de Drepung, nas cercanias da capital Lhasa, também aderiram ao movimento. Os protestos logo ganharam a adesão dos tibetanos.
Fatores econômicos também desempenham um papel importante. Muitos tibetanos dizem que um número crescente de imigrantes chineses da etnia majoritária han chegam à região e conseguem os melhores empregos.
Eles acreditam estar excluídos dos benefícios dos avanços econômicos desfrutados por outras províncias costeiras da China e dizem sofrer com os efeitos da crescente inflação no país.
O dois lados serão capazes de resolver as diferenças?
O governo chinês mantém pouco diálogo com o governo tibetano no exílio, com base na Índia. As negociações nunca avançaram e provavelmente não devem avançar no futuro - o abismo entre as duas partes é imenso.
A China diz que os tibetanos no exílio, liderados pelo Dalai Lama, só estão interessados em separar o Tibete da terra mãe. O Dalai Lama diz querer nada mais do que a autonomia da região.
Por que a questão do Tibete é tão conhecida no mundo ocidental?
Esta é uma pergunta difícil de responder. O domínio chinês sobre a província de Xinjiang, no oeste do país, é tão controverso quanto o do Tibete, mas não conta com a mesma notoriedade.
Talvez uma das razões pelas quais os ocidentais saibam sobre os problemas do Tibete é por causa do Dalai Lama.
Desde que fugiu do Tibete depois do fracasso do levante, em 1959, o líder espiritual dos tibetanos viajou o mundo para advogar por mais autonomia para sua terra natal, sempre enfatizando que não defendia a violência.
Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989.
Haverá novos protestos?
Provavelmente. A causa fundamental dos protestos não foi solucionada, então a tensão persiste.
Os manifestantes tibetanos parecem determinados a mostrar seu ponto de vista enquanto todas as atenções estão voltadas para a China no ano das Olimpíadas.
Eles querem protestar contra o que eles vêem como uma violação dos direitos humanos por parte da China e querem mais liberdade, tanto política quanto religiosa, na região.
Os governantes chineses certamente não querem nenhum derramamento de sangue a apenas cinco meses do início dos Jogos Olímpicos, e vão tentar evitar qualquer situação que lembre o que aconteceu em Mianmar em 2007.
Por outro lado, eles não querem dar espaço aos monges e a outros manifestantes por medo de que isso seja interpretado como um sinal de fraqueza e acabe levando a mais protestos.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil.
© British Broadcasting Corporation 2006. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem a autorização por escrito da BBC BRASIL.
...

Ver também :
Polícia detém mulheres em protesto pela libertação do Tibete
...
MARCHA PACÍFICA DE PROTESTO CONTRA A
VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE POR PARTE DA CHINA
folhaonline/conflitonotibete
BBC
O Tibete vem sendo palco de protestos contra os mais de 50 anos de domínio chinês. O governo da região autônoma, apoiado por Pequim, afirma que dez pessoas morreram nos confrontos do fim de semana, mas autoridades do governo tibetano no exílio dizem que pelo menos 80 perderam a vida nos choques com a polícia.
Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.
Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão dos tibetanos.
Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos.

Saiba mais sobre o que provocou os protestos, quem são os envolvidos e por que o Tibete está em disputa contra o domínio chinês.
Por que os protestos estão ocorrendo?
Essa é uma questão histórica. A China diz que o Tibete faz parte de seu território desde meados do século 13 e deverá ficar sob o comando de Pequim.
Muitos tibetanos, no entanto, têm uma outra visão da história. Eles afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e que o domínio chinês nem sempre foi uma constante.
Entre 1911 e 1950, por exemplo, o Tibete manteve o status de país independente, até que Mao Tsé-tung comandou a Revolução Chinesa e chegou ao poder no país, em 1949.
Em 1963, ganhou status de Região Autônoma, e hoje conta com um governo apoiado pela China.
Em 1989, a causa da independência do Tibete ficou conhecida no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial.
Muitos tibetanos querem a independência de volta, e daí os protestos.
O que detonou os últimos protestos?
As manifestações começaram no dia 10 de março, exatamente 49 anos depois que os tibetanos encenaram um levante contra o poder chinês.
Houve demonstrações em vários países e monges do monastério de Drepung, nas cercanias da capital Lhasa, também aderiram ao movimento. Os protestos logo ganharam a adesão dos tibetanos.
Fatores econômicos também desempenham um papel importante. Muitos tibetanos dizem que um número crescente de imigrantes chineses da etnia majoritária han chegam à região e conseguem os melhores empregos.
Eles acreditam estar excluídos dos benefícios dos avanços econômicos desfrutados por outras províncias costeiras da China e dizem sofrer com os efeitos da crescente inflação no país.
O dois lados serão capazes de resolver as diferenças?
O governo chinês mantém pouco diálogo com o governo tibetano no exílio, com base na Índia. As negociações nunca avançaram e provavelmente não devem avançar no futuro - o abismo entre as duas partes é imenso.
A China diz que os tibetanos no exílio, liderados pelo Dalai Lama, só estão interessados em separar o Tibete da terra mãe. O Dalai Lama diz querer nada mais do que a autonomia da região.
Por que a questão do Tibete é tão conhecida no mundo ocidental?
Esta é uma pergunta difícil de responder. O domínio chinês sobre a província de Xinjiang, no oeste do país, é tão controverso quanto o do Tibete, mas não conta com a mesma notoriedade.
Talvez uma das razões pelas quais os ocidentais saibam sobre os problemas do Tibete é por causa do Dalai Lama.
Desde que fugiu do Tibete depois do fracasso do levante, em 1959, o líder espiritual dos tibetanos viajou o mundo para advogar por mais autonomia para sua terra natal, sempre enfatizando que não defendia a violência.
Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989.
Haverá novos protestos?
Provavelmente. A causa fundamental dos protestos não foi solucionada, então a tensão persiste.
Os manifestantes tibetanos parecem determinados a mostrar seu ponto de vista enquanto todas as atenções estão voltadas para a China no ano das Olimpíadas.
Eles querem protestar contra o que eles vêem como uma violação dos direitos humanos por parte da China e querem mais liberdade, tanto política quanto religiosa, na região.
Os governantes chineses certamente não querem nenhum derramamento de sangue a apenas cinco meses do início dos Jogos Olímpicos, e vão tentar evitar qualquer situação que lembre o que aconteceu em Mianmar em 2007.
Por outro lado, eles não querem dar espaço aos monges e a outros manifestantes por medo de que isso seja interpretado como um sinal de fraqueza e acabe levando a mais protestos.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil.
© British Broadcasting Corporation 2006. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem a autorização por escrito da BBC BRASIL.
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Ver também :
Polícia detém mulheres em protesto pela libertação do Tibete
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MARCHA PACÍFICA DE PROTESTO CONTRA A
VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NO TIBETE POR PARTE DA CHINA
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