Esta comunidade mantida pelos hare krishna está implementando a solidificação de um templo de adoração em seu terreno e nesta data foi instalada a Deidade ANANTA SESHA* (brevemente video no youtube) e bhaktas foram iniciados recebendo nomes espirituais e se rendendo humildemente ao mestre espiritual (Purushatraya Swami Maharaja).
Nesta e nas próximas postagens colocarei algumas fotos feitas por Michelle Castilho.
Preparação final da arena pelos secerdotes:
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* a_simbologia_da_serpente
Na mitologia hindu, encontramos concepção cosmogônica semelhante. O tantrismo prega que entre cada um dos ciclos de vida e morte do universo há um período de repouso durante o qual Vishnu, o princípio conservador de Brahma, repousa sobre Ananta, a serpente da eternidade. Nessa condição atemporal, Shiva, o princípio desorganizador de Brahma, está imiscuído de modo indiferenciado em seu próprio poder, Shakti. Quando Shiva inicia sua dança, o universo é então criado, e Shakti, operando agora como Prakriti (energia primordial incapturável e imperceptível da qual todas as formas de vida evoluem) desenvolve todo o universo desde os tattva (mundos) mais sutis até os mais densos, até criar a mente, os sentidos e a matéria sensível sob suas cinco formas, éter, água, fogo, terra e ar. Quando Shakti penetra no último e mais grosseiro dos tattva, a “terra” (a matéria sólida), sua missão está acabada. Shakti aí adormece sob a forma de Shesha, a serpente que sustenta o mundo, até a próxima era da nova Criação. Shesha nada mais é que um correlato da serpente cósmica Ananta, o infinito, e sua função é a de suportar o orbe e tudo o que nele se manifeste. Shesha e Ananta compõem, respectivamente, o sono divino e o divino despertar de Brahma.
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