Fim de semana propício à infecções
Passei toda a tarde de sexta-feira organizando minhas apostilas, tudo que guardei da faculdade nesses três anos. É coisa pacas!
De noite coloquei 8 1/2 do Fellini (sobre um cineasta que faz um filme. Ou seja, o filme dentro do filme) e dormi antes do fim. Fodaço o filme, hein!?!
Logo no começo sou iludido a pensar que o cara está morrendo mais era só um sonho.
Realmente Marcelo interpreta naturalmente aquela loucura. Palmas pra ele e pro Fellini.
Ainda tenho muito o que falar mas estou sem saco de mostrar o que aprendi nesses anos de faculdade. Ou seja: Não tenho nada pra dizer.
Sábado trampei, imprimi o Discurso do Método do Descartes e a Desobediencia Civil do Thoreau.
Depois fui pra casa do Felipe e da Fátima para ouvirmos o que temos de musica pro 'Hera'. Felipe está com conjutivite. Depois eles me arrastam pra Sepetiba.
Antes fomos ao ensaio deles (Fraternal Fauna) no Kaoma (o mesmo que eu frequento com minhas bandas). Não houve ensaio completo pois faltou luz no quarteirão. Fomos pra Septba.
Iria rolar uma 'festinha'; o pessoal que mora lá, da Ray Bubblegum, tocaria e tal.
No fim das contas, tudo não passou de uma ilusão. Imaginei pessoas desconhecidas, o RB tocando e eu tirando uma raspinha etc
O que rolou foi que chegamos lá com aquela chuva chata e só tinha o RB, ouvindo aquelas bandas inglesadas chatas de hoje.
Pedi pra botar o Lovage e, não passou da quarta musica. Tudo bem!
Acabou que, praticamente, eu toquei bateria, o Felipe e o Danilo guitarra. As vezes, a Fatima e o Kleber.
Foi legal. Gravamos a jam.
No mais, foi só.
Toquei teclado também.
Domingo acordamos por volta das onze e depois do café o irmão do Kleber foi embora com a esposa e o filho.
Voltaram!
O caro foi roubado.
O irmão foi em Sta. Cruz dar queixa. Vc sabia que croisant é o mesmo que o bairro em que ele foi dar queixa do roubo?????????????????????????????????????????????????
Louco que sou, saí de camiseta, debaixo daquela chuva, para ir no ponto de ônibus ver a que horas sairia o que me levaria pro meu destino. Parece que só de duas em duas horas.
Parei no meio do caminho pois a chuva apertou. Parei num bar onde tinha um cara e uma mulher cantando Zeca Pagodinho no videokê.
Parei a bicicleta na porta do banheiro. Um cara foi lá mijar e colocou a bike na chuva. Esperei ele voltar e, ele esqueceu de trazer a bike para fora da chuva. Falei com ele e, é claro, o cara se emputeceu. Ficou uns três minutos ainda falando mas nem dei bola.
Voltei para a casa sem ir ao ponto e fomos embora assim mesmo.
Não poderia deixar de dizer que uma forte sensação de medo de ser assaltado assolou meu ser desde ontem. Hoje, ainda mais.
Saimos todos e logo chegou o ônibus pro centro. Eu desceria em Cpo. Grande para retirar chequer para pagar o MD. O motorista não abriu onde precisava e acabei indo para o centro, onde desceriam o casal 'F'.
Todas as agencias do centro que tiram cheque a vulso estavam enguiçadas. Fiquei puto mas, fazer o que!!!???
Enrolei + ou - uma hora comendo um salgado na Pça. XV e, depois, um expresso na lanchonete do Paço. Peguei uma sessão do Capturing Friedman's às 18 e 40.
Realmente, o filme mais traz questões do que resolve o problema. E no final, fiquei com a sensação de que eram culpados mesmo. Familia doente. Judeus! Gays, malucos!
Penso que sou o quê? melhor do que eles? eles cumpriram o que a lei dos homens previu. O pai se suicidou para o filho receber o dinheiro do seguro.
Ao sair do Paço, só pensava no casal que encontrei na lanchonete da Pça. XV: dois despossuidos, sujos, que foram comer ali. Assim que chegaram, as pessoas que ali estavam se foram. Não sei se por medo ou obra do acaso.
Mas o que vi foi um centro da cidade vazio e chuvoso. Um gato tentava comer um rato. Puxei a camera pra registrar mas tinha pouca fita e não queria ficar ali dando sopa.
Chegando em casa, o básico: banho, miojo e sono.
Agora o fim de semana que não tive:
Sabado fui à casa do casal 'F' gravar mais coisas para o Hera e depois fui me encontrar com o Edio em Taquara, pois haveria um show na Encruzilhada e veriamos de tocar lá brevemente.
O show foi legal. Estou sem grana, portanto não gastei o que não tenho. Nem ia entrar lá mais o cara deixou entrarmos sem pagar. Encontrei uma galerinha da area e, é claro, aquela que é objeto do meu desejo. Finalmente consegui extravasar minha tensão pelvica. Guardei o cd do Lovage para esse momento e não poderia ter dado mais certo.
Dormi em casa e, no domingo houve gravação, no Quarto Quente, da trilha para o Loucura Casual.
Depois fui pra casa, vi o Fantástico e dormi para uma semana chuvosa porém alegre, pois estou vivo.
Materializadas em bits toxinas neurais trazidas pelos ventos daquilo que simplesmente é. Isto é nada se não for para o Todo.
segunda-feira, 26 de abril de 2004
Raga
1 raga para cada hora do dia e estação do ano.
Estrutura: Espiral. Girando a linha melódica ao redor da tônica.
Miyar Tansen
Patanjali (aforismos)
5 Notas
1 principal (o ministro)
1 secundária
2 auxiliares (servidores)
1 dissonante (o inimigo)
C verde-pavão
D vermelho-sabiá
E dourado-cabra
F branco amarelado-garça
G negro-rouxinol
A amarelo-cavalo
B combinação de todas as cores-elefante
1ª oitava=2 e 2/4 de som
120 talas ou medidas de tempo
Ex.:
2 tempos do caminhar
3 tempos da respiração durante o sono (inspiração tem o dobro de tempo da exalação)
72 escalas
Musico improvisa em cima da raga - sequencia melódica repetida com variações - base. NÃO HÁ ESCRITA.
Passar um arco igual ao de um violino num diapasão de alumínio produz estática.
1 raga para cada hora do dia e estação do ano.
Estrutura: Espiral. Girando a linha melódica ao redor da tônica.
Miyar Tansen
Patanjali (aforismos)
5 Notas
1 principal (o ministro)
1 secundária
2 auxiliares (servidores)
1 dissonante (o inimigo)
C verde-pavão
D vermelho-sabiá
E dourado-cabra
F branco amarelado-garça
G negro-rouxinol
A amarelo-cavalo
B combinação de todas as cores-elefante
1ª oitava=2 e 2/4 de som
120 talas ou medidas de tempo
Ex.:
2 tempos do caminhar
3 tempos da respiração durante o sono (inspiração tem o dobro de tempo da exalação)
72 escalas
Musico improvisa em cima da raga - sequencia melódica repetida com variações - base. NÃO HÁ ESCRITA.
Passar um arco igual ao de um violino num diapasão de alumínio produz estática.
Fontes de todos os seres criados
Terra
Agua
Fogo
Ar
Eter
Mente
Inteligência
Falso ego
Entidades vivas exploram os recursos dessa natureza
Energia superior
Inesgotável
Independente de tudo que é si
Origem e dissolução
O cordão que ensarta as pérolas
A luz do sol
O calor no fogo
O sabor da água
A fragrancia original da terra
A habilidade no homem
Feliz pois vive
Triste pois morrerá
Entende que és eternamente
Tudo isso criado e dissolvido
É só energia sendo trocada
Terra
Agua
Fogo
Ar
Eter
Mente
Inteligência
Falso ego
Entidades vivas exploram os recursos dessa natureza
Energia superior
Inesgotável
Independente de tudo que é si
Origem e dissolução
O cordão que ensarta as pérolas
A luz do sol
O calor no fogo
O sabor da água
A fragrancia original da terra
A habilidade no homem
Feliz pois vive
Triste pois morrerá
Entende que és eternamente
Tudo isso criado e dissolvido
É só energia sendo trocada
Movimento Constante
Dificuldade para mijar
Ganhei uma fotográfica
Mas tinha dona
Pelo menos foi o que ela disse
Não voltei para perguntar
Entreguei-a ao meu irmão
Eles vieram
Mandei-o jogar fora
Estão atrás de mim, pensei
Conversamos sobre
Não ser maluco
Cortina esconde o box
Onde está o espelho grande?
27/07/03 10:30h
Dificuldade para mijar
Ganhei uma fotográfica
Mas tinha dona
Pelo menos foi o que ela disse
Não voltei para perguntar
Entreguei-a ao meu irmão
Eles vieram
Mandei-o jogar fora
Estão atrás de mim, pensei
Conversamos sobre
Não ser maluco
Cortina esconde o box
Onde está o espelho grande?
27/07/03 10:30h
Sentimental
O contrário é científico e correto
Livre associação
Ages para obter uma vida melhor?
Perdido no oceano infinito
Melhorando e avançando sem egoísmo
Levante-se e lute!
Retire toda a força de seu coração
A vida é sua
O seu destino é seu
A inteligência deve ser usada
para a vida ser
o melhor possível
Uma mente perturbada impede isto.
22/07/03
O contrário é científico e correto
Livre associação
Ages para obter uma vida melhor?
Perdido no oceano infinito
Melhorando e avançando sem egoísmo
Levante-se e lute!
Retire toda a força de seu coração
A vida é sua
O seu destino é seu
A inteligência deve ser usada
para a vida ser
o melhor possível
Uma mente perturbada impede isto.
22/07/03
Asvata
A tecnologia alcansada é boa
Amanhã ela será ultrapassada
A ciência não é, ela se faz
O cientista de hoje nada mais é
que o ignorante de amanhã
A noção do fim é
a proximidade do início
Ignorante ao reconhecer a verdade
É corrompido e corrompe pelo privilégio
Manter o nível de vida do povo baixo
Para assegurar a calmaria
E dominá-lo
Enfraquecendo-o pouco a pouco
Meu avô morreu
Achando que o T- Rex era invencível
Mas agora sei que era limitado
Que o mundo vai acabar
numa guerra(de) núcle(os no) ar
Meu neto
me achará um idiota
Pelo meu conhecimento incompleto
A verdade está além da mente
Além da existência material
A tecnologia alcansada é boa
Amanhã ela será ultrapassada
A ciência não é, ela se faz
O cientista de hoje nada mais é
que o ignorante de amanhã
A noção do fim é
a proximidade do início
Ignorante ao reconhecer a verdade
É corrompido e corrompe pelo privilégio
Manter o nível de vida do povo baixo
Para assegurar a calmaria
E dominá-lo
Enfraquecendo-o pouco a pouco
Meu avô morreu
Achando que o T- Rex era invencível
Mas agora sei que era limitado
Que o mundo vai acabar
numa guerra(de) núcle(os no) ar
Meu neto
me achará um idiota
Pelo meu conhecimento incompleto
A verdade está além da mente
Além da existência material
quinta-feira, 22 de abril de 2004
Conversa com o Lula, colunista da Revista de Domingo do JB
O sujeito publicou, há dias, artigo em que divulgava, no seu conceito e de amigos, as 10 'piores' musicas dos Beatles. Ei-las:
What Goes On
Don't Bother Me
Little Child
Don't Pass Me By
What you're Doing
Only a Northern Song
Hold me Tight
Mr. Kite
You Know My Name
Love Me Do
Fiquei irado ao ler pois algumas que estão ali são minhas prediletas. Falei com Alberico - dono do Kaoma e quem guardou o recorte - que concordou com a escolha da 'You Know My Name' mas desaprovou 'Love Me Do' - que o Lula justifica pois John a compôs aos 16 anos.
- E daí!?! Retrucou berico.
Respeitando o autor do artigo - muito simpático, por sinal - , enviei- lhe e- mail questionando seus motivos.
O papo, quem quiser, lê abaixo.
Bom dia!
Li há alguns dias, em estúdio fonográfico, artigo seu sobre as Piores Musicas dos Beatles. Várias das que estavam ali fazem parte das que eu prefiro. Penso ter sido encomendado o assunto. Qual foi seu critério de seleção?
Att.
Eduardo
----- Original Message -----
From: lbm@jb.com.br
To: Eduardo
Sent: Thursday, April 22, 2004 7:13 AM
Subject: Res:Beatles
Oi, Eduardo.
Primeiro eu queria entender o que você quis dizer por "entendo que deve ter sido encomendado o assunto".
Como assim?
Lula
---------
Oi!
Se vc trabalha para uma revista (como disse, peguei o recorte do 'artigo' no estudio que frequento), isso pode ter sido encomendado pelo seu editor:
_ Lula, me traz uma matéria com as piores dos Beatles.
Vc trabalha (ou colabora) para uma revista e achou interessante publicar uma matéria com as piores da melhor? Daí sou obrigado a respeitar seu gosto.
Só queria saber se vc é fâ de Beatles.
edp
----- Original Message -----
From: lbm@jb.com.br
To: Eduardo
Sent: Thursday, April 22, 2004 12:54 PM
Subject: Res:Re: Res:Beatles
Oi, Eduardo.
Sim, eu trabalho numa revista.
A revista "Domingo", do Jornal do Brasil.
Mantenho lá, há três anos, uma coluna, sempre com listas dos "10 mais" alguma coisa.
Sou um grande fã dos Beatles. Tenho todos os discos, livros, vídeos, toco suas músicas e até promovo encontros com outros fãs.
Aquilo que está lá é o meu gosto misturado ao gosto médio de vários outros fãs que consultei. Achei que seria inusitado, polêmico, diferente, publicar uma lista com as "piores" músicas, já que só se louvam as melhores, sempre só se fala de "Let it be", "Something", "Help!" etc.
Daquelas dez, quais que você gosta mesmo, do fundo do coração?
Lula
--------
E respondi, hoje (22/04):
Não tenho nada contra a Mr. Kite que, junto com Mr. Moustard, All u need is Love e Glass Onion, são as minhas prediletas.
Outras dali que gosto bastante: What Goes On, U Know my name, Don't pass me by. Talvez por algumas terem, praticamente, frases que se repetem, e serem até musicas 'pouco' inspiradas, em comparação à musicografia dos Beatles mas, talvez por isso mesmo (e por serem frases que grudam), costumo repetí-las vez ou outra.
abç!
edp
O sujeito publicou, há dias, artigo em que divulgava, no seu conceito e de amigos, as 10 'piores' musicas dos Beatles. Ei-las:
What Goes On
Don't Bother Me
Little Child
Don't Pass Me By
What you're Doing
Only a Northern Song
Hold me Tight
Mr. Kite
You Know My Name
Love Me Do
Fiquei irado ao ler pois algumas que estão ali são minhas prediletas. Falei com Alberico - dono do Kaoma e quem guardou o recorte - que concordou com a escolha da 'You Know My Name' mas desaprovou 'Love Me Do' - que o Lula justifica pois John a compôs aos 16 anos.
- E daí!?! Retrucou berico.
Respeitando o autor do artigo - muito simpático, por sinal - , enviei- lhe e- mail questionando seus motivos.
O papo, quem quiser, lê abaixo.
Bom dia!
Li há alguns dias, em estúdio fonográfico, artigo seu sobre as Piores Musicas dos Beatles. Várias das que estavam ali fazem parte das que eu prefiro. Penso ter sido encomendado o assunto. Qual foi seu critério de seleção?
Att.
Eduardo
----- Original Message -----
From: lbm@jb.com.br
To: Eduardo
Sent: Thursday, April 22, 2004 7:13 AM
Subject: Res:Beatles
Oi, Eduardo.
Primeiro eu queria entender o que você quis dizer por "entendo que deve ter sido encomendado o assunto".
Como assim?
Lula
---------
Oi!
Se vc trabalha para uma revista (como disse, peguei o recorte do 'artigo' no estudio que frequento), isso pode ter sido encomendado pelo seu editor:
_ Lula, me traz uma matéria com as piores dos Beatles.
Vc trabalha (ou colabora) para uma revista e achou interessante publicar uma matéria com as piores da melhor? Daí sou obrigado a respeitar seu gosto.
Só queria saber se vc é fâ de Beatles.
edp
----- Original Message -----
From: lbm@jb.com.br
To: Eduardo
Sent: Thursday, April 22, 2004 12:54 PM
Subject: Res:Re: Res:Beatles
Oi, Eduardo.
Sim, eu trabalho numa revista.
A revista "Domingo", do Jornal do Brasil.
Mantenho lá, há três anos, uma coluna, sempre com listas dos "10 mais" alguma coisa.
Sou um grande fã dos Beatles. Tenho todos os discos, livros, vídeos, toco suas músicas e até promovo encontros com outros fãs.
Aquilo que está lá é o meu gosto misturado ao gosto médio de vários outros fãs que consultei. Achei que seria inusitado, polêmico, diferente, publicar uma lista com as "piores" músicas, já que só se louvam as melhores, sempre só se fala de "Let it be", "Something", "Help!" etc.
Daquelas dez, quais que você gosta mesmo, do fundo do coração?
Lula
--------
E respondi, hoje (22/04):
Não tenho nada contra a Mr. Kite que, junto com Mr. Moustard, All u need is Love e Glass Onion, são as minhas prediletas.
Outras dali que gosto bastante: What Goes On, U Know my name, Don't pass me by. Talvez por algumas terem, praticamente, frases que se repetem, e serem até musicas 'pouco' inspiradas, em comparação à musicografia dos Beatles mas, talvez por isso mesmo (e por serem frases que grudam), costumo repetí-las vez ou outra.
abç!
edp
Desfazendo alguns mitos sobre 64
Heitor De Paola
“Deixaram que os adversários escrevessem
a história, e como os inimigos não mandam
flores, vamos aturar as mentiras e, com muito
esforço, tentar reverter os fatos verdadeiros.”
(José Batista Pinheiro, Cel EB Ref)
Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se “donos” dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas – se houver liberdade para tanto – desfazer todos os mitos dos chamados “anos de chumbo”. Darei minha modesta contribuição, falando daquilo que vivenciei.
As opções políticas na década de 60
Um dos mais caros mitos é o de que militares maldosos, aliados à “burguesia” nacional “ameaçada em seus privilégios” – e subordinados às demandas maquiavélicas dos EEUU – resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos “anseios populares”.
Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis – do qual é proibido falar! – e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, País imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente.
Outro fator só mais recentemente veio à luz devido à defecção de Anatoliy Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante o período de desestalinização da URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade de que os órgãos de segurança voltassem a suas funções originais de desinformação, exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então toda notícia do mundo comunista era baseada em informações emanadas e/ou alteradas pelo Departamento D (Desinformatziya) da KGB.
25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de “reformas sociais” tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, “comandando” uma mesa em plena rua, a uns 4o C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse “pegar em armas pela legalidade”, atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável o País retorna ao Presidencialismo.
Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase se nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular (AP)", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.
O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani), a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve.
Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do exército e da marinha – formando verdadeiros soviets – e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base" seria fechado com pleno apoio popular.
Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas de Base” (na lei ou na marra) – ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder.
Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma idéia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar preventivo.
Participação dos EEUU
Outro mito é sobre a participação americana no “golpe” de 64. Chamada de “Operação Thomas Mann” (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento D já citado, através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações “A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil. Entretanto não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do “golpe” de 64.
Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator Jango” de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado.
A luta armada e o AI 5
Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o “endurecimento da ditadura” através do Ato Institucional No. 5, 12/68.
Em julho de 65, na primeira tentativa de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi realizado um Congresso no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. De 66 – ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da Organización Latino Americana de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros”. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI 5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias.
Portal Digestivo Cultural
Rio de Janeiro, 20/4/2004
Heitor De Paola
“Deixaram que os adversários escrevessem
a história, e como os inimigos não mandam
flores, vamos aturar as mentiras e, com muito
esforço, tentar reverter os fatos verdadeiros.”
(José Batista Pinheiro, Cel EB Ref)
Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se “donos” dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas – se houver liberdade para tanto – desfazer todos os mitos dos chamados “anos de chumbo”. Darei minha modesta contribuição, falando daquilo que vivenciei.
As opções políticas na década de 60
Um dos mais caros mitos é o de que militares maldosos, aliados à “burguesia” nacional “ameaçada em seus privilégios” – e subordinados às demandas maquiavélicas dos EEUU – resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos “anseios populares”.
Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis – do qual é proibido falar! – e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, País imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente.
Outro fator só mais recentemente veio à luz devido à defecção de Anatoliy Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante o período de desestalinização da URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade de que os órgãos de segurança voltassem a suas funções originais de desinformação, exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então toda notícia do mundo comunista era baseada em informações emanadas e/ou alteradas pelo Departamento D (Desinformatziya) da KGB.
25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de “reformas sociais” tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, “comandando” uma mesa em plena rua, a uns 4o C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse “pegar em armas pela legalidade”, atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável o País retorna ao Presidencialismo.
Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase se nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular (AP)", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.
O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani), a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve.
Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do exército e da marinha – formando verdadeiros soviets – e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base" seria fechado com pleno apoio popular.
Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas de Base” (na lei ou na marra) – ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder.
Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma idéia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar preventivo.
Participação dos EEUU
Outro mito é sobre a participação americana no “golpe” de 64. Chamada de “Operação Thomas Mann” (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento D já citado, através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações “A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil. Entretanto não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do “golpe” de 64.
Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator Jango” de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado.
A luta armada e o AI 5
Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o “endurecimento da ditadura” através do Ato Institucional No. 5, 12/68.
Em julho de 65, na primeira tentativa de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi realizado um Congresso no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. De 66 – ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da Organización Latino Americana de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros”. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI 5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias.
Portal Digestivo Cultural
Rio de Janeiro, 20/4/2004
segunda-feira, 19 de abril de 2004
Fim de Semana Qq Coisa
Sexta- feira fui à casa do Fabiano para ouvir sua composição para o Hera e mostrá-lo os efeitos de guitarra que Felipe fez.
Jantamos, malufamos, ele copiou o material que eu trouxe e um CD p/ mim com tudo (exceto pequenos trechos de piano que não o agradou tanto).
Ele ganhou o DVD Matrix 3 pelo seu niver dia desses.
Sábado fui corendo em Copa pegar minha câmera que, finalmente foi consertada. Depois andei até Ipanema pra casa da Manuela devolver o MD (vou comprar de um outro cara - tem modo LP - pelo mesmo preço. Vou ficar sem grana esse mês mas vou fazer essa loucura). Ela me mostrou um 'clip' de um domumentário sobre taxistas que está participando. Ela está estudando Edição na Darcy Ribeiro. Dou-lhe o Cd do MJ e uma caixa de bom-bons, por ter me 'emprestado' o MD. Ela meio que me convida para participar desse doc nas férias. Vamo Vê!
Parto para o carlos, no Flamengo, para gravarmos a trilha do curta Loucura Casual. Ficamos lá até umas oito e meia. Grava-se só duas faixas: uma com a guitarra do Will e o baixo do Èdio e uma outra só com efeito.
Domingo assisti ao Virgens Suicidas (cool thing!). Tive que ir ao Kaoma para gravarmos, de novo, a No More Airplanes do MJ.
A gravação não agradou ao Édio. Fizemos outra gravação mas, eu não estava muito concentrado e afim de gravar de novo. Pra mim, a versão já era boa. Começamos a tocar e errei. Começamos de novo e errei de novo. O Édio deu chilique e jogou a guitarra no chão. Acabaram-se as tentativas. Ouvimos o material gravado e vimos que ficou uma merda, mais por causa da precariedade que Alberico nos colocou no quesito microfones de bateria. A caixa (tarol) não aparece as vezes, por não ter sido microfonada(ele usou 'over-all'. Vamos esperar a nova mesa chegar no estudio e gravar algumas faixas novamente.
Sexta- feira fui à casa do Fabiano para ouvir sua composição para o Hera e mostrá-lo os efeitos de guitarra que Felipe fez.
Jantamos, malufamos, ele copiou o material que eu trouxe e um CD p/ mim com tudo (exceto pequenos trechos de piano que não o agradou tanto).
Ele ganhou o DVD Matrix 3 pelo seu niver dia desses.
Sábado fui corendo em Copa pegar minha câmera que, finalmente foi consertada. Depois andei até Ipanema pra casa da Manuela devolver o MD (vou comprar de um outro cara - tem modo LP - pelo mesmo preço. Vou ficar sem grana esse mês mas vou fazer essa loucura). Ela me mostrou um 'clip' de um domumentário sobre taxistas que está participando. Ela está estudando Edição na Darcy Ribeiro. Dou-lhe o Cd do MJ e uma caixa de bom-bons, por ter me 'emprestado' o MD. Ela meio que me convida para participar desse doc nas férias. Vamo Vê!
Parto para o carlos, no Flamengo, para gravarmos a trilha do curta Loucura Casual. Ficamos lá até umas oito e meia. Grava-se só duas faixas: uma com a guitarra do Will e o baixo do Èdio e uma outra só com efeito.
Domingo assisti ao Virgens Suicidas (cool thing!). Tive que ir ao Kaoma para gravarmos, de novo, a No More Airplanes do MJ.
A gravação não agradou ao Édio. Fizemos outra gravação mas, eu não estava muito concentrado e afim de gravar de novo. Pra mim, a versão já era boa. Começamos a tocar e errei. Começamos de novo e errei de novo. O Édio deu chilique e jogou a guitarra no chão. Acabaram-se as tentativas. Ouvimos o material gravado e vimos que ficou uma merda, mais por causa da precariedade que Alberico nos colocou no quesito microfones de bateria. A caixa (tarol) não aparece as vezes, por não ter sido microfonada(ele usou 'over-all'. Vamos esperar a nova mesa chegar no estudio e gravar algumas faixas novamente.
Where is the one!
The flash wrong boy needs to be here and now
I don't have a history about the key
and thinking about the next dancing door
Me thinking to be mind
To be mine
Private concerts
The shadow
Fear
Ultimate comming
Government's propaganda
My music is the hymn of my
Soy un compañero pobre
Pero no me molesto por siempre
God is in the birth
The miracle of life
Where to cry is to suck nature
Changing a dream for it to obtain one mother's milk.
The flash wrong boy needs to be here and now
I don't have a history about the key
and thinking about the next dancing door
Me thinking to be mind
To be mine
Private concerts
The shadow
Fear
Ultimate comming
Government's propaganda
My music is the hymn of my
Soy un compañero pobre
Pero no me molesto por siempre
God is in the birth
The miracle of life
Where to cry is to suck nature
Changing a dream for it to obtain one mother's milk.
sexta-feira, 16 de abril de 2004
Sobre o livro "Quem Mexeu no Meu Queijo"
Os melhores planos de ratos de homens costumam dar errado.
Ter queijo o faz feliz.
Quanto mais importante seu queijo é para você, menos vc deseja abrir mão dele.
Se vc não mudar, morrerá. Na real, morrerá de qq maneira. Depende se vai largar ou empunhar suas armas.
O q vc faria c ñ tivesse medo?
Cheire o queijo com frequência para saber se está ficando velho.
O movimento em uma nova direção ajuda-o a encontrar um novo queijo.
Quando vc vencer seu medo, sente-se livre.
Imaginar-me saboreando o novo queijo. antes mesmo de encontrá-lo, conduz-me a ele
Quanto + rápido vc c esquece do velho queijo, + rápido encontra 1 novo.
É + seguro procurar no labirinto do que viver sem queijo
Velhos
Os melhores planos de ratos de homens costumam dar errado.
Ter queijo o faz feliz.
Quanto mais importante seu queijo é para você, menos vc deseja abrir mão dele.
Se vc não mudar, morrerá. Na real, morrerá de qq maneira. Depende se vai largar ou empunhar suas armas.
O q vc faria c ñ tivesse medo?
Cheire o queijo com frequência para saber se está ficando velho.
O movimento em uma nova direção ajuda-o a encontrar um novo queijo.
Quando vc vencer seu medo, sente-se livre.
Imaginar-me saboreando o novo queijo. antes mesmo de encontrá-lo, conduz-me a ele
Quanto + rápido vc c esquece do velho queijo, + rápido encontra 1 novo.
É + seguro procurar no labirinto do que viver sem queijo
Velhos
Aos 25 do 10 de um ano qualquer, resgato isso dos meus arquivos pessoais. Trata-se de uma lingua que está (des)envolvida em mim:
ALITCHOSS
AUÊLÔ
BOTSÔ (T MUDO)
ESTRADA (TR=TRIP)
FÔTCHÚ
HATCHO (H=R)
HETA (TA=TÇA=1SÓ SOM=SOM DE CONTRATEMPO +A)
HIMTCHAILS
OILINTEL
PÊQPLÔS (S MUDO)
PLICAPL
PQ TCHÓIS (TC=TCHAU)
SABÁIT
SPÂÊ
SU
TAP TCHÓIS
TCAHPAH(T MUDO,H=F)
TCHOECAPLOT
TUÊPLOT (T MUDO)
TUÍSTUÍSTUÊ
TWIS
TYUASTAYPOO
UESBLITOHM (H=R)
WAIT AISPER (R MUDO. É UAIT Ñ UEIT)
WAIT ALL SO SPLET
WAIT OH SPLERE (AGORA É UEIT)
WAITASS (UEIT)
WAITCHÓ (TCH=TCHAU)
WALK TCHO
WEBLÔT
WELIBITCHAL
ALITCHOSS
AUÊLÔ
BOTSÔ (T MUDO)
ESTRADA (TR=TRIP)
FÔTCHÚ
HATCHO (H=R)
HETA (TA=TÇA=1SÓ SOM=SOM DE CONTRATEMPO +A)
HIMTCHAILS
OILINTEL
PÊQPLÔS (S MUDO)
PLICAPL
PQ TCHÓIS (TC=TCHAU)
SABÁIT
SPÂÊ
SU
TAP TCHÓIS
TCAHPAH(T MUDO,H=F)
TCHOECAPLOT
TUÊPLOT (T MUDO)
TUÍSTUÍSTUÊ
TWIS
TYUASTAYPOO
UESBLITOHM (H=R)
WAIT AISPER (R MUDO. É UAIT Ñ UEIT)
WAIT ALL SO SPLET
WAIT OH SPLERE (AGORA É UEIT)
WAITASS (UEIT)
WAITCHÓ (TCH=TCHAU)
WALK TCHO
WEBLÔT
WELIBITCHAL
As diferenças entre um VENCEDOR e um PERDEDOR:
Um VENCEDOR é sempre parte da resposta;
Um PERDEDOR é sempre parte do problema;
Um VENCEDOR sempre tem um programa;
Um PERDEDOR sempre tem uma desculpa;
Um VENCEDOR diz: "deixe-me ajuda-lo";
Um PERDEDOR diz: "não é minha obrigação";
Um VENCEDOR enxerga uma resposta para cada problema;
Um PERDEDOR enxerga um problema para cada resposta;
Um VENCEDOR diz: "pode ser difícil, mas é possível";
Um PERDEDOR diz: "pode ser possível, mas é difícil";
Um VENCEDOR não vence pessoas, vence obstáculos e desafios.
desconhecido o autor
Um VENCEDOR é sempre parte da resposta;
Um PERDEDOR é sempre parte do problema;
Um VENCEDOR sempre tem um programa;
Um PERDEDOR sempre tem uma desculpa;
Um VENCEDOR diz: "deixe-me ajuda-lo";
Um PERDEDOR diz: "não é minha obrigação";
Um VENCEDOR enxerga uma resposta para cada problema;
Um PERDEDOR enxerga um problema para cada resposta;
Um VENCEDOR diz: "pode ser difícil, mas é possível";
Um PERDEDOR diz: "pode ser possível, mas é difícil";
Um VENCEDOR não vence pessoas, vence obstáculos e desafios.
desconhecido o autor
quinta-feira, 15 de abril de 2004
Nas cinco ultimas horas em que vc esteve pensando
Matar ou salvar a humanidade?
Onde pretendes chegar com isso?
Olhe em volta e diga
Onde está sua cabeça?onde pisas?
Suas ações são seus pensamentos
em busca da linha reta
em busca de ondas curtas
Voltado
Universo de ilusões sai de sua boca
Boquiabertos com ações semelhantes; mau-educados
Voltado
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Matar ou salvar a humanidade?
Onde pretendes chegar com isso?
Olhe em volta e diga
Onde está sua cabeça?onde pisas?
Suas ações são seus pensamentos
em busca da linha reta
em busca de ondas curtas
Voltado
Universo de ilusões sai de sua boca
Boquiabertos com ações semelhantes; mau-educados
Voltado
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Cabeça de elefante
Corpo de vaca
Patas de crocodilo
Cabeça de cisne
Corpo de tartaruga
Patas de pato
Feriadão na Cidade Maravilhosa
Hoje já é quinta- feira e quero dizer algo sobre o fim de semana ultimo.
Na quinta feira não fiz muita coisa. Assisti ao Elephant; na sexta houve gravação do MJ; estourou a guerra na Rocinha (briga por ponto. Policia despreparada, sem equipamento); durante a noite gravamos os efeitos da trilha do Hera na casa do Felipe e da Fatima.
Minha memória não está das melhores ultimamente. Ontem fui à estréia do curta 'Fernando José - O Cantor das Multidões', d'um amigo da facul. Lá encontrei uma antiga paixão, a Larissa Vereza. Depois fui a um barzinho com uma galera. Fui dormir 4:18h e acordei 7:30h. Estou no bagaço e com sede.
Porque o dia seguinte é horrivel?
D'eu me sentir fraco e sem intenso ser, com sono. Enfim, de ressaca. Não estou acostumado a fazer graça no meio da semana.
O próximo fim de semana promete: Copiar VHS para 'Los Modos'; ouvir e fazer cópia da musica do Fabiano para o Hera ... o audiovisual está tomando (conta do) meu ser. Q bom!
Hoje já é quinta- feira e quero dizer algo sobre o fim de semana ultimo.
Na quinta feira não fiz muita coisa. Assisti ao Elephant; na sexta houve gravação do MJ; estourou a guerra na Rocinha (briga por ponto. Policia despreparada, sem equipamento); durante a noite gravamos os efeitos da trilha do Hera na casa do Felipe e da Fatima.
Minha memória não está das melhores ultimamente. Ontem fui à estréia do curta 'Fernando José - O Cantor das Multidões', d'um amigo da facul. Lá encontrei uma antiga paixão, a Larissa Vereza. Depois fui a um barzinho com uma galera. Fui dormir 4:18h e acordei 7:30h. Estou no bagaço e com sede.
Porque o dia seguinte é horrivel?
D'eu me sentir fraco e sem intenso ser, com sono. Enfim, de ressaca. Não estou acostumado a fazer graça no meio da semana.
O próximo fim de semana promete: Copiar VHS para 'Los Modos'; ouvir e fazer cópia da musica do Fabiano para o Hera ... o audiovisual está tomando (conta do) meu ser. Q bom!
quarta-feira, 7 de abril de 2004
hojes
As pessoas estão me perguntando sobre o meu emprego, se o que ganho dá para me manter.
As pessoas estão preocupadas com o desemprego, que está grande, segundo a grande mídia.
Nunca me preocupei tanto com o destino economico-social dos países, mas é um assunto que tem me interessado ultimamente.
Pode ser que amanhã eu não queira pensar tanto nisso. Outras coisas já foram prioridades para mim. E hoje em dia nem quero vê-las pintadas.
Sou mutante, e isso é normal na minha idade e nesta Era de Ferro.
Sei que estou cantante e até me bolo quando vejo o contágio nos outros (resquicios da falta do saber o que fazer ou falar).
Estranho o fato das pessoas me olharem com cara de assustadas, mas que se fodam elas. Não posso me preocupar com o que penso do mundo. Ou pergunto se elas estão bem ou abstraio, enquanto não se verbalizar algo.
Acordei feliz hoje.
Na real, acordei de mal humor mais o clima lá em casa estava festivo. Tinha uma criança lá.
Outro hoje
Isotônico: água, suco de limão, açúcar mascavo, bicarbonato: 1l, ½ copo, 1 colher, 1 pouco
Bateria ayurveda
Modos: apresenta os personagens, eles falam, o resultado deles: desejáveis, indesejáveis ou mistos.
Certos riscos são inevitáveis se se tem coragem para viver.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
(valeu Goia)
As pessoas estão me perguntando sobre o meu emprego, se o que ganho dá para me manter.
As pessoas estão preocupadas com o desemprego, que está grande, segundo a grande mídia.
Nunca me preocupei tanto com o destino economico-social dos países, mas é um assunto que tem me interessado ultimamente.
Pode ser que amanhã eu não queira pensar tanto nisso. Outras coisas já foram prioridades para mim. E hoje em dia nem quero vê-las pintadas.
Sou mutante, e isso é normal na minha idade e nesta Era de Ferro.
Sei que estou cantante e até me bolo quando vejo o contágio nos outros (resquicios da falta do saber o que fazer ou falar).
Estranho o fato das pessoas me olharem com cara de assustadas, mas que se fodam elas. Não posso me preocupar com o que penso do mundo. Ou pergunto se elas estão bem ou abstraio, enquanto não se verbalizar algo.
Acordei feliz hoje.
Na real, acordei de mal humor mais o clima lá em casa estava festivo. Tinha uma criança lá.
Outro hoje
Isotônico: água, suco de limão, açúcar mascavo, bicarbonato: 1l, ½ copo, 1 colher, 1 pouco
Bateria ayurveda
Modos: apresenta os personagens, eles falam, o resultado deles: desejáveis, indesejáveis ou mistos.
Certos riscos são inevitáveis se se tem coragem para viver.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
(valeu Goia)
MARÇO
Decisão do Parlamento da Indonésia de proibir beijo em público só demonstra o atraso e o preconceito da sociedade.
Tratamento doentio – chantagem – chamam duplo vinculo.
Pressão emocional ou psicológica. Mãe grita com filho para este não comer meleca (mania do menino em tempos de visita à vovó).
O menino, já grande, acoado pelo grito da companheira de trabalho ao assoar o nariz melequento na mão e balançar esta em direção a lata de lixo faz com que ele se levante e vá ao banheiro. Mas as coisas não ficam bem assim. Ele guarda magoas por não aprovar o método de educação – obedece mas não gosta de ser tratado assim. Tem que fazê-la pensar no assunto ignorando-ª.
Com a desculpa de estar cansado pois trabalha e estuda, nem dá bola p/ ela no dia seguinte.
Ele tem dificuldades em sorrir.
Sobre o tema veja “Festa em Familia” (1972) – Ken Loach
Não quero competição. Faço as coisas do meu jeito. No máximo, não ficar tão distante da equipe, mas ser único.
"Esta mañana me desperté con la espantosa noticia de lo ocurrido en España. Me dolió muchísimo saber de ese horror: gente que iba a trabajar, chicos que iban a sus lugares de estudio, volando por los aires.
La Asociación Madres de Plaza de Mayo repudia y condena este hecho terrorífico, que no se sabe aún quién cometió. Seguramente, serán seres retorcidos, malditos y malvados, que desprecian la vida.
Me solidarizo con el pueblo español, a quien le envío un abrazo profundo."
Buenos Aires, 11 de marzo de 2004
"Debemos evitar que la derecha manipule este criminal atentado para reforzar su política reaccionaria y antipopular. Aznar, Rajoy, Acebes y cía. pretenden confundir a los pueblos de España al asimilar la noción de terrorismo con la de autodeterminación y republicanismo"
Fidel Castro califica de "indignante e injustificable" el atentado y le expresa a Juan Carlos de Borbón sus "condolencias" y "solidaridad" (carta íntegra)
Estou assobiando e com a mão nos cheques do aluno. Estou deixando nos cheques mim.
Decisão do Parlamento da Indonésia de proibir beijo em público só demonstra o atraso e o preconceito da sociedade.
Tratamento doentio – chantagem – chamam duplo vinculo.
Pressão emocional ou psicológica. Mãe grita com filho para este não comer meleca (mania do menino em tempos de visita à vovó).
O menino, já grande, acoado pelo grito da companheira de trabalho ao assoar o nariz melequento na mão e balançar esta em direção a lata de lixo faz com que ele se levante e vá ao banheiro. Mas as coisas não ficam bem assim. Ele guarda magoas por não aprovar o método de educação – obedece mas não gosta de ser tratado assim. Tem que fazê-la pensar no assunto ignorando-ª.
Com a desculpa de estar cansado pois trabalha e estuda, nem dá bola p/ ela no dia seguinte.
Ele tem dificuldades em sorrir.
Sobre o tema veja “Festa em Familia” (1972) – Ken Loach
Não quero competição. Faço as coisas do meu jeito. No máximo, não ficar tão distante da equipe, mas ser único.
"Esta mañana me desperté con la espantosa noticia de lo ocurrido en España. Me dolió muchísimo saber de ese horror: gente que iba a trabajar, chicos que iban a sus lugares de estudio, volando por los aires.
La Asociación Madres de Plaza de Mayo repudia y condena este hecho terrorífico, que no se sabe aún quién cometió. Seguramente, serán seres retorcidos, malditos y malvados, que desprecian la vida.
Me solidarizo con el pueblo español, a quien le envío un abrazo profundo."
Buenos Aires, 11 de marzo de 2004
"Debemos evitar que la derecha manipule este criminal atentado para reforzar su política reaccionaria y antipopular. Aznar, Rajoy, Acebes y cía. pretenden confundir a los pueblos de España al asimilar la noción de terrorismo con la de autodeterminación y republicanismo"
Fidel Castro califica de "indignante e injustificable" el atentado y le expresa a Juan Carlos de Borbón sus "condolencias" y "solidaridad" (carta íntegra)
Estou assobiando e com a mão nos cheques do aluno. Estou deixando nos cheques mim.
segunda-feira, 5 de abril de 2004
Fim de semana Fome Cem
Sexta- feira à noite fui convidado pro show da Pelv's e Autoramas no Espaço Marun, Botafogo. Teria um gasto financeiro e fisico que impediram minha ida. Liguei para a Jenny para ver se podia ir na casa dela mas a moça estava cansada e pediu que eu ligasse no sábado. Passei na locadora, aluguei o Abril Despedaçado, fui para casa e acho que não fiz nada além de sofrer na frente da TV assistindo a programação normal da TV fechada.
No sábado acordei às oito mas só levantei nove e meia. Tendo que estar em Ipanema pegando o MD com a Manuela antes do meio dia e meia, hora marcada na Pça. XV com o Hudson para pegar o prato de bateria que estou comprando dele.
Na correria, chego na casa da manú umas onze e vinte e fico lá até dez para o meio dia. Testamos o aparelho, que dá um probleminha no 1º disco: o disco não toca, mudamos de disco e o outro toca. Como estou com pressa, levo o aparelho para testar mais tarde.
Saio de lá e tenho que passar antes no Saara para comprar um P2- P2. Encontro o Hudson com um atraso de 15 minutos. Fazemos a troca rapidamente. O prato está sujo de uso mas em boas condições. Pelo preço que é, vale a pena. Vida de pobre é assim. Compra o que precisa nas condições que pode e a oferta o é.
Tchau e lá vou eu pro Pechincha encontrar com o MJ (Mother Joan's, banda que toco bateria) para ouvirmos a gravação para o CD.
Até agora só engoli um café da manhã safado e - às duas da tarde - me ponho a ouvir, com Edio e gabi ( Pablo, o baixista, não veio) as musicas. Edio me mostra um rascunho do que vai ser o nosso programa de atrações. Vamos produzir uma espécie de esquete humoristica, com todas as piadas e bordões que esse tipo de entretenimento provém.
Teremos que regravar seis das treze musicas gravadas, a maioria por problemas técnicos causados pelo cara do estudio (o amigo carinhosamente chamado de berico).
Eu tinha a intensão de estar (mas não deu) na reunião com o futuro candidato a vereador - o produtor cultural, musico etc Rodrigo Quik, que lançou um manifesto da cultura independente carioca, o qual será o seu projeto em prol da cultura carioca legalmente apoiada. Não consigo chegar lá. Tenho o pé atrás quando o assunto envolvime política. Me interesso pelo manifesto por ser a proposta necessária para o RJ, mas política é #*@'!§.
Então saio correndo da casa do Edio para encontrar meu pai na Barra para irmos à Botafogo pegar instrumentos e o pessoal que vai gravar a trilha do Hera comigo... Só deu para gravar o piano, acho que quinta ou sexta terminamos as guitarras e algo mais.
Dois caras que tocam no Supercordas dão força e entram nesse grupo de musicos independentes. Depois partimos - voltamos - para a casa do Felipe e da Fátima em Botafogo: Videos, sono, cachaça, macarrão, musica, fumaça. Fatima me ensina a mexer no MD - que tinha dado problema novamente enquanto gravávamos o piano. Parecia que o disco estava arranhado, vicava pulando de faixa e o volume aumentava sozinho. Tivemos de gravar direto para o PC, o que diminui a qualidade.
Vamos dormir definitivamente quando já é dia. Acordo 1 e 45 da tarde e todos (Felipe, Fatima, nega e Bruno: amigos que caíram por lá também) ficam dormindo enquanto dou uma pitada e me vou.
Decido não acordá-los e jogo as chaves pela janela (moram no 2º andar). O barulho das chaves na grade acorda Fatima, que tem que descer e pegar as chaves comigo. Fico de voltar para passar a cópia do filme que deixei com eles em VHs para mini DV para passar para o Fabiano (outro colaborador) fazer a parte dele.
Vou para o Centro depois de comer um podrão em 'bota' e acabo assistindo ao filme do Silvio Tendler Glauber, O Filme: Labirinto do Brasil.
O filme não mostra a frase tão divulgada do CINEMA NOVO e o Sarraceni só aparece uma vez, e não diz nada, tomado pela emoção. O filme mostra o lado anarquico de Glauber que assustava até aos seus amigos mais intimos.
Num determinado momento do filme aparece uma gravação de Glauber esculachando os cineastas que beberam do cinema novo e nos 80 faziam porno- chanchada, e negavam o CN, mas eles não poderiam se afastar do CN (e voltaram a ele quando, alguns do que ele cita indiretamente, dão depoimentos sobre Glauber). Esses são os que estão aí hoje, sobrevivendo nesse mundo globalizado.
Um depoimento muito lucido do Jabor, já no finzinho da pelicula, nos revela que Glauber morreu cedo pois não conseguiria viver nesse mundo tomado pelo imperialismo (coisa que Glauber tanto repudiava) e pelos que desistiram e se renderam a essa invasão.
Depois desse gás, ligo para o Felipe para ver se rola de fazer a tal 'telecinagem' mas ele diz que vão à casa do Sandro (amigo, de outra banda). Deixamos em aberto para o feriadão e vou pra casa, afinal de contas estou há mais de 36 horas fora de casa e sem dar satisfações.
Ao chegar na Taquara, me lembro de tenho 3 trabalhos a fazer para provas: um é ver um DVD (Abril Despedaçado) e outro em VHS (Brasa Dormida). O Abril eu verei hoje, segunda feira e farei o que tenho que fazer. Já o brasa vai ficar dificil pois nem sei onde meti a fita e o trabalho é para quarta de manhã. Estou sem computador em casa e não conseguirei entregar esse trabalho. Três pontos a menos na avaliação ou seja o que se quiser. O terceito trabalho é decupar 10 minutos do material bruto de um curta (Lepra, que estou ajudando o diretor, Rodrigo Alayete, na edição de som).
Só que me lembro que lá em casa todos são espectadores fiéis à Rede Globo e se eu chegar cedo vou ter que pedir que se retirem da sala para que eu ponha o vhs, ou me meto no quarto para ver o dvd. Decido ligar para a Jenny, que prontamente me chama para visitar sua nova casa.
Desde sábado de manhã minha alimentação foi: um copo de vitamina e um pão francês no café de sab; um cachorro- quente à noite, antes de começarmos a gravar; uma macarronada esperta na casa deles depois da gravação; um salgado com caldo de cana no domingo quando saí da casa deles em Botafogo; um choquito, uma bananada e um Guaravita durante o filme do Silvio sobre Glauber.
Vou para a casa dela mas antes dou uma cagada no McDonald's (é só pra isso que ele serve mesmo) e compro um pacote de camisinhas e um chiclete Valda.
Chego lá e, depois de pisar num cocô de cachorro e limpar a sola do tênis numa graminha, me apronto para gritar seu nome quando eis que surge ela com um grupo de amigos (alguns eu conhecia) que foram lá para beber e conversar.
Eles estavam indo embora nessa hora e ficou estranho eles irem e eu chegar. Eles maldaram. Mas ficou uma moça, a Salinas. Nós três fomos comprar cervejas e a Sá reclamando que estava cansada e com fome. Jenny, a loira, a convenceu de subir mas chegando lá Jenny fissurou por cigarro e descemos novamente para ela comprar alguns. A Sá decidiu ir embora.
Subimos só eu Jenny e, depois de umas cervejas e muito papo soltei o verbo para ela. Ela disse que sabia que eu iria fazer aquilo. Mulher problemática. Disse que não estava a fim, que eu ia me decepcionar com ela, que ela é uma puta etc. Eu estava na cama com ela (como amigo) e insisti que não era o corpo dela que eu queria e piriri e pororó.
Resultado: eu fui chegando, e chegando e insistindo pois sabia que era jogo duro dela. Eu fui insistente e roubei-lhe um beijo, mesmo sendo ameaçado de nunca mais vê-la. Entrei na jogada e disse que queria aquele momento mesmo que nunca mais a visse, segundo sua ameaça.
Depois que a beijei (ela já estava de olhos fechados e sonolenta) ela se animou e disse:
_ Vc o fez!
_ Sim! Confirmei.
Daí as coisas tomaram um rumo inesperado. Ela foi se animando e se mexendo sensualmente a ponto d'eu tomar partido e agir. Eu não queria tranzar com ela. Eu a quero a ponto de manter um relacionamento. Ela me disse que acabou de terminar um namoro de quatro anos. O meu ultimo namoro foi há uns três anos.
Ela pediu para eu botar uma camisinha. Me atrapalhei pois não esperava tal reação da moça. Daí o fogo dela apagou.
Eu ainda fiquei lá um tempo tentando entender porque ela mudou tão repentinamente de opinião, e mudou de novo tão repentinamente quando.
Ela me perguntou se eu estava satisfeito e após minha resposta negativa disse que era claro porque ninguém gozou. Ela levou muito para esse lado, como se eu quisesse só comer ela. Confesso que durante os afagos bem que pensei ela estar fazendo aquilo de sacanagem (ela negou), que iria tranzar comigo e depois fazer o que fez:
_ Satisfeito? era o q vc queria?
Ela foi escrota comigo mas eu quero essa mulher.
em 05/04/04 as 13:23, edp
Sexta- feira à noite fui convidado pro show da Pelv's e Autoramas no Espaço Marun, Botafogo. Teria um gasto financeiro e fisico que impediram minha ida. Liguei para a Jenny para ver se podia ir na casa dela mas a moça estava cansada e pediu que eu ligasse no sábado. Passei na locadora, aluguei o Abril Despedaçado, fui para casa e acho que não fiz nada além de sofrer na frente da TV assistindo a programação normal da TV fechada.
No sábado acordei às oito mas só levantei nove e meia. Tendo que estar em Ipanema pegando o MD com a Manuela antes do meio dia e meia, hora marcada na Pça. XV com o Hudson para pegar o prato de bateria que estou comprando dele.
Na correria, chego na casa da manú umas onze e vinte e fico lá até dez para o meio dia. Testamos o aparelho, que dá um probleminha no 1º disco: o disco não toca, mudamos de disco e o outro toca. Como estou com pressa, levo o aparelho para testar mais tarde.
Saio de lá e tenho que passar antes no Saara para comprar um P2- P2. Encontro o Hudson com um atraso de 15 minutos. Fazemos a troca rapidamente. O prato está sujo de uso mas em boas condições. Pelo preço que é, vale a pena. Vida de pobre é assim. Compra o que precisa nas condições que pode e a oferta o é.
Tchau e lá vou eu pro Pechincha encontrar com o MJ (Mother Joan's, banda que toco bateria) para ouvirmos a gravação para o CD.
Até agora só engoli um café da manhã safado e - às duas da tarde - me ponho a ouvir, com Edio e gabi ( Pablo, o baixista, não veio) as musicas. Edio me mostra um rascunho do que vai ser o nosso programa de atrações. Vamos produzir uma espécie de esquete humoristica, com todas as piadas e bordões que esse tipo de entretenimento provém.
Teremos que regravar seis das treze musicas gravadas, a maioria por problemas técnicos causados pelo cara do estudio (o amigo carinhosamente chamado de berico).
Eu tinha a intensão de estar (mas não deu) na reunião com o futuro candidato a vereador - o produtor cultural, musico etc Rodrigo Quik, que lançou um manifesto da cultura independente carioca, o qual será o seu projeto em prol da cultura carioca legalmente apoiada. Não consigo chegar lá. Tenho o pé atrás quando o assunto envolvime política. Me interesso pelo manifesto por ser a proposta necessária para o RJ, mas política é #*@'!§.
Então saio correndo da casa do Edio para encontrar meu pai na Barra para irmos à Botafogo pegar instrumentos e o pessoal que vai gravar a trilha do Hera comigo... Só deu para gravar o piano, acho que quinta ou sexta terminamos as guitarras e algo mais.
Dois caras que tocam no Supercordas dão força e entram nesse grupo de musicos independentes. Depois partimos - voltamos - para a casa do Felipe e da Fátima em Botafogo: Videos, sono, cachaça, macarrão, musica, fumaça. Fatima me ensina a mexer no MD - que tinha dado problema novamente enquanto gravávamos o piano. Parecia que o disco estava arranhado, vicava pulando de faixa e o volume aumentava sozinho. Tivemos de gravar direto para o PC, o que diminui a qualidade.
Vamos dormir definitivamente quando já é dia. Acordo 1 e 45 da tarde e todos (Felipe, Fatima, nega e Bruno: amigos que caíram por lá também) ficam dormindo enquanto dou uma pitada e me vou.
Decido não acordá-los e jogo as chaves pela janela (moram no 2º andar). O barulho das chaves na grade acorda Fatima, que tem que descer e pegar as chaves comigo. Fico de voltar para passar a cópia do filme que deixei com eles em VHs para mini DV para passar para o Fabiano (outro colaborador) fazer a parte dele.
Vou para o Centro depois de comer um podrão em 'bota' e acabo assistindo ao filme do Silvio Tendler Glauber, O Filme: Labirinto do Brasil.
O filme não mostra a frase tão divulgada do CINEMA NOVO e o Sarraceni só aparece uma vez, e não diz nada, tomado pela emoção. O filme mostra o lado anarquico de Glauber que assustava até aos seus amigos mais intimos.
Num determinado momento do filme aparece uma gravação de Glauber esculachando os cineastas que beberam do cinema novo e nos 80 faziam porno- chanchada, e negavam o CN, mas eles não poderiam se afastar do CN (e voltaram a ele quando, alguns do que ele cita indiretamente, dão depoimentos sobre Glauber). Esses são os que estão aí hoje, sobrevivendo nesse mundo globalizado.
Um depoimento muito lucido do Jabor, já no finzinho da pelicula, nos revela que Glauber morreu cedo pois não conseguiria viver nesse mundo tomado pelo imperialismo (coisa que Glauber tanto repudiava) e pelos que desistiram e se renderam a essa invasão.
Depois desse gás, ligo para o Felipe para ver se rola de fazer a tal 'telecinagem' mas ele diz que vão à casa do Sandro (amigo, de outra banda). Deixamos em aberto para o feriadão e vou pra casa, afinal de contas estou há mais de 36 horas fora de casa e sem dar satisfações.
Ao chegar na Taquara, me lembro de tenho 3 trabalhos a fazer para provas: um é ver um DVD (Abril Despedaçado) e outro em VHS (Brasa Dormida). O Abril eu verei hoje, segunda feira e farei o que tenho que fazer. Já o brasa vai ficar dificil pois nem sei onde meti a fita e o trabalho é para quarta de manhã. Estou sem computador em casa e não conseguirei entregar esse trabalho. Três pontos a menos na avaliação ou seja o que se quiser. O terceito trabalho é decupar 10 minutos do material bruto de um curta (Lepra, que estou ajudando o diretor, Rodrigo Alayete, na edição de som).
Só que me lembro que lá em casa todos são espectadores fiéis à Rede Globo e se eu chegar cedo vou ter que pedir que se retirem da sala para que eu ponha o vhs, ou me meto no quarto para ver o dvd. Decido ligar para a Jenny, que prontamente me chama para visitar sua nova casa.
Desde sábado de manhã minha alimentação foi: um copo de vitamina e um pão francês no café de sab; um cachorro- quente à noite, antes de começarmos a gravar; uma macarronada esperta na casa deles depois da gravação; um salgado com caldo de cana no domingo quando saí da casa deles em Botafogo; um choquito, uma bananada e um Guaravita durante o filme do Silvio sobre Glauber.
Vou para a casa dela mas antes dou uma cagada no McDonald's (é só pra isso que ele serve mesmo) e compro um pacote de camisinhas e um chiclete Valda.
Chego lá e, depois de pisar num cocô de cachorro e limpar a sola do tênis numa graminha, me apronto para gritar seu nome quando eis que surge ela com um grupo de amigos (alguns eu conhecia) que foram lá para beber e conversar.
Eles estavam indo embora nessa hora e ficou estranho eles irem e eu chegar. Eles maldaram. Mas ficou uma moça, a Salinas. Nós três fomos comprar cervejas e a Sá reclamando que estava cansada e com fome. Jenny, a loira, a convenceu de subir mas chegando lá Jenny fissurou por cigarro e descemos novamente para ela comprar alguns. A Sá decidiu ir embora.
Subimos só eu Jenny e, depois de umas cervejas e muito papo soltei o verbo para ela. Ela disse que sabia que eu iria fazer aquilo. Mulher problemática. Disse que não estava a fim, que eu ia me decepcionar com ela, que ela é uma puta etc. Eu estava na cama com ela (como amigo) e insisti que não era o corpo dela que eu queria e piriri e pororó.
Resultado: eu fui chegando, e chegando e insistindo pois sabia que era jogo duro dela. Eu fui insistente e roubei-lhe um beijo, mesmo sendo ameaçado de nunca mais vê-la. Entrei na jogada e disse que queria aquele momento mesmo que nunca mais a visse, segundo sua ameaça.
Depois que a beijei (ela já estava de olhos fechados e sonolenta) ela se animou e disse:
_ Vc o fez!
_ Sim! Confirmei.
Daí as coisas tomaram um rumo inesperado. Ela foi se animando e se mexendo sensualmente a ponto d'eu tomar partido e agir. Eu não queria tranzar com ela. Eu a quero a ponto de manter um relacionamento. Ela me disse que acabou de terminar um namoro de quatro anos. O meu ultimo namoro foi há uns três anos.
Ela pediu para eu botar uma camisinha. Me atrapalhei pois não esperava tal reação da moça. Daí o fogo dela apagou.
Eu ainda fiquei lá um tempo tentando entender porque ela mudou tão repentinamente de opinião, e mudou de novo tão repentinamente quando.
Ela me perguntou se eu estava satisfeito e após minha resposta negativa disse que era claro porque ninguém gozou. Ela levou muito para esse lado, como se eu quisesse só comer ela. Confesso que durante os afagos bem que pensei ela estar fazendo aquilo de sacanagem (ela negou), que iria tranzar comigo e depois fazer o que fez:
_ Satisfeito? era o q vc queria?
Ela foi escrota comigo mas eu quero essa mulher.
em 05/04/04 as 13:23, edp
segunda-feira, 29 de março de 2004
Fim de semana mãe
A aula de sexta foi boa. O MJ tocaria hoje mas foi cancelado por vizinhos terem denunciado à policia e embarreirar o evento. Na semana anterior teve um show punk lá.
Fui a casa do Tiago, tava rolando uns comes e bebes. Fiquei lá até tarde e no dia seguinte tinha gravação do MJ.
Cheguei atrasado no estudio, como sempre, e conseguimos gravar as 13 musicas no tempo reservado. Só que em um take; só duas tiveram dois takes, Sarah Guitar e Velvet's Voice. Depois paramos lá em casa rapidinho. Eles foram embora e eu fiquei fazendo nada em casa. Não me lembro o que fiz de noite.
Domingo teve um bolo pois fora aniversário de minha mãe dia 25. Comi o meu pedaço de uma vez, brincando, pentelhando mesmo, o meu afilhado Pedro, de 5 anos. Eu pego no pé dele de vez em quando. Espero que isso não traga traumas ao menino. Quando eu era criança, meus tios tinham uma brincadeira sem graça de fazer cosquinhas ou nos prender entre suas pernas, de modo que não nos conseguiamos se soltar - eu, meus irmãos e primos. Não quero fazer isso com o Pedro e tento conversar mais com ele, mostrar para ele a realidade da vida além de desenhos animados da tv. Mas não é meu filho. Não posso querer educá -lo no pouco tempo que fico com ele.
Zoei ele a ponto de emputecer meu irmão e tive de parar. Subi para tentar estudar mas não passei da segunda folha. Botei um Neil Young e cochilei.
Ás quatro horas estava marcada a passagem de som na Casa do Rock, onde tocariamos na Taquara. Cheguei lá depois de insistente pedido de carona para meu irmão.
Só fomos passar o som lá pelas seis e meia. O espaço é maneiro, embora tenha tido pouca divulga. O som foi dos melhores e ,pela segunda vez, tocamos Incomplete Fern.
Na passagem de som estourei a pele do bumbo e as duas bandas qu tocaram anteriormente se fuderam por minha culpa. Comprei uma Super Bonder e a usei junto com os emplastro Sabiá que tinham providenciado. Não teve problema no show do MJ.
O show foi punk. Só me cansei na ultima, Carol's Sound, tocada logo depois daquela que eu canto. Nesta - 'IF' - errei duas vezes a entrada. Acostumado em tocá-la no violão e baladeira; no MJ tocamos-na versão punk rock.
Aí depois fomos eu, felix e tiago beber na nobreza, padaria do bairro, e zoar o garçon (coitado, o tiago colocou fios de cabelo na porção de fritas e pedimos pra trocar por outra). o cara lá disse que não veio com cabelo pois ele não estava molhado de oleo. Resultado: Comemos uma pizza pelo mesmo valor das fritas).
Daí fomos embora e ainda o felix foi lá em casa (isso umas duas e tantas da madruga) pegar uma porção de pistache ao molho marrom.
Experimentamos um pouquinho daquilo, ele foi embora e eu, dormir.
Segunda às seis e meia tenho que estar de pé. Ainda tenho esse semestre para ralar nessa empresa que me dá em troca a possibilidade de ter os bens de consumo que, na medida do possivel, posso ter.
29/03/04 as 17:30
edp
A aula de sexta foi boa. O MJ tocaria hoje mas foi cancelado por vizinhos terem denunciado à policia e embarreirar o evento. Na semana anterior teve um show punk lá.
Fui a casa do Tiago, tava rolando uns comes e bebes. Fiquei lá até tarde e no dia seguinte tinha gravação do MJ.
Cheguei atrasado no estudio, como sempre, e conseguimos gravar as 13 musicas no tempo reservado. Só que em um take; só duas tiveram dois takes, Sarah Guitar e Velvet's Voice. Depois paramos lá em casa rapidinho. Eles foram embora e eu fiquei fazendo nada em casa. Não me lembro o que fiz de noite.
Domingo teve um bolo pois fora aniversário de minha mãe dia 25. Comi o meu pedaço de uma vez, brincando, pentelhando mesmo, o meu afilhado Pedro, de 5 anos. Eu pego no pé dele de vez em quando. Espero que isso não traga traumas ao menino. Quando eu era criança, meus tios tinham uma brincadeira sem graça de fazer cosquinhas ou nos prender entre suas pernas, de modo que não nos conseguiamos se soltar - eu, meus irmãos e primos. Não quero fazer isso com o Pedro e tento conversar mais com ele, mostrar para ele a realidade da vida além de desenhos animados da tv. Mas não é meu filho. Não posso querer educá -lo no pouco tempo que fico com ele.
Zoei ele a ponto de emputecer meu irmão e tive de parar. Subi para tentar estudar mas não passei da segunda folha. Botei um Neil Young e cochilei.
Ás quatro horas estava marcada a passagem de som na Casa do Rock, onde tocariamos na Taquara. Cheguei lá depois de insistente pedido de carona para meu irmão.
Só fomos passar o som lá pelas seis e meia. O espaço é maneiro, embora tenha tido pouca divulga. O som foi dos melhores e ,pela segunda vez, tocamos Incomplete Fern.
Na passagem de som estourei a pele do bumbo e as duas bandas qu tocaram anteriormente se fuderam por minha culpa. Comprei uma Super Bonder e a usei junto com os emplastro Sabiá que tinham providenciado. Não teve problema no show do MJ.
O show foi punk. Só me cansei na ultima, Carol's Sound, tocada logo depois daquela que eu canto. Nesta - 'IF' - errei duas vezes a entrada. Acostumado em tocá-la no violão e baladeira; no MJ tocamos-na versão punk rock.
Aí depois fomos eu, felix e tiago beber na nobreza, padaria do bairro, e zoar o garçon (coitado, o tiago colocou fios de cabelo na porção de fritas e pedimos pra trocar por outra). o cara lá disse que não veio com cabelo pois ele não estava molhado de oleo. Resultado: Comemos uma pizza pelo mesmo valor das fritas).
Daí fomos embora e ainda o felix foi lá em casa (isso umas duas e tantas da madruga) pegar uma porção de pistache ao molho marrom.
Experimentamos um pouquinho daquilo, ele foi embora e eu, dormir.
Segunda às seis e meia tenho que estar de pé. Ainda tenho esse semestre para ralar nessa empresa que me dá em troca a possibilidade de ter os bens de consumo que, na medida do possivel, posso ter.
29/03/04 as 17:30
edp
quarta-feira, 24 de março de 2004
INCOMPLETE FERN
INCOMPLETE FERN wishes to grow
multiply his cells
INCOMPLETE FERN wishes to discover
explore the material nature
INCOMPLETE FERN wishes to breath
pollute his little lung
INCOMPLETE FERN has to know
here suffering too mutch
INCOMPLETE FERN
LISTEN TO HIM
INCOMPLETE FERN wishes to eat
drink, have sex and defend himself
INCOMPLETE FERN borned
before get old, be sick and die
INCOMPLETE FERN came to earth
but he's spiritual soul
INCOMPLETE FERN wishes to shout
rail the midwife
INCOMPLETE FERN
LISTEN TO HIM
Take it easy, Woodstock!
The body perishes
But the being inside goes on
edp em 24/03/04 as 17:07h
Minha musica no Mother Joan's
INCOMPLETE FERN wishes to grow
multiply his cells
INCOMPLETE FERN wishes to discover
explore the material nature
INCOMPLETE FERN wishes to breath
pollute his little lung
INCOMPLETE FERN has to know
here suffering too mutch
INCOMPLETE FERN
LISTEN TO HIM
INCOMPLETE FERN wishes to eat
drink, have sex and defend himself
INCOMPLETE FERN borned
before get old, be sick and die
INCOMPLETE FERN came to earth
but he's spiritual soul
INCOMPLETE FERN wishes to shout
rail the midwife
INCOMPLETE FERN
LISTEN TO HIM
Take it easy, Woodstock!
The body perishes
But the being inside goes on
edp em 24/03/04 as 17:07h
Minha musica no Mother Joan's
segunda-feira, 22 de março de 2004
Fim de Semana Relax
Tudo começou na sexta, quando saí da aula mais chata e uma sensação de tempo perdido: Edição 2 era a aula. Não que o professor seja um merda, mas é que o cara não sabe dar aula. Ele mesmo disse:
- Montagem é método. Eu, como professor, sou um péssimo montador. Preciso de um método.
Ele é calouro.
Então saí da aula antes do fim pois não conseguia mais. Fui na farmacia do meu pai trocar de roupa e passei um desodorante da Adidas ...
Cheguei na Bunker e o Plet* já estava lá e fomos deixar as coisas lá dentro. Logo em seguida chega o Carlos* com o resto do pessoal e com o Lavajato. O carro estava arriado. Eram pessoas, instrumentos, ventilador etc
Entramos todos e, após darmos os nomes de quem botaríamos pra dentro - e de um cara vir me perguntar se sabia de alguém passando 'e', fui com o Rodrigo Bola comer algo... e tomar um Red Bull pois estava esgotado da semana. Lá fora da boate tinham umas ninfetas vestidas de preto .
Comemos e, quando voltamos, já tinha bem mais gente esperando para abrir a porta dos desesperados.
Passagem de som
Não houve. A porra do Luciano Vianna foi capaz de desligar a luz do palco na hora em que estava montando a bateria. Reclamei e obtive a resposta de que já havia sido mandado montar o instrumento há um tempão. Falei que não é só estalar os dedos não. Isso demora.
Saí da bateria e cruzei os braços. O pessoal tinha uma lanterna (preciso de uma urgentemente), e me adiantou.
A porra da boate ainda levou quase uma hora para abrir e começarmos a tocar. Dava muito bem para termos arrumado nossas coisas pacientemente.
Eu e mais umas cinco pessoas assistimos o show do Lavajato.
Depois fui direto para o quarto escuro, tirar uma soneca e relaxar pois estava quase passando mal. Lá tinham dois trios: uma moça na cama com dois caras e um cara dentro de um cubo na parede com duas moças. Todos homo ou bissexuais.
Um deles veio perguntar quem eu era e disse que era ninguém.
- Vc tem fotlog, ninguém?
- Não!!!
- Então tchau! Vc está mascando chiclete. Dá um pra gente. - pois estamos nos lambendo e vamos lamber mais umas pessoas por aí -
Dei o chiclete para eles e fiquei na paz com o trio da cama.
Umas pernadinhas. Nada demais. Logo, vejo o Edio* prá lá e prá cá. Pensei que era hora de tocar. E estava certo.
A Apresentação do SE
Começamos com Almas e emendamos com a do filme; depois tocamos 10000 hertz. Rufei os pratos nela toda. A ideia era eu ligar o delay na bateria mas pela questão de não termos luz na hora de montar os instrumentos não foi possivel instalar o pedal.
O pessoal gostou. Foi um bom show mas aquele lugar é deprimente. O RJ é deprimente. A musica se comercializou. O Bush e o Sharon estão fazendo todo mundo ficar deprimido. Vou tocar musica pop e ganhar dinheiro e partir para a colonia na Lua.
No fim do show os caras da banda de São Paulo subiram ao palco e conversamos no lugar seguro que ali era. Enquanto eu desmontava a bateria eles surgiram com um groove.
Daí foi só curtir um som, ter com a galera e perceber os doidos de ekztaze.
O cara que gritava incansavelmente e o cara que amassava a menina contra a parede e lambia todo o pescoço acima dela, batia as mãos na parede, curtindo a dele.
E por aí vai. Tomei umas cervejinhas, pois não estou num período muito alcoólico. Fui lá pra fora. Havia chovido.
O cara que estava gritando estava na porta da Bunker querendo ir embora e os seguranças não o deixavam ir. Não perguntei porquê mais ouvi dizer que ele ia sair sem querer pagar a consumação.
Distribui um zine para um pessoal e a menina do meu sonho do dia anterior. Logo depois começamos a vazar o grupo. Primeiro foi a Gabi* com o Edio, depois Plet , Danilo e, por fim, Carlos, Will* e eu.
Ainda rolou uma tensão pois baforei ali na frente, dentro do carro com a porta aberta e não vi que há uns vinte metros tinha um carro de policia parado. Nada demais. Só sei que saí para ver o preço do cachorro quente e, quando voltei que vi o carro da PM ali. A tensão maior foi quando visualizei um cop dando dura no Carlos, que estava já dentro do carro. O PM do lado de fora, como nos filmes que o guarda para o carro...
Mas me enganei: era um negão com chapéu a la Village People. Só vi que não era policia quando enxerguei um rasgo no seu braço. Mas mesmo achando que era cop fui corajoso, não vacilei, continuei andando pois dar meia volta significaria fugir.
Vamos! Amanhã preciso estar às dez em Copa de novo para a marcha contra - um ano de - a invasão do Iraque pelos norte- americanos.
SABADO 20/03/04
Acordo dez e doze e não vou ao manifesto. Que pena!
Reacordo ao meio dia. Duas horas tem ensaio do MJ e Gabi me liga oferecendo carona. Ok!
Ensaio redondo. Vamos começar a gravar semana que vem. Temos show na Taquara domingo e , na sexta, no Lava a jato do Gilson, onde foi o Rockaus.
Sabado se passa. Á noite, em casa, assisto Apocalipse Now Redux. Durmo no inicio do fim.
Domingo
Hoje tem reunião do curta metragem Hera e tenho que ir ao estudio Hyt mexer na dublagem. Fiquei de pegar um prato de bateria que comprei dum cara da lista do Mr. Bungle. A unica coisa que não aconteceu foi eu pegar o prato (o meu está agonizando)
A reuniao foi produtiva. Temos que correr para o filme estar pronto em maio. Temos que realmente correr, como Lola, ou mais. Sacanagem! está tudo bem.
Deixo para ir ao estudio à noite e só saio de lá as 23:10hrs.
Hoje é segunda e a semana rotineira é isso aí.
* : pessoas que tocam comigo.
edp em 22/03/04 as 16:08hrs
Tudo começou na sexta, quando saí da aula mais chata e uma sensação de tempo perdido: Edição 2 era a aula. Não que o professor seja um merda, mas é que o cara não sabe dar aula. Ele mesmo disse:
- Montagem é método. Eu, como professor, sou um péssimo montador. Preciso de um método.
Ele é calouro.
Então saí da aula antes do fim pois não conseguia mais. Fui na farmacia do meu pai trocar de roupa e passei um desodorante da Adidas ...
Cheguei na Bunker e o Plet* já estava lá e fomos deixar as coisas lá dentro. Logo em seguida chega o Carlos* com o resto do pessoal e com o Lavajato. O carro estava arriado. Eram pessoas, instrumentos, ventilador etc
Entramos todos e, após darmos os nomes de quem botaríamos pra dentro - e de um cara vir me perguntar se sabia de alguém passando 'e', fui com o Rodrigo Bola comer algo... e tomar um Red Bull pois estava esgotado da semana. Lá fora da boate tinham umas ninfetas vestidas de preto .
Comemos e, quando voltamos, já tinha bem mais gente esperando para abrir a porta dos desesperados.
Passagem de som
Não houve. A porra do Luciano Vianna foi capaz de desligar a luz do palco na hora em que estava montando a bateria. Reclamei e obtive a resposta de que já havia sido mandado montar o instrumento há um tempão. Falei que não é só estalar os dedos não. Isso demora.
Saí da bateria e cruzei os braços. O pessoal tinha uma lanterna (preciso de uma urgentemente), e me adiantou.
A porra da boate ainda levou quase uma hora para abrir e começarmos a tocar. Dava muito bem para termos arrumado nossas coisas pacientemente.
Eu e mais umas cinco pessoas assistimos o show do Lavajato.
Depois fui direto para o quarto escuro, tirar uma soneca e relaxar pois estava quase passando mal. Lá tinham dois trios: uma moça na cama com dois caras e um cara dentro de um cubo na parede com duas moças. Todos homo ou bissexuais.
Um deles veio perguntar quem eu era e disse que era ninguém.
- Vc tem fotlog, ninguém?
- Não!!!
- Então tchau! Vc está mascando chiclete. Dá um pra gente. - pois estamos nos lambendo e vamos lamber mais umas pessoas por aí -
Dei o chiclete para eles e fiquei na paz com o trio da cama.
Umas pernadinhas. Nada demais. Logo, vejo o Edio* prá lá e prá cá. Pensei que era hora de tocar. E estava certo.
A Apresentação do SE
Começamos com Almas e emendamos com a do filme; depois tocamos 10000 hertz. Rufei os pratos nela toda. A ideia era eu ligar o delay na bateria mas pela questão de não termos luz na hora de montar os instrumentos não foi possivel instalar o pedal.
O pessoal gostou. Foi um bom show mas aquele lugar é deprimente. O RJ é deprimente. A musica se comercializou. O Bush e o Sharon estão fazendo todo mundo ficar deprimido. Vou tocar musica pop e ganhar dinheiro e partir para a colonia na Lua.
No fim do show os caras da banda de São Paulo subiram ao palco e conversamos no lugar seguro que ali era. Enquanto eu desmontava a bateria eles surgiram com um groove.
Daí foi só curtir um som, ter com a galera e perceber os doidos de ekztaze.
O cara que gritava incansavelmente e o cara que amassava a menina contra a parede e lambia todo o pescoço acima dela, batia as mãos na parede, curtindo a dele.
E por aí vai. Tomei umas cervejinhas, pois não estou num período muito alcoólico. Fui lá pra fora. Havia chovido.
O cara que estava gritando estava na porta da Bunker querendo ir embora e os seguranças não o deixavam ir. Não perguntei porquê mais ouvi dizer que ele ia sair sem querer pagar a consumação.
Distribui um zine para um pessoal e a menina do meu sonho do dia anterior. Logo depois começamos a vazar o grupo. Primeiro foi a Gabi* com o Edio, depois Plet , Danilo e, por fim, Carlos, Will* e eu.
Ainda rolou uma tensão pois baforei ali na frente, dentro do carro com a porta aberta e não vi que há uns vinte metros tinha um carro de policia parado. Nada demais. Só sei que saí para ver o preço do cachorro quente e, quando voltei que vi o carro da PM ali. A tensão maior foi quando visualizei um cop dando dura no Carlos, que estava já dentro do carro. O PM do lado de fora, como nos filmes que o guarda para o carro...
Mas me enganei: era um negão com chapéu a la Village People. Só vi que não era policia quando enxerguei um rasgo no seu braço. Mas mesmo achando que era cop fui corajoso, não vacilei, continuei andando pois dar meia volta significaria fugir.
Vamos! Amanhã preciso estar às dez em Copa de novo para a marcha contra - um ano de - a invasão do Iraque pelos norte- americanos.
SABADO 20/03/04
Acordo dez e doze e não vou ao manifesto. Que pena!
Reacordo ao meio dia. Duas horas tem ensaio do MJ e Gabi me liga oferecendo carona. Ok!
Ensaio redondo. Vamos começar a gravar semana que vem. Temos show na Taquara domingo e , na sexta, no Lava a jato do Gilson, onde foi o Rockaus.
Sabado se passa. Á noite, em casa, assisto Apocalipse Now Redux. Durmo no inicio do fim.
Domingo
Hoje tem reunião do curta metragem Hera e tenho que ir ao estudio Hyt mexer na dublagem. Fiquei de pegar um prato de bateria que comprei dum cara da lista do Mr. Bungle. A unica coisa que não aconteceu foi eu pegar o prato (o meu está agonizando)
A reuniao foi produtiva. Temos que correr para o filme estar pronto em maio. Temos que realmente correr, como Lola, ou mais. Sacanagem! está tudo bem.
Deixo para ir ao estudio à noite e só saio de lá as 23:10hrs.
Hoje é segunda e a semana rotineira é isso aí.
* : pessoas que tocam comigo.
edp em 22/03/04 as 16:08hrs
sexta-feira, 19 de março de 2004
dESCOBRIRAM UM PLANETOIDE QUATRO VEZES MENOR QUE pLUTÃO, O MENOR PLANETA DO sISTEMA sOLAR JÁ DESCOBERTO. CHAMA-SE SEDNA, EM HOMENAGEM A UMA DEUSA GREGA QUE TEM ALGO COM O FRIO.
POBRE COITADO DO SER HUMANO QUE PENSA QUE SABE TUDO MAS ESTÁ PRESO A ESTE PLANETA TERRA E A TECNOLOGIA RESULTANTE DA ALUCINAÇÃO DE SUA MENTE.
NÃO ERAM NOVE PLANETAS? OS LIVROS DE GEOGRAFIA SÃO INCONSTANTES!
FRANCESES ANUNCIAM QUE HÁ AGUA EM ESTADO SÓLIDO NO POLO SUL DE MARTE.
AGORA É QUE ELES PODEM BOMBARDEAR E POLUIR A TERRA PORQUÊ VÃO PODER COLONIZAR MARTE - COMO NO VINGADOR DO FUTURO - E A TERRA FICAR DESTRUIDAMENTE HABITADA POR QUEM SOBREVIVER A CATASTROFE ATOMICA.
POR EDP EM 19/03/04 AS 10:08H
POBRE COITADO DO SER HUMANO QUE PENSA QUE SABE TUDO MAS ESTÁ PRESO A ESTE PLANETA TERRA E A TECNOLOGIA RESULTANTE DA ALUCINAÇÃO DE SUA MENTE.
NÃO ERAM NOVE PLANETAS? OS LIVROS DE GEOGRAFIA SÃO INCONSTANTES!
FRANCESES ANUNCIAM QUE HÁ AGUA EM ESTADO SÓLIDO NO POLO SUL DE MARTE.
AGORA É QUE ELES PODEM BOMBARDEAR E POLUIR A TERRA PORQUÊ VÃO PODER COLONIZAR MARTE - COMO NO VINGADOR DO FUTURO - E A TERRA FICAR DESTRUIDAMENTE HABITADA POR QUEM SOBREVIVER A CATASTROFE ATOMICA.
POR EDP EM 19/03/04 AS 10:08H
terça-feira, 16 de março de 2004
O Dia Foda
O pior dia do ano, quiçá o pior da minha vida, em termos de acontecimentos desagradáveis consecutivos:
1
Trabalho no setor de cobrança de uma universidade particular. Logo pela manhã, ao chegar no trampo, sem ao menos ligar todos os computadores, já tinham duas pessoas pra eu atender. Tudo bem! Mas já sabia que o dia prometia.
Ás nove e meia, mais ou menos, entra uma mulher dizendo que quer resolver algo sobre uns cheques e está com pressa. Quando vejo o que é, digo que leva, no minimo, uns dez minutos para resolver. Enfesada, nem deixa eu continuar. Liga para o marido, diz que vai ter que colocar no DECON e que vai chamar a Globo. Tira a pasta com os comprovantes de depósito das minhas mãos e vai embora. Desenrola o circo. Começa a gritar - mais ainda - na secretaria para chamar atenção e o marido chega. Neste momento eu estava no telefone tentando resolver e só faltou eu apanhar do marido dela, que chegou soltando fogo pelas ventas e me acusando de debochado porque eu não me lembrava do histórico do assunto como eles.
Eles estão com a razão desde o momento que pagaram os cheques que, não sendo baixados no sistema, não podiam ainda ser devolvidos a eles. Erraram quando jogaram toda sua raiva pela instituição em mim, me chamando de merda e ameaçando me bater- o marido - , mas cachorro que ladra não morde. A Carla, que trabalha comigo assumiu e eu passei a atender uma senhora que ela atendia.
Foi eu quem os atendi em novembro. Naquela época em que ela trouxe o deposito já armou o maior barraco porque não queria que eu ficasse com o comprovante para dar baixa mesmo dizendo que daria um outro autenticado para ela. Eu deveria ter averiguado se a baixa foi feita e não o fiz. Isso pode até me custar o emprego (uma ex- funcionária foi mandada embora por causa disso). Advogado é foda, doente por seus direitos, agride os outros e gosta de aparecer muito mais que qualquer ator.
A história continua pois ainda têm dois cheques pendentes.
Da próxima vez que ela vier terei que sair de fininho.
2
O computador que comprei há mais de um mês está preso pela policia federal. Na loja em que o deixei para ver a placa de som, duas semanas depois da compra. Sustei os cheques da financeira eles que são brancos que se entendam.
O dono da loja de computação me prometeu entregar a maquina na sexta feira passada. Liguei na sexta e me prometeu para hoje. Liguei hoje e ele disse que está dependendo do delegado. Ou seja, não tem previsão (nunca teve).
Nem posso dar continuidade ao meu projeto em casa pois a minha camera - comprada no mercado livre de um cara que sumiu do mapa - também está fudida.
3
(Essa foi resolvida, mas é uma novela também): estive à beira de ficar de fora de um projeto em pelicula da faculdade por ter um projeto meu pendente: o documentário 'Os Modos da Natureza'.
Vou ter que editar o meu em casa para poder assinar como desenhista de som nesse outro e não ter perdido tempo. i. e., quando tiver o pc e a mini dv de volta.
edp em 16/03/04 as 17:39
O pior dia do ano, quiçá o pior da minha vida, em termos de acontecimentos desagradáveis consecutivos:
1
Trabalho no setor de cobrança de uma universidade particular. Logo pela manhã, ao chegar no trampo, sem ao menos ligar todos os computadores, já tinham duas pessoas pra eu atender. Tudo bem! Mas já sabia que o dia prometia.
Ás nove e meia, mais ou menos, entra uma mulher dizendo que quer resolver algo sobre uns cheques e está com pressa. Quando vejo o que é, digo que leva, no minimo, uns dez minutos para resolver. Enfesada, nem deixa eu continuar. Liga para o marido, diz que vai ter que colocar no DECON e que vai chamar a Globo. Tira a pasta com os comprovantes de depósito das minhas mãos e vai embora. Desenrola o circo. Começa a gritar - mais ainda - na secretaria para chamar atenção e o marido chega. Neste momento eu estava no telefone tentando resolver e só faltou eu apanhar do marido dela, que chegou soltando fogo pelas ventas e me acusando de debochado porque eu não me lembrava do histórico do assunto como eles.
Eles estão com a razão desde o momento que pagaram os cheques que, não sendo baixados no sistema, não podiam ainda ser devolvidos a eles. Erraram quando jogaram toda sua raiva pela instituição em mim, me chamando de merda e ameaçando me bater- o marido - , mas cachorro que ladra não morde. A Carla, que trabalha comigo assumiu e eu passei a atender uma senhora que ela atendia.
Foi eu quem os atendi em novembro. Naquela época em que ela trouxe o deposito já armou o maior barraco porque não queria que eu ficasse com o comprovante para dar baixa mesmo dizendo que daria um outro autenticado para ela. Eu deveria ter averiguado se a baixa foi feita e não o fiz. Isso pode até me custar o emprego (uma ex- funcionária foi mandada embora por causa disso). Advogado é foda, doente por seus direitos, agride os outros e gosta de aparecer muito mais que qualquer ator.
A história continua pois ainda têm dois cheques pendentes.
Da próxima vez que ela vier terei que sair de fininho.
2
O computador que comprei há mais de um mês está preso pela policia federal. Na loja em que o deixei para ver a placa de som, duas semanas depois da compra. Sustei os cheques da financeira eles que são brancos que se entendam.
O dono da loja de computação me prometeu entregar a maquina na sexta feira passada. Liguei na sexta e me prometeu para hoje. Liguei hoje e ele disse que está dependendo do delegado. Ou seja, não tem previsão (nunca teve).
Nem posso dar continuidade ao meu projeto em casa pois a minha camera - comprada no mercado livre de um cara que sumiu do mapa - também está fudida.
3
(Essa foi resolvida, mas é uma novela também): estive à beira de ficar de fora de um projeto em pelicula da faculdade por ter um projeto meu pendente: o documentário 'Os Modos da Natureza'.
Vou ter que editar o meu em casa para poder assinar como desenhista de som nesse outro e não ter perdido tempo. i. e., quando tiver o pc e a mini dv de volta.
edp em 16/03/04 as 17:39
segunda-feira, 15 de março de 2004
Fim de semana legal:
Sabado acordo apressadamente pois atrasado para trampar. Chego praticamente na hora. Há um movimento incomum de pessoas na redondeza, a maioria mulheres. Descubro que vai ter uma palestra de Pedagogia. Faço questão de passar pelo meio da fila de entrada do auditório. Tem mais feia do que bonita.
Hoje somos eu e Nathalia, que está triste porque ontem ficou até as onze no trampo. Era ultimo dia de matricula de alunos - sou funcionário do setor financeiro de uma instituição de ensino superior. A parada ontem 'bombou'!
Ela devia ter me ligado que eu vinha dar uma força. Estava no andar de cima tendo uma aula chata porém interessante pelo ponto de vista debatetório da ocasião: aula de Edição Cinematográfica: Vertov e as Vanguardas era o assunto em pauta.
O foda é que a galera fica com uma cara de bunda nessa sexta- feira chuvosa e, grande parte da turma tem outra aula depois (até quase onze da noite - hora em que já estou em casa).
Voltando a sabado: Não tinha nada para fazer, como todo sabado que trabalho. Apenas umas coisinhas a pôr em dia. Arrumar uma papelada.
Não tinha nada para fazer. O responsável pela Secretaria pediu que lançasse no sistema matricula de alunos que participaram de uma palestra a qual eles tinham que fazer um relatório resumido da atividade. A palestra foi sobre: Colocar em prática seus sonhos. Ser multi- funcional etc. Era um bolo enorme e eu ainda tinha que digitar a entrevista com a banda Nancyta e os Grazzers, feita por mim no primeiro dia do Festival Ruído.
Isso foi o sabado até às 12 horas. Fora o bate- papo com o pessoal da Secretaria no café da manhã que organizamos. Falavamos sobre carrinho de rolimã, policia e ladrão, arma de chapinha, video game ... infância enfim.
Daí fui lá na Casa de Cultura da Estacio na Barra para deixar o material do Mother (Joan's) e do Sensorial (Estereo), bandas que toco. Encontrei no ponto de ônibus a parte cultural do jornal do dia onde li os filmes lançados e o horário dos dois que pretendo ver o mais breve possivel : O documentário sobre o Glauber e o da familia pedófila (Na Captura dos Friedman).
Então ouvi um beck indo para o ponto de ônibus indo à casa do Edio. Almocei lá e fomos ensaiar com o MJ, que toca hoje mais tarde.
Ensaio redondo. A banda está numa fase de entrosamento legal. Ao terminarmos, estudio cheio de gente de outras bandas, pedi para o dono de lá, o Alberico, uma serra para concertar meu prato de ataque que foi destruido por um monstro no ultimo show do Sensorial em Villar dos Teles (péssima experiencia). O Edio havia deixado comigo o dinheiro do ensaio, que eu coloquei sobre um 'case' há vinte centímetros dos meus olhos. O alberico trouxe a serra, o Edio veio falar comigo algo sobre não me lembro o quê, desci para tentar serrar o prato (impossível. Só uma tico-tico mesmo. Na real, tenho que comprar outro prato mas, como tenho gasto com a DV Cam e com a porra do meu PC...). Lá em baixo Edio me pede a grana. Saio correndo pois havia esquecido sobre o case. É claro que a procura foi em vão. Fiz questão de comunicar a todos que estavam naquele estúdio para que não dessem mole com nada seu.
Segundo o berico, o suspeito nº 1 estivera reclamando (enquanto ensaiavamos) que estava sem grana e que teria que vender seus CDs.
Logo quando subi correndo atrás da grana e não a encontrei, perguntei para ele e mais dois caras, que eram quem estavam ali quando larguei a grana. Eles não viram grana nenhuma, é claro. Mas teve uma coisa que me chamou a atenção: chegou uma mina perguntando onde se conseguia cerveja por ali. O suspeito nº 1 foi levar a moça lá. O Alberico falou que o histórico do rapaz o condena. Fiz questão de aguardar o retorno deles do bar para conferir se o cara sem grana estaria com uma garrafa de vodca na mão. Realmente só vi uma latinha na mão da moça , mas chamei o cara e falei para ele:
_ Aí, a parada sumiu mesmo!
_ Porquê, estais desconfiando de mim? responde o animal assustado.
_ Não! de maneira nenhuma. Só estou te alertando para que não dê mole com seus CDs porque tem ladrão por aí.
Pronto. Era só isso que eu queria.
Paguei 24 pratas do meu bolso e fomos embora. No carro rolou um papo de que ele jogou o feitiço no local e eu caí de besta. (o nº 2 eram todos os outros).
Paramos numa lanchonete para um lanchinho. O meu açaí demorou para ficar pronto enquanto conversávamos - encontramos o Plet, do Sensorial, que foi lá comer com a gente. Ele estava à caminho do Cine Íris.
Li em voz alta um capítulo curtinho de um livro que o Pablo (baixista do MJ e monarquista) puxou de um político brasileiro qualquer dos anos cinquenta. Era algo como anarquismo (idiotismo, indicatismo, sei lá) mas com o Estado hierárquico de base. Fico devendo o nome do autor e o título do livro.
Meu açaí chegou e, lá pelo meio do copo (depois do Plet ameaçar botar pimenta e cathchup no meu copo) sou forçado a dar umas mastigadas numa substancia sólida, como ... vidro. Coloquei para fora o que sobrou daquela substancia e era ... vidro. Educadamente cuspi o que tinha na minha boca na lata de lixo e fui chamar o gerente com o pedacinho nos dedos. Resultado: obtive de volta meus R$ 2,50 (eu sugeri que me fosse retornado o correspondente a metade do valor total do produto, já que consumi a metade, mas o homem me voltou tudo. Calou minha boca e ainda ganhou uns "Boa noite!".
Então vamos para o 911 em Bento Ribeiro!
Estava rolando um estresse entre minha pessoa e o Victor, baterista de outra banda. Era para levar tudo de bateria e minhas coisas ficaram na casa do Plet. Precisaria de duas estantes de prato e a maquina da caixa. Já tinha ligado pro Victor no dia anterior e ele disse que não teria como emprestar porquê as coisas dele eram programadas para a altura dele (ele usa bateria eletrônica? pensei) etc
o MJ levou os microfones que seriam usados por todas as bandas. Nada mais justo que o cara ceder. Na pior das hipóteses não haveria show pois também não emprestariamos os microfones.
Mas ele cedeu e me emprestou as duas estantes. Fiquei até envergonhado de mostrar meu prato todo fudido.
O show do MJ foi o melhor dessa formação (mais de um ano), segundo Edio, o fundador da banda. Os 'ganços' (erros dos musicos) não atrapalharam o bom andamento e alegria geral da nação que nos assistiu. Ressalva à primeira vez que tocamos minha musica, 'O Feto Incompleto'. Primeira vez que canto em uma banda num palco para um público. Tocamos uma cover de 'Beat on the Brat', dos Ramones.
As outras bandas também fizeram uma apresentação bem legal. Palmas para o Inverdônia. A DownYard (banda do baterista viado) nem vi, fiquei sabendo que não era a melhor da noite. A ultima banda apareceu de ultima hora. Era a banda local. Uns moleques de cabelo encaracolado tipo Valderrama. Ska- qualquer coisa.
Tinha bastante gente no local. Temos que voltar a tocar lá. Até para eu chegar na menina que me interessou aos olhos.
A noite acaba e voltamos para casa. Foi festa de um ano do meu sobrinho, Raphael. Comi varios pedaços de bolo e cama, ou melhor, chão. Minha cama está amontoada de embrulhos e sacolas.
Coloco o relógio para me acordar às 11h.
Domingo foi mais relax. Teria a gravação da trilha do curta- metragem 'Loucura Casual' mas foi adiado pois o Quarto Quente Estudios estava pintando.
Só rolou a gravação do diálogo do 'Hera', outro curta da facul. Correu tudo bem e saí de lá às nove e meia correndo para o show de bandas na Taquara. A gabi (do MJ) me ligou e disse que já haviam tocado duas bandas. Peguei o 268, desci na Merk, peguei carona no 691 e cheguei no local quando tocava a ultima. Só para os pais deles e para as outras bandas. Saí dali pois estava cheio de sono.
Um ônibus cheio parava num ponto perto dali e saiam os torcedores {Flamengo e Botafogo (1 x O para o Bota)}. Já era tarde e o jogo terminara há horas.
Apertei o passo pois a rua é meio escura. De repente ouço lá de trás:
_ A cabine ali, cara!
OBS: No cruzamento da Nelson Cardoso com a Tindiba, no Largo da Taquara, tem um posto policial.
Quando olho para trás vejo um negão a um metro de mim preparado para o boxe. Levo dois socões na cabeça. Só tenho tempo de gritar:
_ Peraí, irmão, sou flamenguista!
Deu certo. O cara desiste de me espancar e diz para eu andar. Não! correr.
Sorte minha ele não ter acertado meu rosto.
Depois pensei que devia ter gritado para ele bater em alguém do seu tamanho, podia ter chamado a policia, mas na hora só queria chegar em casa, saciar meu estômago, botar gelo na cuca e dormir.
Não comuniquei a ninguém em casa pois não adiantaria mesmo.
Estou agora ouvindo o Are Tou experienced? do Jimi Hendrix e deixa eu ir trabalhar.
EDP em 15/03/04 às 10:32 am
Sabado acordo apressadamente pois atrasado para trampar. Chego praticamente na hora. Há um movimento incomum de pessoas na redondeza, a maioria mulheres. Descubro que vai ter uma palestra de Pedagogia. Faço questão de passar pelo meio da fila de entrada do auditório. Tem mais feia do que bonita.
Hoje somos eu e Nathalia, que está triste porque ontem ficou até as onze no trampo. Era ultimo dia de matricula de alunos - sou funcionário do setor financeiro de uma instituição de ensino superior. A parada ontem 'bombou'!
Ela devia ter me ligado que eu vinha dar uma força. Estava no andar de cima tendo uma aula chata porém interessante pelo ponto de vista debatetório da ocasião: aula de Edição Cinematográfica: Vertov e as Vanguardas era o assunto em pauta.
O foda é que a galera fica com uma cara de bunda nessa sexta- feira chuvosa e, grande parte da turma tem outra aula depois (até quase onze da noite - hora em que já estou em casa).
Voltando a sabado: Não tinha nada para fazer, como todo sabado que trabalho. Apenas umas coisinhas a pôr em dia. Arrumar uma papelada.
Não tinha nada para fazer. O responsável pela Secretaria pediu que lançasse no sistema matricula de alunos que participaram de uma palestra a qual eles tinham que fazer um relatório resumido da atividade. A palestra foi sobre: Colocar em prática seus sonhos. Ser multi- funcional etc. Era um bolo enorme e eu ainda tinha que digitar a entrevista com a banda Nancyta e os Grazzers, feita por mim no primeiro dia do Festival Ruído.
Isso foi o sabado até às 12 horas. Fora o bate- papo com o pessoal da Secretaria no café da manhã que organizamos. Falavamos sobre carrinho de rolimã, policia e ladrão, arma de chapinha, video game ... infância enfim.
Daí fui lá na Casa de Cultura da Estacio na Barra para deixar o material do Mother (Joan's) e do Sensorial (Estereo), bandas que toco. Encontrei no ponto de ônibus a parte cultural do jornal do dia onde li os filmes lançados e o horário dos dois que pretendo ver o mais breve possivel : O documentário sobre o Glauber e o da familia pedófila (Na Captura dos Friedman).
Então ouvi um beck indo para o ponto de ônibus indo à casa do Edio. Almocei lá e fomos ensaiar com o MJ, que toca hoje mais tarde.
Ensaio redondo. A banda está numa fase de entrosamento legal. Ao terminarmos, estudio cheio de gente de outras bandas, pedi para o dono de lá, o Alberico, uma serra para concertar meu prato de ataque que foi destruido por um monstro no ultimo show do Sensorial em Villar dos Teles (péssima experiencia). O Edio havia deixado comigo o dinheiro do ensaio, que eu coloquei sobre um 'case' há vinte centímetros dos meus olhos. O alberico trouxe a serra, o Edio veio falar comigo algo sobre não me lembro o quê, desci para tentar serrar o prato (impossível. Só uma tico-tico mesmo. Na real, tenho que comprar outro prato mas, como tenho gasto com a DV Cam e com a porra do meu PC...). Lá em baixo Edio me pede a grana. Saio correndo pois havia esquecido sobre o case. É claro que a procura foi em vão. Fiz questão de comunicar a todos que estavam naquele estúdio para que não dessem mole com nada seu.
Segundo o berico, o suspeito nº 1 estivera reclamando (enquanto ensaiavamos) que estava sem grana e que teria que vender seus CDs.
Logo quando subi correndo atrás da grana e não a encontrei, perguntei para ele e mais dois caras, que eram quem estavam ali quando larguei a grana. Eles não viram grana nenhuma, é claro. Mas teve uma coisa que me chamou a atenção: chegou uma mina perguntando onde se conseguia cerveja por ali. O suspeito nº 1 foi levar a moça lá. O Alberico falou que o histórico do rapaz o condena. Fiz questão de aguardar o retorno deles do bar para conferir se o cara sem grana estaria com uma garrafa de vodca na mão. Realmente só vi uma latinha na mão da moça , mas chamei o cara e falei para ele:
_ Aí, a parada sumiu mesmo!
_ Porquê, estais desconfiando de mim? responde o animal assustado.
_ Não! de maneira nenhuma. Só estou te alertando para que não dê mole com seus CDs porque tem ladrão por aí.
Pronto. Era só isso que eu queria.
Paguei 24 pratas do meu bolso e fomos embora. No carro rolou um papo de que ele jogou o feitiço no local e eu caí de besta. (o nº 2 eram todos os outros).
Paramos numa lanchonete para um lanchinho. O meu açaí demorou para ficar pronto enquanto conversávamos - encontramos o Plet, do Sensorial, que foi lá comer com a gente. Ele estava à caminho do Cine Íris.
Li em voz alta um capítulo curtinho de um livro que o Pablo (baixista do MJ e monarquista) puxou de um político brasileiro qualquer dos anos cinquenta. Era algo como anarquismo (idiotismo, indicatismo, sei lá) mas com o Estado hierárquico de base. Fico devendo o nome do autor e o título do livro.
Meu açaí chegou e, lá pelo meio do copo (depois do Plet ameaçar botar pimenta e cathchup no meu copo) sou forçado a dar umas mastigadas numa substancia sólida, como ... vidro. Coloquei para fora o que sobrou daquela substancia e era ... vidro. Educadamente cuspi o que tinha na minha boca na lata de lixo e fui chamar o gerente com o pedacinho nos dedos. Resultado: obtive de volta meus R$ 2,50 (eu sugeri que me fosse retornado o correspondente a metade do valor total do produto, já que consumi a metade, mas o homem me voltou tudo. Calou minha boca e ainda ganhou uns "Boa noite!".
Então vamos para o 911 em Bento Ribeiro!
Estava rolando um estresse entre minha pessoa e o Victor, baterista de outra banda. Era para levar tudo de bateria e minhas coisas ficaram na casa do Plet. Precisaria de duas estantes de prato e a maquina da caixa. Já tinha ligado pro Victor no dia anterior e ele disse que não teria como emprestar porquê as coisas dele eram programadas para a altura dele (ele usa bateria eletrônica? pensei) etc
o MJ levou os microfones que seriam usados por todas as bandas. Nada mais justo que o cara ceder. Na pior das hipóteses não haveria show pois também não emprestariamos os microfones.
Mas ele cedeu e me emprestou as duas estantes. Fiquei até envergonhado de mostrar meu prato todo fudido.
O show do MJ foi o melhor dessa formação (mais de um ano), segundo Edio, o fundador da banda. Os 'ganços' (erros dos musicos) não atrapalharam o bom andamento e alegria geral da nação que nos assistiu. Ressalva à primeira vez que tocamos minha musica, 'O Feto Incompleto'. Primeira vez que canto em uma banda num palco para um público. Tocamos uma cover de 'Beat on the Brat', dos Ramones.
As outras bandas também fizeram uma apresentação bem legal. Palmas para o Inverdônia. A DownYard (banda do baterista viado) nem vi, fiquei sabendo que não era a melhor da noite. A ultima banda apareceu de ultima hora. Era a banda local. Uns moleques de cabelo encaracolado tipo Valderrama. Ska- qualquer coisa.
Tinha bastante gente no local. Temos que voltar a tocar lá. Até para eu chegar na menina que me interessou aos olhos.
A noite acaba e voltamos para casa. Foi festa de um ano do meu sobrinho, Raphael. Comi varios pedaços de bolo e cama, ou melhor, chão. Minha cama está amontoada de embrulhos e sacolas.
Coloco o relógio para me acordar às 11h.
Domingo foi mais relax. Teria a gravação da trilha do curta- metragem 'Loucura Casual' mas foi adiado pois o Quarto Quente Estudios estava pintando.
Só rolou a gravação do diálogo do 'Hera', outro curta da facul. Correu tudo bem e saí de lá às nove e meia correndo para o show de bandas na Taquara. A gabi (do MJ) me ligou e disse que já haviam tocado duas bandas. Peguei o 268, desci na Merk, peguei carona no 691 e cheguei no local quando tocava a ultima. Só para os pais deles e para as outras bandas. Saí dali pois estava cheio de sono.
Um ônibus cheio parava num ponto perto dali e saiam os torcedores {Flamengo e Botafogo (1 x O para o Bota)}. Já era tarde e o jogo terminara há horas.
Apertei o passo pois a rua é meio escura. De repente ouço lá de trás:
_ A cabine ali, cara!
OBS: No cruzamento da Nelson Cardoso com a Tindiba, no Largo da Taquara, tem um posto policial.
Quando olho para trás vejo um negão a um metro de mim preparado para o boxe. Levo dois socões na cabeça. Só tenho tempo de gritar:
_ Peraí, irmão, sou flamenguista!
Deu certo. O cara desiste de me espancar e diz para eu andar. Não! correr.
Sorte minha ele não ter acertado meu rosto.
Depois pensei que devia ter gritado para ele bater em alguém do seu tamanho, podia ter chamado a policia, mas na hora só queria chegar em casa, saciar meu estômago, botar gelo na cuca e dormir.
Não comuniquei a ninguém em casa pois não adiantaria mesmo.
Estou agora ouvindo o Are Tou experienced? do Jimi Hendrix e deixa eu ir trabalhar.
EDP em 15/03/04 às 10:32 am
sexta-feira, 12 de março de 2004
COMUNICADO ÍNTEGRO DE ABU HAFS- AL MASRI
'¿Quién os protegerá de nosotros?'
EFE
EL CAIRO.- Esta es una copia del comunicado del grupo que reclamó la autoría de los atentados de Madrid, que viene firmado por las Brigadas de Abu Hafs-Al Masri, una de las facciones de la red terrorista Al Qaeda, y cuyo texto completo es el siguiente:
"En el nombre de Dios, Clemente y Misericordioso, cuando te castigan, tienes que castigar del mismo modo a quienes te castigaron.
Mátalos allí donde los encuentres; expúlsalos como ellos te expulsaron; la sedición es más grave que el asesinato.
A los que cometen agresiones contra ti, debes hacerles lo mismo.
Las Brigadas de Abu Hafs al Masri prometieron en su último comunicado referente a las explosiones de Kerbala y Bagdad del 2 de marzo de 2004 que se preparaban para próximas operaciones y hemos cumplido nuestra promesa: el escuadrón de la muerte ha conseguido penetrar en la profundidad de la Cruzada europea, golpeando a uno de los pilares de los Cruzados y sus aliados: España, con un golpe doloroso. Es parte de un viejo ajuste de cuentas con el Cruzado España, aliado de (Norte) América en su guerra contra el islam.
¿Dónde está América, Aznar? ¿Quién os protegerá de nosotros a tí, a Gran Bretaña, a Italia, a Japón y a otros agentes? Cuando golpeamos a las tropas italianas en Nasiriya ya enviamos a los agentes de América una advertencia: retiraros de la alianza contra el islam. Pero no entendisteis el mensaje.
Ahora ponemos los puntos sobre las íes. Esperamos que entendáis el mensaje.
Nosotros en las Brigadas de Abu Hafs al Masri no nos entristecimos por la muerte de civiles. ¿Es legítimo que ellos maten a nuestros niños, mujeres, ancianos, jóvenes en Afganistán, Irak, Palestina y Cachemira, mientras que es pecado que nosotros los matemos a ellos? Dios Todopoderoso dice que "a aquellos que te agreden, debes agredirlos".
Sacadnos las manos de encima, liberad nuestros presos y salid de nuestra tierra, os dejaremos en paz.
Los pueblos de los aliados de Estados Unidos deben forzar a sus gobiernos a terminar esa alianza en la guerra contra el terrorismo, que significa guerra contra el islam. Si cesáis la guerra, nosotros cesaremos la nuestra.
Os decimos: el Escuadrón del Humo de la Muerte os alcanzará pronto en un sitio donde podréis ver muertos a miles, si Dios quiere, y esto es una advertencia.
Decimos a los musulmanes de todo el mundo que el golpe de los Vientos de la Muerte Negra ya está en su fase final, en un noventa por ciento, si Dios quiere, en su momento apropiado.
En otra operación, los Escuadrones de los Soldados de Jerusalén golpearon a los judíos y a los masones en Estambul, y tres masones importantes murieron en aquella operación, y si no fuera por un fallo técnico, habrían muerto todos los masones.
Decimos al Escuadrón Bilal ibn Rabah que hemos aceptado la oferta, y tras la llegada del delegado, comenzará la acción.
Y decimos al Escuadrón Abu Ali al Harfi que el liderazgo (de Al Qaeda) ha decidido considerar a Yemen el tercer pantanal, y dar una lección a su Gobierno apóstata que viene justo después de Pervez Musharraf. Por ello, todas las células deben estar alerta y la acción comenzará en 4515.
Y decimos a los que matan a ulemas musulmanes suníes en Irak que levanten las manos, o de lo contrario....
Aviso a las naciones: no os acerquéis a las instalaciones civiles o militares de los Cruzados americanos o sus aliados.
Dios es Grande, Dios es Grande. Ya llega el Islam.
Brigadas de Abu Hafs al Masri-Al Qaida.
Jueves 20 Muharram 1425-11 de marzo 2004.
em 12/03/04 as 10:08
'¿Quién os protegerá de nosotros?'
EFE
EL CAIRO.- Esta es una copia del comunicado del grupo que reclamó la autoría de los atentados de Madrid, que viene firmado por las Brigadas de Abu Hafs-Al Masri, una de las facciones de la red terrorista Al Qaeda, y cuyo texto completo es el siguiente:
"En el nombre de Dios, Clemente y Misericordioso, cuando te castigan, tienes que castigar del mismo modo a quienes te castigaron.
Mátalos allí donde los encuentres; expúlsalos como ellos te expulsaron; la sedición es más grave que el asesinato.
A los que cometen agresiones contra ti, debes hacerles lo mismo.
Las Brigadas de Abu Hafs al Masri prometieron en su último comunicado referente a las explosiones de Kerbala y Bagdad del 2 de marzo de 2004 que se preparaban para próximas operaciones y hemos cumplido nuestra promesa: el escuadrón de la muerte ha conseguido penetrar en la profundidad de la Cruzada europea, golpeando a uno de los pilares de los Cruzados y sus aliados: España, con un golpe doloroso. Es parte de un viejo ajuste de cuentas con el Cruzado España, aliado de (Norte) América en su guerra contra el islam.
¿Dónde está América, Aznar? ¿Quién os protegerá de nosotros a tí, a Gran Bretaña, a Italia, a Japón y a otros agentes? Cuando golpeamos a las tropas italianas en Nasiriya ya enviamos a los agentes de América una advertencia: retiraros de la alianza contra el islam. Pero no entendisteis el mensaje.
Ahora ponemos los puntos sobre las íes. Esperamos que entendáis el mensaje.
Nosotros en las Brigadas de Abu Hafs al Masri no nos entristecimos por la muerte de civiles. ¿Es legítimo que ellos maten a nuestros niños, mujeres, ancianos, jóvenes en Afganistán, Irak, Palestina y Cachemira, mientras que es pecado que nosotros los matemos a ellos? Dios Todopoderoso dice que "a aquellos que te agreden, debes agredirlos".
Sacadnos las manos de encima, liberad nuestros presos y salid de nuestra tierra, os dejaremos en paz.
Los pueblos de los aliados de Estados Unidos deben forzar a sus gobiernos a terminar esa alianza en la guerra contra el terrorismo, que significa guerra contra el islam. Si cesáis la guerra, nosotros cesaremos la nuestra.
Os decimos: el Escuadrón del Humo de la Muerte os alcanzará pronto en un sitio donde podréis ver muertos a miles, si Dios quiere, y esto es una advertencia.
Decimos a los musulmanes de todo el mundo que el golpe de los Vientos de la Muerte Negra ya está en su fase final, en un noventa por ciento, si Dios quiere, en su momento apropiado.
En otra operación, los Escuadrones de los Soldados de Jerusalén golpearon a los judíos y a los masones en Estambul, y tres masones importantes murieron en aquella operación, y si no fuera por un fallo técnico, habrían muerto todos los masones.
Decimos al Escuadrón Bilal ibn Rabah que hemos aceptado la oferta, y tras la llegada del delegado, comenzará la acción.
Y decimos al Escuadrón Abu Ali al Harfi que el liderazgo (de Al Qaeda) ha decidido considerar a Yemen el tercer pantanal, y dar una lección a su Gobierno apóstata que viene justo después de Pervez Musharraf. Por ello, todas las células deben estar alerta y la acción comenzará en 4515.
Y decimos a los que matan a ulemas musulmanes suníes en Irak que levanten las manos, o de lo contrario....
Aviso a las naciones: no os acerquéis a las instalaciones civiles o militares de los Cruzados americanos o sus aliados.
Dios es Grande, Dios es Grande. Ya llega el Islam.
Brigadas de Abu Hafs al Masri-Al Qaida.
Jueves 20 Muharram 1425-11 de marzo 2004.
em 12/03/04 as 10:08
DECLARACIÓN DEL COMITÉ EJECUTIVO DEL PARTIDO COMUNISTA DE LOS PUEBLOS DE ESPAÑA ANTE LOS ATENTADOS OCURRIDOS EN MADRID HOY (11/03/2004)
1.- El CE del PCPE rechaza las acciones violentas contra la población civil, sea cual sea el pretexto, y más en este caso que las víctimas son trabajadores, trabajadoras y estudiantes que se desplazaban a su puesto de trabajo. Esta es una posición aprobada por los Congresos del PCPE, que hoy el CE reitera con más firmeza si cabe.
2.- El CE del PCPE se solidariza con las personas afectadas por estos atentados y expresa su pesar a los familiares de los fallecidos.
3.- El CE del PCPE rechaza todo tipo de instrumentalización política de esta desgracia. Las fuerzas imperialistas y neoliberales han hecho de la lucha contra el terrorismo estrategia de legitimación de su sistema de dominación, de los recortes de la democracia y de las libertades, así como línea política intimidatoria para tratar de mantener el proceso de acumulación del capital y de explotación de la clase obrera. Dicha línea política solo lleva a una cadena de reacciones que alimentan una espiral de violencia que obstaculiza cualquier salida política democrática a los conflictos y anula el protagonismo de las masas en la resolución de los grandes problemas.
4.- El Gobierno del PP se ha caracterizado por una actuación política de agudización de los problemas para tratar de legitimar las acciones de violencia que se realizan desde los distintos aparatos del estado. Tanto en el caso de Euskal Herría como en el tema de Irak la línea de actuación es la misma.
5.- El CE del PCPE reclama la solución negociada de los conflictos sobre la base del respeto de la soberanía de los pueblos, el derecho a su libre autodeterminación, y un orden internacional de justicia social, democracia y paz. El respeto al derecho ajeno es la paz.
COMITÉ EJECUTIVO DEL PCPE. MADRID. 11.03.2004
em 12/03/04 as 09:49h
1.- El CE del PCPE rechaza las acciones violentas contra la población civil, sea cual sea el pretexto, y más en este caso que las víctimas son trabajadores, trabajadoras y estudiantes que se desplazaban a su puesto de trabajo. Esta es una posición aprobada por los Congresos del PCPE, que hoy el CE reitera con más firmeza si cabe.
2.- El CE del PCPE se solidariza con las personas afectadas por estos atentados y expresa su pesar a los familiares de los fallecidos.
3.- El CE del PCPE rechaza todo tipo de instrumentalización política de esta desgracia. Las fuerzas imperialistas y neoliberales han hecho de la lucha contra el terrorismo estrategia de legitimación de su sistema de dominación, de los recortes de la democracia y de las libertades, así como línea política intimidatoria para tratar de mantener el proceso de acumulación del capital y de explotación de la clase obrera. Dicha línea política solo lleva a una cadena de reacciones que alimentan una espiral de violencia que obstaculiza cualquier salida política democrática a los conflictos y anula el protagonismo de las masas en la resolución de los grandes problemas.
4.- El Gobierno del PP se ha caracterizado por una actuación política de agudización de los problemas para tratar de legitimar las acciones de violencia que se realizan desde los distintos aparatos del estado. Tanto en el caso de Euskal Herría como en el tema de Irak la línea de actuación es la misma.
5.- El CE del PCPE reclama la solución negociada de los conflictos sobre la base del respeto de la soberanía de los pueblos, el derecho a su libre autodeterminación, y un orden internacional de justicia social, democracia y paz. El respeto al derecho ajeno es la paz.
COMITÉ EJECUTIVO DEL PCPE. MADRID. 11.03.2004
em 12/03/04 as 09:49h
terça-feira, 9 de março de 2004
Noticias de fevereiro de 2004
Estar com a cabeça em algo - em mulher(es), p. ex. - é pensar menos em outras coisas.
Naquelas, tamanho poder que exercem sobre os homens.
Sensação mariana ao sentar-me após pegar impressão e passar pela clubber no núcleo de apoio.
Mulher de meia idade decide se bronzear com segurança no fogão de sua cozinha.
Jovens não tem noção do que é ter filhos, mesmo assim os fazem.
O que mantém as grandes empresas são falcatruas e a mão de obra barata.
A policia é paga para ser violenta. Não se deve reagir a ela desorganizadamente.
ALUCINÓGENAS
Papoula, ou "flor do prazer" para os chineses
Albert Hofmann, por acidente, descobriu o amor.
Ken Kesey lutou pela liberdade do uso da droga da liberdade.
John Pemberton é um dos maiores inventores dos ultimos séculos.
MDMA é descoberto e logo banido por governos que dizem ser exemplares.
Edp
09/03/04 - 16:41h
Estar com a cabeça em algo - em mulher(es), p. ex. - é pensar menos em outras coisas.
Naquelas, tamanho poder que exercem sobre os homens.
Sensação mariana ao sentar-me após pegar impressão e passar pela clubber no núcleo de apoio.
Mulher de meia idade decide se bronzear com segurança no fogão de sua cozinha.
Jovens não tem noção do que é ter filhos, mesmo assim os fazem.
O que mantém as grandes empresas são falcatruas e a mão de obra barata.
A policia é paga para ser violenta. Não se deve reagir a ela desorganizadamente.
ALUCINÓGENAS
Papoula, ou "flor do prazer" para os chineses
Albert Hofmann, por acidente, descobriu o amor.
Ken Kesey lutou pela liberdade do uso da droga da liberdade.
John Pemberton é um dos maiores inventores dos ultimos séculos.
MDMA é descoberto e logo banido por governos que dizem ser exemplares.
Edp
09/03/04 - 16:41h
segunda-feira, 8 de março de 2004
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
21 - 02 - 2003
Carnaval - Revolução - BH - 2004
Quase que não chego no sabado pois, tendo esgotado a passagem para o ônibus da tarde, deveria pegar o das 23 horas, o que me faria chegar em BH lá pelas 4 ou 5 horas de domingo, 1º dia do evento . obs: Fomos eu e meu companheiro de banda, Carlos D.
Ao chegarmos na Rodoviária fomos logo perguntando aos dali como chegavamos na Rua Paraná. A recepcionista, muito simpática por sinal, nos advertiu que aquele pedaço tem alto índice de assalto (e eu com um equip. de mais de R$ 1000). Nos sentindo os fodões, e com o mapa da cidade nas mãos, saímos pela cidade desconhecida. Mais uns dois transeuntes nos advertiram da insegurança local e, quando iamos parar debaixo de um viaduto - assalto certo - um cara ofereceu ajuda. Dispensamos.
_ Tomara que sejam assaltados! Bradou o homem. E foi em direção a rodô.
Chegamos ao Hotel depois de fazer um contorno na praça, andando uns 200 m a mais para fugir de estranhos debaixo de uma marquize no caminho mais curto.
Nos apresentamos na portaria e fomos levados ao terraço por um morador (que dias depois se mostrou um homem feminino). O pessoal da organização havia acabado de sair mas achamos umas pessoinhas lá no terraço...
a partir de agora vou tentar passar para a primeira pessoa.
...vim a saber que eram pessoas da organização que vieram de outras cidades como RJ (CMI), sampa(Radio Muda), Goiania (CMI).
Os caras se mostraram um tanto quanto antipáticos, mais do que esperaria.
Pô! já tava revoltado com o terror que me colocaram desde que cheguei na cidade, encontro uns caras e duas minas que, à princípio, se mostram pouco sociáveis...
Ah! Chegaram, nesse interim, os dois casais mais bizarros do CR. As duas lésbicas LINDAS e; o gigante infantil de Niterói e a duende de Petrópolis.
Daí foi só ouvir mais um beck e catar um canto p/ dormir.
ZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!
Domingo: 1º dia do Carnaval Revolução
O dia começa tumultuado, as coisas não saem como o planejado. Ônibus de sampa chegando, bandas e palestrantes cancelando na hora, quase todos os eventos trocam de horário, repressão interna pois os organizadores são SXE.
As pessoas, principalmente os belorizontinos pareceram não muito amigáveis mesmo.
Aqui tem gente de todo lugar, de nativos a espanhóis, angolanos etc.
Eu tinha feito um roteiro que foi impossivel se seguir. Acabei me infiltrando na Radio Carnaval Revolução, a 'coisinha' que mais deu certo no CR. Eu não saía de lá e tive meus momentos de DJ, entrevistador, debatedor, jornalista, comentarista e, entrevistado, pois foi tocado praticamente todo o CD do Sensorial Estereo enquanto eu e Carlos D falavamos sobre a banda e a cena no RJ.
Barzinho de noite e uma andada a procura de locais apropriados para a prática do grafite e ... sono.
Segunda- feira, penúltimo dia do evento:
Após umas três horas de sono, me levanto com o chamado dos sobreviventes do primeiro dia de Carnaval Revolução. Hoje consegui executar meu roteiro. A Capoeira logo de manhã mudou a minha visão do CR e deu um gás pra eu praticar mais essa arte. Estou todo quebrado (e bronzeado).
Participei de oficinas muito legais: Edição de audio (CMI), onde aprendi um pouco mais sobre Linux e streamming; fizemos, eu e mais três garotas, uma matéria como exercício: entrevistamos um organizador e um cara que passava por lá; Pedagogia Libertária (UFRJ), um pouco do histórico dessa atividade no mundo e no Brasil e propostas de execução nos dias de hoje, como escolas comunitárias, MST etc. Tive que sair antes do fim pois queria aproveitar algo da oficina de Serigrafia: Debaixo de um barulho infernal de uma banda de Rap - acho que cubana - e cheio de dor de cabeça, aguentei o que pude mais tive que ir tomar um banho para relaxar.
Saí para comer algo na rua pois lá só tinha comida Vegan. Os salgados eram frios na maioria das vezes. Tinhamos que fugir para a padaria -baratíssima em comparação com as daqui.
Nessa hora a chuva castigava BH. As ultimas bandas do dia ficaram sem tocar pois o terraço virou uma piscina.
à noite, e com a chuva menos densa, rolou uma festinha do pessoal da TEMP (SP) numa boate na cidade. Foi legal. Bebi umas cerva e não peguei ninguém, apenas conversei um tempão com a M.A, pouco antes de sairmos juntos eu, ela, Renato (SP), as meninas de Petrópolis (o casal mais bonito do mundo) e mais um maluco.
De volta ao hotel, já não tinha como dormir no terraço (unico lugar a se dormir de graça) e tive que ir me virando deitando em qualquer canto nos corredores do Hotel. Pulei para uns três lugares diferentes. Noite mal dormida.
obs: Assisti alguns videos na sessão Carnaval Carnaval. Um deles era um carneiro sendo dissecado vivo, mostrando a crueldade humana para com os animais indefesos.
Terça- feira- ultimo dia do Carnaval Revolução:
Dificuldades para dormir, terraço - dormitório - alagado, ressaca e indisposição - falta de energia - para outra maratona de debates, bandas e afins.
Palestra sobre Drogas onde a palestrante me fez não me sentir culpado por ter tomado o café dela. Gostei da palestrante e do assunto tratado. O que é e o que não é droga, coisas sobre se cuidar para não adquirir doenças quem divide canudos ou agulhas ("o melhor é ter o seu"), grupo de Recife que tem uma espécie de AA dos maconheiros, toda substancia ingerida provoca uma reação corporal etc
Fiz a oficina de Teatro: que desbloqueou-me e fez meu coração quase pular de tanto que batia devido aos exercicios. O Carlos participou dessa comigo, chegou já havia começado. Fizemos uns exercicios que me remeteram à Soma. Fizemos uma esquete que o pessoal que assistiu gostou. Tudo no improviso. Pena não terem filmado.
Agora é hora de se preparar para o bloco que fecha o Carnaval Revolução. Nem tomei banho, deixo para depois do bloco. Pego meu tamborim e meu triângulo e saio com Carlos e mais o Pedro (menino gigante niteroiense): Uma figura de uns dois metros de altura, que deve ter uns quinze anos e se veste como tal. Tem Black Power e usa unha pintada igual ao Ozzy.
Lá embaixo dizem que o pessoal já saiu, para uma praça qualquer que não sabíamos onde era. Perguntei para dois casais se eles sabiam para onde o pessoal tinha ido e eles disseram que iam para lá. Fomos seguindo eles uns dez minutos e, depois de varias batidas em bancas de jornal, uns tapas e muita desinformação para onde estávamos indo, decidimos dizer tchau para eles e procurar o caminho nós mesmos (agora penso o que teria acontecido se tivessemos seguido eles até o pastelzinho que iriam comer que era proximo da praça que eles achavam que o pessoal tinha ido se encontrar para sair com o bloco). Direção oposta.
Voltamos em direção ao hotel e, perguntando a transeuntes se viram um grupo com latas na mão. Para lá! para ali!... Acabamos dando na praça à uns 100 metros do Hotel, no sentido contrario ao que saimos e que nos fez gastar sola da chinelo à toa.
Assim que chegávamos o pessoal já ia saindo da praça. Tivemos que nos apressar para sair junto com eles. Eram mais de duzentas pessoas, entre o pessoal que havia estado no Carnaval Revolução nos ultimos três dias e pessoas dali.
O bloco saiu da praça e caminhou em direção à Rua Paraná. De repente, mandaram parar o bloco. Não sabia o que acontecia. Até então eu estava ali para me divertir num bloco anti- carnavalesco. Sem entender o motivo, voltei com as inumeras pessoas para a praça, foi quando vi um policial à frente do bloco e as pessoas gritando de alegria. Pensei: Que legal! um policial vai nos 'segurar' durante a caminhada do bloco.
Me enganei. O que as pessoas gritavam era para o policial soltar o menino que ele segurava pela gola da blusa.
A rua Paraná foi praticamente fechada pela confusão.
Correria, carros de policia chegando de tudo que é lado, cassetetes e fuzis à mostra, pontapés, socos, empurrões.
Cinco presos, incluindo o menor.
Agora, a minha versão depois que percebi o que acontecia realmente:
A concentração na praça fez com que o policial prendesse o menor por estar portando duas latas de grafite. Não sei se ele pegou o moleque pixando ou o que foi. Sei que o dono das latas não era ele e sim um punk local que dispensou as latas assim que viu os policiais (eram dois na praça). O menor pegou as latas e sofreu a consequencia, sendo levado para a delegacia pelo policial - essa era a hora que cheguei com meus amigos na praça.
O povo não achou correto o menino ser levado e partiu pra cima do policial com o intuito deste não levar o menino. Pelo que percebi nessa hora, era tudo verbalmente. O policial se assustou. Puxou a arma. A confusão foi formada.
O reforço chegou e, sim, já chegaram para arrasar. Eles foram mais violentos do que precisava. Tenho certeza que acharam que tratavam com arruaceiros. Talvez teria sido menos violento se algumas pessoa não tivessem descontado sua raiva num policial (só o vi caido detrás dum carro e sendo pisoteado). Era muita confusão. Não sou capaz de dizer com certeza quem foi que começou mas, com certeza, a policia exagerou. Prenderam uma moça só porque jogou um boneco de papelão em cima do capô do carro de policia (nesse momento acho que ainda não tinham mais do que três carros). Eles arrastavam a moça como se fosse o pior dos bandidos. E quem ousasse se meter levava empurrões, cassetadas etc. Nessa hora vi uma senhora belorizontina jogar um pedaço de pau nas costas do policial que arrastava a moça.
Várias vezes me vi sendo pego por policiais, só por estar por ali por perto.
Dois micro-ônibus da policia chegaram, levaram mais um jovem: O que agrediu um policial por este ter agredido uma outra moça quando esta duvidou ele lhe dar um tiro (me disseram que o policial apontou realmente a arma para ela). O rapaz a conhecia e tomou as dores.
É claro que os integrantes do "bloco" se tornaram algo em torno de cinquenta pessoas, entre os que chegaram depois do tumulto, policiais (uns trinta) etc. Essa minha conta pode estar errada mais a proporção é essa aí.
Poderia estar difamando os policiais e tratar os 'manifestantes' como bonzinhos, mas estou tentando ser o mais justo possivel. Os manifestantes não deveriam em hipotese alguma ter respondido as agressões desnecessárias e, principalmente, à chegada carnavalesca da policia, deviam todos parar e não manter o ambiente tumultuado, pois era isso que a policia queria. Já esperava desde o primeiro dia do evento. Era o que faltava para dar um pouquinho de ação a eles que trabalhavam em pleno carnaval.
A policia errou por achar que se tratavam de pessoas perigosas e chegarem daquele jeito. Só não saiu tiro porque eram pessoas de bem que só queriam se divertir e não concordaram com a prisão do menor.
Daí fui até a porta da Delegacia da Policia Civil com os trinta que não correram quando a policia chegou (lembra da moça que conversei lá na boate? ela é que foi presa). Em clima de manifestação nos sentamos na rua. Carros de policia chegaram e dessa vez fui 'tocado' por um policial, que me levantou do chão e me colocou de pé com um só movimento de seus pesados braços. Cassetete na cabeça de um cara etc. Conseguiram nos colocar na calçada para não atrapalharmos o transito.
Muito disso é possivel se ver no sitio do CMI. As fotos lá estão com qualidade bem ruim mas os videos valem a conferida.
Uma pena não termos um advogado ali na hora, não haver uma organização por parte dos foliões transformados em manifestantes, por ter também moradores que incitavam a violencia contra a policia (que eles mesmo não têm coragem de fazer no dia- a -dia pela repressão que sofrem. Se aproveitaram da ocasião para desabafar).
Uma advogada foi contactada (o pessoal do CMI tinha costas quentes). O pessoal é levado p/ uma outra delegacia.
Cansado, subo para um banho, como algo, falo um pouco na radio, converso com os outros sobre o que aconteceu. Ouço um beck com um pessoal de BH. Agora é só se preparar para dormir. Amanhã cedo devo partir. Só que o terror não acabou.
Tem dois policiais plantados em frente ao Hotel. Quem sai é parado e tem que responder a perguntas. Ninguém pode dormir no terraço, não sabem se a policia vai invadir o hotel a qualquer momento. O contrato com o hotel vai até essa noite. Os aquipamentos tem que ser lacrados e transportados. Back up geral.
Lá do terraço ainda sou obrigado a assistir à policia bater em duas mulheres que trouxeram num camburão e um cara que estava sentado ali proximo e acabou entrando na dança.
Ainda tenho que catar um quarto para dormir, ajudo a arrumar uns equip no quarto.
Tenho que me acalmar pois não posso fazer mais nada e amanhã bem cedo estou indo embora.
Como pudemos ver não houve bloco. O carnaval, como manifestação popular, livre de repressões sociais e morais definitivamente não aconteceu na rua. No Hotel Bragança tive consciencia do quanto precisamos nos unir os que não concordam com o rumo que as coisas tomam nesse mundo cada vez mais levado pelo capitalismo à sede de poder.
Algumas bandas que assisti nestes três dias: Instinto, Morte Asceta, Operação Comdor, uma de RAP, Confronto, Mordeorabo (adorei essa! lembra bastante Hurtmold).
Em 24-02-04 13:28h / diretamante da sala do CMI no segundo andar do Hotel Bragança na Avenida Paraná n 109 - Centro de Belo Horizonte e; finalizado do trampo no RJ em 08/03/04 às 12:35h
EDP
Carnaval - Revolução - BH - 2004
Quase que não chego no sabado pois, tendo esgotado a passagem para o ônibus da tarde, deveria pegar o das 23 horas, o que me faria chegar em BH lá pelas 4 ou 5 horas de domingo, 1º dia do evento . obs: Fomos eu e meu companheiro de banda, Carlos D.
Ao chegarmos na Rodoviária fomos logo perguntando aos dali como chegavamos na Rua Paraná. A recepcionista, muito simpática por sinal, nos advertiu que aquele pedaço tem alto índice de assalto (e eu com um equip. de mais de R$ 1000). Nos sentindo os fodões, e com o mapa da cidade nas mãos, saímos pela cidade desconhecida. Mais uns dois transeuntes nos advertiram da insegurança local e, quando iamos parar debaixo de um viaduto - assalto certo - um cara ofereceu ajuda. Dispensamos.
_ Tomara que sejam assaltados! Bradou o homem. E foi em direção a rodô.
Chegamos ao Hotel depois de fazer um contorno na praça, andando uns 200 m a mais para fugir de estranhos debaixo de uma marquize no caminho mais curto.
Nos apresentamos na portaria e fomos levados ao terraço por um morador (que dias depois se mostrou um homem feminino). O pessoal da organização havia acabado de sair mas achamos umas pessoinhas lá no terraço...
a partir de agora vou tentar passar para a primeira pessoa.
...vim a saber que eram pessoas da organização que vieram de outras cidades como RJ (CMI), sampa(Radio Muda), Goiania (CMI).
Os caras se mostraram um tanto quanto antipáticos, mais do que esperaria.
Pô! já tava revoltado com o terror que me colocaram desde que cheguei na cidade, encontro uns caras e duas minas que, à princípio, se mostram pouco sociáveis...
Ah! Chegaram, nesse interim, os dois casais mais bizarros do CR. As duas lésbicas LINDAS e; o gigante infantil de Niterói e a duende de Petrópolis.
Daí foi só ouvir mais um beck e catar um canto p/ dormir.
ZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!
Domingo: 1º dia do Carnaval Revolução
O dia começa tumultuado, as coisas não saem como o planejado. Ônibus de sampa chegando, bandas e palestrantes cancelando na hora, quase todos os eventos trocam de horário, repressão interna pois os organizadores são SXE.
As pessoas, principalmente os belorizontinos pareceram não muito amigáveis mesmo.
Aqui tem gente de todo lugar, de nativos a espanhóis, angolanos etc.
Eu tinha feito um roteiro que foi impossivel se seguir. Acabei me infiltrando na Radio Carnaval Revolução, a 'coisinha' que mais deu certo no CR. Eu não saía de lá e tive meus momentos de DJ, entrevistador, debatedor, jornalista, comentarista e, entrevistado, pois foi tocado praticamente todo o CD do Sensorial Estereo enquanto eu e Carlos D falavamos sobre a banda e a cena no RJ.
Barzinho de noite e uma andada a procura de locais apropriados para a prática do grafite e ... sono.
Segunda- feira, penúltimo dia do evento:
Após umas três horas de sono, me levanto com o chamado dos sobreviventes do primeiro dia de Carnaval Revolução. Hoje consegui executar meu roteiro. A Capoeira logo de manhã mudou a minha visão do CR e deu um gás pra eu praticar mais essa arte. Estou todo quebrado (e bronzeado).
Participei de oficinas muito legais: Edição de audio (CMI), onde aprendi um pouco mais sobre Linux e streamming; fizemos, eu e mais três garotas, uma matéria como exercício: entrevistamos um organizador e um cara que passava por lá; Pedagogia Libertária (UFRJ), um pouco do histórico dessa atividade no mundo e no Brasil e propostas de execução nos dias de hoje, como escolas comunitárias, MST etc. Tive que sair antes do fim pois queria aproveitar algo da oficina de Serigrafia: Debaixo de um barulho infernal de uma banda de Rap - acho que cubana - e cheio de dor de cabeça, aguentei o que pude mais tive que ir tomar um banho para relaxar.
Saí para comer algo na rua pois lá só tinha comida Vegan. Os salgados eram frios na maioria das vezes. Tinhamos que fugir para a padaria -baratíssima em comparação com as daqui.
Nessa hora a chuva castigava BH. As ultimas bandas do dia ficaram sem tocar pois o terraço virou uma piscina.
à noite, e com a chuva menos densa, rolou uma festinha do pessoal da TEMP (SP) numa boate na cidade. Foi legal. Bebi umas cerva e não peguei ninguém, apenas conversei um tempão com a M.A, pouco antes de sairmos juntos eu, ela, Renato (SP), as meninas de Petrópolis (o casal mais bonito do mundo) e mais um maluco.
De volta ao hotel, já não tinha como dormir no terraço (unico lugar a se dormir de graça) e tive que ir me virando deitando em qualquer canto nos corredores do Hotel. Pulei para uns três lugares diferentes. Noite mal dormida.
obs: Assisti alguns videos na sessão Carnaval Carnaval. Um deles era um carneiro sendo dissecado vivo, mostrando a crueldade humana para com os animais indefesos.
Terça- feira- ultimo dia do Carnaval Revolução:
Dificuldades para dormir, terraço - dormitório - alagado, ressaca e indisposição - falta de energia - para outra maratona de debates, bandas e afins.
Palestra sobre Drogas onde a palestrante me fez não me sentir culpado por ter tomado o café dela. Gostei da palestrante e do assunto tratado. O que é e o que não é droga, coisas sobre se cuidar para não adquirir doenças quem divide canudos ou agulhas ("o melhor é ter o seu"), grupo de Recife que tem uma espécie de AA dos maconheiros, toda substancia ingerida provoca uma reação corporal etc
Fiz a oficina de Teatro: que desbloqueou-me e fez meu coração quase pular de tanto que batia devido aos exercicios. O Carlos participou dessa comigo, chegou já havia começado. Fizemos uns exercicios que me remeteram à Soma. Fizemos uma esquete que o pessoal que assistiu gostou. Tudo no improviso. Pena não terem filmado.
Agora é hora de se preparar para o bloco que fecha o Carnaval Revolução. Nem tomei banho, deixo para depois do bloco. Pego meu tamborim e meu triângulo e saio com Carlos e mais o Pedro (menino gigante niteroiense): Uma figura de uns dois metros de altura, que deve ter uns quinze anos e se veste como tal. Tem Black Power e usa unha pintada igual ao Ozzy.
Lá embaixo dizem que o pessoal já saiu, para uma praça qualquer que não sabíamos onde era. Perguntei para dois casais se eles sabiam para onde o pessoal tinha ido e eles disseram que iam para lá. Fomos seguindo eles uns dez minutos e, depois de varias batidas em bancas de jornal, uns tapas e muita desinformação para onde estávamos indo, decidimos dizer tchau para eles e procurar o caminho nós mesmos (agora penso o que teria acontecido se tivessemos seguido eles até o pastelzinho que iriam comer que era proximo da praça que eles achavam que o pessoal tinha ido se encontrar para sair com o bloco). Direção oposta.
Voltamos em direção ao hotel e, perguntando a transeuntes se viram um grupo com latas na mão. Para lá! para ali!... Acabamos dando na praça à uns 100 metros do Hotel, no sentido contrario ao que saimos e que nos fez gastar sola da chinelo à toa.
Assim que chegávamos o pessoal já ia saindo da praça. Tivemos que nos apressar para sair junto com eles. Eram mais de duzentas pessoas, entre o pessoal que havia estado no Carnaval Revolução nos ultimos três dias e pessoas dali.
O bloco saiu da praça e caminhou em direção à Rua Paraná. De repente, mandaram parar o bloco. Não sabia o que acontecia. Até então eu estava ali para me divertir num bloco anti- carnavalesco. Sem entender o motivo, voltei com as inumeras pessoas para a praça, foi quando vi um policial à frente do bloco e as pessoas gritando de alegria. Pensei: Que legal! um policial vai nos 'segurar' durante a caminhada do bloco.
Me enganei. O que as pessoas gritavam era para o policial soltar o menino que ele segurava pela gola da blusa.
A rua Paraná foi praticamente fechada pela confusão.
Correria, carros de policia chegando de tudo que é lado, cassetetes e fuzis à mostra, pontapés, socos, empurrões.
Cinco presos, incluindo o menor.
Agora, a minha versão depois que percebi o que acontecia realmente:
A concentração na praça fez com que o policial prendesse o menor por estar portando duas latas de grafite. Não sei se ele pegou o moleque pixando ou o que foi. Sei que o dono das latas não era ele e sim um punk local que dispensou as latas assim que viu os policiais (eram dois na praça). O menor pegou as latas e sofreu a consequencia, sendo levado para a delegacia pelo policial - essa era a hora que cheguei com meus amigos na praça.
O povo não achou correto o menino ser levado e partiu pra cima do policial com o intuito deste não levar o menino. Pelo que percebi nessa hora, era tudo verbalmente. O policial se assustou. Puxou a arma. A confusão foi formada.
O reforço chegou e, sim, já chegaram para arrasar. Eles foram mais violentos do que precisava. Tenho certeza que acharam que tratavam com arruaceiros. Talvez teria sido menos violento se algumas pessoa não tivessem descontado sua raiva num policial (só o vi caido detrás dum carro e sendo pisoteado). Era muita confusão. Não sou capaz de dizer com certeza quem foi que começou mas, com certeza, a policia exagerou. Prenderam uma moça só porque jogou um boneco de papelão em cima do capô do carro de policia (nesse momento acho que ainda não tinham mais do que três carros). Eles arrastavam a moça como se fosse o pior dos bandidos. E quem ousasse se meter levava empurrões, cassetadas etc. Nessa hora vi uma senhora belorizontina jogar um pedaço de pau nas costas do policial que arrastava a moça.
Várias vezes me vi sendo pego por policiais, só por estar por ali por perto.
Dois micro-ônibus da policia chegaram, levaram mais um jovem: O que agrediu um policial por este ter agredido uma outra moça quando esta duvidou ele lhe dar um tiro (me disseram que o policial apontou realmente a arma para ela). O rapaz a conhecia e tomou as dores.
É claro que os integrantes do "bloco" se tornaram algo em torno de cinquenta pessoas, entre os que chegaram depois do tumulto, policiais (uns trinta) etc. Essa minha conta pode estar errada mais a proporção é essa aí.
Poderia estar difamando os policiais e tratar os 'manifestantes' como bonzinhos, mas estou tentando ser o mais justo possivel. Os manifestantes não deveriam em hipotese alguma ter respondido as agressões desnecessárias e, principalmente, à chegada carnavalesca da policia, deviam todos parar e não manter o ambiente tumultuado, pois era isso que a policia queria. Já esperava desde o primeiro dia do evento. Era o que faltava para dar um pouquinho de ação a eles que trabalhavam em pleno carnaval.
A policia errou por achar que se tratavam de pessoas perigosas e chegarem daquele jeito. Só não saiu tiro porque eram pessoas de bem que só queriam se divertir e não concordaram com a prisão do menor.
Daí fui até a porta da Delegacia da Policia Civil com os trinta que não correram quando a policia chegou (lembra da moça que conversei lá na boate? ela é que foi presa). Em clima de manifestação nos sentamos na rua. Carros de policia chegaram e dessa vez fui 'tocado' por um policial, que me levantou do chão e me colocou de pé com um só movimento de seus pesados braços. Cassetete na cabeça de um cara etc. Conseguiram nos colocar na calçada para não atrapalharmos o transito.
Muito disso é possivel se ver no sitio do CMI. As fotos lá estão com qualidade bem ruim mas os videos valem a conferida.
Uma pena não termos um advogado ali na hora, não haver uma organização por parte dos foliões transformados em manifestantes, por ter também moradores que incitavam a violencia contra a policia (que eles mesmo não têm coragem de fazer no dia- a -dia pela repressão que sofrem. Se aproveitaram da ocasião para desabafar).
Uma advogada foi contactada (o pessoal do CMI tinha costas quentes). O pessoal é levado p/ uma outra delegacia.
Cansado, subo para um banho, como algo, falo um pouco na radio, converso com os outros sobre o que aconteceu. Ouço um beck com um pessoal de BH. Agora é só se preparar para dormir. Amanhã cedo devo partir. Só que o terror não acabou.
Tem dois policiais plantados em frente ao Hotel. Quem sai é parado e tem que responder a perguntas. Ninguém pode dormir no terraço, não sabem se a policia vai invadir o hotel a qualquer momento. O contrato com o hotel vai até essa noite. Os aquipamentos tem que ser lacrados e transportados. Back up geral.
Lá do terraço ainda sou obrigado a assistir à policia bater em duas mulheres que trouxeram num camburão e um cara que estava sentado ali proximo e acabou entrando na dança.
Ainda tenho que catar um quarto para dormir, ajudo a arrumar uns equip no quarto.
Tenho que me acalmar pois não posso fazer mais nada e amanhã bem cedo estou indo embora.
Como pudemos ver não houve bloco. O carnaval, como manifestação popular, livre de repressões sociais e morais definitivamente não aconteceu na rua. No Hotel Bragança tive consciencia do quanto precisamos nos unir os que não concordam com o rumo que as coisas tomam nesse mundo cada vez mais levado pelo capitalismo à sede de poder.
Algumas bandas que assisti nestes três dias: Instinto, Morte Asceta, Operação Comdor, uma de RAP, Confronto, Mordeorabo (adorei essa! lembra bastante Hurtmold).
Em 24-02-04 13:28h / diretamante da sala do CMI no segundo andar do Hotel Bragança na Avenida Paraná n 109 - Centro de Belo Horizonte e; finalizado do trampo no RJ em 08/03/04 às 12:35h
EDP
terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
sábado, 14 de fevereiro de 2004
terça-feira, 27 de janeiro de 2004
Há principio pensei nesse blog como uma espécie de diário virtual, onde eu registro surpresas do meu dia-a-dia. Mas aí ví que tenho certa dificuldade de contar fatos verídicos mantendo sua veracidade. Minha mente insiste em contar de um jeito particular, o de alguém que está dentro da situação. Mostrar a realidade do meu ponto de vista.
Foda-se! Não é um diário virtual (pois não posto diáriamente) com formato específico. De acordo com minha disponibilidade vou registrar aqui o que minha mente reciclar da existência.
Rio de Janeiro 09:00h, século 21. Após uma noite com Joana.
(Arquivos recentes:):
ANSIEDADE
Cadeira quente
Informação equivocada ao atleta surdo
Me medicando por gripe.
Isso não me sai da cabeça
É como se me esforçasse para lembrar
Desamparo!
A suavidade do universo
Sensação de incomodo!
Inquietação!
Quero enfiar minha cabeça num buraco
Estar sem sensações, sem respostas nos nervos
Posso chorar a qualquer momento
E quase riso no espelho.
Responsabilidade. Sarcasmo.
Parece que vou vomitar.
Tensão localizada no aparelho digestivo
Bolo fecal à beira do abismo
Tire a telha da casa, maior que ela.
Se chover você está protegido.
..................... .................. ....................
NATURAL SELETIVA
Os extremos
É pequeno
Amar diferenças
Nesse momento
A cada dia mais forte
Hormônios são sensações
Tempestade
A cadeira é uma droga
Não às prisões.
Natural seletiva
E o que fazer
Musica Independente
Não RN’R!
Não MPB!
www.forumsocialmundial.org.br
(2004)
Assuntos:
Soberania alimentar
Acesso à terra
Militarização
Democratização da midia
Novos desafios no mundo do trabalho
O problema da agua
Efeitos nefastos da globalização
Propõe:
Uma nova racionalidade
Para organizar a existência
Dos povos em nosso planeta
Isso demora muito.
Acontece:
Acumulo de discussões
Troca de experiencias
Internacionalismo que interessa e rende frutos
É:
Não é organização internacional
Incentiva a discussão sobre os dilemas da humanidade
Estimula a articulação de circulos internacionais
Em cada país, cada um com seu jeito e cultura
Contra o capital dos EUA e sua maquina de guerra
Foda-se! Não é um diário virtual (pois não posto diáriamente) com formato específico. De acordo com minha disponibilidade vou registrar aqui o que minha mente reciclar da existência.
Rio de Janeiro 09:00h, século 21. Após uma noite com Joana.
(Arquivos recentes:):
ANSIEDADE
Cadeira quente
Informação equivocada ao atleta surdo
Me medicando por gripe.
Isso não me sai da cabeça
É como se me esforçasse para lembrar
Desamparo!
A suavidade do universo
Sensação de incomodo!
Inquietação!
Quero enfiar minha cabeça num buraco
Estar sem sensações, sem respostas nos nervos
Posso chorar a qualquer momento
E quase riso no espelho.
Responsabilidade. Sarcasmo.
Parece que vou vomitar.
Tensão localizada no aparelho digestivo
Bolo fecal à beira do abismo
Tire a telha da casa, maior que ela.
Se chover você está protegido.
..................... .................. ....................
NATURAL SELETIVA
Os extremos
É pequeno
Amar diferenças
Nesse momento
A cada dia mais forte
Hormônios são sensações
Tempestade
A cadeira é uma droga
Não às prisões.
Natural seletiva
E o que fazer
Musica Independente
Não RN’R!
Não MPB!
www.forumsocialmundial.org.br
(2004)
Assuntos:
Soberania alimentar
Acesso à terra
Militarização
Democratização da midia
Novos desafios no mundo do trabalho
O problema da agua
Efeitos nefastos da globalização
Propõe:
Uma nova racionalidade
Para organizar a existência
Dos povos em nosso planeta
Isso demora muito.
Acontece:
Acumulo de discussões
Troca de experiencias
Internacionalismo que interessa e rende frutos
É:
Não é organização internacional
Incentiva a discussão sobre os dilemas da humanidade
Estimula a articulação de circulos internacionais
Em cada país, cada um com seu jeito e cultura
Contra o capital dos EUA e sua maquina de guerra
sexta-feira, 9 de janeiro de 2004
Questionando a Verdade Absoluta como algo que acobre toda a vida e é independente delas ...
O que é a realidade? quem é 'são' hoje em dia? porque eu sou considerado por alguns anormal numa sociedade globalizada e em constante mutação? será que os padrões sociais de cinco mil anos atrás devem ser seguidos submissamente nos incoerentes dias de hoje? esses padrões são reais ou já foram desmitificados na Idade Média?
Essas questões são pertinentes se levarmos em consideração as religiões.
Nada é para sempre.
É dito que Deus desce à Terra quando há o aumento da irreligião. Isto já aconteceu algumas vezes, quando Ele tomou forma de homens como Jesus Cristo, Buda, Moisés, Krishna.
A irreligião impera.
Onde está Deus? Onde está o Cristo dessa era?
Essa é a mentalidade ignorante dos mais poderosos governos.
E da humanidade -inconscientemente-, que chama a atenção desse 'Deus' bom lançando bombas nucleares, poluindo a atmosfera desenfreadamente, assassinando pessoas como se mata um mosquito.
O que querem é que Deus desça -apareça na sua forma pessoal- e mostre sua face.
O Homem inventou Deus e precisa mantê-lo fazendo exatamente o que já está escrito. Preso às leis estipuladas por antepassados.
Por quê essa humanidade não aproveita que já sabe que tudo vai acabar em fogo -os raios do sol sem fitros naturais- e evita a extinção da própria espécie? Faz exatamente o contrário?
Não há nada além de nós, aqui, perdidos nesse Universo infinito, que cresce, se desenvolve e se multiplica assim como nossas células, assim como nós em vida.
No mundo, palavras perdem o sentido original. Novas e novos significados são desenvolvidos de acordo com a necessidade social e a evolução científica.
Esta Terra nos foi dada para vivermos, sustentarmos e cuidarmos dela (se quisermos ficar aqui). E o que fazemos???
Já que é dificil executar todas as autorizações dos Livros Sagrados, porquê seguir o que convém e recusar o oposto?
É melhor começar executando o que pede o próprio organismo, o ser individual. Isso é cada vez mais dificil nessa sociedade que quer todos sem vontade própria.
Aconteceu uma coisa extraordinária há pouco:
O céu estava com um dourado como nunca vi antes. Já vi céu púrpura, cinza, azul, negro mas, dourado foi a primeira vez, e foi muito especial.
09/jan/04 20:22h
O que é a realidade? quem é 'são' hoje em dia? porque eu sou considerado por alguns anormal numa sociedade globalizada e em constante mutação? será que os padrões sociais de cinco mil anos atrás devem ser seguidos submissamente nos incoerentes dias de hoje? esses padrões são reais ou já foram desmitificados na Idade Média?
Essas questões são pertinentes se levarmos em consideração as religiões.
Nada é para sempre.
É dito que Deus desce à Terra quando há o aumento da irreligião. Isto já aconteceu algumas vezes, quando Ele tomou forma de homens como Jesus Cristo, Buda, Moisés, Krishna.
A irreligião impera.
Onde está Deus? Onde está o Cristo dessa era?
Essa é a mentalidade ignorante dos mais poderosos governos.
E da humanidade -inconscientemente-, que chama a atenção desse 'Deus' bom lançando bombas nucleares, poluindo a atmosfera desenfreadamente, assassinando pessoas como se mata um mosquito.
O que querem é que Deus desça -apareça na sua forma pessoal- e mostre sua face.
O Homem inventou Deus e precisa mantê-lo fazendo exatamente o que já está escrito. Preso às leis estipuladas por antepassados.
Por quê essa humanidade não aproveita que já sabe que tudo vai acabar em fogo -os raios do sol sem fitros naturais- e evita a extinção da própria espécie? Faz exatamente o contrário?
Não há nada além de nós, aqui, perdidos nesse Universo infinito, que cresce, se desenvolve e se multiplica assim como nossas células, assim como nós em vida.
No mundo, palavras perdem o sentido original. Novas e novos significados são desenvolvidos de acordo com a necessidade social e a evolução científica.
Esta Terra nos foi dada para vivermos, sustentarmos e cuidarmos dela (se quisermos ficar aqui). E o que fazemos???
Já que é dificil executar todas as autorizações dos Livros Sagrados, porquê seguir o que convém e recusar o oposto?
É melhor começar executando o que pede o próprio organismo, o ser individual. Isso é cada vez mais dificil nessa sociedade que quer todos sem vontade própria.
Aconteceu uma coisa extraordinária há pouco:
O céu estava com um dourado como nunca vi antes. Já vi céu púrpura, cinza, azul, negro mas, dourado foi a primeira vez, e foi muito especial.
09/jan/04 20:22h
quinta-feira, 8 de janeiro de 2004
2 de janeiro de 2004; o Mother Joans toca na LB na Bunker.
Odeio a Bunker! Luciano Vianna não representa nada para mim e , p. favor, me diga o que esses midsamer fazem para a cultura no rio de janeiro ou no planeta além da esquina deles.
É um grupinho fechado que só existe para dar e fazer festa na zona sul.
Retornando ao dia 2, melhor ainda. Retornando ao dia 1 de janeiro de 2004:
Cheguei em casa amanhecendo pois passei a virada na casa de um amigo comendo coxa e coração de galinha e bebendo cerveja e pitando.
Fiquei na maior deprê pois eram uns quatro casais e eu segurando vela. O rastafari foi mais esperto que eu e se mandou para a praia da Barra. Mas tudo bem. Estava com conhecidos e estava perto de casa.
Só no dia seguinte fui descobrir que meu mal estar se tratava de uma gripe africana, assim como as abelhas, de tão ruim que fiquei. Passei todo o dia primeiro e as primeiras horas do dia segundo de cama, ou melhor, de chão, pois nem tive disposiçao para subir para a cama. Febre, delírio, sem comer. E dia dois com show marcado.
O Edio (vocal do MJ) me ligou logo cedo (tinham me ligado o dia todo no dia 1 mas não estava neste plano) para ver como estava e confirmei a minha presença nas baquetas. Tomei uns remédio, me enchi de agasalho e, à base de red bull, fui tocar no antro da perdição (que era aquilo cheio de gringo?).
Como sempre, nos apressaram na passagem de som e, depois de semi-passar fomos para o bar (eu , só de red bull). Tinha largado a bolsa com minha camera lá no ''palco '' (se é que pode se chamar aquilo de palco: só cabem a bateria e uma coluna de Meteoro de tampa a visão do baterista. O palco é diagonal e o espaço de público pequenininho. O som não tem para onde sair e a iluminação... voltei para resgatar a dv. E ocorreu!!! : fiquei preso sem poder sair porque entrou, não pode mais sair. Veja só: "musico impedido por segurança (engravatados escrotos) de ir e vir do local onde se apresenta"
Fiquei muito puto da vida e enchi o saco do sacana por pelo menos dez minutos. Quando vi que não tinha jeito, fui dar uma circulada pela boate, tomar um red bull.
Resultado: o que valeu mesmo foi o show, suei pra caralho e ganhei uns calos nos dedos.
Até a próxima!
16 de janeiro tem MJ na Constituição, no Centro.
Odeio a Bunker! Luciano Vianna não representa nada para mim e , p. favor, me diga o que esses midsamer fazem para a cultura no rio de janeiro ou no planeta além da esquina deles.
É um grupinho fechado que só existe para dar e fazer festa na zona sul.
Retornando ao dia 2, melhor ainda. Retornando ao dia 1 de janeiro de 2004:
Cheguei em casa amanhecendo pois passei a virada na casa de um amigo comendo coxa e coração de galinha e bebendo cerveja e pitando.
Fiquei na maior deprê pois eram uns quatro casais e eu segurando vela. O rastafari foi mais esperto que eu e se mandou para a praia da Barra. Mas tudo bem. Estava com conhecidos e estava perto de casa.
Só no dia seguinte fui descobrir que meu mal estar se tratava de uma gripe africana, assim como as abelhas, de tão ruim que fiquei. Passei todo o dia primeiro e as primeiras horas do dia segundo de cama, ou melhor, de chão, pois nem tive disposiçao para subir para a cama. Febre, delírio, sem comer. E dia dois com show marcado.
O Edio (vocal do MJ) me ligou logo cedo (tinham me ligado o dia todo no dia 1 mas não estava neste plano) para ver como estava e confirmei a minha presença nas baquetas. Tomei uns remédio, me enchi de agasalho e, à base de red bull, fui tocar no antro da perdição (que era aquilo cheio de gringo?).
Como sempre, nos apressaram na passagem de som e, depois de semi-passar fomos para o bar (eu , só de red bull). Tinha largado a bolsa com minha camera lá no ''palco '' (se é que pode se chamar aquilo de palco: só cabem a bateria e uma coluna de Meteoro de tampa a visão do baterista. O palco é diagonal e o espaço de público pequenininho. O som não tem para onde sair e a iluminação... voltei para resgatar a dv. E ocorreu!!! : fiquei preso sem poder sair porque entrou, não pode mais sair. Veja só: "musico impedido por segurança (engravatados escrotos) de ir e vir do local onde se apresenta"
Fiquei muito puto da vida e enchi o saco do sacana por pelo menos dez minutos. Quando vi que não tinha jeito, fui dar uma circulada pela boate, tomar um red bull.
Resultado: o que valeu mesmo foi o show, suei pra caralho e ganhei uns calos nos dedos.
Até a próxima!
16 de janeiro tem MJ na Constituição, no Centro.
terça-feira, 16 de dezembro de 2003
Ano novo. A vida continua. Cada vez me descobrindo um libertário, que tenho que aproveitar e curtir a vida pois só tenho esta.
Ontem lia 'Sem Tesão Não há Solução', de Roberto Freire, e uma passagem me fez pensar bastante: diz que o Universo só tem lado de fora. Ou que o lado de dentro do Universo é fora. Só lendo mesmo para entender as teorias libertárias do criador da Somaterapia. Entre outros, em consciente coletivo, ele diz que compactua com a obra poética de Pessoa, essa obra pertence ao citado leitor (Freire)... Ou seja, Hamlet é minha obra... Que se, por exemplo, o som dos Beatles é musica para os ouvidos, é porque compactuamos de um mesmo (in)consciente coletivo... e por aí vai.
Uma coisa que pensei mas, se não me engano, o autor desmentia:
se eu morro nessa dimensão, me suicido,... morro, eu continuo vivo, só que os que ficaram não me vêem, pois abandonei esse corpo.
Eu desenvolvi essa teoria a partir do 'Sem Tesão...'. Já tive a imprensão de meu corpo ter ficado estendido no caminho ao olhar p/ trás e ver o ônibus parado no sinal. Viagens!!!
Ou seja, se já morri, agora estou numa outra dimensão que p/ mim é a mesma da vida que levava.
Junto à teoria de que só temos essa vida, e que ao morrer acaba tudo, somo a minha teoria de que sempre serei o Eduardo enquanto não morrer de morte natural (envelhecer e morrer).
Se morrer de morte por doença na velhice, o máximo que ganho é outro corpo.
Posso também viver nos espaços celestiais com os grandes sábios ou mesmo viver no Paraiso, mas acredito que essas são concepções criadas pelo Homem. Deus está além de toda e qualquer compreensão que possa ser conseguida por qualquer ser vivo. Daí o ideal libertário: nada do que eu ou qualquer homem possa alcansar é a verdade absoluta pois ela está acima de qualquer compreensão dos sentidos materiais.
Ontem lia 'Sem Tesão Não há Solução', de Roberto Freire, e uma passagem me fez pensar bastante: diz que o Universo só tem lado de fora. Ou que o lado de dentro do Universo é fora. Só lendo mesmo para entender as teorias libertárias do criador da Somaterapia. Entre outros, em consciente coletivo, ele diz que compactua com a obra poética de Pessoa, essa obra pertence ao citado leitor (Freire)... Ou seja, Hamlet é minha obra... Que se, por exemplo, o som dos Beatles é musica para os ouvidos, é porque compactuamos de um mesmo (in)consciente coletivo... e por aí vai.
Uma coisa que pensei mas, se não me engano, o autor desmentia:
se eu morro nessa dimensão, me suicido,... morro, eu continuo vivo, só que os que ficaram não me vêem, pois abandonei esse corpo.
Eu desenvolvi essa teoria a partir do 'Sem Tesão...'. Já tive a imprensão de meu corpo ter ficado estendido no caminho ao olhar p/ trás e ver o ônibus parado no sinal. Viagens!!!
Ou seja, se já morri, agora estou numa outra dimensão que p/ mim é a mesma da vida que levava.
Junto à teoria de que só temos essa vida, e que ao morrer acaba tudo, somo a minha teoria de que sempre serei o Eduardo enquanto não morrer de morte natural (envelhecer e morrer).
Se morrer de morte por doença na velhice, o máximo que ganho é outro corpo.
Posso também viver nos espaços celestiais com os grandes sábios ou mesmo viver no Paraiso, mas acredito que essas são concepções criadas pelo Homem. Deus está além de toda e qualquer compreensão que possa ser conseguida por qualquer ser vivo. Daí o ideal libertário: nada do que eu ou qualquer homem possa alcansar é a verdade absoluta pois ela está acima de qualquer compreensão dos sentidos materiais.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2003
Um amigo se dizia deprimido pela merda que é a musica(o Rock) hoje em dia. Disse para ele:
Lembre-se da decaida do rock nos anos 80, quando a eletronica tomou conta dele. O primo sucumbiu.
Depois do revival dos 90, outra queda no fim desses quando a eletronica novamente balançou os andaimes construidos com muito suor desde os tempos de tio Chucky Berry.
Agora ele (o rock) tem que se desdobrar para manter-se no lugar (que nunca foi no topo da Billboard mesmo). Pelo menos manter-se vivo. E como a morte é uma outra forma de vida(imanifesta). Nossa fenix sempre volta. É só buscar outros (os grandes) momentos, quando tinha um maior e sincero contexto politico, talvez. Nessas horas o Rock funciona melhor, né?
Como a geração atual 'não tem do que reclamar'(???). "Está tudo muito bom. Tá tudo muito bem mas, realmente..."
Lembre-se da decaida do rock nos anos 80, quando a eletronica tomou conta dele. O primo sucumbiu.
Depois do revival dos 90, outra queda no fim desses quando a eletronica novamente balançou os andaimes construidos com muito suor desde os tempos de tio Chucky Berry.
Agora ele (o rock) tem que se desdobrar para manter-se no lugar (que nunca foi no topo da Billboard mesmo). Pelo menos manter-se vivo. E como a morte é uma outra forma de vida(imanifesta). Nossa fenix sempre volta. É só buscar outros (os grandes) momentos, quando tinha um maior e sincero contexto politico, talvez. Nessas horas o Rock funciona melhor, né?
Como a geração atual 'não tem do que reclamar'(???). "Está tudo muito bom. Tá tudo muito bem mas, realmente..."
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